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sexta-feira, 13 de março de 2026

Relatório de Sustentabilidade Sindicerv

 

Relatório inédito mostra compromisso da indústria cervejeira com a sustentabilidade

Documento lançado pelo Sindicerv traz dados e ações que comprovam atuação com responsabilidade ambiental, preocupação social e boas práticas de governança; promoção do consumo responsável também é destaque.

A indústria da cerveja brasileira acaba de dar um passo histórico. Com índices expressivos de reciclagem e de reuso de embalagens, avanços significativos em transição energética, redução robusta no uso de água na produção e impacto social ampliado, o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) lançou seu primeiro Relatório de Sustentabilidade. O documento consolida a liderança consciente, com práticas ambientais, sociais e de governança de suas doze associadas, que representam 85% da produção nacional.

Os números impressionam: mais de 80% do portfólio de vidro é retornável, cerca de 400 caminhões elétricos são usados nas operações de transporte, houve uma redução de 40% no uso de água em 15 anos e milhares de pessoas são beneficiadas pelas iniciativas sociais das empresas, que atuam baseadas em princípios de governança pautados pela responsabilidade social, ética e integridade. É a fotografia de um setor que cresce e se reinventa com responsabilidade.

O consumo consciente também é destaque no documento, que ressalta o aumento dos portfólios de bebidas com menor teor alcoólico e sem álcool, o crescimento expressivo do volume de produção desses produtos e ações visando promover a moderação e combater o uso nocivo de bebidas alcoólicas. O Relatório nasce de uma construção coletiva que envolveu empresas de diferentes portes, regiões e perfis, todas unidas por uma agenda comum de impacto positivo. Essa união tem peso econômico e social significativo. O setor cervejeiro movimenta uma das maiores cadeias produtivas do país, gerando 2,5 milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos, respondendo por 2% do PIB brasileiro e contribuindo com mais de 50 bilhões de reais em impostos anuais. Ao reunir doze associadas em um mesmo documento, o Sindicerv demonstra a maturidade de um ecossistema capaz de influenciar comportamentos, acelerar soluções e ampliar resultados sustentáveis em escala.

Entre os destaques, está o desempenho excepcional da reciclagem de latas de alumínio no país, que alcançou 97,3% em 2024, mantendo o Brasil entre os líderes globais. Mais de 33,5 bilhões de unidades retornaram ao ciclo produtivo e podem voltar às prateleiras em apenas 60 dias, em média, sendo que a indústria cervejeira representa mais da metade do mercado brasileiro de latas. A reciclagem de vidro também avançou, impulsionada pela “Circula Vidro”, iniciativa que reúne indústria, entidades e fabricantes para transformar um dos materiais mais desafiadores da cadeia. Uma mesma garrafa de cerveja é reutilizada, em média, 25 vezes.

No campo da inovação, o Relatório evidencia o avanço da indústria na transição energética, uma das pautas ambientais mais urgentes do mundo. Praticamente 100% da energia elétrica utilizada pelas associadas já vem de fontes renováveis, seja por autogeração – como parques solares e eólicos –, seja por contratos de compra de energia limpa. A frota elétrica em expansão reforça esse compromisso e reduz emissões diretas, aproximando o setor das metas de descarbonização. E mais: a indústria se destaca por um conjunto de ações de cunho ambiental: cerca de 3 milhões de árvores plantadas, 2.780 hectares de matas nativas restauradas, 11 mil hectares de áreas de conservação mantidas.

Mas a sustentabilidade que move o setor vai além da técnica. O Relatório destaca o papel essencial dos catadores e das cooperativas na economia circular. Ao reconhecer, apoiar e fortalecer esse trabalho, o setor demonstra que resultados ambientais expressivos dependem, sobretudo, de pessoas. É a combinação entre tecnologia e humanidade que torna possível transformar resíduos em recursos e inclusão social em impacto permanente.

Ao apresentar seu primeiro Relatório de Sustentabilidade, o Sindicerv formaliza o compromisso de ampliar impactos positivos e fortalecer uma agenda que une crescimento econômico, preservação ambiental e inclusãosocial. Mais do que um documento, é um pacto de futuro e um convite para que toda a sociedade participe dessa construção.

Fonte e saiba mais em: sustentabilidade.pdf

domingo, 7 de outubro de 2012

Cervejas de Minas


A vez das mineiras
Crescimento. Festivais no mês de outubro ressaltam a valorização das cervejas artesanais mineiras, apontadas como de vanguarda por especialistas.
Quando os dias quentes anunciam a chegada do fim do ano e suas tradicionais festas, os fabricantes de cerveja comemoram porque é época de vender muito. Mas, para além das bebidas mais comerciais, uma parte desse mercado anda mais interessada em propagar outro tipo de consumo, faça chuva ou sol: trata-se dos cervejeiros que produzem aquelas feitas artesanalmente, produtos que conquistaram o mercado nacional e, atualmente, atingem seu melhor momento em Minas.

Prova disso é a realização de dois eventos, num mesmo mês, que devem mobilizar o setor. O primeiro, o Festival de Cervejas Artesanais de Tiradentes, começa na próxima quinta-feira, na cidade histórica do Campo das Vertentes. Já a segunda edição do Uaiktoberfestt, inspirado no festival alemão, chega em Nova Lima no dias 19, 20 e 21.
"Esses eventos são fundamentais para a formação de um novo público. E eu digo com segurança: a pessoa que experimenta uma cerveja artesanal percebe que perdeu tempo de vida degustando as industriais, porque as artesanais são mais complexas e saborosas", defende o diretor do Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais (Sindibebidas-MG), Marco Falcone, ele mesmo cervejeiro profissional, sócio da Falke Bier.

Falcone conta que os eventos só foram possíveis após a projeção que o Estado conseguiu em âmbito nacional. "Minas não tem o maior número de produtores de cervejas artesanais, mas estamos na vanguarda porque produzimos o maior número de estilos. A ousadia é o nosso ponto forte", diz.

A diferenciação dos estilos é realmente um capítulo à parte nas cervejarias mineiras. A Inconfidentes, por exemplo, mais nova a conseguir autorização para produção em larga escala, já nasce congregando seis tipos distintos. "Nossa cervejaria é a junção de três grupos de produtores caseiros, Grimor, Jambreiro e Vinil. Temos ao menos 15 receitas de estilos diferentes, mas vamos começar lançando seis tipos, dois para cada marca", conta o empresário Fabrício Bastos.

Atualmente, dentre os estilos mais produzidos em Minas Gerais estão as que englobam o grupo das Ales, de alta fermentação com toques frutados, maltadas, lupuladas e, por isso, mais amargas (só nesse grupo há mais de dez subdivisões), que fazem uma evidente contraposição às brejas mais comerciais do estilo lagers, que congrega as pilsens, mais leves.

Mas, afinal, o que colocou o Estado nesse pioneirismo? Para Falcone, a difusão de pesquisas e de conhecimento histórico é uma das respostas (ele mesmo ministra, ao lado da jornalista Fabiana Arreguy, do programa "Pão e Cerveja", da CBN, um curso de beer sommelier, que já está em segunda edição). Segundo ele, os cervejeiros mineiros buscam resgatar as receitas tradicionais, além da criação de sabores próprios com ingredientes típicos. "Só para se ter ideia, por mais de 2.000 anos, a Europa consumiu cervejas com ervas. Mas as igrejas protestantes barraram isso para minar a força da Igreja Católica, que detinha as especiarias. O que nós fazemos é um trabalho de pesquisa e de redescoberta das cervejas", conta.

Nesse processo, Minas Gerais produz, hoje, rótulos, por exemplo, com toques de café, cacau, jabuticaba. Os produtores caseiros (termo dado pela Associação dos Cervejeiros Artesanais para designar os que não possuem autorização do Ministério da Agricultura para comercializar as bebidas) costumam ser ainda mais ousados, e, em eventos, apresentam bebidas com doce de leite e polvilho, por exemplo.

"As cervejas mineiras são tão boas como as importadas ou até melhores se pensarmos que elas não perdem sabor na viagem", reafirma o proprietário do Reduto da Cerveja, Daniel Cosendey.

Na visão do empresário Juliano Mello, proprietário do bar Rima dos Sabores, que comercializa diversos rótulos de cervejas artesanais, outra característica da personalidade do belo-horizontino tem interferido para o momento de ascensão. "Ao contrário do que falam, o mineiro não é conservador: ele gosta de novidade. Isso estimula que os cervejeiros busquem as novas receitas", acredita. A boa relação entre os cervejeiros é apontada por ele como outro ponto positivo. "O pessoal não amarra informação. Se alguém quer produzir sua cerveja em casa, todos os pequenos empresários vão estimular", diz.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

ICMS sobre Cervejas 2012


Cervejarias artesanais querem ficar de fora do aumento do ICMS
Com elevação da alíquota, cervejas tradicionais devem subir R$ 0,05
por Pedro Grossi

A nova alíquota de ICMS, que desde 1º de janeiro passou a incidir sobre a cerveja vendida no Estado, não afeta somente o consumidor, que é quem vai arcar com o aumento, mas principalmente as cervejarias artesanais. Para os grandes produtores, o repasse é de cerca de 30%. Já os artesanais, com uma escala de produção menor e custos maiores, têm que repassar até 67% do valor da venda para pagar tributos. O setor reivindica tratamento diferenciado.

O imposto estadual passou de 18% para 20% após a publicação de uma lei do Executivo que pretende usar o aumento da arrecadação para a criação de um Fundo de Erradicação da Miséria (FEM). A estratégia do governo foi a de sobretaxar produtos considerados supérfluos, como cerveja, tabaco e armas, e reduzir a alíquota de outros produtos tidos como essenciais, como itens da cesta básica e materiais de construção. A expectativa do governo é de incrementar a arrecadação em R$ 200 milhões com as novas medidas.

Segundo o diretor do Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais (Sindibebidas-MG), Marco Antonio Falcone, a contribuição das cervejarias artesanais nesse montante será irrisória (cerca de 0,2%). De acordo com ele, não há justificativa para que os pequenos produtores não tenham tratamento diferenciado, a exemplo do que aconteceu com os produtores artesanais de cachaça, que não foram incluídos na alta do ICMS. "Na Irlanda, por exemplo, as pequenas cervejarias são isentas dos impostos até o quinto ano de existência.
Aqui, a empresa já nasce sufocada pela alta carga tributária. É um desestímulo para o produtor", reclama Marco Falcone, que além de diretor sindical é proprietário da cervejaria Falke Bier.

Alta. Ainda de acordo com a estimativa do Sindibebidas, a alta de dois pontos percentuais na alíquota de ICMS deve encarecer o preço das cervejas tradicionais fabricadas por grandes marcas em cerca de R$0,05. Entre as artesanais, é difícil mensurar a alta, já que os produtos são diferenciados e de custos diferentes, diz Falcone.


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