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terça-feira, 18 de novembro de 2025

Da Origem ao Copo


Da Origem ao Copo: empresas tomam atitude visando coibir  a falsificação de produtos e incentivar seus clientes ao Consumo Responsável

Essa semana notei que grandes players de bebidas destiladas no Brasil, como a Diageo e e Pernod Ricard, estão respondendo ao risco relacionado à produção de bebidas falsificadas, com o uso de substâncias nocivas, como o metanol e o etanol destinado a combustível para uso em veículos automotores, o vulgo, "álcool de posto".

O projeto "Da Origem ao Copo" tem primeira fonte de informação uma nota presa aos gargalos das garrafas com os dizeres "Compromisso Público" ou ainda "Cada um faz a sua parte", onde o supermercado ou distribuidor salientam que esses adquirem produtos legítimos diretamente do produtor.

A Pernod cedeu um QR Code, permite acessar o site da empresa, para entender sobre a logística interna e externa dos produtos além do Consumo Responsável, onde todos da cadeia são responsáveis por sua parte, o que envolve a indústria, os distribuidores, os varejistas e o e-commerce, bares, restaurantes e consumidores. 

Já a Diageo, além do QR Code, fez campanha nas redes sociais, como o Instagram, incentivando acessar o Whatsapp da organização chamado "The Bar" para sanar dúvidas, quanto a fornecedores homologados e outros assuntos.




No processo da cadeia de valor, são destacados a rastreabilidade de produtos, o treinamento de empregados e equipes, a homologação de parceiros comerciais, a venda responsável, a educação e conscientização e até práticas de logística reversa. Em termos de cervejas, a Heineken, por exemplo, salientou em seu site que não há risco de falsificação de cervejas por meio do metanol.



Quanto a campanha das destilarias trata-se de uma primeira atitude no ano de 2025 para coibir o fabrico de bebidas irregulares ou o uso de insumos que facilitem a sua falsificação. Desejo que venha mais ações visando a saúde e segurança do consumidor.


Para mais informações: Da Origem ao Copo | Pernod Ricard



terça-feira, 30 de setembro de 2025

Bebidas falsificadas no Brasil

Falsificação de bebidas destiladas no Brasil mata pessoas e deixam outras com sequelas irreversíveis

A Polícia do Estado de SP está fazendo uma força tarefa para localizar os culpados das mortes e sequelas por uso indevido de metanol. Foram pelo menos 20 casos sob análise, sendo 7 casos consumados.

No Brasil, 36% das bebidas são falsificadas. Trata-se de um número alarmante. Adulterar bebidas é um crime sem precedentes, fere toda cadeia produtiva do setor, que paga alto em termos de tributos e que zela pela qualidade de seus produtos e pela sua reputação.


Saiba mais sobre a diferença entre Etanol Grau Alimentício e Metanol:

Etanol (álcool etílico - C2H5OH): é o mesmo presente nas bebidas alcoólicas. Quando produzido e purificado em grau alimentício, significa que atende à normas de pureza (e.g.: ANVISA, FDA, UE) para não conter contaminantes nocivos. Pode ser utilizado em bebidas, alimentos, cosméticos e fármacos. Possui sabor e odor característicos, é relativamente seguro em pequenas doses (moderado consumo em bebidas.)

Método de produção: fermentação de açúcares, utilizando matérias-primas como cana-de-açúcar, trigo, cevada, arroz, milho e frutas. Fermenta-se por meio de leveduras (Saccharomyces cerevisiase), transformando a cadeia de açúcares como glicose, frutose em etanol e CO2. Após a fermentação, o líquido é destilado e retificado, para atingir grau alimentício. A destilação, quando fracionada, essa remove impurezas e concentra o etanol em até 96%.

Riscos à saúde: o consumo moderado pode gerar princípios psicoativos (bebidas.) O uso excessivo pode gerar intoxicação alcóolica, depressão do SNC, risco de coma e morte. O uso crônico agrava o cenário para hepatite alcóolica, cirrose hepática, problemas neurológicos, morte.

Metanol (álcool metílico - CH3OH): trata-se de um álcool mais simples, altamente tóxico para humanos. Usado como solvente, combustível, anticongelante e na indústria química. Inalações, ingestão ou quando absorvido pela pela podem causar intoxicações graves.

Método de produção: síntese industrial (mais comum). Gás natural (metano) e vapor, gerando uma reforma catalítica (mistura de monóxido de carbono - CO e Hidrogênio - H2. Passa por catálise, (Cu/Zn/Al2O3), formando metanol. Pode ser também ser produzido por meio de destilação da madeira (um processo antigo, pouco utilizado nos dias de hoje.) A madeira é aquecida se oxigênio (pirólise) liberando vapores contendo metanol. É também conhecido como "álcool de madeira".

Riscos à saúde: altamente tóxico e contaminante em pequenas quantidades. Dose letal pode variar entre 30 a 240 ml, dependendo da sensibilidade. O metanol é metabolizado no fígado em formaldeído e depois em ácido fórmico, substâncias extremamente tóxicas. Tem como sintomas de intoxicação, náuseas, tontura, visão turva, (pode evoluir para cegueira irreversível), convulsões, coma e morte.

É perversa e inadmissível a adulteração de bebidas, sobretudo utilizando itens como metanol e álcool puramente destinados a combustão, seja anidro ou hidratado, revendido por postos de combustíveis. Esses insumos, altamente inflamáveis, destinados a locomoção de veículos, matam e geram sequelas irreversíveis, como a cegueira dos olhos. Geralmente, as falsificações são efetuadas em produtos destilados, como a vodka, o whisky e o gin, tendo o preço mais elevado, do que em produtos fermentados como a cerveja e o vinho.

Consumidor, tenha atenção:
não compre produtos cuja marca não é o preço normalmente praticado no mercado. Não existe fórmula mágica. Produtos renomados, importados ou ainda conhecidos como Premium devem ser comprados, preferencialmente, em lojas de confiança, supermercados de porte, delicatessens ou lojas tradicionais. Evite comprar produtos em locais duvidosos, por empresas que não são especializadas.
Veja o prazo de validade, veja se há riscos nas embalagens de vidro; se há danos nos rótulos como riscos, desgastes, se esse está torto ou amassado. Se a embalagem condiz com os produtos que você normalmente compra.

Beber é um ato de celebração, confraternização e relacionamentos e seu consumo deve ser feito de forma moderada, sempre.

Algumas vezes o óbvio tem que ser dito. Tenha cuidado com a sua saúde. Tenha cuidado com a sua vida. Preserve-a.

Donos de bares e estabelecimentos: destrua as embalagens de bebidas alcóolicas, após o seu uso. Risque o rótulo, danifique o dosador. Quebre lacres, tampas metálicas e garrafas que contém marcas em alto relevo. Os falsificadores procuram por garrafas em perfeito estado. Atualmente, há estabelecimentos que adotam o uso de máquinas trituradoras de garrafas de vidro para facilitar o processo de reciclagem e evitar o uso indevido dos frascos.

Desejamos sucesso ao Governador Tarcísio de Freitas na busca dos culpados.

#pelosatelite #avecesarco.


#pelosatelite #avecesarco

quarta-feira, 27 de março de 2019

Compliance em Cervejarias


Resultado de imagem para Garrafa de cerveja quebrada


Sérgio Cabral admite que recebeu propina de cervejaria



O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB) é interrogado nesta terça-feira (26) na Justiça Federal do Rio. O processo é sobre um desdobramento da Calicute, a operação-mãe da Lava Jato fluminense, referente a lavagem de dinheiro através de concessionárias de carro.

Pela primeira vez, Cabral confirmou o recebimento de propina de uma cervejaria, confirmando a delação de seu operador financeiro Carlos Miranda. Na colaboração premiada, Miranda disse que a propina mensal do grupo era de R$ 500 mil.

Em troca, disse Miranda, a firma tinha benefícios fiscais. Mensalmente, R$ 150 mil ficavam com Ary e outros R$ 150 mil com Miranda, enquanto o restante era da "caixa geral de propina".

"Já o Grupo Petrópolis, sim. Tinha propina. Houve ajuda em campanha eleitoral e, de fato, havia esse recurso, como o Carlos Miranda falou no depoimento dele que parte era para lavagem de dinheiro, outra parte ficava para o Ary e outra para gastos do caixa", disse.

O ex-governador também admitiu a existência de um esquema de lavagem de dinheiro para pagar funcionários pessoais. Alguns deles eram contratados como comissionados, mas tinham um "bônus" pago pelo esquema.

"Tenho conhecimento dos fatos (de lavagem), eram pessoas da minha relação, intimidade, que conviviam comigo e cuidavam do dinheiro da propina, do meu dinheiro pessoal. Dona Sônia, o Sérgio e Carlos Miranda e o Ary também", disse. "Eram pessoas que eu ficava mais atento (com os salários)".

Sérgio Cabral voltou a manifestar, no depoimento, o que chamou de nova postura e arrependimento. "[Quero] agradecer à minha defesa e ao senhor a oportunidade de poder contar ao senhor a verdade dos fatos e à sociedade, representada aqui pela imprensa".

Outro lado

Por meio de sua assessoria de imprensa, o Grupo Petrópolis, proprietária da marca Itaipava, informou que não obteve qualquer benefício fiscal ou financeiro durante o governo de Sérgio Cabral. A empresa também afirma que "sempre atuou de acordo com a legislação e suas relações com o Estado do Rio de Janeiro foram pautadas pelos critérios de geração de empregos para a região, razão pela qual nunca precisou de qualquer subterfúgio para atuar no Estado".

Já o ex-governador, Luiz Fernando Pezão, nega o recebimento de qualquer valor a título de propina. A defesa de Wilson Carlos diz que ele nega "veementemente" as afirmações de Serjão.


Fonte: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2019/03/26/sergio-cabral-e-interrogado-na-justica-federal-do-rj.ghtml

domingo, 27 de dezembro de 2015

Cervejaria Itaipava


Líder do PMDB é sócio de dono de cervejaria que financiou campanha de Dilma

A família Picciani e Walter Faria, da Itaipava, têm juntos pedreira comprada de um morto e avaliada em R$ 70 milhões

por RAPHAEL GOMIDE E HUDSON CORRÊA


Nas eleições de 2014, o Grupo Petrópolis, fabricante da cerveja Itaipava, se firmou como um grande doador de campanhas, destinando R$ 57,2 milhões a partidos e candidatos. Metade foi para a campanha da presidente Dilma Rousseff e para o PMDB do Rio de Janeiro. O partido fluminense ganhou R$ 11 milhões, e Dilma, R$ 17,5 milhões, a quarta maior contribuição recebida pela candidata petista.
Desde 2011, o PMDB fluminense está sob o comando do presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani. É pai de Leonardo Picciani, que se tornou líder do PMDB na Câmara e, em dezembro, já foi destituído e reconduzido ao cargo. Nos últimos meses, os deputados Picciani lançaram uma boia de salvação para Dilma no processo de impeachment, articulando uma base de apoio à presidente no PMDB. Foram recompensados com dois ministérios e prestígio junto a presidente.
Além de políticos influentes, os Picciani são empresários em ascensão. Em abril, ÉPOCA revelou que a família possui uma pedreira no Rio de Janeiro – a Tamoio Mineração S.A. – avaliada em R$ 70 milhões. A reportagem mostrou que, em setembro de 2012, os Picciani compraram parte das ações de um empresário que morrera mais de um ano antes, em abril de 2011. Novo documento obtido por ÉPOCA mostra que um mês depois de adquirir a pedreira, a família se associou ao empresário Walter Faria, o dono da Cervejaria Petrópolis, responsável pelas generosas contribuições na campanha de 2014.
>>A incrível sociedade do líder do PMDB na Câmara com um defunto
Na lista da revista Forbes, Walter Faria aparece como 11º homem mais rico do Brasil, dono de uma fortuna estimada em US$ 3,4 bilhões e poderoso investidor do ramo de bebidas. Em contraposição ao sucesso, o empresário tem um histórico de problemas com a Receita Federal e chegou a ser preso em 2005, acusado de sonegação fiscal. O dono da Itaipava entrou na sociedade da mineradora por meio de sua empresa, a GP Participações e Empreendimentos S.A., que comprou 20% da pedreira dos Picciani e de Carlos da Costa Pereira, o Carlinhos da Artsul, outro acionista. A família Picciani mantém suas ações em nome da Agrobilara Comércio e Participações.
O patriarca Jorge Picciani não vê problemas em manter sociedade com um grande doador do PMDB. “Não há conflito com a esfera do interesse público. Eles [da cervejaria] jamais contribuíram para as minhas campanhas ou de meus filhos, nem direta nem indiretamente”, disse o deputado, referindo-se ao fato de o dinheiro ter sido repassado ao partido. “Meus mandatos na presidência da Assembleia são exercidos com absoluta transparência, e o diálogo com as empresas não ocorre de maneira individual”, afirmou, em nota.
Por meio da assessoria de imprensa, os deputados Leonardo e Jorge Picciani disseram que não são sócios do empresário Walter Faria. "A empresa dele é, da mesma forma que a Agrobilara, acionista da Tamoio Mineradora, que é uma S.A. Pela lei das S.A.s, o fato de serem acionistas em uma mesma empresa não faz das pessoas sócias. Além disso, nenhum representante de Walter Faria ou da Agrobilara participa da diretoria executiva ou do conselho de administração. Logo, não interferem no dia a dia da empresa", diz a nota da assessoria. Sobre a compra das ações de "um morto", a assessoria acrescenta que "já foi esclarecido que se tratava de um equívoco cometido pelos vendedores da empresa quando transferiram ações correspondentes a 0,0000001% do negócio – um erro que, ao contrário do que a matéria sugeria, não nos beneficiava, mas, ao contrário, nos prejudicava – e que já foi sanado".
Walter Faria entrou na sociedade depois que Picciani fez o negócio com o homem morto. A assessoria do Grupo Petrópolis afirma que “a GP Investimentos tomou conhecimento da situação a partir da reportagem”. “A empresa avaliará e verificará as informações e agirá de acordo com as orientações legais cabíveis.” O Grupo Petrópolis afirmou, também em nota, que “doou, de maneira legal e registrada na Justiça eleitoral, para diversos partidos políticos, candidatos e comitês regionais, em todo o Brasil”.
No começo deste ano, ÉPOCA revelou que o Grupo Petrópolis, comandado por Faria, obteve um empréstimo de quase R$ 830 milhões em condições generosas do Banco do Nordeste. Duas semanas depois de selar a transação com o banco público, o grupo de Faria aportou os R$ 17,5 milhões na campanha de Dilma Rousseff. Dono da segunda maior cervejaria do país, o Grupo Petrópolis possui seis fábricas: duas na Região Serrana do Rio de Janeiro e as demais em São Paulo, Mato Grosso, Bahia e Pernambuco. As duas últimas foram construídas com o financiamento do Banco do Nordeste que é alvo de investigação do Ministério Público Federal.
Walter Faria e a família Picciani mantém relações próximas. Picciani participou da festa de inauguração da fábrica na Bahia, e a Itaipava foi patrocinador de destaque do 13º Leilão Cidade Maravilhosa, de gado nelore, promovido pelo deputado. O evento, realizado em março em um hotel de luxo em Mangaratiba, Litoral Sul fluminense, teve transmissão ao vivo pelo Canal Rural. A marca da cervejaria estampava o microfone do leiloeiro no evento, que arrecadou R$ 3,6 milhões, com a venda de 63 lotes de animais de raça. Picciani também pega caronas no helicóptero do amigo no Rio. Mas suas relações societárias com Faria sempre foram desconhecidas, até de políticos mais próximos.  O grupo Petrópolis informou que as decisões sobre patrocínios a eventos “são sempre tomadas em caráter técnico, visando ao fortalecimento das marcas”.
A mineradora de Picciani e Walter Faria informa em seu site que fornece brita para obras das Olimpíadas. A mineradora não mantém contratos diretamente com a Prefeitura do Rio nem com o governo do Estado, ambos governados pelo PMDB, mas entrega o material a empreiteiras contratadas para obras públicas pelos dois entes. Faria entrou na sociedade em um momento de prosperidade, no fim de 2012. Com o país em crescimento e às vésperas da Copa do Mundo e das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro, a cidade era um canteiro de obras públicas de infraestrutura, e a construção civil prosperava.
Desde a aquisição da Tamoio por Picciani, Carlinhos da Artsul e Walter Faria, a empresa recebeu enormes investimentos e multiplicou por cinco a produção. Em 2013, após a entrada de Walter Faria, teve início o ambicioso plano de investimentos, que envolveu a importação da Alemanha, por 10 milhões de euros, de uma sofisticada planta móvel  de britagem e peneiramento, com capacidade de 900 toneladas por hora. A mineradora se louva, em seu site, da “maior planta móvel do planeta”.
*A reportagem foi atualizada com resposta enviada pela assessoria de Picciani às 21h04.
http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2015/12/lider-do-pmdb-e-socio-de-dono-de-cervejaria-que-financiou-campanha-de-dilma.html
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