quarta-feira, 2 de abril de 2025

Johnnie Walker Comercial

Johnnie Walker relembrando o consumo consciente

Esse comercial é simplesmente incrível. JWalker, em um episódio hightech demonstra que mesmo sendo um piloto da Fórmula 1 (F1), beber e dirigir não combinam. Trata-se do consumo responsável. Assista que é bem bacana. O vídeo é curtinho. Aproveite.


Cheers!



 

segunda-feira, 31 de março de 2025

Gases de Efeito Estufa em Cervejarias

 


Cerveja ou leite?

Estudo propõe refletir sobre bebidas de consumo humano considerando a emissão de gases de efeito estufa em sua produção e o valor nutricional de cada uma delas

Por Luiz Josahkian* para a Globo Rural

29/01/2025

O ano de 2023 foi um recorde, mas não para ser comemorado. Foi o ano mais quente nos 174 anos de história do planeta em que as temperaturas têm sido aferidas. Dados da Organização Meteorológica Mundial indicam 1,4°C acima da média histórica, muito próxima de 1,5°C, o ponto limite em que não haverá mais retorno para evitar os efeitos do aquecimento global.

Se isso não for motivo para não comemorar o recorde, o ano de 2024 é um forte candidato para desbancar o breve reinado de 2023. Atingir essa marca, contudo, não é irremediável, mas liga o alerta dos organismos internacionais d vigilância do clima e traz a baila o fraco discurso da COP28, realizada em Dubai, cujo ponto central foi a transição do uso dos combustíveis fósseis para fontes de energia limpa.

Embora o acordo final, assinado por quase 200 países, seja emblemático sob o ponto de vista do reconhecimento dessa necessidade, não houve compromissos quantificáveis e com prazos a serem cumpridos, uma lacuna do acordo criticada por muitos. Mas sabemos que será um longo processo, uma reconfiguração da economia mundial, uma remodelação dos negócios e na forma como a sociedade fará suas escolhas de consumo. Esse Novo Mundo estabelecerá paradigmas diferentes, inaceitáveis nos padrões atuais. Falar sobre eles agora seria quase irônico, mas as transformações em escala global instituíram parâmetros de decisão queiram nos tirar da zona de conforto.

Só como exemplo, e lembrando do que podemos optar para deixar de fazer quase tudo, menos o de nos alimentar, vejamos a questão da produção de alimentos sobre a perspectiva proposta por SMED-MAN et al. (Disponível em HTTPS://doi.org/10.3402/fnr.v54i0.5170) em um artigo intitulado “Nutriet Density of Beverages e Relation to Climate Impact”. Os autores nos propõe refletir sobre a produção de algumas bebidas de consumo humano sobre um ponto de vista relativo entre o total de emissão de gases de efeito estufa (GEE) em toda a sua cadeia de produção e o valor nutricional de cada uma delas. Em outras palavras, é uma forma de avaliar o custo-benefício do ponto de vista humano no impacto climático.

Para tanto, criar um índice em que a densidade nutricional de cada produto (levando em conta 21 nutrientes essenciais) era comparado com a taxa de emissão de GEE medido em toda a sua cadeia de produção (produção, manufatura, embalagem e distribuição.) Denominaram esse indicador de NDCI (Nutriet Density to Climate Impact.) Foram avaliados leite, refrigerante, suco de laranja, cerveja, vinho tinto, água mineral, bebida de soja e bebida de aveia. Infelizmente, para os apreciadores, refrigerante, vinho e cerveja apresentar os piores índices, porque, além das maiores taxas de emissão de GEE, seus valores nutricionais se aproximam de zero.

O suco de laranja e bebidas de soja foram equivalentes em uma zona intermediária, como a ligeira vantagem do ponto de vista nutricional para o suco de laranja. O leite, por sua vez, apresentou o melhor NDCI, praticamente o dobro da bebida de soja e 53 vezes superior ao da cerveja e do vinho. Então, que opções faremos no futuro: cerveja ou leite?

Luiz Josahkain é Zootecnicista, professor de melhoramento genético e superintendente técnico da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).

segunda-feira, 17 de março de 2025

Guerra Comercial de Champanhe

 


Com o sabre no pescoço: Crise em Champanhe, na França: na terra de Dom Pérignon, Veuve Clicquot e Moët & Chandon só se fala na taxação de 200% de Trump

Importações de champanhe francesa nos EUA chegam quase a US$ 1 bilhão por ano

Por The New York Times — Épernay, França

Os produtores de champanhe na França vendem quase US$ 1 bilhão para os EUA todos os anos, mas, na sexta-feira, em Épernay, a capital mundial do espumante, o único número na boca de todos era 200.

Foi mais um capítulo da guerra comercial iniciada por Trump, depois que a União Europeia (UE) contra-atacou a elevação de tarifas sobre aço e alumínio com suas próprias tarifas sobre produtos dos EUA.

A ameaça de uma tarifa de três dígitos caiu como um raio em Épernay, assustando trabalhadores, produtores e as lojas da Avenue de Champagne, o boulevard central da cidade.

— Uma tarifa de 200% tem o objetivo de garantir que nenhum Champagne seja enviado para os EUA — disse Calvin Boucher, gerente da Michel Gonet, uma casa que está há 225 anos na avenida.

Com 20% a 30% das 200 mil garrafas que produz anualmente exportadas para comerciantes e restaurantes americanos, a empresa teria seu negócio “esmagado”, afirmou Boucher. O preço de um champanhe de US$ 125 mais que triplicaria da noite para o dia.

Dom Pérignon, Veuve Clicquot e Moët & Chandon respondem por um terço das vendas

As maiores casas — incluindo Dom Pérignon, Veuve Clicquot e Moët & Chandon, pertencentes ao conglomerado de luxo LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton — dominam a produção, as exportações e representam um terço das vendas totais.

 Nathalie Doucet, presidente da Besserat de Bellefon, uma casa de champanhe que exporta 10% de sua produção premium para os EUA, disse que a guerra comercial a deixava ansiosa: — Estamos esperando para ver o que acontece, mas não são boas notícias — disse Nathalie, cuja casa usa um processo trabalhoso de baixa pressão, que confere uma acidez nítida e uma efervescência fina ao champanhe.

Consumo em queda

A produção de champanhe já havia enfrentado um ano difícil, com o clima ruim reduzindo a colheita. O consumo vem diminuindo, à medida que os jovens têm mudado seus hábitos, passando a preferir coquetéis e cervejas artesanais. As vendas de champanhe caíram desde a pandemia, com uma queda de 9% no ano passado.

 Ao mesmo tempo, disse Nathalie, a Europa estava lidando com as guerras na Ucrânia e na Faixa de Gaza. E agora, a guerra comercial com os EUA, um dos tradicionais aliados da França, sobre questões que não têm nada a ver com o champanhe. — Parece uma punição deliberada — disse Cyril Depart, proprietário da loja de vinhos Salvatori, logo após a Avenue de Champagne, que oferece uma ampla variedade de champanhes artesanais. Sua esposa foi gerente de exportação de uma das grandes casas de champanhe e já estava calculando os possíveis impactos.

Impacto em negócios nos EUA

O dano de uma guerra comercial se espalharia muito além das casas de champanhe, atingindo importadores e distribuidores americanos e colocando em risco diversos pequenos negócios.

Michael Reiss, presidente da Vineyard Road, um pequeno distribuidor de Framingham, Massachusetts, que importa champanhe e vinhos da Europa e os distribui no Nordeste dos EUA, disse que pequenos negócios como o dele, incluindo restaurantes e lojas de varejo, seriam “muito prejudicados”.

O ambiente comercial imprevisível poderia forçar as empresas a cancelar investimentos planejados, acrescentou ele. Além disso, as tarifas aplicadas no início da cadeia de suprimentos podem se multiplicar, já que cada empresa que manipula o produto aumenta seu preço de acordo, disse Reiss:

— Então, até mesmo uma tarifa de 25% pode facilmente levar a um aumento de preços de 40% a 60%.

Uma tarifa de 200% “eliminaria a possibilidade de as pessoas comprarem coisas que trazem alegria para suas vidas,” acrescentou.

Ministro chama guerra comercial de 'idiota'

De volta a Épernay, caso as vendas caiam, os produtores de vinho precisarão de menos trabalhadores nos campos, e haverá menos trabalho para operadores de tratores, fabricantes de rolhas e fabricantes de garrafas.

Na sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores da França, Eric Lombard, chamou a guerra comercial de “idiota” e disse que viajará para Washington em breve.

— Precisamos conversar com os americanos para diminuir a tensão — disse ele à televisão francesa.

As maiores casas de champanhe da França permaneceram em silêncio, recusando-se a comentar enquanto esperavam ver como a ameaça de Trump se desenrolaria — e se representantes dos governos europeus conseguiriam fazê-lo recuar.

Fonte e mais informações: https://oglobo.globo.com/economia/negocios/noticia/2025/03/16/crise-em-champanhe-na-franca-na-terra-de-dom-perignon-veuve-clicquot-e-moet-and-chandon-so-se-fala-na-taxacao-de-200percent-de-trump.ghtml

sábado, 15 de março de 2025

Governança, Riscos e Compliance nas Organizações 2025

Governança, Riscos e Compliance: O Desafio da Conformidade em um Cenário em Constante Mudança

por Henrique Oliveira *

Ao explorar os principais relatórios de riscos publicados globalmente, como o “2025 Global Risk Report” do World Economic Forum, ou ainda “Top Risks 2025” da Eurasia Group, o mundo corporativo cada vez mais dinâmico, incerto e com mudanças políticas e regulatórias abruptas, (basta ver os movimentos geoeconômicos acontecendo de forma impactante na América do Norte, na China e na Rússia) a governança, riscos e compliance (GRC) se tornaram pilares essenciais para manter a sustentabilidade e gerar valor de sucesso das organizações.

No entanto, uma das maiores dores enfrentadas por profissionais da área é a adaptação contínua às mudanças regulatórias e a garantia de conformidade sem comprometer a eficiência operacional. Ao longo da minha carreira, tenho observado que a conformidade não é apenas uma questão de seguir regras, mas de integrar essas diretrizes aos processos táticos e operacionais, de forma que agreguem valor ao negócio. A Lei Sarbanes-Oxley e as Diretivas da União Europeia, por exemplo, trouxeram desafios significativos, entretanto também promoveram oportunidades para fortalecer o ambiente de controles internos, além de solidificar uma cultura de transparência. Nesse sentido, uma das principais dificuldades que enfrentadas é a gestão de riscos, em um ambiente regulatório em constante evolução. As mudanças nas leis, normas e diretivas podem ser repentinas e complexas, exigindo que as empresas reajam rapidamente para evitar penalidades e danos à reputação. Para mitigar esses riscos, é crucial desenvolver uma estratégia de compliance proativa e ambidestra, que inclua monitoramento contínuo (sobretudo do ambiente externo) e ajustes ágeis nas políticas internas que promovam maior velocidade nas tomadas de decisão e ação.

A implementação de tecnologias de automação e análise de dados tem se mostrado uma solução eficaz para lidar com essas demandas. Ferramentas de GRC integradas permitem a identificação precoce de riscos e a geração de relatórios precisos, facilitando a tomada de decisões informadas. Adicionalmente, a automação de processos repetitivos libera recursos humanos para se concentrarem em atividades estratégicas, ou seja, trocando rotinas corriqueiras por pensamentos de médio e longo prazos. Parar para pensar no que é essencial e oportuno. Outro aspecto vital é a cultura organizacional. Promover um ambiente em que todos os colaboradores compreendam a importância da conformidade e se sintam responsáveis por esta é essencial. Programas de treinamento e conscientização são fundamentais para capacitar as equipes a identificar e relatar violações, criando uma linha de defesa robusta contra riscos internos e externos.

Em um dos projetos que tomei frente, com foco em riscos e compliance, introduzimos uma empresa terceira para varredura de depósitos recursais, o que resultou em entradas inesperadas no fluxo de caixa da empresa. Essa iniciativa não apenas otimizou recursos financeiros, mas também destacou a importância de práticas de compliance inovadoras, fora da caixa, que geram valor e que sejam eficazes. Por fim, a comunicação com órgãos reguladores e partes interessadas deve ser clara e eficiente. Manter um diálogo aberto e transparente ajuda a construir confiança e facilita a navegação em situações complexas. Não menos importante, relatórios detalhados e insights estratégicos são ferramentas poderosas para alinhar as expectativas dos stakeholders com os objetivos corporativos. Em suma: GRC tem que estar na estratégia organizacional. (Sem sombra de dúvidas.)

Finalizando, convido você, leitor, a compartilhar suas experiências e desafios na área de Governança, Riscos e Compliance. Vamos nos conectar e trocar ideias sobre como podemos continuar a inovar e superar as barreiras da conformidade em um mundo em constante transformação. Sinta-se à vontade para me contatar aqui no LinkedIn para discutirmos essas questões e explorarmos soluções colaborativas.

Saudações.

(*) - Henrique Oliveira é professor e Executivo de Governança, Riscos e Compliance

#pelosatelite #GRC #Riscos #Compliance #Governança

 



terça-feira, 11 de março de 2025

Fusões e serviços compartilhados em cervejarias

Stadt Jever, Prússia Bier e Cia Fürst de Bebidas, iniciam fusão estratégica

O Brasil possui uma característica peculiar em possuir muitas microempresas, que produzem de forma familiar em pequenos lotes, ao contrário da China que possui empresas grandes que produzem uma quantidade infinita de itens, há um custo unitário muito menor do que nós na América do Sul.

Nesse sentido, adicionado ao "Custo Brasil", a produção de bens de consumo em pequenas empresas se torna cara e muitas vezes insuficiente para conter a concorrência da produção de produtos em larga escala, de um mesmo setor. Algumas saídas para mitigar esse risco inerente são as Cooperativas e Associações, que, resumidamente, têm como objetivo unir um número significativo de associados para que, juntos, possam ser beneficiados proporcionalmente a sua parcela de investimento e oferta de insumos ou produtos, num ambiente em comum.

Outra solução são os Serviços Compartilhados, conhecido também por "Shared Services",  que em suma são processos importantes ao negócio, porém não são parte do core business em si: são serviços complementares ao negócio, como Contabilidade, Financeiro, Governança e Controles Internos, Riscos e Seguros, TI e Inovação, Compliance e Jurídico. Compartilhar os custos dessas áreas é uma forma sustentável de manter a empresa mais focada em seu propósito e objetivos estratégicos, ou seja, investir pesado no que realmente importa.

Dessa forma, as cervejarias mineiras Fürst de Bebidas e Stadt Jever, (aqui lê-se Paulo e Geraldo Fürst e Miguel e Ustane Pedras Carneiro, respectivamente), deram inicio a um processo de Serviços Corporatilhados, para produzir uma cerveja americana em terras brasileiras. Ambos passaram a produzir a cerveja Ballast Point, uma IPA de tirar o chapéu. Esse projeto tem dado o seu devido progresso. 

O time não parou por ai. Na sequência, com a entrada da Cervejaria Prússia, os 3 empreendedores mineiros deram mais um passo em direção à construção de uma plataforma digital para comercialização de seus produtos, dividindo os custos de manutenção do site, além de prestar uma atenção especial à experiência do cliente. Trata-se de uma ideia é genial. Em se tratando de mercado de cervejas, nem tudo é produto: se cerveja fosse difícil de fazer o mestre cervejeiro seria o cara mais rico do mundo. Sabe-se que não é bem assim: o difícil mesmo é ter logística e vender a bebida a um preço competitivo e que promova uma boa experiência aos consumidores desse nicho de mercado.

Como resultado, nada como cooperar uns com os outros, quando se trata de serviços compartilhados. O mesmo vale para compras conjuntas de insumos e equipamentos, como malte, lúpulo, levedo, barris, chopeiras e acessórios. A negociação com o fornecedor fica melhor e  a prática beneficia a todos. 

 A propósito: para dar um ponta pé nessa união estratégica, o Grupo acaba de lançar a cerveja em lata "Fusion", que será amplamente divulgado aos clientes, amigos e curiosos. As cadeias produtivas e de valor agradecem. Desejo sucesso às 3 cervejarias.

quarta-feira, 5 de março de 2025

Carnaval 2025 e o mercado de cervejas


Brasileiros consomem mais de 1 bilhão de copos de cerveja no Carnaval

Durante os cinco dias de folia, o consumo de cerveja no país atingiu níveis recordes.

Por Viviane Setragni

O Carnaval de 2025 no Brasil registrou um consumo impressionante de cerveja, ultrapassando a marca de 1 bilhão de copos durante os cinco dias de festividades. O volume equivale a aproximadamente 15 bilhões de litros por ano, com uma média diária de quase 42 milhões de litros, suficientes para encher 220 milhões de copos do tipo americano, comuns em bares de todo o país.

Apesar da alta no consumo, os foliões enfrentaram um aumento nos preços das bebidas. A chamada "cesta do carnaval", que inclui itens como cerveja e outras bebidas alcoólicas, registrou uma alta de 9,3% em 2025, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Esse reajuste é o maior desde 2022, quando a variação foi de 20%.

Fonte e saiba mais em: https://www.portalaz.com.br/noticia/economia/78461/brasileiros-consomem-mais-de-1-bilhao-de-copos-de-cerveja-no-carnaval/

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Cervejaria Turatti 2025

 

Cervejaria Turatti promove edição especial do Carnaval, com cerveja sem imposto

A Cervejaria Turatti realiza mais uma edição da Terça Sem Impostos nesta terça-feira (25), oferecendo ao público a oportunidade de degustar pratos e bebidas com valores reduzidos, sem a incidência de tributos. A ação acontece em todas as unidades da casa, trazendo um cardápio promocional com clássicos da casa.

 Entre as opções de comida, o menu inclui pastel de queijo, tiras de frango, hambúrguer de maminha, panceta suína e batata à moda, todos com valores ajustados para a data especial. No cardápio de bebidas, os destaques ficam para os chopes Premium Lager (300ml) e Vai Se Lascar Pilsen (300ml), servidos a preços reduzidos.

 A iniciativa reforça a proposta da Cervejaria Turatti de proporcionar uma experiência gastronômica diferenciada, valorizando a culinária e a cultura cervejeira. Com unidades na Varjota, RioMar Papicu, RioMar Kennedy, Cambeba e North Shopping, a marca convida o público a aproveitar a data para celebrar com bons sabores e preços especiais.

Saiba mais em: https://www.portalin.com.br/notas/cervejaria-turatti-promove-edicao-especial-do-carnaval-sem-impostos-nesta-terca-25/

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Mercado de Destilados

 


Fawn Weaver: ‘Pare de dizer que a indústria de bebidas espirituosas (destilados) está em declínio – não está’

por The Sprit Business.com

A indústria de bebidas espirituosas está em apuros? Ou o comércio está simplesmente num estado de recalibração após a pandemia de Covid-19? Fawn Weaver, fundadora do Uncle Nearest Premium Whiskey, compartilha suas idéias.

Manchetes recentes afirmam que a indústria das bebidas espirituosas está em apuros, citando o declínio do consumo devido ao aumento das bebidas não alcoólicas, dos medicamentos para perda de peso GLP-1, do aumento do consumo de marijuana e da mudança de preferências geracionais. Mas até agora ninguém compilou o quadro completo em um só lugar. Quando analisamos todos os dados em conjunto, surge uma história diferente – que desafia estas narrativas predominantes.

Correções temporárias de mercado não são sinais de declínio permanente. Os dados mostram que a premiumização está a impulsionar fortes gastos dos consumidores em bebidas espirituosas. Isto não é um colapso – é um retorno à normalidade.

Um paralelo histórico: correções pós-pandemia

A pandemia de gripe espanhola de 1918 levou a uma redução temporária do consumo de álcool em bares e restaurantes. Depois que o mundo reabriu, as vendas de álcool dispararam e depois se estabilizaram. Um século depois, a história se repete. A Covid-19 criou um aumento artificial nas vendas de bebidas alcoólicas, à medida que os consumidores abasteciam os bares caseiros e substituíam as saídas noturnas por coquetéis caseiros. Esse aumento nunca foi sustentável e a indústria está agora a ajustar-se às normas pré-pandémicas. Tal como hoje, as primeiras previsões de declínio a longo prazo foram equivocadas. O mercado está se corrigindo, não entrando em colapso.

Os consumidores estão bebendo menos, mas os gastos continuam fortes

É verdade que os consumidores estão a beber menos do que no pico da pandemia, mas isso não significa que a indústria esteja a encolher. Durante a Covid-19, o consumo de álcool em casa disparou. No entanto, com a reabertura dos escritórios e a retomada das viagens de negócios, esse hábito diminuiu.

De 2013 a 2018, as vendas de destilados cresceram a uma taxa média anual de 4,3% antes de acelerar para 5,34% em 2019 e disparar para 10% em 2021 e 12,23% em 2022. De acordo com o NIQ, as vendas de álcool no varejo nos EUA – incluindo cerveja, vinho e destilados – atingiram um pico de US$ 113,6 bilhões em 2023 antes de se estabelecerem. em 112,9 mil milhões de dólares em 2024, um declínio modesto de 0,8%. Este ajustamento era esperado, mas alguns analistas do setor estão a reagir como se isso sinalizasse uma crise.

O Conselho de Bebidas Espirituosas Destiladas dos EUA (Discus) divulgou recentemente o seu relatório anual, mostrando um declínio de 1,1% na receita bruta dos fornecedores dos EUA em bebidas espirituosas, cerveja e vinho – uma correção mais suave do que os padrões históricos poderiam prever. No entanto, se a indústria das bebidas espirituosas tivesse continuado a sua trajetória de crescimento pré-Covid, com um crescimento médio anual de 5%, os seus níveis de receitas de 2024 não teriam sido alcançados até 2025.

 Ao mesmo tempo, os volumes do mercado de bebidas espirituosas aumentaram em 2024, aumentando 1,1%, para 312,2 milhões de caixas de nove litros. Isto contradiz ainda mais a noção de que os consumidores estão bebendo menos. O forte crescimento das bebidas prontas para beber (RTD) desempenhou um papel fundamental na mudança de receitas, uma vez que os seus preços mais baixos reduziram ligeiramente os números globais de vendas. No entanto, os dados deixam uma coisa clara: a América ainda bebe. O mercado de bebidas espirituosas não está diminuindo; está se estabilizando.

Premiumização: os consumidores estão negociando, e não saindo

 Além do forte crescimento dos IDT, uma tendência importante que é frequentemente ignorada é a premiumização – a mudança para álcool de qualidade superior. Alguns consumidores estão escolhendo mais facilmente com RTDs, enquanto outros estão escolhendo melhor com bebidas destiladas premium.

Dados recentes da NielsenIQ confirmam que, embora as vendas totais de álcool tenham sido ajustadas para baixo, os gastos com bebidas espirituosas premium e ultra-premium continuam a aumentar. No relatório mais recente da Nielsen, Uncle Nearest cresceu 22,3%, enquanto outros Bourbons importantes – incluindo Blanton’s, Angel’s Envy e Colonel E.H. Taylor – obteve ganhos entre 20% e 55%. Tequilas sofisticadas como Lalo, Tequila Ocho e La Gritona aumentaram entre 23% e 124%.

Cada uma destas marcas de Bourbon e Tequila sustentou um crescimento de dois dígitos nas últimas 26 semanas, reforçando que esta não é uma tendência temporária, mas uma mudança de longo prazo do consumidor para bebidas espirituosas de maior qualidade. Os consumidores estão fazendo escolhas mais intencionais, favorecendo bebidas espirituosas bem elaboradas e 100% livres de aditivos. Os Bourbons puros e autênticos destacam-se como bebidas espirituosas totalmente naturais – naturalmente sem açúcar, sem hidratos de carbono, sem gordura e sem glúten – apelando aos consumidores preocupados com a saúde que procuram escolhas superiores sem compromisso.

A tendência não alcoólica é exagerada

Sim, a categoria de bebidas não alcoólicas está crescendo, mas o seu impacto continua pequeno e o crescimento já está abrandando.

O mercado não alcoólico dos EUA atingiu 823 milhões de dólares em 2024 e deverá crescer para quase 5 mil milhões de dólares até 2028, de acordo com a IWSR. No entanto, o crescimento já está desacelerando. A categoria de não alcoólicas cresceu 35% em 2023, 26% no ano passado e 20,6% em 2022, mas o seu CAGR projetado de 2024-2028 é de apenas 18%. Se isto fosse um verdadeiro disruptor da indústria, esperaríamos uma aceleração do crescimento – e não uma desaceleração.

Mesmo os relatórios recentes que mostram um forte crescimento num único ano não mudam a realidade de que o dinamismo está a desvanecer-se. Embora alguns analistas afirmem que as alternativas não alcoólicas estão a remodelar a indústria, os dados contam uma história diferente: esta continua a ser uma categoria de nicho e não uma mudança generalizada do álcool.

A esmagadora maioria deste crescimento provém da cerveja sem álcool, que representa 84% do total das vendas sem álcool. Como a cerveja já tem um ABV naturalmente baixo, de 4% a 6%, remover o álcool e manter o sabor foi relativamente fácil – levando a uma adoção mais ampla pelo consumidor.

Enquanto isso, as “destiladas” não alcoólicas mal ultrapassam 1% do total de vendas sem álcool. Ao contrário da cerveja, replicar o sabor complexo e a sensação na boca do Bourbon, Tequila ou vodka sem álcool tem se mostrado um desafio. Para compensar, muitas “destiladas” não alcoólicas dependem de aditivos artificiais, açúcar excessivo ou outros compostos, contradizendo o apelo muito preocupado com a saúde que inicialmente atraiu muitos consumidores.

Se as bebidas espirituosas não alcoólicas estivessem realmente a perturbar a indústria, seriam mais do que apenas um erro de arredondamento. Com apenas 1% da categoria de não-alcoólicos – excluindo cerveja e vinho – digamos apenas que ninguém deveria prender a respiração por um boom de Bourbon ou Tequila sem álcool, pelo menos não nesta vida.

Anos eleitorais e comportamento do consumidor

A incerteza política tem impactado historicamente os gastos dos consumidores, incluindo o álcool. Após as eleições de 2016, a indústria registou um abrandamento temporário, com o crescimento caindo de 3,38% em 2016 para 2,04% em 2017 (Discus) – uma queda de 1,47 pontos percentuais. Embora as razões para isto não sejam totalmente claras, a incerteza pós-eleitoral ou as respostas emocionais dos eleitores podem ter contribuído.

Estamos testemunhando um padrão semelhante agora. Embora alguns analistas atribuam a fraqueza da indústria a mudanças económicas mais amplas, os dados históricos sugerem que as transições políticas podem ter efeitos de curto prazo nos gastos discricionários, incluindo o álcool. Se a história servir de guia, isso também passará.

A Geração Z não está rejeitando o álcool por motivos de saúde

A Geração Z bebe menos do que as gerações anteriores na sua idade, mas as suas preferências indicam uma mudança no sentido da qualidade em detrimento da quantidade. O declínio no consumo parece ser impulsionado mais pela premiumização do que pela preocupação com a saúde, uma vez que o seu envolvimento com outras substâncias – como o vaping – sugere uma mudança mais complexa no comportamento, em vez da rejeição total do álcool.

A Geração Z está vaporizando em taxas sem precedentes, consumindo nicotina de maneiras que as gerações anteriores abandonaram o tabaco. Ao contrário dos cigarros que os seus pais e avós fumavam, os modernos cigarros eletrónicos e vaporizadores contêm frequentemente níveis significativamente mais elevados de nicotina, o que os torna ainda mais viciantes.

Isto sugere que os seus hábitos de consumo irão evoluir, e não desaparecer. A geração do milênio inicialmente se afastou da cerveja antes de mais tarde adotar destilados premium e coquetéis artesanais. A indústria do álcool sempre se adaptou às mudanças geracionais e fará isso novamente.

Uma redefinição do mercado já está em andamento – e isso é bom

Os níveis de estoque nos armazéns dos distribuidores estão elevados, refletindo um ajuste natural após o aumento induzido pela pandemia. Antes de os distribuidores retomarem os padrões normais de compra, devem resolver o excesso de stock – mas isto é uma redefinição a curto prazo e não um declínio a longo prazo.

O maior erro que os observadores e investidores da indústria cometem é presumir que esta correção sinaliza um declínio permanente. Se os analistas tivessem abandonado o álcool após a gripe espanhola, teriam perdido os loucos anos 20. Se a tivessem anulado durante a Lei Seca, não teriam conseguido antecipar o seu ressurgimento no momento em que a proibição foi levantada. Se tivessem entrado em pânico durante a febre do baixo teor de carboidratos, teriam ignorado a explosão de coquetéis artesanais e destilados premium. Todas as grandes mudanças no comportamento do consumidor levaram a previsões do fim da indústria – mas a indústria sempre recuperou, mais forte do que antes.

Desta vez não é diferente. O verdadeiro erro não está no ajustamento do mercado – está em não o reconhecer pelo que ele é: temporário e necessário.

Fonte e saiba mais em: https://www.thespiritsbusiness.com/2025/02/fawn-weaver-stop-saying-the-spirits-industry-is-in-decline-its-not/#:~:text=The%20market%20is%20correcting%2C%20not%20collapsing.&text=It%20is%20true%20that%20consumers,travel%20resumed%2C%20this%20habit%20declined.


sábado, 15 de fevereiro de 2025

Shakespeare e caneta BIC

 Obra de William Shakespeare escrita com caneta Bic


O vídeo comemora os 75 anos da caneta e demonstra a sua durabilidade, por meio da escrita da obra desse grande ator, poeta e escrito de todos os tempos. Clique abaixo e assista ao vídeo!


#pelosatelite #avecesarco


Tabaco no Brasil


Viagens Profissionalizantes: a industria fumageira do Recôncavo Baiano

Viagens profissionalizantes: escrevi um artigo sobre esse tema no LinkedIn. Em suma, trata-se de uma ação pessoal, quando você viaja em férias e aproveita para conhecer negócios fora da caixa ou ainda tradicionais que não pertencem a sua vida cotidiana. Gosto de fazer isso para abrir a mente.

Dessa vez, visitei o Recôncavo Baiano, para conhecer o terroir da indústria fumageira do Século XIX, que se encontra na estratégia do "Oceano Azul".



É um segmento de alta tecnologia agrícola, porém extremamente manual em sua montagem. Essa navega em um mercado muito nichado, com clientes de alto (e altissímo) poder aquisitivo, com forte aderência do público feminino, nos últimos anos.

Tive a oportunidade em conhecer @donaflorpaixaodobrasil (Menendez & Amerino), passando também na Dannemann e Leite & Alves.

Foi interessante a visita para entender como funciona esse mercado tão peculiar e extremamente regrado pelo estado, por meio de diversos órgãos de fiscalização e controle. A preocupação em fazer bem feito, incluindo controles de qualidade desde a seleção de mudas e plantio, passando pelo armazenamento e logística me chamaram muito a atenção.

Quem for para o Recôncavo, está ai uma oportunidade de conhecer cidades históricas da época do Descobrimento do Brasil (Século XVI), junto com um dos ciclos econômicos mais importantes do Século XIX. 

domingo, 9 de fevereiro de 2025

Legislação Tributária em Cervejas no Brasil


Fábrica multinacional de cerveja gera impasse entre municípios do RS e disputa termina na Justiça

Metade da cervejaria Heineken está em Igrejinha, enquanto a outra metade do terreno fica em Três Coroas. Disputa pela arrecadação de impostos foi parar nos tribunais.

Por Esther Fischborn, Mary Silva, g1 RS e RBS TV

A fábrica multinacional de bebidas está causando problemas entre dois municípios do Rio Grande do Sul. Localizada na RS-115, no limite entre Três Coroas e Igrejinha, o terreno se divide entre as duas cidades. Por isso, ambas alegam direitos sobre a arrecadação de impostos.

A briga, que já dura mais de duas décadas, é pelos tributos da fábrica de cerveja. Três Coroas alega que parte do território da fábrica pertence à cidade e, por isso, teria direito a um percentual do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Igrejinha, porém, afirma que a parte do terreno onde ocorre a produção fica no município, enquanto a parte pertencente aos vizinhos seria apenas de mata (veja divisão acima).

Em primeira instância, a Justiça definiu que a arrecadação pertence à Igrejinha pelo fato de a fábrica estar em território igrejinhense. Mas a prefeitura de Três Coroas reverteu a situação.

A última decisão foi em janeiro, quando o ministro do Superior Tribunal Federal (STF) Flávio Dino entendeu que a divisão do terreno é o que sustenta os direitos fiscais. Assim, o que prevaleceu é que 85% da empresa está localizada em Três Coroas, enquanto os outros 15% em Igrejinha. Na mesma proporção, são distribuídos os recursos.

Saiba mais em: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2025/02/05/fabrica-multinacional-de-cerveja-gera-impasse-entre-municipios-do-rs-e-disputa-termina-na-justica.ghtml


 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Toca do Urso: Hibernação Temporária

 


Ambev fecha bar Toca do Urso da Cervejaria Colorado para ‘renovação’ 

ampliando número de mudanças recentes em bares de suas cervejarias artesanais

A Ambev anunciou no fim de 2024 que está fechando o bar Toca do Urso da Cervejaria Colorado, localizado em Ribeirão Preto, cidade de origem da marca, para uma renovação sem mais detalhes divulgados. (Na mesma forma, o bar da Goose Island, em São Paulo, foi fechado em 2024.)

O bar funciona junto a fábrica da Cervejaria Colorado e foi um investimento realizado pela Ambev para comunicar o universo da marca em um espaço de consumo através de uma experiência cervejeira. O anúncio se soma a outros movimentos que sugerem que a Ambev está deixando o segmento de hospitalidade ligado a cerveja artesanal.

Com um comunicado nas redes socias do estabelecimento foi anunciado que a Toca do Urso, localizado em frente a fábrica da Cervejaria Colorado, foi fechada para uma renovação sem data definida de reabertura.

Fundado em 2018, o bar Toca do Urso é um espaço amplo e moderno, que simula uma caverna com pontos de iluminação natural e possui capacidade para 800 pessoas e conta com 14 torneiras de cerveja numa área de 2.000 m², o que o torna um dos maiores bares de chope do Brasil.

Fonte: https://catalisi.com.br/ambev-fecha-bar-toca-do-urso-para-renovacao-abrindo-especulacoes-sobre-o-futuro-da-casa/

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Programa de Integridade


O DOJ e a Evolução dos Programas de Integridade: uma Visão de Futuro

por Henrique Oliveira* 

Recentemente, tive a oportunidade de encontrar com um grupo de especialistas, em destaque o Sr. Matteson Ellis (da Miller & Chevalier Chartered) que citou pontos importantes sobre a atualização da evolução dos programas de Compliance segundo o DOJ, atualizado no terceiro trimestre de 2024, ao qual me debrucei em uma leitura completa. (A última versão emitida de forma mais robusta foi em 2023**.)

Além das preocupações tradicionais na infraestrutura dos programas de integridade, como desenho do programa, avaliação de riscos, gerenciamento de riscos emergentes, certificações da aplicação das práticas de Compliance perante às demandas da lei, de políticas, normas e procedimentos, o que chama a atenção nessa nova revisão são as considerações relacionadas aos riscos do uso de tecnologias de inovação sobretudo as relacionadas com a Inteligência Artificial (IA) e outras tecnologias integradas na gestão corporativa de riscos.

Nesse sentido, o DOJ, que enfatiza ações numa visão voltada ao ente fiscalizador, (usa-se o termo “prossecutor” em todo o texto) perguntou: Quais são os principais potenciais impactos das novas tecnologias e a sua capacidade em cumprir leis criminais? Qual é a governança que será adotada para o uso de novas tecnologias e sua relação comercial de negócio, em conjunto com os programas de Compliance? Como a companhia cobrirá os riscos ou ainda algum impacto potencial negativo ou consequências não intencionais resultantes do uso de tecnologia, incluindo company insiders? Levando em consideração o escopo do uso de inteligência artificial e tecnologia similares no negócio ou ainda como parte do programa de Compliance, existem controles estabelecidos capazes de monitorar e certificar a integridade e a veracidade de acordo com a lei aplicável ou ainda com o Código de Conduta da organização? Existem controles para certificar que a tecnologia está sendo usada somente para os propósitos determinados? Qual é o momento de tomada de decisão é usado para avaliar a inteligência artificial? Como é aplicada adequada prestação de contas em torno do monitoramento e aplicação da inteligência artificial? Como a companhia treina seus empregados em utilizar novas tecnologias, como a inteligência artificial?

Além da tecnologia emergente, o DOJ tem se preocupado muito com a questão cultural, em fazer o certo dentro de uma organização. O Órgão entende que deve-se ter um ambiente não somente exclusivo ao universo de controle, mas que haja espiritualidade no comportamento das pessoas, capaz de transmitir uma atmosfera de ética, de respeito e de honestidade. Nessas circunstâncias, a estrutura do programa de Compliance deve ser facilmente acessível, com políticas, normas e procedimentos fáceis de serem encontrados, seja em meio físico ou em meio virtual (como um site ou plataforma, por exemplo). Que haja treinamentos efetivos, evidenciados, (lembre-se das listas de presença e participação), amplamente divulgados e distribuídos ao longo do ano, como parte integrante de um programa do negócio da organização.

Ainda, no mesmo memorando, é destacado as atitudes que devem ser tomadas por parte da empresa, como possuir canais destinados à denúncia espontânea e a não retaliações como parte fomentadora de confiança mútua. E, com base em dados recebidos por supostos desvios, esses, possam ser capazes de fornecer subsídios para conduzir investigações de forma íntegra, imparcial, com escopo e regras adequadas, por profissionais qualificados, em busca da verdade e, quando em corridas, que haja a aplicação das consequências em consonância com os impactos apresentados. A partir daí, lições aprendidas, novos treinamentos, bem como a divulgação visando cautela e transparência, sejam revistos e reimplementados, mantendo a atmosfera de credulidade entre os membros da organização, visando ser superior a quaisquer desvios indesejados. (Em suma: o Compliance deve ser feito para muitos e não para poucos.)

Não menos importante, e naturalmente, a Alta Administração, o que inclui o Conselho, as Diretorias e Gerências devem dar o tom, bem como compartilhar as suas atribuições e comprometimento aos demais e monitorar as frentes de trabalho.

Por fim, às vistas do DOJ, é importante a formalização do programa de forma autêntica, com base em registros, eventos, seminários, artigos internos, análise de dados, transparência, medidas corretivas para desvios e, acima de tudo, com visão de longo prazo em busca da solidez de um programa de integridade respeitado por todos aqueles que o integram, dentro e fora da organização.

A ler as 25 páginas desse documento, o sentimento que se traz é que a corrupção e suborno estão sendo melhor compreendidos dentro das organizações. Entretanto, apesar da elevação da maturidade, a corrupção, o suborno e os desvios de conduta são itens que ainda se encontram presente entre os fluxos e os processos, danificando os negócios e, desta forma, manter-se atento a esses comportamentos é uma questão de prioridade e que não pode deixar de ser uma pauta externa às demandas e aos olhos do Conselho, pois pequenos delitos, quando deixados de lado, podem se transformar em impactos irreversíveis, danosos a todos stakeholders.

O documento do DOJ tem seu acesso pelo link: https://www.justice.gov/criminal/criminal-fraud/page/file/937501/dl?inline= .

(**) Sobre 2023, vide: https://www.linkedin.com/pulse/evolu%25C3%25A7%25C3%25A3o-dos-programas-corporativos-de-compliance-segundo-oliveira/?trackingId=PQ0rWGIhT7OW5WsOekT7Xw%3D%3D.

(*) - Henrique Oliveira é Professor e Executivo de Governança, Riscos e Compliance


terça-feira, 21 de janeiro de 2025

J&F e Grupo Petrópolis

 


Banco da família Batista empresta R$ 328 milhões para Grupo Petrópolis

Por Fábio Matos, do Metrópolis

Banco Original, controlado pela J&F, (mais conhecida pela marca Friboi) fará um financiamento de R$ 328 milhões para socorrer o Grupo Petrópolis, dono de Itaipava e Petra

O Banco Original, controlado pela J&F Participações, da família Batista, fará um financiamento de R$ 328 milhões para socorrer o Grupo Petrópólis, dono das cervejarias Itaipava e Petra, segundo reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico.

A transação será no modelo “debtor-in-possession” (DIP) – “devedor em posse”, em tradução livre para o português. O financiamento é considerado “imprescindível para manter a continuidade dos negócios e a oxigenação do caixa” do grupo e foi concluído na virada do ano.

O DIP é uma operação comum para negócios em recuperação judicial, como o da Petrópolis, e pode ser fechado com acionistas de uma empresa, credores ou terceiros.

Ainda de acordo com o Jornal Valor, a cervejaria do grupo registrou queda de 35% nas vendas no período entre janeiro e setembro do ano passado, acumulando um prejuízo de R$ 933 milhões. As perdas totais da companhia bateram R$ 1 bilhão.

Meus grifos: entendo que pode ser uma luz no fim do túnel para a família Faria e uma estratégia de entrar em um segmento que os irmãos Batista ainda não estão presentes. O "churrasco com cerveja" pode ter solução no futuro. 

Fonte: https://www.metropoles.com/negocios/banco-da-familia-batista-empresta-r-328-milhoes-para-grupo-petropolis

Real Time Web Analytics