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terça-feira, 8 de julho de 2025

Anuário da Cerveja 2024


Anuário da Cerveja 2024
 

O Anuário da Cerveja 2024, estudo elaborado pelo Ministério da Agricultura e da Pecuária (Mapa), em atendimento às políticas de transparência e difusão do conhecimento gerado a partir de dados públicos, é um documento institucional da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Mapa, que apresenta estatísticas relativas ao registro de estabelecimentos e produtos, bem como informações sobre importação e exportação.

Como fonte das informações referentes aos registros, foram consultados o Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro) e o Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos (Sipe Oraflex).

Como fonte das informações referentes à importação e à exportação de cerveja, foram consultados o Comex Stat e o Portal Único gov.br. Importante destacar que os números relativos à importação e à exportação foram atualizados em relação às versões de anuários anteriores, com a inclusão dos valores relativos à cerveja sem álcool e substituição dos valores em peso (kg) por valores em volume (L). 

Em 2023, o número de cervejarias abertas no Brasil alcançou um recorde histórico de 1.847 unidades, representando um crescimento de quase 7% em relação ao ano anterior. De acordo com o levantamento, há pelo menos uma cervejaria em 771 municípios brasileiros, com maior concentração na região Sudeste.

São Paulo é o estado com maior número de cervejarias registradas, seguido pelo Rio Grande do Sul e Minas Gerais. No entanto, o Pará foi o estado que mais cresceu, com 33,3%, seguido por Mato Grosso do Sul (22,2%).

Outro destaque no estudo sobre a indústria cervejeira no Brasil é o total de registros de produtos: 45.648, com crescimento de 6,6% em relação a 2022.

O anuário de 2025 está previsto para o segundo semestre deste ano. Aguardem.

Saiba mais em: Anuário da Cerveja 2024 - SINDICERV

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Reunião sobre cerveja com o MAPA


Mapa dá continuidade à revisão do padrão de produtos de cervejaria

Prezados(as) Senhores(as),

Dando continuidade aos trabalhos de revisão do padrão dos produtos de cervejaria no Mercosul e no Brasil, informamos que: A CGVB realizará, no período de 20 a 21 de agosto de 2013, reunião para apresentar e discutir o texto elaborado pelo MAPA com base nos comentários e sugestões encaminhados pelos interessados após a 1ª reunião, ocorrida em fevereiro deste ano.

A reunião será aberta aos produtores e representantes do setor produtivo de cerveja e de setores afins ao mercado cervejeiro. A reunião será realizada no seguinte endereço em Brasília / DF:

Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen) – Parque Estação Biológica - PqEB – Av. W5 Norte (final)– Brasília, DF - Brasil - 70770-917 Auditório: Assis Roberto de Bem.
Horário reservado para a reunião - de 8h30 às 12 e 13 às 16h30 horas nos 2 dias. As solicitações de inscrição somente serão recebidas por meio do email: ana.nunes@agricultura.gov.br até o dia 31 de julho de 2013. A indicação deverá conter os dados indicados abaixo: 

Nome da entidade; Nome completo do(s) indicado(s);email; Telefone e fax.

Observação: O MAPA poderá solicitar a redução do número de indicados, pois há o intuito de promover a participação do maior número e diversidade de entidades. Caso o número de solicitações de inscrição ultrapasse a capacidade do local, no dia 5 de agosto encaminharemos e-mail às entidades com maior número de solicitações restringindo o número de indicados e informando o número de vagas disponibilizadas para a respectiva entidade.

Para maiores informações, contatar a CGVB via Tel: (61) 3218-2327 ou via o e-mail de recebimento da solicitação da inscrição indicado acima.

Atenciosamente,
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Divisão de Bebidas - DBEB
Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal – DIPOV
Secretaria de Defesa Agropecuária - SDA
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA
Tel: (61) 3218-2336 ou (61) 3218-2327
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 MA
Foto: 123RF

quarta-feira, 20 de março de 2013

Cerveja Caseira no Brasil


Ao Ministério da Agricultura, Pecuária  e Abastecimento 
Secretaria de Defesa Agropecuária: 
Assunto: Resposta à Consulta Pública referente à Portaria nº 34, de 28 de fevereiro de 2013.

Prezados Senhores,

Por esta levamos ao vosso conhecimento, o fruto das discussões do grupo “Regulamentação da Cerveja Caseira no Brasil”, sitio <http://groups.google.com/group/regulamentacao-cerveja-caseira>, o qual atualmente possui 276 membros espalhados por todo o Pais - da região Norte a região Sul, e integrantes de fóruns e grupos regionais, bem como associações. Nosso grupo cresceu 27% desde a resposta a Consulta Publica referente a Portaria 142/2012, demonstrando o crescente interesse da comunidade cervejeira caseira sobre o assunto.

Da mesma forma que vimos com grande satisfação a submissão a Consulta Publica a “Portaria SDA/MAPA 142/2012”, mantemos nossas posições em relação a “Portaria SDA/MAPA 34/2013”, publicada no DOU pagina 21, Seção 1 do dia 28 de Fevereiro de2013. 

As Consultas Publicas são parte de um importante processo de dialogo com a sociedade e que deve ser parabenizado, pois ajuda a construir e consolidar a cultura democrática em nosso Pais. O setor de cervejas especiais está em crescimento e e muito oportuna esta Consulta Publica neste momento impar, equivalente em importância para a cultura cervejeira no Brasil, quando da vinda das primeiras cervejas com a Família Real e seu estabelecimento neste País.

Embora o mercado de cervejas especiais venha aumentando e haja na redação da Portaria no. 34/2013 uma evolução em conceitual, em nossa opinião, o texto conforme apresentado ainda mantem entraves, que podem impedir o franco desenvolvimento de uma cultura cervejeira genuinamente Brasileira, a despeito da grande biodiversidade de nosso Pais e do empreendedorismo e criatividade de nossos cidadãos.

A empresa inglesa Mintel, uma das empresas de pesquisa mais respeitadas no mundo e especializada em inteligência de consumo e produto, divulgou em 2012 o resultado de uma pesquisa sobre o mercado de cervejas no Brasil. O setor de Cervejas Premium no Brasil obteve impressionantes 18% de crescimento em 2011, mesmo período em que houve queda de 2% no volume de produção das cervejas mainstream. No sitio da Mintel, o analista Lucas Marangoni diz: “O mercado brasileiro de cerveja apresenta um paradoxo.  Por um lado, pode ser considerado bastante desenvolvido com uma das maiores taxas de consumo anual per capita da America Latina (67 litros) e índices de frequência e penetração próximos a de culturas fortes no consumo de cerveja, como o Reino Unido e EUA (com taxas de consumo anual per capita (de 65 e 75 litros, respectivamente). Por outro lado, em termos de diversidade de produtos, inovação e complexidade da categoria, o mercado brasileiro ainda pode ser considerado incipiente.” Ainda, conforme reportagem televisiva veiculada no Jornal da Globo em 26 de dezembro de 2012, o aumento no consumo de cervejas premium ou especiais de janeiro a setembro de 2012 foi de 17%, frente a um aumento de 2,6% no mercado total. 

O Grupo Pão de Açúcar divulgou, no primeiro balanço das vendas do Natal 2012, um crescimento de 104% nas vendas de cervejas especiais. Ou seja, o interesse do brasileiro em relação a cervejas especiais vem claramente aumentando nos últimos anos em um ritmo muito mais acelerado do que o próprio mercado geral do setor. Portanto, o desenvolvimento do mercado em termos de maturidade - com mais variedade, apresentando produtos mais diversificados, mais marcas, mais estilos, produtos realmente diferenciados (em oposição ao "mais do mesmo", que hoje se mostra em decadência, mas ainda aparece nas gondolas de supermercado) - é essencial. É interessante também salientar que, para a balança comercial, os produtos nacionais premium não dominam as prateleiras. O que se vê são muitas cervejas importadas ocupando o espaço - sejam elas alemãs, holandesas, checas, americanas e ate mesmo de países com pouca tradição cervejeira, como Japão e Espanha. Facilitar o acesso a produtos nacionais premium de forma competitiva ao consumidor brasileiro teria, sem dúvida, um impacto positivo, nao somente para o consumidor e produtor, mas sim para o mercado brasileiro de cervejas como um todo. Entendemos que já existem alguns produtores próprios no Brasil capazes de contribuir para isso: nano, micro e pequenas cervejarias, bem, como as cervejarias caseiras - que hoje atuam de modo informal (não confundir com os cervejeiros caseiros que produzem cerveja como hobby, para consumo próprio.)

Nesse documento, trataremos exclusivamente das propostas para a regulamentação das Cervejas Caseiras, que é o foco do nosso grupo de discussões.

1. A Cerveja Caseira e os Produtos Diferenciados ("Especiais" ou "Premium") 

Quem acompanha os grupos de cervejeiros caseiros pode notar que o objetivo principal destes produtores caseiros e a busca pela perfeição e inovação. Minimizar ou eliminar defeitos nas cervejas (diacetil, sulfeto de dimetila, acetaldeido), reproduzir e reinterpretar estilos de cervejas e buscar novos sabores através de inovações de processos ou uso de vegetais locais são parte corriqueira de seu dia-a-dia. Inclusive evitar aditivos químicos, que alterem o paladar, aroma e sanidade do produto elaborado, garantindo uma melhor percepção orgânica das cervejas. As maiores inovações, entretanto, não chegam a beneficiar o mercado consumidor, visto que a venda de cerveja caseira atualmente não é permitida. Em alguns países, como o Reino Unido e Nova Zelândia, a venda da produção de cerveja caseira é permitida desde que com a obtenção de uma licença - e entendemos que em nosso Pais, adotar tal pratica também seria interessante.

Nos últimos anos, assistimos um grande crescimento no segmento Premium, no setor de cervejas no Brasil. O aumento do poder aquisitivo do brasileiro, aliado as facilidades encontradas pelos importadores tiveram papel fundamental no desenvolvimento deste mercado ate o momento. Com a inexorável expansão deste mercado (que, segundo a Mintel, movimentou cerca de R$ 5,29 bilhões em 2011) e o decorrente aumento das importações de bebidas industrializadas, vislumbramos a real necessidade de desenvolvermos a nano, micro e pequena indústria nacional de cerveja, notoriamente no ramo Premium. Entretanto, com os recentes aumentos de impostos aplicados ao setor, os investimentos em cervejarias com foco no mercado de cervejas especiais torna-se menos atrativo que em outras áreas. Sendo assim, entendemos que seria de grande contribuição, como também salutar, acreditar na Cervejaria Caseira como forma de suprir, em parte, esta demanda e preparar espaço para no futuro virarem microcervejarias, que tão bem podem reposicionar nossa indústria cervejeira e leva-la a um maior reconhecimento internacional em termos de qualidade e diversidade. Além disso, esta medida estimularia toda uma cadeia produtiva - desde os estudos e produção de grãos, lúpulos, maltes e adjuntos ate o comercio varejista de matérias-primas e das próprias cervejas - o que, evidentemente, geraria mais empregos e ampliaria a arrecadação de impostos.

2. Propostas para a Regulamentação da Cerveja Caseira

Nas discussões ocorridas no grupo, três principais assuntos surgiram: a livre permissão para produção de cerveja caseira para consumo próprio, a flexibilização das exigências para o registro de estabelecimento e produto e a definição de limites para a produção de cerveja caseira para fins comerciais.

2.1. Livre Permissão para produção da Cerveja Caseira para consumo próprio

Entendemos que a própria diversidade cultural de nosso Pais, formada em sua grande parte por imigrantes, e um fator crucial para que seja finalmente explicitada em nossa Legislação a permissão para a produção de também da Cerveja Caseira para consumo próprio. Vemos como desnecessária qualquer fiscalização ou necessidade de registro no MAPA para tal atividade, cabendo ao município enquadrar de acordo com seu zoneamento e/ou plano de uso do solo.

2.1.1. Concursos, Festivais e Afins

Defendemos que seja permitida a organização de eventos para divulgação da cultura cervejeira - como concursos, festivais e afins - e que a entidade organizadora destes eventos contrate um Responsável Técnico e notifique o MAPA com antecedência, encaminhando uma lista de cervejeiros produtores participantes. A cobrança de ingressos para tais eventos poderia custear a contratação do Responsável Técnico, bem como a estrutura necessária para que o evento transcorra com segurança.

2.2.Flexibilização de exigências para o Registro de Estabelecimento e Produto.

Entendemos que a comercialização de Cerveja Caseira deveria ser permitida e facilitada, desde que não haja comprometimento da qualidade e segurança do produto e consumidores. Do ponto de vista técnico, a parte da qualidade e segurança poderia ser facilmente controlada através de analise sensorial. Como a produção é limitada a pequenos lotes, o risco do ponto de vista de saúde publica e ínfimo. Sendo assim, o que propomos seria uma flexibilização nas exigências para o registro de estabelecimento e produto, com a inclusão no Anexo I da Portaria no. 34/2013 do seguinte paragrafo:

"3. Registro de Estabelecimento Artesanal ou Estabelecimento Caseiro
a. Solicitação de registro de estabelecimento (Anexo IV);
b. Comprovante de inscrição no Cadastro de Pessoa Física ou Cadastro
Nacional de Pessoas Jurídicas no simples nacional;
c. Manual de Boas Práticas."

No caso, o Manual de Boas Praticas, dever-se-ia incluir: procedimentos de estocagem de matérias-primas, insumos, produtos acabados, procedimentos de limpeza e conservação do local de produção e equipamentos, e principalmente o olhar e compromisso ao destino dos resíduos gerados na produção da cerveja, para resguardar o meio ambiente, como também a saúde publica, precavendo-se contra vetores e no controle de zoonoses, sendo assim e explicito e necessário:

● o registro de lote e sua rastreabilidade,
● o registro de analista e dos resultados das analises sensoriais de cada lote
previamente a sua comercialização.

As analises sensoriais, que podem ser realizadas pelo próprio cervejeiro caseiro ou outro profissional treinado (como sommelier de cervejas ou técnico em Alimentos, por exemplo), permitem a detecção de contaminações químicas e microbiológicas; consideramos como parte fundamental na questão da segurança do produto e consumidores.

2.2.Limites para a produção de Cerveja Caseira para fins comerciais.

Fizemos um levantamento de vários dados da legislação vigente, consulta a legislação internacional, valores de consumo de água e energia para a produção em cervejarias caseiras. Levando-se em conta o consumo de agua na relação agua/cerveja, chega-se ao valor entre 4 e 6 litros de agua para cada 1 litro de cerveja produzida, observando-se inclusive a limpeza dos utensílios e do local. Já em relação aos rejeitos (resíduos sólidos), estes ficam na ordem media de 0,6 kg de bagaço do malte e trub (resto de lúpulo fervido) para cada 01 (um) litro de cerveja produzida. Essas quantidades variam conforme o estilo de cerveja produzido, contudo e confirmada em literatura de instituições como a da CETESB e em medições empíricas. Observando-se criteriosa e responsavelmente estas quantidades e relações rejeitos sólidos e efluentes líquidos (bagaço, malte, trub, e aguas servidas)/produto, entendemos que seria razoável um limite de produção caseira entre 750 e 73.000 litros anuais, para um regime diferenciado conforme proposto no item 2.2. Isso permitiria a normatização e regularização de milhares de negócios familiares, com o conhecimento do MAPA. 

Conclusão

Gostaríamos de concluir mais uma vez ressaltando a importância do cervejeiro caseiro para a inovação e diversificação do setor de cervejas especiais. Defendemos a flexibilização do registro de estabelecimento para os cervejeiros caseiros, bem como a permissão de produção de cerveja caseira para consumo próprio isenta de registro e o livre transito destes produtos para participação em concursos, festivais e eventos afins. Com relação ao destino de resíduos, defendemos que todo rejeito gerado na produção de cerveja para comercialização deve ter seu destino declarado e se possível cadastrado. Entendemos que previamente a comercialização da cerveja caseira, dever-se-á efetuar analises sensoriais para fins de controle de qualidade. Quanto aos limites de fabricação para enquadramento como cerveja caseira, defendemos um teto de 73.000 litros anuais para bares, pubs e restaurantes e limites menores conforme a infraestrutura do produtor e sua capacidade de adequação as legislações ambientais e sanitárias existentes.

Portanto, longe de nos posicionarmos a favor da venda indiscriminada de cerveja caseira, desejamos sim viabilizar a produção e comercialização responsável de produtos e, talvez o mais importante, com qualidade. Esperamos ter contribuído para uma melhor regulamentação do setor e colocamo-nos a disposição para futuros esclarecimentos e discussões.

Cordialmente,
Edson Katekawa
Eduardo Formenti Engler
Saulo Campolina Franca

Moderadores do Grupo de Discussão "Regulamentação da Cerveja Caseira no Brasil" e demais membros do Grupo de Discussão "Regulamentação da Cerveja Caseira no Brasil"

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

MAPA e insumos para cervejarias


Governo quer liberar cervejas com mel, frutas, leite e chocolate

Do UOL, em São Paulo
O Ministério da Agricultura estuda alterar os padrões de produção permitidos para a cerveja no Brasil, com o objetivo de eliminar restrições feitas no país a ingredientes e técnicas já utilizados em outros países. Entre as alterações previstas está a possibilidade de usar produtos de origem animal na elaboração da cerveja, como leite, mel e chocolate (fabricado com leite), além de ingredientes como frutas, ervas, vegetais e flores.

"Hoje são importadas cervejas com características que a nossa legislação para a produção não permite. Essa mudança pode dar mais competitividade à indústria nacional", afirmou o diretor do Departamento de Inspeção de produtos de Origem Vegetal do ministério, Álvaro Viana.


Liberação vai depender de consulta pública


Na terça-feira (5) e quarta-feira (6), técnicos do ministério estiveram reunidos com representantes do setor produtivo, associações de consumidores, instituições de ensino e microempresários  para receber sugestões do segmento.

A próxima etapa para liberar o uso dos ingredientes no Brasil é submeter as propostas à consulta pública. O ministério pretende abrir o prazo de 60 dias da consulta ainda este mês. Depois desta etapa, o documento será submetido para análise do departamento jurídico do ministério. O ministério ainda não definiu se as alterações serão regulamentadas por decreto, instrução normativa ou projeto de lei.


Obama fabricou cerveja com mel


Cervejas com estes ingredientes são comuns em outros países. A equipe do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, produz na Casa Branca versões caseiras de cerveja que levam mel na elaboração, batizadas de "The White House Honey Ale" e "Honey Porter".

Fonte: http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/02/07/ministerio-quer-liberar-cervejas-com-mel-frutas-leite-e-chocolate.htm

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Homebrew profissional

"Ciganas", as cervejas que vivem de aluguel


Os amigos Bernardo Couto e Salo Maldonado, três anos improvisando cerveja em garrafões de plástico, garrafas PET, panelão de feijoada e isopores, lançaram em janeiro seu primeiro rótulo comercial, engarrafado. Como grande parte das artesanais brasileiras, a carioca Hi5 tinha a missão de desviar das pilsen e weizen exploradas pela indústria. Cumpriu. É lupulada e amarga como as India Pale Ale, um estilo criado na Inglaterra do século 19, mas caramelada, escura como as "schwarzbier" alemãs. E, não bastasse ser híbrida, é nômade também.

Luciana Whitaker/ValorSem fábrica própria, ela é o que se apelidou nos Estados Unidos e Europa de "cerveja cigana", uma categoria que cresce no Brasil no ritmo dinâmico do mercado de rótulos especiais. Seus gestores, sem as dívidas, desafios de custo, problemas administrativos e contas a pagar da grande indústria, experimentam mais do que as marcas tradicionais e têm criado um novo nicho de mercado.

Os mil litros de chope da primeira batelada da Hi5 foram feitos na fábrica da Cervejaria Allegra, zona Oeste do Rio, e distribuídos para oito bares - no Rio, em São Paulo, Porto Alegre (RS) e Gramado (RS). Neste mês, a produção, agora de 2,5 mil litros, migrou para São Paulo. Localizada no município de Socorro, a 140 quilômetros da capital, a Cervejaria Magnus, diz Couto, tinha melhor capacidade para atender à demanda maior. A terceira leva ainda não tem origem certa - o que não angustia os cervejeiros. "Podemos nos concentrar em desenvolver a linha de produtos e pensar melhor na estratégia de marketing", diz Couto. Ele é jornalista e Maldonado, sócio da distribuidora Infusion e do bar Beer Jack, em Botafogo. Como eles, muitos dos criadores de rótulos artesanais brasileiros são "hobbistas", dedicam-se à cervejaria nas horas vagas.

"Ciganas" do Brasil
David Figueira, presidente da Associação dos Cervejeiros Artesanais de São Paulo (Acerva paulista), estima que o custo de instalação de uma planta com capacidade inicial entre 20 mil e 40 mil litros por mês chega a R$ 2 milhões, incluindo gastos com equipamentos, que equivale a um quarto do total. O retorno, ele diz, vem em seis ou sete anos, em média.
Até pouco tempo, as microcervejarias costumavam ceder seu espaço ocioso para grandes players. Elas eram usadas como incubadoras de marcas novas, como foi o caso da Devassa - foi a Allegra que começou a produção do rótulo que hoje pertence ao grupo Schincariol -, e para aliviar o uso da capacidade instalada das fábricas maiores.

Com o fortalecimento das entidades representativas do setor, especialmente as Acervas, cresceu o número de "hobbistas" dispostos a empreender. Na outra ponta, as microcervejarias têm encarado o aluguel da fábrica como forma de amortização de seu investimento inicial. Nos últimos cinco anos, seis associados da Acerva de São Paulo e oito do Rio começaram a produzir em escala comercial - e em plantas terceirizadas. Lúcio Fialho, presidente da Acerva carioca, acredita que o número deve ganhar força nos próximos anos. "Nacionalmente, temos hoje 500 associados, metade do número de cervejeiros da grande Chicago. Nos Estados Unidos [referência no segmento artesanal], existem 30 mil".

Apesar de mais difundidos, os rótulos "ciganos" também são recentes em países da União Europeia e nos Estados Unidos. Pioneiro e grande entusiasta da cervejaria itinerante, Mikkel Borg Bjergsø começou a produzir em 2006, na sua Dinamarca natal, país da gastronomia "cabeça aberta" e do melhor restaurante do mundo, o Noma. A Mikkeller, do cervejeiro, já lançou de pilsen à Beer Geek Bacon, feita com malte defumado e café.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento contabiliza no Brasil 68 estabelecimentos produtores de cerveja e 116 marcas. As estatísticas não fazem distinção entre microcervejarias e grandes produtores. Cada brasileiro consome, segundo estatísticas do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), 57 litros por ano - menos do que países como África do Sul (58), México (60), Alemanha (120) e República Tcheca (160). Dados do Sindicerv de 2009 apontam que o mercado nacional produz 10,94 bilhões de litros por ano - cerca de 6% do total mundial - e fatura R$ 31 de bilhões. Os números, mais uma vez, não detalham a participação das microcervejarias. A Acerva estima, entretanto, que o segmento participa com menos de 1% da produção nacional.

Ainda que incipiente, completa Fialho, o avanço dos rótulos "ciganos" e a tendência de terceirização no setor, além de ampliar exponencialmente a variedade de rótulos, tende a "reorganizar a cadeia" e o mercado, oligopolizado por grandes fusões.
Para quem acha que esse mercado já está cristalizado e que dificilmente sofreria mudanças, Bob Pease, diretor da Associação dos Cervejeiros Artesanais dos EUA, faz uma comparação interessante. Ele diz que o panorama do mercado cervejeiro do Brasil é muito semelhante ao americano no início da década de 70, "com grandes cervejarias dominando a produção e fazendo basicamente um único tipo de bebida, a lager light [exatamente o estilo da nossa pilsen]". "Nos anos 70, havia 42 cervejarias artesanais nos EUA. Hoje, temos 1.717." E os americanos procuram estilos diversos hoje em dia.


Fonte: Jornal Valor 25.05. 2012, página D6. © 2000 – 2012. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A.
Leia mais em:
http://www.valor.com.br/cultura/2763320/ciganas-cervejas-que-vivem-de-aluguel#ixzz21rZlUhTT

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Peripécia no MAPA

João Marcelo, da ACervA Mineira, colocou mais um ponto no MAPA!


retransmitimos as palavras de João, com louvor:

"Meus caros amigos cervejeiros,

é muita alegria comunicar que o registro da minha tripel saiu hoje pelo MAPA-RJ. Eu não tenho filhos mas sinto que já sei um pouco como é.

O processo teve início em abril, através do preenchimento de um formulário básico da receita preparado pelo estabelecimento produtor que encontrei em Janeiro/2012 em Jacarepaguá/Rio de Janeiro (Cervejaria Allegra). Pelo MAPA, não houve custos. Paguei o necessário para o estabelecimento operar a comunicação com o MAPA-RJ, através de sua responsável técnica, e nada mais. Encomendei a batelada inicial, de mil litros, que em breve será disponibilizada aqui pelas nossas bandas.

Um dia antes da produção me reuni com o cervejeiro consultor deles, o Maurício, da Cervejaria Terezópolis, e acertamos a receita que eu havia passado previamente. Foi uma tarde maravilhosa quando discutimos pormenorizadamente cada etapa da produção da cerveja que faríamos no dia seguinte. E durante a produção, ver na "panelona" industrial as mesmas texturas e mudanças de cor que eu assisti tantas vezes na minha panelinha de 20 litros, foi emocionante. O resultado foi uma cerveja muito gostosa, linda, e liberada para comercialização no Brasil.

Minha próxima etapa agora é obter uma inscrição estadual e um CNPJ para movimentar minha menina livremente e dar maiores passos nessa cena cervejeira exuberante.

Um forte abraço a todos vocês que fazem parte disso tudo!

Pão e cerveja! João Marcelo
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