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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Moët Serve

 

O Ritual na Lata: Como a Moët Hennessy Hackeou a Memória Sensorial do Tênis para Enfrentar um Titã de US$ 17 Milhões

Quem frequenta grandes torneios de tênis conhece bem os rituais que cercam o esporte: o silêncio que antecede o saque, o impacto seco da raquete na bola e, talvez o mais satisfatório deles, o som do “pfft” pressurizado ao abrir um tubo de bolinhas novas. Foi exatamente de olho nessa memória afetiva e sensorial que a Moët & Chandon desenhou sua principal arma de marketing: o Moët Serve.

O coquetel combina o icônico Moët Ice Impérial — o primeiro champanhe da história criado especificamente para ser bebido com gelo — com três cubos de gelo e três rodelas de limão. A genialidade, porém, está no visual: as rodelas de limão são perfeitamente posicionadas dentro de uma lata cilíndrica e transparente, mimetizando a estética exata de três bolas de tênis lacradas.

 O Desafio: Destronar o "Honey Deuce"

A estratégia da Moët não nasceu no vácuo; ela foi uma resposta direta a um fenômeno de faturamento sem precedentes no esporte mundial. Há anos, o US Open é dominado pelo Honey Deuce, o drink oficial do torneio feito à base de vodca premium Grey Goose e decorado com espetos de melão em formato de bolinhas.

O Honey Deuce vendeu impressionantes 738.459 unidades, gerando mais de US$ 17 milhões de faturamento em apenas duas semanas. O volume é tão colossal que o faturamento do drink superou a premiação em dinheiro dada aos próprios tenistas campeões.

Percebendo que tentar competir por volume de vendas contra um copo de vodca de US$ 23 seria inútil, a Moët optou pela diferenciação radical pelo design, elevando o preço para US$ 32 e focando na exclusividade e na experiência do cliente.

 Os Três Pilares da Estratégia de Marketing

 1. A Teoria do "Consumption as Costume" (Consumo como Fantasia): Segundo relatórios de tendências como o Liquid Intentions, o consumidor moderno de eventos esportivos utiliza o que bebe como uma extensão de sua própria identidade e vestimenta. Carregar o tubo transparente da Moët pelos corredores do Arthur Ashe Stadium funciona como um símbolo de status instantâneo — é um acessório de moda altamente "instagramável".

2. Teatralidade no Ponto de Venda: O drink não vem pronto de uma fábrica. O cliente vai até o Club de Tennis Bar e assiste ao processo. O champanhe, o gelo e os limões são montados na hora e a lata é selada e pressurizada por uma máquina na frente do comprador. Isso transforma a compra em um show particular.

3. Fidelidade ao Gesto do Jogo: Ao puxar o lacre de metal da embalagem, o consumidor replica exatamente o mesmo movimento mecânico que os atletas fazem em quadra. A marca conseguiu engarrafar o "luxo audível" do tênis.

 O Ponto Fraco: O Debate sobre Sustentabilidade

Apesar do sucesso estrondoso de engajamento e relações públicas, a estratégia enfrentou críticas severas de designers e ambientalistas. Diferente dos copos de acrílico do Honey Deuce, que os fãs colecionam e levam para casa como recordação, a lata do Moët Serve é feita de uma fusão híbrida de plástico e metal (conhecida na indústria como franken-can).

Essa composição mista impede que o material seja facilmente separado e reciclado em instalações comuns de tratamento de resíduos, gerando discussões sobre o compromisso ambiental das marcas de luxo em plataformas como o TikTok.

Ainda assim, como ferramenta de posicionamento de mercado, a Moët Hennessy provou que o luxo não precisa ficar preso à tradicional taça de vidro: ele pode ser enlatado, desde que carregue a genialidade do design e a mística do esporte.

Fotos: Instagram (Moët).

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Beyoncé SirDavis Whisky

 

Beyoncé Assume Controle Total do Uísque SirDavis Após Fim de Parceria com a LVMH

O mercado de destilados de luxo foi surpreendido com uma movimentação de peso nos bastidores dos negócios globais. A cantora e empresária Beyoncé Knowles-Carter assumiu o controle total e independente da SirDavis, sua marca de uísque americano premium. A mudança ocorre após o conglomerado francês de luxo LVMH, por meio de sua divisão de bebidas Moët Hennessy, vender sua participação na sociedade.

Lançado originalmente em agosto de 2024, o SirDavis nasceu de uma colaboração estreita entre a artista e o grupo de Bernard Arnault. O whisky foi desenvolvido para homenagear o bisavô de Beyoncé, Davis Hogue, que foi um produtor clandestino de destilados no sul dos Estados Unidos durante o período da Lei Seca. 

A parceria unia o faro cultural e o apelo global de Beyoncé à incomparável estrutura de distribuição e ao "savoir-faire" de luxo da Moët Hennessy. Agora, dois anos após o barulhento lançamento inicial, os caminhos das duas potências se dividem em termos societários. De acordo com fontes do mercado, a LVMH aceitou vender sua parte no negócio, permitindo que a artista se tornasse a única proprietária da marca de forma independente.

A separação amigável reflete os momentos estratégicos distintos de ambos os lados. Pelo lado da LVMH, a venda se alinha a um movimento recente de reestruturação global do portfólio da Moët Hennessy, que tem buscado otimizar suas operações e focar em seus ativos históricos e de maior escala — como as icônicas casas de Champagne Moët & Chandon e Dom Pérignon, e o conhaque Hennessy. Já para Beyoncé, o movimento consolida sua posição como uma das empresárias mais poderosas do mundo do entretenimento e dos negócios, expandindo seu império independente sob a holding Parkwood Entertainment. Controlar 100% da SirDavis dá à artista total liberdade criativa e comercial sobre o futuro do produto.

Apesar da saída da gigante do luxo da composição acionária, o Whisky SirDavis já garantiu seu espaço nas prateleiras mais cobiçadas do mundo. O uísque se diferencia no mercado por sua composição única: uma mistura de 51% de centeio (rye) e 49% de cevada maltada, finalizada em barris de xerez Pedro Ximénez. Esse processo confere à bebida um perfil de sabor elegante, que desafia as normas tradicionais do Whisky americano e atrai tanto entusiastas de longa data quanto novos consumidores.

A produção — que foi desenhada pelo renomado mestre destilador Bill Lumsden — e a identidade visual marcante, com uma garrafa de vidro canelado e um medalhão de bronze exibindo um cavalo, continuam sendo os pilares da marca.

Para os leitores da Ave Cesar Co e apreciadores de um bom destilado, resta acompanhar como a marca se posicionará nesta nova era solo. O SirDavis provou que é muito mais do que apenas uma bebida endossada por uma celebridade; é um produto de alta qualidade técnica que agora carrega, de forma integral, a assinatura e a independência de uma das maiores forças da cultura pop mundial.


terça-feira, 14 de julho de 2026

Casa Chandon Brasil

 

Casa Maison Chandon Reestreia No Brasil Com Novidades Imersivas

A Casa Chandon (em francês “Maison Chandon”) do Grupo LVMH retorna a São Paulo de 27 de julho a 8 de agosto, ocupando o histórico Palacete Nhonhô Magalhães com experiências imersivas, gastronomia e workshops, focando na viticultura sustentável da marca. Localizado na Avenida Higienópolis, 758, o evento oferece degustações guiadas, jantares harmonizados e um bar lounge com música ao vivo.

No evento o consumidor irá encontrar degustações guiadas, por meio de aulas com sommeliers da marca sobre a produção, história e os diferentes rótulos da Maison Chandon. Haverá ainda menus harmonizados, com almoços, jantares e brunches assinados por chefs e profissionais renomados, criados exclusivamente para combinar com os espumantes.


Para entusiastas, bartenders e mixologistas, a Maison oferecerá workshopsde drinques, com oficinas práticas comandadas por bartenders renomados para aprender sobre tendências e a criar coquetéis usando espumantes (como o famoso Chandon Garden Spritz).

Dentro da casa o participante verá um mundo de arte e imersão à parte com instalações artísticas, painéis interativos e salas temáticas que contam a história da marca (Heritage) com foco em viticultura sustentável.

Para aqueles que desejam somente tomar um drinque incrível ou uma taça de champagne, a Maison formatou um Bar Lounge, com áreas ao ar livre e solários com música ao vivo, DJs e pistas de dança para relaxar e curtir o ambiente do palacete aos finais de semana. Para não sair de mãos vazias, foi elaborada uma loja exclusiva, para adquirir garrafas e acessórios exclusivos da marca, com a possibilidade de customização ao vivo por artistas locais.


É importante ressaltar que os ingressos para as experiências gastronômicas e degustações costumam ser limitados e precisam ser reservados com antecedência pelas plataformas oficiais da marca. Não perca tempo e me diga como foi a sua experiência.



Saiba mais em: https://www.chandon.com.br/casa-chandon-sao-paulo

Encerro o artigo, agradecendo pelos mais de 2 milhões de acessos concluídos nesse mês de julho! Um feito incrível e inimaginável. Obrigado por sua audiência e confiança em nosso blog. Siga-nos! E nos indique aos amigos! 
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segunda-feira, 17 de março de 2025

Guerra Comercial de Champanhe

 


Com o sabre no pescoço: Crise em Champanhe, na França: na terra de Dom Pérignon, Veuve Clicquot e Moët & Chandon só se fala na taxação de 200% de Trump

Importações de champanhe francesa nos EUA chegam quase a US$ 1 bilhão por ano

Por The New York Times — Épernay, França

Os produtores de champanhe na França vendem quase US$ 1 bilhão para os EUA todos os anos, mas, na sexta-feira, em Épernay, a capital mundial do espumante, o único número na boca de todos era 200.

Foi mais um capítulo da guerra comercial iniciada por Trump, depois que a União Europeia (UE) contra-atacou a elevação de tarifas sobre aço e alumínio com suas próprias tarifas sobre produtos dos EUA.

A ameaça de uma tarifa de três dígitos caiu como um raio em Épernay, assustando trabalhadores, produtores e as lojas da Avenue de Champagne, o boulevard central da cidade.

— Uma tarifa de 200% tem o objetivo de garantir que nenhum Champagne seja enviado para os EUA — disse Calvin Boucher, gerente da Michel Gonet, uma casa que está há 225 anos na avenida.

Com 20% a 30% das 200 mil garrafas que produz anualmente exportadas para comerciantes e restaurantes americanos, a empresa teria seu negócio “esmagado”, afirmou Boucher. O preço de um champanhe de US$ 125 mais que triplicaria da noite para o dia.

Dom Pérignon, Veuve Clicquot e Moët & Chandon respondem por um terço das vendas

As maiores casas — incluindo Dom Pérignon, Veuve Clicquot e Moët & Chandon, pertencentes ao conglomerado de luxo LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton — dominam a produção, as exportações e representam um terço das vendas totais.

 Nathalie Doucet, presidente da Besserat de Bellefon, uma casa de champanhe que exporta 10% de sua produção premium para os EUA, disse que a guerra comercial a deixava ansiosa: — Estamos esperando para ver o que acontece, mas não são boas notícias — disse Nathalie, cuja casa usa um processo trabalhoso de baixa pressão, que confere uma acidez nítida e uma efervescência fina ao champanhe.

Consumo em queda

A produção de champanhe já havia enfrentado um ano difícil, com o clima ruim reduzindo a colheita. O consumo vem diminuindo, à medida que os jovens têm mudado seus hábitos, passando a preferir coquetéis e cervejas artesanais. As vendas de champanhe caíram desde a pandemia, com uma queda de 9% no ano passado.

 Ao mesmo tempo, disse Nathalie, a Europa estava lidando com as guerras na Ucrânia e na Faixa de Gaza. E agora, a guerra comercial com os EUA, um dos tradicionais aliados da França, sobre questões que não têm nada a ver com o champanhe. — Parece uma punição deliberada — disse Cyril Depart, proprietário da loja de vinhos Salvatori, logo após a Avenue de Champagne, que oferece uma ampla variedade de champanhes artesanais. Sua esposa foi gerente de exportação de uma das grandes casas de champanhe e já estava calculando os possíveis impactos.

Impacto em negócios nos EUA

O dano de uma guerra comercial se espalharia muito além das casas de champanhe, atingindo importadores e distribuidores americanos e colocando em risco diversos pequenos negócios.

Michael Reiss, presidente da Vineyard Road, um pequeno distribuidor de Framingham, Massachusetts, que importa champanhe e vinhos da Europa e os distribui no Nordeste dos EUA, disse que pequenos negócios como o dele, incluindo restaurantes e lojas de varejo, seriam “muito prejudicados”.

O ambiente comercial imprevisível poderia forçar as empresas a cancelar investimentos planejados, acrescentou ele. Além disso, as tarifas aplicadas no início da cadeia de suprimentos podem se multiplicar, já que cada empresa que manipula o produto aumenta seu preço de acordo, disse Reiss:

— Então, até mesmo uma tarifa de 25% pode facilmente levar a um aumento de preços de 40% a 60%.

Uma tarifa de 200% “eliminaria a possibilidade de as pessoas comprarem coisas que trazem alegria para suas vidas,” acrescentou.

Ministro chama guerra comercial de 'idiota'

De volta a Épernay, caso as vendas caiam, os produtores de vinho precisarão de menos trabalhadores nos campos, e haverá menos trabalho para operadores de tratores, fabricantes de rolhas e fabricantes de garrafas.

Na sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores da França, Eric Lombard, chamou a guerra comercial de “idiota” e disse que viajará para Washington em breve.

— Precisamos conversar com os americanos para diminuir a tensão — disse ele à televisão francesa.

As maiores casas de champanhe da França permaneceram em silêncio, recusando-se a comentar enquanto esperavam ver como a ameaça de Trump se desenrolaria — e se representantes dos governos europeus conseguiriam fazê-lo recuar.

Fonte e mais informações: https://oglobo.globo.com/economia/negocios/noticia/2025/03/16/crise-em-champanhe-na-franca-na-terra-de-dom-perignon-veuve-clicquot-e-moet-and-chandon-so-se-fala-na-taxacao-de-200percent-de-trump.ghtml

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