sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Gestão de Riscos em bares e restaurantes

 


Incêndio em casas noturnas: O que temos que aprender com a Boate Kiss e o Le Constellation

Como o benchmarking faz falta entre setores e nas organizações. O bar Le Constelation, localizado na famosa Estação de esqui de Crans-Montana, na Suíça, sofreu um incêndio seguido de explosão deixando dezenas de mortos mortos e mais de 100 feridos no Ano Novo de 2026.

Foi notório que a causa do acidente está ligada à velas-faísca acopladas a garrafas de champanhe que atingiram o teto de espuma acústica que é um elemento altamente inflamável, instaladas sem orientação profissional. O resultado foi a propagação das chamas e a emissão de uma fumaça tóxica que certamente intoxicou pessoas causando asfixia. Outras pessoas sofreram fortes queimaduras.

É notório que os suíços não conheceram o caso da Boate Kiss, no Brasil, que cuja história deveria ser um case mundial para combate à riscos de incêndios internos em casas noturnas e bares. Pasme, os suíços, conhecidos mundialmente por seu comportamento metódico, singular, que seguem regras à risca, têm também os seus deslises. Não foram capazes de gerenciar riscos ao redor do negócio. A boate, com mais de 5 anos sem inspeção técnica por órgãos públicos, não se atentou à revisão de procedimentos básicos de segurança.

Situações como o bar Le Constellation e a boate Kiss não podem ser esquecidas nos arquivos públicos. Esses devem ser amplamente divulgados no segmento de negócio (e.g.: bares, restaurantes, cinemas e casas notunas), como são os casos de acidentes em aeronaves. As caixas-pretas são analisadas, as falhas e as causas dos acidentes são estudadas e amplamente divulgadas no setor aeronáutico para que o erro não se repita ou seja ao menos mitigado.

Nesse sentido, cabe as associações de bares e restaurantes, Corpos de Bombeiros, Defesa Civil se reunirem pra criar um documento capaz de orientar bares e restaurantes, casas noturnas a terem uma visão mais preventiva em relação aos riscos de incêndio e explosão. Não se trata de multar, autuar ou interditar casas e restaurantes. A situação carece preparar líderes conscientes, de forma adequada, um conjunto sugestivo de controles internos suficientes e capazes de mitigar riscos de combate a tumultos, incêndios e explosões. Adicionalmente, sessões de treinamento que envolvem desde a gerência, cozinha, staff e segurança devem incluir as práticas de voluntariado e de combate, o que inclui a evacuação do público em momentos de crise, bem como quando apertar o botão de emergência sem restrições ou retaliações, desligar som e equipamentos e alertar rapidamente o que está acontecendo.

Dessa forma, o conjunto de atitudes certamente irão ajudar no processo visando sanar riscos que podem ser mitigados e evitados. Os maiores riscos são aqueles que as empresas os conhecem.

Em tempo: Recebi de Gustavo Alves o Guia da Abrasel que trata o tema. Faça uma leitura em: https://redeabrasel.abrasel.com.br/read-blog/411_saiba-como-prevenir-incendios-no-seu-bar-ou-restaurante.html

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