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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Motos, Bikes e Cervejas

 

Duas Rodas e Um Copo: A Alquimia Perfeita entre Motos Custom e Cerveja

A estrada e o copo sempre falaram a mesma língua. Para quem vive a cultura das motocicletas customizadas, a viagem nunca termina quando o motor desliga; ela continua na mesa de um pub, com um copo de cerveja na mão. Mais do que hobbies, o motociclismo de estilo e a cultura cervejeira compartilham o mesmo DNA: a busca pela liberdade, o respeito à tradição e a valorização do que é feito de forma artesanal.

O Legado de Ferro: Moto Clubes Harley-Davidson e as Pale Ales

Os motoclubes dedicados à Harley-Davidson carregam o peso da tradição americana. O som icônico dos motores V-Twin pede um ambiente de camaradagem e lealdade. A Conexão Cervejeira: essa irmandade combina perfeitamente com as American Pale Ales (APA) ou as clássicas Amber Lagers. São cervejas com o amargor presente do lúpulo americano, mas fáceis de beber após longas horas na estrada, refletindo o espírito bruto e autêntico da marca de Milwaukee.

A própria Harley-Davidson já licenciou latas históricas em parceria com gigantes como a Miller Brewing Co. para grandes eventos como a Daytona Bike Week. 

No cenário nacional, a conexão mais emblemática está no coração de Minas Gerais, com a clássica Capitão Senra, idealizada pela Cervejaria Backer. Esta Amber Lager foi feita em homenagem ao icônico Capitão Senra, lendário batedor do exército e uma das maiores referências do motociclismo Harley-Davidson no Brasil. É uma cerveja de cor âmbar, com sabor equilibrado de malte e lúpulo, ideal para brindar após horas engolindo asfalto. Há também as versões Pilsen e Session IPA. Ainda em Minas Gerais, a Cervejaria Krug Bier é patrocinadora de um dos maiores encontros de motocicletas do país, o Bike Fest, da cidade de Tiradentes. No Centro-Oeste brasileiro há também a Biela Bier, uma cerveja que leva em sua alma a vida sobre duas rodas.

A Elegância Britânica: Os Hogs da Triumph e as Cervejas de Pub

A Triumph traz para as estradas uma mistura única de sofisticação britânica e espírito rebelde, muito viva nos clubes de modelos clássicos e modernos. A Conexão Cervejeira – o par ideal para uma Triumph é uma legítima English IPA, uma Brown Ale ou uma boa Stout com Nitrogênio. São estilos maltados, ricos e complexos, que remetem aos pubs tradicionais de Londres. É a escolha de quem valoriza a engenharia refinada, a história e o estilo "gentleman" sem perder a atitude. No Brasil, a Triumph Motors tem como referência, Edna Falcone, a maior vendedora da marca.

Nos Estados Unidos, mais precisamente em Princetown há a Cervejaria Triumph. Tive a oportunidade de conhecer essa marca que, apesar de não pertencer à tradicional fabricante de motocicletas, possui cervejas que qualquer legionário da Triumph gostaria de experimentar.

Customização Extrema: As Choppers e as Cervejas Artesanais Extremas

As choppers — com seus garfos longos, quadros rígidos e pinturas psicodélicas feitas à mão — representam a contracultura pura. Não existem duas choppers iguais. Cada uma é uma obra de arte única moldada pelo próprio dono ou por oficinas especializadas. Há tantas criações inusitadas que tem gente que inventou até Chopper movida a cerveja, conhecida por Bike Beer.

A Conexão Cervejeira: O mundo chopper exige cervejas que também desafiem as regras. Estamos falando das Imperial IPAs (potentes e amargas), das Sour Beers (complexas e ácidas) ou de cervejas envelhecidas em barris de uísque. Assim como uma chopper barulhenta e radical, essas cervejas não foram feitas para agradar a todo mundo, mas sim para quem busca personalidade extrema.

O Ponto de Encontro: Onde a Cultura se Funde

Hoje, o ápice dessa união acontece nos chamados "Moto Pubs" e garagens conceituais. Locais onde oficinas de customização dividem o espaço com torneiras de chope artesanal. O cheiro de graxa, couro e gasolina combina perfeitamente com o aroma de malte e lúpulo, criando um refúgio para quem entende que o destino final é apenas uma desculpa para celebrar a jornada entre amigos.


Fotos: Internet/Cervejaria Backer,Triumph Brewing Co (https://www.triumphbrewing.com/)




quarta-feira, 19 de junho de 2024

XXXII Bike Fest

 



Krug Bier é a cerveja oficial do Bike Fest

O 32o. Bike Fest ocorrerá na cidade histórica de Tiradentes entre os dias 26 a 30 de junho. O evento é um dos maiores encontros de motociclistas do Brasil, onde diversos pilotos se reunem para contar histórias, experimentar novidades gastronômicas, ouvir uma boa música, além de adquirir equipamentos e acessórios. 

Na gastronomia, a cerveja oficial do evento é a Krug Bier. Fundada em 1997, a Cervejaria Krug é referência no estado de Minas e é sinônimo de qualidade.



Dia 26 de junho haverá abertura dos estandes e a praça de alimentação. Na sequência, a Band Mosh Lab, tocará no Santíssimo Resort abrindo a programação. Outras bandas também farão bonito no evento, como Outerbound, Ca$h e V8 Blues Band. ( A propósito: Conhece a Bike, que anda com cerveja? Conheça a Bike Beer, clicando no nome).

Veja a programação completa a seguir:











terça-feira, 17 de setembro de 2019

Cervejaria Biela Bier


Vai uma Biela ai?

Em setembro, Carlos Bufon, proprietário desta cervejaria localizada em Luziânia, Goiás nos contou um pouco mais sobre a história dessa afamada empresa, repleta de motociclistas e rock and roll!

Como iniciou a ideia de produzir cervejas em Luziânia até montar a cervejaria?
A primeira vez que tive contato com cervejas artesanais foi em uma das minhas viagens de moto, e desde então, busquei apreciar cervejas diferenciadas. Porém, em Luziânia, cidade em que moro, dificilmente as encontrava. Então, um dia, soube que um amigo de outra cidade fazia cerveja em casa. Achei curioso e entrei em contato com ele para saber mais. Também pesquisei o assunto e cheguei à conclusão que essa poderia ser uma forma de ter cervejas dos mais diversos estilos na minha própria casa, para o meu consumo. Comprei um equipamento caseiro para produção de 20 litros com uma receita pronta de Pale Ale. Comecei somente com uma apostila e um CD que mostravam o passo a passo do processo. Posteriormente descobri que poderia fazer até 25 litros nesse equipamento e então mandei fazer sob encomenda dois fermentadores de 25 litros cônicos, de polipropileno, que cabiam no meu freezer com controle de temperatura.
Paralelamente, iniciei um curso de Sommelier de Cervejas pelo Science of Beer, como uma forma de conhecer mais do universo cervejeiro – escolas cervejeiras, estilos, análises sensoriais, harmonizações e etc.

Nesse curso, tive a oportunidade de conhecer diversas pessoas do segmento, entre apreciadores, cervejeiros caseiros, mestre cervejeiros, sommeliers, professores respeitados e proprietários de cervejarias e bares. E por meio desses contatos consegui me aprofundar de forma mais empírica no assunto.

Com o tempo fui buscando mais conhecimento e fiz outros cursos como o de Cervejeiro Caseiro, Tecnologia Cervejeira com professores do SENAI – RJ, Especialização em Leveduras, etc. O estudo com leituras aprofundadas sobre o processo cervejeiro e a busca por informação com pessoas do ramo estava ficando cada vez mais instigante.  A cada dia tomava mais gosto pela arte de fazer cerveja. Nesse momento, percebi que os 50 litros mensais que estava produzindo não eram mais suficientes nem para mim, nem para os meus amigos, que então passaram a consumir e apreciar minhas cervejas, já então com receitas próprias.

Ao final de 2015, o Motoclube Biela Quente, que nasceu em 2001 em Luziânia, e que sou um dos fundadores, me perguntou da possibilidade de fazer uma cerveja para a confraternização de final de ano do grupo. Eu topei mas disse que precisava de ajuda, já que tinha tempo disponível somente no final de semana e teria que fazer duas brassagens em um só dia. Foi então que o José Ferreira, também integrante do Motoclube e meu amigo de longa data, se prontificou a ajudar na brassagem. Neste dia ele foi contaminado pelo gosto da arte cervejeira e começamos a fazer as brassagens sempre juntos. Depois de pouco tempo começamos a discutir a ideia de evoluir o processo com a compra de novos equipamentos para transformar esse hobby em negócio.

Resolvemos adquirir um equipamento mais moderno, com capacidade de 50 litros, e um fermentador de 100 litros, todos em inox e elétricos. Precisávamos fazer duas brassagens para encher o fermentador, esse processo durava em média 12 horas quando o resfriamento colaborava... mas já chegamos a ficar 20 horas nessas brassagens, em função da nossa pouca experiência naquela época. Era bastante cansativo!

Para aprimorar nosso processo, contratamos a consultoria do Mestre Cervejeiro João  Monteiro Junior, formado na Alemanha e com experiência sólida em várias cervejarias no Brasil e no Exterior. Isso nos fez dar um grande salto na qualidade da produção e processos, que até então era bem caseira. Fruto de tantas horas de estudo, criei as minhas próprias receitas, que agradavam grande parte do público. E por causa disso o Mestre Monteiro me deu um título, que aceitei de forma muito honrosa, que foi o de “Paneleiro Graduado”.

A obstinação por melhorar sempre nos acompanhou. Foi então que demos mais um passo importante, vendemos o equipamento de 50 litros para comprar um de 100 litros e investimos em mais um tanque de 100 litros. Agora, com capacidade de produção de 200 litros, tínhamos a expectativa de conseguir atender os pedidos dos amigos, que só cresciam.

Essa quantidade foi suficiente para dar conta da demanda durante um curto período de tempo. Novamente a procura cresceu. Eu e o José percebemos que normalmente nossa produção estava vendida antes mesmo de estar pronta. Vimos que transformar isso em um negócio de grande porte seria uma boa oportunidade para nós e para nossa cidade, com amplo mercado local.

Em maio de 2017, resolvemos que seria o momento de transformar o sonho em realidade. Começamos a construção da fábrica e a aquisição de equipamentos. Fizemos todo o projeto conforme as especificações do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e em Setembro de 2017 começamos a execução.

O prazo de construção, entrega dos equipamentos, testes e atendimento às exigências governamentais demorou quase dois anos, muito acima do que esperávamos. Só obtivemos nosso registro junto ao MAPA em Julho de 2019.

Atualmente, temos todos os registros necessários e capacidade de produção de 3 mil litros por mês, mas queremos chegar a 18 mil litros mensais. Nosso foco vinha sendo a produção com envase em garrafas, mas nossa mais nova aquisição foi uma câmara fria e pretendemos entrar firmes no mercado de comercialização on-tap.


Hoje vendemos nossa cerveja em Luziânia, Cristalina e Distrito Federal, por meio de distribuidoras. Também atuamos realizando eventos bimestrais em frente a cervejaria. A proposta dos eventos é promover um ambiente de encontro dos amantes de uma boa cerveja e uma boa música. Eles acontecem sempre durante um sábado, fechamos a avenida e colocamos bandas de rock e food trucks. A quantidade de participantes nos nossos eventos aumenta a cada edição.

Por que o tema motocicletas?

No final de 2015, aceitamos fazer a cerveja para a confraternização do motoclube Biela Quente. Na confraternização, ao som de muito rock and roll, risadas e nossa cerveja, sempre ouvíamos alguém dizer, traz uma “Biela” aí.

Ao fim do dia, percebemos que o nome Biela se tornou uma identidade da nossa cerveja, que busca representar a paixão em duas rodas, rock and roll e cerveja de boa qualidade para celebração com amigos. Ela nasceu sendo a cerveja de motociclista para motociclista.

Como o nome do motoclube “Biela Quente” já era conhecido na cidade, em cidades vizinhas e no DF, isso se tornou um gancho para o nome da cerveja, para a nossa identidade. E foi assim que nasceu o nome “Biela Bier”, onde nosso slogan é “O Sabor da Aventura”.


Quais foram os desafios mais críticos?

A decisão de fazer um altíssimo investimento apenas com recursos próprios e conseguir ultrapassar todas as barreiras que os órgãos governamentais nos impõe, especialmente nas esferas municipais e federais, foi um risco muito alto que corremos. Foi preciso muita resiliência, tivemos vontade de desistir várias vezes. É incrível a quantidade de entraves burocráticos que são criados para quem quer empreender no Brasil, o que impede o crescimento do país.

O chamado “Custo Brasil”, seja em burocracias, altos custos e precária mão-de-obra são os maiores entraves para o crescimento.

Mas seguimos firmes, eu e meu sócio, José Ferreira, empregando 3 pessoas fixas e outras pessoas pontualmente na realização dos eventos.

Cite curiosidades sobre a cervejaria

Em nossos rótulos procuramos colocar imagens de locais que já estivemos em nossas viagens de moto, e escolhemos um modelo/estilo de moto que representa melhor o tipo da cerveja.

Em cada rótulo de nossa cerveja procuramos ligar a sensação que o motociclista sente ao pilotar determinado estilo de moto com a sensação de apreciar uma Biela Bier. Nosso slogan é “O Sabor da Aventura”.

Atuamos de forma muito responsável e sempre lembramos que se beber, você não pode pilotar.

Os eventos que fazemos em nossa cervejaria sempre são temáticos. Já realizamos junto com a largada/chegada de um Enduro de Cross Country (motos), outro com Aniversário do Biela Quente Motoclube, juntando vários motociclistas, outro com foco nos carros antigos e Hot Roads, e agora em outubro faremos um evento com foco no Movimento Outubro Rosa. Estamos ansiosos pelo lançamento.

Também procuramos fazer sempre uma parte social, em eventos que focam na coleta de alimentos não perecíveis para doação em instituições carentes. Esse ano, por exemplo, arrecadamos quase 700Kg de alimentos que foram doados a um asilo e orfanato da região.


Biela Bier 
Avenida Goiás, Quadra 37 Lote 06 Galpão 2
St. Leste, Luziânia/GO

Tel.: (61) 99638-1464

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