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segunda-feira, 26 de março de 2018

Revolução cervejeira em Minas

Revolução cervejeira em Minas

Por Wilson Renato PereiraJornalista, Psicólogo e Psicanalista – 

Eles foram aparecendo aos poucos, trocaram confidências na noite belorizontina e descobriram que tinham os mesmos ideais. Em pouco tempo, seus sonhos se tornaram realidade e, após muita luta, os novos revolucionários mineiros conquistaram o mundo…da cerveja, ganhando importantes prêmios nacionais e vencendo concursos internacionais para o Brasil.

A saga desse bravo pessoal começou há mais de dez anos e agora está sendo registrada em livro que será lançado pela editora Autêntica. Além de revolucionário de primeira hora, proprietário da cerveja “Ave Cesar” e ex-presidente da Associação dos Cervejeiros Artesanais Mineiros (Acerva) o autor, Henrique Oliveira, é escritor, formado em Ciências Contábeis e gestor de governança, riscos e compliance da Belgo Bekaert Arames.
O grupo que iniciou o movimento era formado por amantes da cerveja de qualidade e a maioria residia em Belo Horizonte. Entre eles, Rodrigo Lemos, Rômulo Gresta, José Augusto Silveira, Danilo Leite Mendes, Thomas Karpens, Daniel Gontijo “Draghenvaard”, Pablo Carvalho, Paulo Patrus, Gabriela Montandon, Marco Falcone, Luiz Flávio Leão, Daniel Pinheiro, Felipe Viegas e o mestre cervejeiro Paulo Schiaveto. Nas suas inconfidências, trocavam dicas e experiências cervejeiras via internet e degustavam suas descobertas no icônico bar Frei Tuck Slow Beer, de propriedade de Luiz Flávio.
“A turma ficou conhecida pelo nome de Confraria BH. Aliás, em março daquele mesmo ano, era formada a Confraria Feminina da Cerveja – Confece, também em Belo Horizonte, por um grupo de amigas que também curtiam boas cervejas. Quando os conheci, trocamos afinidades, e apesar de não fabricar cervejas, me juntei a eles”, registra Henrique Oliveira.
Além de consumir, o pessoal também produzia suas próprias cervejas em casa e as compartilhavam com amigos e convidados. A idéia evoluiu para o I BH Home Bier – Mostra de Cervejas Caseiras de BH, realizada no Frei Tuck com o apoio da Falke Bier e da distribuidora Bier Wein. Foram avaliadas cerca de dez cervejas e premiadas as três melhores, produzidas por Thomas Karpen, José Augusto Silveira e Daniel Teixeira Chaves. O evento lotou o lugar e o seu sucesso levou à realização de mais quatro edições.
Inspirados nas associações de cervejeiros artesanais do Rio de Janeiro e São Paulo, em outubro de 2007 alguns cervejeiros caseiros de Minas se reuniram na casa do pai de Henrique Oliveira, para criar entidade semelhante no estado, a ACervA Mineira. O número de associados cresceu rapidamente, assim como o volume da produção de cervejas caseiras, sob a orientação do mestre Paulo Schiavetto.
Por meio da associação, os cervejeiros faziam compras conjuntas de ingredientes, como malte, lúpulo, levedo e alguns equipamentos de menor porte, como chopeiras, cilindros e conexões. Já havia um certo clima de empreendedorismo. Uns passaram a palestrar e dar aulas sobre cervejas, outros decidiram se dedicar à cerveja como profissão. Entre eles, Felipe Viegas da Taberna do Vale, Alencar Barbosa (Cervejaria Küd), Paulo e Geraldo Furst (Fürst Bier); Daniel Pinheiro, Humberto Mendes, Paulo Patrus e amigos (Cervejaria Inconfidentes), Alfredo Figueiredo e Marco Antônio (VM Beer), Normado Morg (Cervejaria Uaimií), Cristiam Nazareno (Cerveja Profana, de Juiz de Fora), Bernardo Gosling (Gosling Beer).
Pablo Carvalho, Rodrigo Parisi, Kelvin Azevedo e Rafael Patrício se tornaram grandes profissionais cervejeiros. José Bento Valia Vargas montou uma distribuidora de insumos e cervejas. João Becker se tornou dono de um bar famoso em Ribeirão Preto, Armando Fontes se tornou designer especializado em rótulos. “O movimento cultural e empresarial relacionado à cerveja então explodiu de vez, com a Acerva Mineira se tornado uma incubadora de talentos”, contou Henrique Oliveira.
Tendo se integrado depois ao grupo dos pioneiros, a jornalista Fabiana Arreguy, da CBN de Belo Horizonte criou o programa Pão e Cerveja, contribuindo para difundir a cultura da cerveja de qualidade em Minas. Por meio do Extra-Malte, o músico Sady Homrich também foi importante nesse aspecto, assim como Carol Patrus, da distribuidora Mamãe Bebidas.
Em razão da qualidade das bebidas produzidas pelo seu setor artesanal, Minas Gerais passou a ser conhecida como a Bélgica brasileira, fama advinda da criatividade dos seus cervejeiros. A ACervA Mineira teve, ainda, participação importante na qualificação de associados para obter a certificação de juízes do BJCP (Beer Judge Certification Program), tornando o maior estado do Brasil em representatividade nas mesas julgadoras de concursos internacionais.
Em seu livro, Henrique Oliveira, registra ainda que, ao longo de décadas, Minas sempre teve destaque no setor cervejeiro graças ao esforço de seus empresários. “Desde o surgimento da primeira cervejaria mineira, em 1841, e a decadência do segmento, logo após a crise americana de 1929, guerreiros como Felício Brandt, Hermógenes Ladeira e Luiz Otávio Possas Gonçalves mantiveram a luz acesa durante as décadas de 1960 a 1990, enfrentando o poderio da Brahma e da Antarctica”.
“Luiz Otávio, o último daquela velha guarda, resistiu até 1999, quando essas duas empresas se uniram após aprovação do CADE”. Mesmo após aquela derrocada, quase que mortal, o candeeiro do micro produtor foi sabiamente repassado em 1997 para Herwig Gangl, Teodósios Tersis, Rodrigo Ferraz e Marcus Brodnik, quando resolveram fundar a Cervejaria Krug Bier. Simultaneamente, naquele mesmo ano, os irmãos Halim e Munir Kalil e Paula Lebbos, incrementavam os seus negócios com a criação da Cervejaria Bäcker”, destacou o autor.
Henrique Oliveira enxerga o cenário cervejeiro artesanal de Minas em franco crescimento, tanto no número de empreendimentos e como pela ousadia dos produtores. “Minas Gerais possui um forte apoio institucional por parte de entidades como a Acerva Mineira, o SindBebidas e a Codemig”.  Para ele, os governos vêm compreendendo que o micro produtor de cervejas não pode ser sufocado com altas taxas tributárias.
“Mas, o futuro requer cautela. As micro cervejarias, para se manter num mercado concorrido e monopolizado por grandes fabricantes, precisam de um bom planejamento, estratégias adequadas, atenção ao fluxo de caixa, atendimento primoroso a clientes e, acima de tudo, racionalização de custos. Fábricas, mesmo que pequenas, requerem ganhos de escala, investimentos constantes em manutenção e ampliação, excelência em seu gerenciamento”, aconselhou.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

V BH Home Bier


Convocação para o V BH Home Bier



Prezados Homebrewers,

Temos o prazer de anunciar que realizaremos o V BH Home Bier por ocasião do Frei Tuck Biergarten, evento de comemoração do aniversário do programa Pão e Cerveja, da Fabiana Arreguy, na CBN, que terá lugar na Cervejaria Küd e na praça dos 4 Elementos (ou Küd Platz), em frente à cervejaria, no dia 19 de julho. Em 2014 o programa completa 5 anos!


Este concurso foi realizado pela primeira vez em 2007, quando o movimento homebrew estava engatinhando em BH. Quase não havia cervejeiros caseiros. Portanto, Marco Falcone e eu, ao idealizarmos o concurso, que, na realidade, recebeu o nome de “Mostra de cervejas caseiras”, decidimos fazer uma eleição das melhores cervejas, independentemente de estilo. O resultado foi muito bom e todos os participantes, assim como o público, se divertiram muito!

Portanto, o BH Home Bier é um concurso onde todos os estilos BJCP competem entre si. Os juízes avaliam a cerveja de acordo com o estilo relatado pelo cervejeiro no momento da inscrição e dão suas notas conforme a adequação ao mesmo. As melhores notas vão para a rodada final, independentemente do estilo. Na rodada final, os juízes, após reavaliarem as amostras, dão suas notas. A cerveja com mais primeiros lugares na avaliação dos juízes é declarada campeã.

Novidades desta edição:

- Em função de o evento de premiação estar sendo realizado no município de Nova Lima e de receber apoio da Prefeitura, decidimos alterar o nome do concurso, que a partir de agora será denominado FT Home Bier, sendo FT as iniciais do Frei Tuck, que recebeu as três primeiras edições do mesmo;

- Os associados da Acerva Mineira terão prioridade na inscrição. Serão 40 vagas e, caso não sejam preenchidas pelos associados, haverá abertura para não associados e cervejeiros de outros estados;

- A cerveja campeã terá sua receita registrada no MAPA e será produzida na cervejaria Küd. A cervejaria não se apropriará da receita, que continua como propriedade do Homebrewer. O cervejeiro participará do processo, inclusive elaboração do rótulo e ficará com 5 caixas contendo 15 garrafas de 600 ml cada, no total de 75 ud. O restante da produção ficará com a cervejaria, que irá fazer seu lançamento no Brew Pub Küd e comercializá-la nas principais casas cervejeiras.

Vale lembrar que será a cerveja dos 5 anos do Pão e Cerveja!

Como participar:

1 - Efetuar o pagamento da taxa de inscrição, no valor de R$ 40,00 (quarenta reais) por cerveja inscrita, via depósito/transferência para a conta corrente abaixo:
            Caixa Econômica Federal
            Agência 0093
            Operação 001
            Conta 30383-1
            Titular Luiz Flávio Leão Ferreira, CPF 827822966-04

2 – Enviar o comprovante para o email freituckslowbeer@yahoo.com.br, incluindo Nome completo do Cervejeiro, telefone e CPF.

3 – Cada cervejeiro poderá inscrever até duas cervejas no concurso. A taxa de inscrição é por cerveja inscrita e não por cervejeiro.

4 – As amostras das cervejas inscritas deverão ser entregues em local, data e hora a ser divulgado posteriormente neste mailing;

5 – Para preenchimento das vagas, será considerada a data e hora da efetivação do pagamento da taxa de inscrição. A critério da comissão organizadora poderão ser abertas mais vagas.
O prazo exclusivo para inscrição de associados da Acerva será até o dia 1º de julho de 2014.
Após o encerramento deste prazo, o cervejeiro já inscrito com o limite de duas amostras concorrentes poderá efetuar novas incrições.

6 – Caso o inscrito não entregue as amostras dentro do prazo estipulado, sua inscrição será cancelada e sua vaga será disponibilizada. Caso seja preenchida, a taxa de inscrição será restituída.

7 – Cada amostra de cerveja inscrita deverá ser composta de quatro garrafas de 500 ou 600 ml da cerveja.
As garrafas serão usadas para avaliação na rodada preliminar e, caso classificada, na rodada final. Nenhuma garrafa será devolvida. As amostras não abertas no concurso poderão ser utilizadas pela organização com propósitos que não de venda ou comercialização de qualquer tipo, durante o evento.

Identificação das cervejas
Cada garrafa deve conter os seguintes dados:
  • Nome, CPF e telefone do cervejeiro participante
  • Estilo BJCP – código e descrição – imprescindível!!
A degustação da cerveja pelos juízes será cega, cabendo à organização impedir a visualização deste rótulo aos mesmos. O rótulo em cada garrafa visa facilitar o controle das amostras, pela organização.

Avaliação das amostras

O concurso terá uma fase preliminar, onde os juízes irão dar notas a todas as participantes, conforme diretrizes do BJCP, avaliando positivamente a adequação ao estilo indicado pelo cervejeiro e, negativamente, off-flavours e outros defeitos.

As seis melhores notas irão para a final, A critério da organização, mais de seis cervejas poderão passar para a final.

Na rodada final, todos os juízes avaliarão todas as cervejas classificadas. Cada um deles irá indicar sua preferida, ou seja, a mais representativa do estilo indicado. Irá, ainda, enumerar as demais cervejas em ordem de preferência até a última colocada.

A campeã será a que tiver mais votos como melhor cerveja da rodada final. Caso haja empate nesse critério, o desempate se dará por votos como segunda colocada e assim por diante, caso necessário.

As datas e locais da avaliação serão divulgadas posteriormente.

Todas as fichas de avaliação da rodada inicial serão disponibilizadas para os cervejeiros, após o evento.
  
Premiação:
As três primeiras colocadas ganharão medalhas e prêmios oferecidos pelos parceiros do evento.

  
Estamos à disposição para dúvidas e outros esclarecimentos que se fizerem necessários Poe email ou telefone, conforme abaixo.



Abraços,

Luiz Flávio L. Ferreira
31-88136366


sábado, 6 de julho de 2013

Pablo Carvalho fatura o BH Home Beer!


Pablo Carvalho fatura o IV BH Home Bier

Pablo Carvalho foi o campeão do IV BH Home Bier com sua cerveja no estilo Imperial Stout! Em terceiro lugar ficou o Flávio e em segundo Túlio, ambos novatos da ACervA Mineira e integrantes do UMC, núcleo de estudos cervejeiros formado pela tutela de Armando Fontes da Louzada Fontes Brew.


O BH Home Bier surgiu em Belo Horizonte, em 26 de maio de 2007, no Bar Frei Tuck, na Savassi, elaborado em conjunto com o Confraria da Cerveja BH, Bier Wein e Falke Bier, o concurso visa avaliar cervejas produzidas por cervejeiros caseiros (homebrewers) de todo o estado, atribuindo notas e salientando pontos de melhoria para aprimoramento técnico e pessoal do pequeno produtor, formador da cultura cervejeira em Minas Gerais.

Pablo Mariz de Carvalho é membro fundador da ACervA Mineira e proprietário da marca de cervejas La Roche Sarsgaard. Parabéns Pablo (um vovô) da ACervA Mineira!








segunda-feira, 1 de julho de 2013

IV BH Home Bier

Freti Tuck promove o BH Home Bier, comemorando o aniversário do Pão e Cerveja de Fabiana Arreguy.
Um festival alto astral com diversos rótulos de micro cervejarias mineiras e convidadas, barracas com petiscos, o melhor do rock & roll com Clube do LP e show ao vivo, quiz cervejeiro com brindes dos parceiros e a IV edição do BH Home Bier – concurso de cervejas caseiras, além do aniversário do programa de rádio mais lupulado do Brasil, o Pão e Cerveja!



Rua Kenton, 36 - Jd. Canadá, 34.000-000 Nova Lima
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