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terça-feira, 30 de setembro de 2025

Bebidas falsificadas no Brasil

Falsificação de bebidas destiladas no Brasil mata pessoas e deixam outras com sequelas irreversíveis

A Polícia do Estado de SP está fazendo uma força tarefa para localizar os culpados das mortes e sequelas por uso indevido de metanol. Foram pelo menos 20 casos sob análise, sendo 7 casos consumados.

No Brasil, 36% das bebidas são falsificadas. Trata-se de um número alarmante. Adulterar bebidas é um crime sem precedentes, fere toda cadeia produtiva do setor, que paga alto em termos de tributos e que zela pela qualidade de seus produtos e pela sua reputação.


Saiba mais sobre a diferença entre Etanol Grau Alimentício e Metanol:

Etanol (álcool etílico - C2H5OH): é o mesmo presente nas bebidas alcoólicas. Quando produzido e purificado em grau alimentício, significa que atende à normas de pureza (e.g.: ANVISA, FDA, UE) para não conter contaminantes nocivos. Pode ser utilizado em bebidas, alimentos, cosméticos e fármacos. Possui sabor e odor característicos, é relativamente seguro em pequenas doses (moderado consumo em bebidas.)

Método de produção: fermentação de açúcares, utilizando matérias-primas como cana-de-açúcar, trigo, cevada, arroz, milho e frutas. Fermenta-se por meio de leveduras (Saccharomyces cerevisiase), transformando a cadeia de açúcares como glicose, frutose em etanol e CO2. Após a fermentação, o líquido é destilado e retificado, para atingir grau alimentício. A destilação, quando fracionada, essa remove impurezas e concentra o etanol em até 96%.

Riscos à saúde: o consumo moderado pode gerar princípios psicoativos (bebidas.) O uso excessivo pode gerar intoxicação alcóolica, depressão do SNC, risco de coma e morte. O uso crônico agrava o cenário para hepatite alcóolica, cirrose hepática, problemas neurológicos, morte.

Metanol (álcool metílico - CH3OH): trata-se de um álcool mais simples, altamente tóxico para humanos. Usado como solvente, combustível, anticongelante e na indústria química. Inalações, ingestão ou quando absorvido pela pela podem causar intoxicações graves.

Método de produção: síntese industrial (mais comum). Gás natural (metano) e vapor, gerando uma reforma catalítica (mistura de monóxido de carbono - CO e Hidrogênio - H2. Passa por catálise, (Cu/Zn/Al2O3), formando metanol. Pode ser também ser produzido por meio de destilação da madeira (um processo antigo, pouco utilizado nos dias de hoje.) A madeira é aquecida se oxigênio (pirólise) liberando vapores contendo metanol. É também conhecido como "álcool de madeira".

Riscos à saúde: altamente tóxico e contaminante em pequenas quantidades. Dose letal pode variar entre 30 a 240 ml, dependendo da sensibilidade. O metanol é metabolizado no fígado em formaldeído e depois em ácido fórmico, substâncias extremamente tóxicas. Tem como sintomas de intoxicação, náuseas, tontura, visão turva, (pode evoluir para cegueira irreversível), convulsões, coma e morte.

É perversa e inadmissível a adulteração de bebidas, sobretudo utilizando itens como metanol e álcool puramente destinados a combustão, seja anidro ou hidratado, revendido por postos de combustíveis. Esses insumos, altamente inflamáveis, destinados a locomoção de veículos, matam e geram sequelas irreversíveis, como a cegueira dos olhos. Geralmente, as falsificações são efetuadas em produtos destilados, como a vodka, o whisky e o gin, tendo o preço mais elevado, do que em produtos fermentados como a cerveja e o vinho.

Consumidor, tenha atenção:
não compre produtos cuja marca não é o preço normalmente praticado no mercado. Não existe fórmula mágica. Produtos renomados, importados ou ainda conhecidos como Premium devem ser comprados, preferencialmente, em lojas de confiança, supermercados de porte, delicatessens ou lojas tradicionais. Evite comprar produtos em locais duvidosos, por empresas que não são especializadas.
Veja o prazo de validade, veja se há riscos nas embalagens de vidro; se há danos nos rótulos como riscos, desgastes, se esse está torto ou amassado. Se a embalagem condiz com os produtos que você normalmente compra.

Beber é um ato de celebração, confraternização e relacionamentos e seu consumo deve ser feito de forma moderada, sempre.

Algumas vezes o óbvio tem que ser dito. Tenha cuidado com a sua saúde. Tenha cuidado com a sua vida. Preserve-a.

Donos de bares e estabelecimentos: destrua as embalagens de bebidas alcóolicas, após o seu uso. Risque o rótulo, danifique o dosador. Quebre lacres, tampas metálicas e garrafas que contém marcas em alto relevo. Os falsificadores procuram por garrafas em perfeito estado. Atualmente, há estabelecimentos que adotam o uso de máquinas trituradoras de garrafas de vidro para facilitar o processo de reciclagem e evitar o uso indevido dos frascos.

Desejamos sucesso ao Governador Tarcísio de Freitas na busca dos culpados.

#pelosatelite #avecesarco.


#pelosatelite #avecesarco

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Fraude em cerveja


Fraude milionária na venda de cerveja é investigada pelo MP-ES


O Ministério Público apura ainda a estipulação de preços diferenciados pela AMBEV em mercados vizinhos, como Bahia e Rio de Janeiro, e em outros estados, como Sergipe, onde os valores destoam significativamente dos praticados no Espírito Santo, fomentando as atividades ilícitas.
"Nós estamos apurando, em relação à AMBEV, a política de precificação, que é a estipulação de preços diferenciados em regiões próximas. A apuração diz respeito aos crimes econômicos que podem estar por trás disso", explicou o promotor de Justiça Lidson Fausto.
As investigações mostram que os proprietários compravam cerveja nos estados do nordeste, que tem Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) mais barato.
"Os tributos são inferiores nos estados do nordeste, pela prática da pauta fiscal e tudo o mais. Então, eles remetem para o estado do nordeste e depois vêm para cá, como se o consumo fosse lá. Com isso, o imposto acaba sendo recolhido, parcialmente, para o estado da Bahia e não para o Espírito Santo, por exemplo", falou o subsecretário estadual da Fazenda, Bruno Negris.
O primeiro mandado de busca e apreensão aconteceu em uma distribuidora de bebidas, no bairro Vale Encantado, em Vila Velha, na Grande Vitória. A suspeita é que o proprietário não pagava imposto sobre a venda de cerveja.
Em outra distribuidora, no bairro Santa Mônica, mais de mil caixas de cerveja foram apreendidas por falta de notas fiscais. O proprietário não estava no local quando a polícia chegou para fazer a apreensão. O que chamou atenção dos policiais foi que a garrafa de um litro de cerveja era vendida por um preço mais baixo que na fábrica.
Distribuidoras de cerveja de todo o estado do Espírito Santo foram alvo de uma operação realizada pelo Ministério Público, Secretaria da Fazenda e Polícia Civil, que teve início na manhã desta quarta-feira (2).
Ao todo, 50 mil garrafas e latas foram apreendidas, num total de R$ 160 mil, mas a suspeita é que, desde o início de 2015, R$ 150 milhões foram sonegados.  
Os donos de distribuidores foram autuados por sonegação fiscal, crimes contra a ordem fazendária e associação criminosa. Alguns também estão sendo investigados por lavagem de dinheiro.
Por meio de nota, a Ambev disse que sua política de precificação leva em consideração uma série de variantes, tais como a carga tributária das praças onde opera, as marcas e as embalagens dos produtos.
"Estados que possuem carga tributária elevada podem sofrer com a invasão de produtos oriundos de Estados que possuam menor carga tributária, o que prejudica não só os cofres públicos, mas também a indústria. A empresa opera em total conformidade com as leis vigentes nos locais onde atua e repudia quaisquer práticas que fomentem atividades ilícitas", diz a nota. 
A companhia acrescentou ainda que está à disposição do Poder Público para auxiliar no combate a práticas irregulares.
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