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domingo, 27 de dezembro de 2015

Cervejaria Itaipava


Líder do PMDB é sócio de dono de cervejaria que financiou campanha de Dilma

A família Picciani e Walter Faria, da Itaipava, têm juntos pedreira comprada de um morto e avaliada em R$ 70 milhões

por RAPHAEL GOMIDE E HUDSON CORRÊA


Nas eleições de 2014, o Grupo Petrópolis, fabricante da cerveja Itaipava, se firmou como um grande doador de campanhas, destinando R$ 57,2 milhões a partidos e candidatos. Metade foi para a campanha da presidente Dilma Rousseff e para o PMDB do Rio de Janeiro. O partido fluminense ganhou R$ 11 milhões, e Dilma, R$ 17,5 milhões, a quarta maior contribuição recebida pela candidata petista.
Desde 2011, o PMDB fluminense está sob o comando do presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani. É pai de Leonardo Picciani, que se tornou líder do PMDB na Câmara e, em dezembro, já foi destituído e reconduzido ao cargo. Nos últimos meses, os deputados Picciani lançaram uma boia de salvação para Dilma no processo de impeachment, articulando uma base de apoio à presidente no PMDB. Foram recompensados com dois ministérios e prestígio junto a presidente.
Além de políticos influentes, os Picciani são empresários em ascensão. Em abril, ÉPOCA revelou que a família possui uma pedreira no Rio de Janeiro – a Tamoio Mineração S.A. – avaliada em R$ 70 milhões. A reportagem mostrou que, em setembro de 2012, os Picciani compraram parte das ações de um empresário que morrera mais de um ano antes, em abril de 2011. Novo documento obtido por ÉPOCA mostra que um mês depois de adquirir a pedreira, a família se associou ao empresário Walter Faria, o dono da Cervejaria Petrópolis, responsável pelas generosas contribuições na campanha de 2014.
>>A incrível sociedade do líder do PMDB na Câmara com um defunto
Na lista da revista Forbes, Walter Faria aparece como 11º homem mais rico do Brasil, dono de uma fortuna estimada em US$ 3,4 bilhões e poderoso investidor do ramo de bebidas. Em contraposição ao sucesso, o empresário tem um histórico de problemas com a Receita Federal e chegou a ser preso em 2005, acusado de sonegação fiscal. O dono da Itaipava entrou na sociedade da mineradora por meio de sua empresa, a GP Participações e Empreendimentos S.A., que comprou 20% da pedreira dos Picciani e de Carlos da Costa Pereira, o Carlinhos da Artsul, outro acionista. A família Picciani mantém suas ações em nome da Agrobilara Comércio e Participações.
O patriarca Jorge Picciani não vê problemas em manter sociedade com um grande doador do PMDB. “Não há conflito com a esfera do interesse público. Eles [da cervejaria] jamais contribuíram para as minhas campanhas ou de meus filhos, nem direta nem indiretamente”, disse o deputado, referindo-se ao fato de o dinheiro ter sido repassado ao partido. “Meus mandatos na presidência da Assembleia são exercidos com absoluta transparência, e o diálogo com as empresas não ocorre de maneira individual”, afirmou, em nota.
Por meio da assessoria de imprensa, os deputados Leonardo e Jorge Picciani disseram que não são sócios do empresário Walter Faria. "A empresa dele é, da mesma forma que a Agrobilara, acionista da Tamoio Mineradora, que é uma S.A. Pela lei das S.A.s, o fato de serem acionistas em uma mesma empresa não faz das pessoas sócias. Além disso, nenhum representante de Walter Faria ou da Agrobilara participa da diretoria executiva ou do conselho de administração. Logo, não interferem no dia a dia da empresa", diz a nota da assessoria. Sobre a compra das ações de "um morto", a assessoria acrescenta que "já foi esclarecido que se tratava de um equívoco cometido pelos vendedores da empresa quando transferiram ações correspondentes a 0,0000001% do negócio – um erro que, ao contrário do que a matéria sugeria, não nos beneficiava, mas, ao contrário, nos prejudicava – e que já foi sanado".
Walter Faria entrou na sociedade depois que Picciani fez o negócio com o homem morto. A assessoria do Grupo Petrópolis afirma que “a GP Investimentos tomou conhecimento da situação a partir da reportagem”. “A empresa avaliará e verificará as informações e agirá de acordo com as orientações legais cabíveis.” O Grupo Petrópolis afirmou, também em nota, que “doou, de maneira legal e registrada na Justiça eleitoral, para diversos partidos políticos, candidatos e comitês regionais, em todo o Brasil”.
No começo deste ano, ÉPOCA revelou que o Grupo Petrópolis, comandado por Faria, obteve um empréstimo de quase R$ 830 milhões em condições generosas do Banco do Nordeste. Duas semanas depois de selar a transação com o banco público, o grupo de Faria aportou os R$ 17,5 milhões na campanha de Dilma Rousseff. Dono da segunda maior cervejaria do país, o Grupo Petrópolis possui seis fábricas: duas na Região Serrana do Rio de Janeiro e as demais em São Paulo, Mato Grosso, Bahia e Pernambuco. As duas últimas foram construídas com o financiamento do Banco do Nordeste que é alvo de investigação do Ministério Público Federal.
Walter Faria e a família Picciani mantém relações próximas. Picciani participou da festa de inauguração da fábrica na Bahia, e a Itaipava foi patrocinador de destaque do 13º Leilão Cidade Maravilhosa, de gado nelore, promovido pelo deputado. O evento, realizado em março em um hotel de luxo em Mangaratiba, Litoral Sul fluminense, teve transmissão ao vivo pelo Canal Rural. A marca da cervejaria estampava o microfone do leiloeiro no evento, que arrecadou R$ 3,6 milhões, com a venda de 63 lotes de animais de raça. Picciani também pega caronas no helicóptero do amigo no Rio. Mas suas relações societárias com Faria sempre foram desconhecidas, até de políticos mais próximos.  O grupo Petrópolis informou que as decisões sobre patrocínios a eventos “são sempre tomadas em caráter técnico, visando ao fortalecimento das marcas”.
A mineradora de Picciani e Walter Faria informa em seu site que fornece brita para obras das Olimpíadas. A mineradora não mantém contratos diretamente com a Prefeitura do Rio nem com o governo do Estado, ambos governados pelo PMDB, mas entrega o material a empreiteiras contratadas para obras públicas pelos dois entes. Faria entrou na sociedade em um momento de prosperidade, no fim de 2012. Com o país em crescimento e às vésperas da Copa do Mundo e das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro, a cidade era um canteiro de obras públicas de infraestrutura, e a construção civil prosperava.
Desde a aquisição da Tamoio por Picciani, Carlinhos da Artsul e Walter Faria, a empresa recebeu enormes investimentos e multiplicou por cinco a produção. Em 2013, após a entrada de Walter Faria, teve início o ambicioso plano de investimentos, que envolveu a importação da Alemanha, por 10 milhões de euros, de uma sofisticada planta móvel  de britagem e peneiramento, com capacidade de 900 toneladas por hora. A mineradora se louva, em seu site, da “maior planta móvel do planeta”.
*A reportagem foi atualizada com resposta enviada pela assessoria de Picciani às 21h04.
http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2015/12/lider-do-pmdb-e-socio-de-dono-de-cervejaria-que-financiou-campanha-de-dilma.html

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

CONAR Skol Ultra

Conar pede que Skol tire do ar filme de cerveja para 'atletas não oficiais'

por D. Alvarenga

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Skol Ultra é anunciada como a cerveja oficial dos atletas não oficiais (Foto: Divulgação)Skol Ultra é anunciada como 'a cerveja oficial dos
atletas não oficiais (Foto: Divulgação)
A Ambev terá que retirar do ar a propaganda da Skol Ultra, anunciada como "a cerveja oficial dos atletas não oficiais". O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) entendeu que o comercial desrespeitou as recomendações do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária ao fazer associação entre consumo de bebida alcóolica e esporte. Em julgamento realizado na quinta-feira (12), o órgão decidiu, por unanimidade, pela sustação da campanha. Ainda cabe recurso, mas pela decisão o comercial deve sair do ar imediatamente. Procurada pelo G1, a Ambev informou que "não comenta ações em andamento".
O comercial, que anuncia o lançamento da Skol Ultra, começou a ser veiculado em rede nacional em setembro. Embalado pela trilha sonora “Feeling Good”, de Nina Simone, o filme mostra pessoas comuns praticando atividades físicas em diferentes locais. A cerveja é apresentada como uma bebida com 'menos carboidratos, menos calorias'.
Segundo a Ambev, a Skol Ultra tem 4,2% de teor alcoólico o que corresponde a 0,7% a menos do que a Skol Pilsen, além de 22% a menos de calorias. A campanha é assinada pela agência Wieden + Kennedy.
Apesar da decisão do Conar, o vídeo da propaganda continuava disponível na tarde desta sexta-feira (13) o canal da marca no YouTube. O processo foi aberto no Conar após o órgão ter recebido 5 reclamações de consumidores.
O conselho de ética do Conar acatou a denúncia e considerou que a campanha no seu conjunto ultrapassou várias das recomendações do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, como a que veta a associação do consumo de bebida ao desempenho pessoal de quem bebe.
As medidas do Conar não têm força de lei nem poder de determinar multa. Mas, regra regral, as decisões costumam ser sempre atendidas pelos anunciantes e agências de publicidade. O órgão informa, porém, que desde a sua fundação, em 1978, nenhuma de suas recomendações deixou de ser acatada.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Kronenbier sem álcool

Ambev é multada em R$ 1 milhão por informar que cerveja era 'sem álcool'

A Ambev recebeu uma multa de R$ 1 milhão por informar, no rótulo e em propagandas, que a cerveja Kronenbier é "sem álcool". Na verdade, a cerveja possui 0,3 grama de álcool para cada 100 gramas da bebida.

A decisão unânime foi tomada na quinta-feira passada (25) pela 5ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), e divulgada nessa terça-feira (30) pelo serviço de comunicação do tribunal.
A ação foi movida pela Associação Brasileira de Defesa da Saúde do Consumidor. Sobre a decisão, a Ambev afirmou, em nota, que não comenta casos em andamento. Ainda cabe recurso.
Durante o processo, a empresa alegou que um decreto de 1997 classifica como bebida sem álcool toda aquela que tem menos de 0,5g de álcool a cada 100g, sem obrigatoriedade de trazer essa informação no rótulo do produto.
O desembargador substituto Odson Cardoso Filho, relator da apelação, considerou que esse decreto de 1997 não se sobrepõe ao que determina o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Ele citou riscos à saúde de consumidores que, impedidos de consumir álcool, acreditaram na informação da empresa e beberam seu produto sem imaginar as possíveis consequências. 

domingo, 10 de novembro de 2013

Teste do bafometro com cerveja sem álcool



FRANK MARTINS
Durante uma balada, em uma casa noturna na região centro-sul de Belo Horizonte, fui até o balcão e pedi ao atendente uma cerveja sem álcool. O funcionário respondeu da seguinte forma: ‘qual que você quer?’ Se imaginarmos a mesma cena há, pelo menos, um ano, provavelmente a resposta seria que o estabelecimento não trabalhava com cervejas do gênero ou que tinha apenas uma marca a oferecer.

Isso mostra uma adaptação à nova realidade dos bares e restaurantes da capital mineira, que lamentam a queda no movimento e no faturamento dos negócios, principalmente após o maior rigor da Lei Seca, que aumentou de R$ 957,65 para R$ 1.915,30 a multa de quem for pego dirigindo após ingerir bebida alcoólica, além da retenção do veículo e da habilitação. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel), houve queda de 20% na venda de bebidas alcoólicas e de 10% no movimento nos bares da cidade.

Após passar pelas fases do táxi, do rodízio de amigos para ser o motorista da rodada, da tentativa frustrada de utilizar o transporte público durante a madrugada em Belo Horizonte, e de até ir a pé para um bar mais perto de casa, agora as cervejas sem álcool parecem ser realmente as novas vedetes das baladas para quem quer sair de casa com o carro e não abre mão de uma cerveja. Mas, beber essas chamadas cervejas sem álcool é realmente seguro?

Para tirar essa dúvida, escolhemos cinco marcas de cervejas sem álcool vendidas nos supermercados de Belo Horizonte (Brahma 0,0%, Liber, Itaipava 0,0%, Schincariol 0,0% e Bavaria Sem Álcool).

Com o auxílio da Polícia Militar de Minas Gerais, que forneceu o bafômetro para auxiliar na reportagem, o teste foi realizado com cinco jornalistas da redação de O TEMPO. Cada um bebeu duas latas de cerveja, com 350 ml cada, e esperou um intervalo de 10 minutos entre cada uma para soprar o bafômetro. Foram testadas quatro marcas totalmente livres de álcool e uma com baixo teor (0,5% de álcool).

Com a supervisão da Polícia Militar, todas as cinco marcas de cerveja utilizadas no teste passaram no bafômetro sem acusar nenhuma concentração de álcool.

Mas é importante ressaltar que são vários os fatores que influenciam nos números que aparecem no teste do bafômetro. Entre eles, a idade, o sexo, a alimentação ingerida junto com a bebida alcoólica, até as características físicas da pessoa e o tempo entre o uso da bebida e a realização do teste.

Cerveja sem álcool é cerveja mesmo?

Muitos bebedores viram o rosto e fazem até cara de nojo quando o assunto é cerveja sem álcool. Só que, de acordo com a jornalista e sommelière de cerveja Fabiana Arreguy, a cerveja sem álcool é um tipo de cerveja sim, e não um suco de cevada como alguns leigos no assunto costumam se referir. Segundo Fabiana, as cervejas sem álcool são produzidas em um processo de fermentação interrompida. Dessa forma, acontece uma inibição da produção de álcool na mistura de malte e água aquecidos.

Mas isso não quer dizer que o gosto seja o mesmo das cervejas convencionais. Diferente do resultado positivo no exame do bafômetro, a maioria das cervejas zero são reprovadas pelos consumidores no quesito sabor. Geralmente essas cervejas têm um gosto mais adocicado e a sensação maior de amargor do lúpulo após a ingestão. “Na minha opinião, o sabor fica muito prejudicado com a fermentação incompleta. Mas acho de extrema importância a existência delas, pois oferecem o direito, a quem tem restrições ao álcool, de tomar cerveja, cuja característica maior é ser agregadora, abraçar todo tipo de público, e de ser uma bebida democrática”, ressalta Arreguy.

Apesar de ser mais comum encontrar no mercado as zero de Pilsen e de trigo, para informação dos adoradores da bebida da deusa Ninkasi, tecnicamente, qualquer cerveja pode ser produzida sem álcool. Para isso, basta que o cervejeiro aplique as teorias da inibição da produção de álcool ou da retirada posterior (quando a cerveja é produzida normalmente e, depois, passa por equipamentos que separam o álcool).

Os investimentos neste tipo de bebida

O segmento de cerveja sem álcool tem grande potencial. Na Espanha, tem 15% do mercado total de cerveja; nos EUA, 5% e no Brasil, apenas 0,3%. O consumidor está mais consciente em relação à Lei Seca e ao consumo responsável, mas não abre mão do sabor de uma cervejinha.

Pesquisas recentes também revelam outra tendência global relacionada à queda no consumo do álcool. No ano passado, 2,2 milhões litros de cerveja não-alcoólica foram consumidos no mundo, um aumento de 80% na comparação com o consumo registrado cinco anos antes, em 2007.

No Brasil, a Ambev está no mercado das cervejas sem álcool desde os anos 90 e é líder do segmento. Recentemente, ela lançou a Brahma 0,0%, em latas de 350 ml e garrafas long neck. Segundo a empresa, a Brahma 0,0% é resultado de três anos de pesquisa e de um grande investimento em processos e equipamentos, que gerou a produção de mais de 84 tipos diferentes até chegar no modelo disponível no mercado.

De acordo com o gerente de marketing da Brahma, Nilson Kalili, este novo produto é mais uma evolução na categoria das zero. “Trazemos para o mercado a cerveja com o sabor que os consumidores querem em uma opção sem álcool”, afirma Kalili. Os ingredientes, de acordo com a fabricante, são os mesmos que os de uma cerveja pilsen: malte, cereais não malteados, carboidratos, lúpulo e água. E essa será a cerveja sem álcool oficial da Copa do Mundo FIFA de 2014.

Fonte: http://www.otempo.com.br/interessa/jornalistas-bebem-cerveja-sem-%C3%A1lcool-e-fazem-o-teste-do-baf%C3%B4metro-1.743224

domingo, 10 de março de 2013

Cerveja a menores é CRIME.

Vídeo flagra adultos incentivando criança a beber cerveja no PA
Imagens foram encontradas em celular de adolescente apreendido após assalto em Belém


A Polícia Civil do Pará encontrou um vídeo de uma criança bebendo cerveja incentivada por adultos. As imagens estavam no celular de um adolescente que foi detido após participar de um assalto com reféns em Belém.
No vídeo, uma criança de aproximadamente um ano de idade é vista bebendo uma lata de cerveja e não parece estranhar o gosto. Um dos homens sorri ao ver a criança bebendo. Outros a incentivam falando “mais um gole, mais um gole” e “bebe tudo, bebe tudo”. Ao ver a criança ingerindo a bebida alcoólica um dos homens ainda diz “ela vai ficar chapada”. O vídeo termina com a criança se afastando dos adultos com sinais de tontura.
Nossos Grifos: Nós da Cervejaria Ave Cesar repudiamos IDIOTAS (sejam pais ou responsáveis ou qualquer outro ser) que venha servir cervejas com ou sem álcool a crianças e menores de idade. Deve-se fazer cumprir a Lei de forma severa. Bebidas alcoólicas são destinadas a adultos unica e exclusivamente.

Fonte: http://noticias.r7.com/cidades/video-flagra-adultos-incentivando-crianca-a-beber-cerveja-no-pa-09032013

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Legislação e Tributos



Câmara aprova proposta que multa motorista que transporta bebida

Condutor flagrado pagará R$ 191 e perderá 7 pontos na carteira. Transporte seria permitido apenas no porta-malas do veículo.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (25) projeto de lei que torna infração gravíssima o transporte de bebida alcoólica dentro da cabine de passageiros do veículo. O motorista que for flagrado poderá pagar R$ 191 de multa e perderá sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Para valer, a lei ainda precisa ser analisada no Senado e depois ir à sanção presidencial.

Atualmente, é permitido levar bebida alcoólica na parte dos passageiros, desde que ela esteja em posição segura que não atrapalhe ou ofereça riscos à direção. De acordo com a nova lei, a bebida alcoólica só poderá ser transportada dentro do porta-malas do veículo.

Segundo o texto do projeto, apresentado em 2002 pelo então senador Edison Lobão (PMDB-MA), os condutores, "mesmo não tendo consumido [bebida alcoólica] no momento da fiscalização, podem fazê-lo mais adiante, daí advindo os riscos hoje notórios".

No Senado, o projeto vai tramitar em caráter conclusivo, ou seja, não precisa ser votado em plenário. Se aprovado pelas comissões, passa a valer assim que for sancionado pela presidente da República e publicado no Diário Oficial da União.

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