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segunda-feira, 8 de junho de 2026

Brasil Brau e CBCTEC 2026

 

O Futuro Da Cerveja Começa Amanhã: 
Tudo Sobre a Brasil Brau 2026

A Brasil Brau 2026, maior feira profissional da indústria cervejeira da América Latina, começa amanhã, 09 de junho, no São Paulo Expo, trazendo as principais inovações tecnológicas de fabricação, envase e logística do mercado. O evento acontece em paralelo ao XIX CBCTEC (Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia Cervejeira), consolidando-se como o ecossistema mais relevante para toda a cadeia produtiva, do campo ao copo.

  

Para o público profissional, o credenciamento gratuito e a venda de ingressos continuam disponíveis pelos canais oficiais da organização.

O Ponto de Encontro da Inovação e da Ciência

A feira reúne mais de 170 marcas expositoras nacionais e internacionais. O pavilhão ocupará 5 mil m² de área comercializável, um crescimento de 22% sobre a edição anterior, com a expectativa de gerar mais de R$ 190 milhões em negócios. Enquanto a feira foca em soluções industriais de classe mundial, o XIX CBCTEC — cuja curadoria é realizada pela Abracerva — promove mais de 24 horas de conteúdos altamente técnicos e painéis sobre novos modelos de gestão, sustentabilidade e tendências.

Para enriquecer a cobertura do Blog Ave Cesar Co., citamos a renomada mestre-cervejeira, engenheira de alimentos e sommelier de cervejas Cilene Saorin. Com mais de 30 anos de atuação e histórico na curadoria do próprio evento, ela ressalta o papel estratégico da feira:

"A Brasil Brau e o CBCTEC funcionam como verdadeiros catalisadores da nossa comunidade. Mais do que apresentar maquinários ou debater processos bioquímicos, o evento é o espaço onde a ciência encontra o mercado real. É fundamental vermos o fortalecimento de discussões sobre diversidade, inclusão e novas tecnologias comerciais. É essa troca de experiências que dita o ritmo de crescimento e a maturidade do setor cervejeiro nacional." — ressalta Cilene.

Ave Cesar Co. estará no evento para rever e prestigiar parceiros e empresas do setor que irão expor seus produtos e serviços e conhecer novos entrantes do Brasil e do exterior.

Data: 09 a 11 de junho de 2026.

Local: Pavilhão 5 do São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5). Horários: Congresso das 09h às 17h30 | Feira de Negócios das 13h às 20h.

Credenciamento: O acesso à feira é gratuito para profissionais que comprovarem vínculo com o setor (via CNPJ, crachá ou carteira de trabalho) e pode ser feito na página de vendas oficial do Sympla Brasil Brau. (Para acessar, clique na figura abaixo.)

Público Geral: Para quem não trabalha diretamente na área, os ingressos comerciais podem ser adquiridos diretamente na bilheteria do local durante os três dias de evento. A entrada é proibida para menores de 18 anos.

domingo, 21 de dezembro de 2025

Katia Jorge

 

Kátia Jorge: O setor cervejeiro perde uma ícone na maestria em produzir cervejas

Quem conheceu Katia Jorge, sabe o quão especial era ela. Super alto astral, atenciosa e proativa. Fui pego de surpresa, quando Fabiana Arreguy comunicou nas redes sociais que ela deixou esse mundo, jovem, aos 62 anos. Liguei para a Fabi, que estava arrasada. Eu também. Fiquei atônito e perplexo. 

A foto acima, marca um momento importante em minha vida com a presença dessa grande mestre: a realização do I Concurso de Cervejas da Artesamalt, ao qual fui um dos organizadores e ela jurada convidada. Na foto acima estão: sua grande amiga (estou para dizer que é uma irmã do coração) Cilene Saorin, Sr. Werner Emmel, Danilo Mendes, o mestre cervejeiro Evandro Zanini, Henrique Oliveira, Leo Botto e Katia Jorge.

Consultando brevemente o seu perfil na plataforma LinkedIn, Kátia foi formada em Química e Engenharia Química. Foi Mestre Cervejeira, Mestre em Bioquímica e Doutora em Ciência de Alimentos, além de ter sido Sommelier de Cerveja e ter MBA em Gestão Estratégica de Negócios

Katia Jorge entrou no universo cervejeiro desde os anos 1980, estudando no Brasil e na Alemanha. Iniciou sua carreira na VLB Berlin como Pesquisadora Convidada. Trabalhou para um grande grupo cervejeiro no Brasil. Prestou serviços de consultoria em Tecnologia Cervejeira, fui instrutora de cursos de Sommelier em escolas de renome como a ESCM/Döemens Akademie e foi instrutora de cursos de Tecnologia Cervejeira  na WBA - World Brewing Academy. Atuou como jurada em diversos concursos cervejeiros e sustentou a Cobracem - Associação Brasileira do Profissionais de Cerveja e Malte, com Cilene Saorin. Marcas como Devassa, Gattopardo e muitas outras cervejarias fizeram parte de sua grande obra. Em 2013, eu a agradeci em meu livro, Brasil Beer - O Guia de Cervejas Brasileiras, em suas duas edições, por ter apreciado o conteúdo.


Katia treinou mais de 5 mil pessoas em tecnologia cervejeira e análise sensorial, ou seja, ela ajudou muita gente e deixou um grande legado. Os últimos 10 anos na empresa Flavour Activ Ltd. trouxeram à cervejeira muitos desafios, bem como muitas histórias de sucesso como Diretora Regional de Vendas.

Sentiremos muito a sua falta, mestre. Você deixar muita saudade. Registro aqui o meu gesto de gratidão. Com Deus, Katia!


Saiba mais: Kátia Jorge - Conhecimento cervejeiro sem fronteiras - Revista da Cerveja

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Brasil Brau e Livro Mineiro de Cervejas


Brasil Brau 2019 retrata salto qualitativo na profissionalização do Setor Cervejeiro
Data: 21/JUN/2019

O principal evento da indústria cervejeira na América Latina reuniu a cadeia produtiva de ponta a ponta e apresentou as novidades do mercado mundial, com expositores de 13 países diferentes; a edição comprovou o posicionamento definitivo e relevante do Brasil no mapa do setor cervejeiro internacional

A 15ªedição da Brasil Brau, feira bienal de tecnologia em cerveja que aconteceu de 28 a 30 de maio no São Paulo Expo, reuniu as últimas tendências mundiais em maquinário, tecnologia, insumos, produtos e serviços do mercado cervejeiro. Participaram 113 expositores vindos de diferentes regiões do Brasil e países como Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, China, Holanda, França, Taiwan, Canadá e México – 33% dos expositores eram estrangeiros. Ao longo dos três dias de evento, 6.500 visitantes circularam pelo espaço de 8.000 m².

A organização do evento comemora os resultados: “A Brasil Brau deste ano foi realmente um divisor de águas, mostrando-se atrativa e internacional. Tivemos mais de 100 expositores representando 13 países diferentes, o que comprova a abrangência e relevância da feira no cenário mundial para quem quer fazer negócios com o Brasil”, analisa Luana Cloper, diretora de negócios da Brasil Brau. Na parte de visitação, ela identificou uma qualificação ainda mais expressiva do que nas edições anteriores. “Tivemos visitantes que representam as indústrias de todos os portes, tanto grandes cervejarias quanto os novos negócios que se apresentam no Brasil, como é o caso dos brew pubs.”

Leandro Spaniol, coordenador de marketing da empresa de refrigeração Zero Grau, que expôs pela primeira vez no evento, concorda: “A feira reuniu desde o cervejeiro que está começando e o empreendedor de médio porte, que já precisa ampliar o negócio, até as cervejarias maiores, que estão pensando em franquias, por exemplo”. “A qualidade dos visitantes é ótima”, atestou Volmir Roberto Gava, diretor da fabricante de equipamentos Egisa. “São pessoas focadas no segmento - compradores, técnicos, cervejeiros, empreendedores – e para nós é muito bom que a feira seja focada e bem dirigida”.

Dentro deste cenário, a presença de expositores de toda a cadeia produtiva foi fundamental para atender à demanda de um público cada vez mais qualificado e profissionalizado. Além das ramificações tradicionais, como maquinários e equipamentos, insumos e embalagem, a Brasil Brau contou com um importante rol de serviços, consultoria e educação, higiene bioquímica e ambiental, biotecnologia e instrumentos de medição e análise.

Atrações de conteúdo

Uma das novidades de 2019 foi a estreia do Brewer Lounge, novo formato de divulgação e interatividade de expositores com seu público-alvo. No espaço, localizado no centro da feira, especialistas apresentaram conteúdo, unindo abordagem técnica com degustação orientada de cervejas em prol do debate de boas práticas, processos de produção, usabilidade de produtos e serviços. Entre os especialistas que participaram dos painéis, Rodrigo Baruffaldi, cervejeiro da Overhop que produz na cervejaria Antuérpia, falou sobre o futuro da cervejaria cigana no Brasil, debatendo modelos bem-sucedidos e novas estratégias para este tipo de negócio, e o sommelier Carlo Bressiani, da Escola Superior de Cerveja e Malte, conversou sobre gestão de custos para cervejarias, apresentando ferramentas que otimizam o desempenho da organização. O espaço contou também com uma palestra oferecida pela McPack, em que Juancho Tabangay, diretor de vendas globais da Chart Inc. para todos os modelos de dosadores, falou sobre nitrobeer – cervejas com nitrogênio líquido.
  
Outra atração foi o tradicional Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia Cervejeira, já em sua 16ª edição, que teve curadoria de Cilene Saorin – uma das primeiras mestras-cervejeiras do Brasil, com mais de 20 anos de experiência – e da sommelière Rafa Brunetto. A programação incluiu palestras de mestres como o lendário Randy Mosher (EUA), autor da bíblia cervejeira “Radical Brewing”, e o alemão Tobias Fischborn, PhD em cerveja e um dos maiores especialistas do mundo em leveduras, além de uma mesa redonda com os especialistas Luís Celso Jr., do Bar do celso, Heloisa Lupinacci, do Estadão, Bob Fonseca, da revista Menu, e Raphael Rodrigues, do AllBeers, que discutiram tendências cervejeiras e destaques para a próxima temporada.

Prêmio consagrou os destaques

O III Prêmio Brasil Brau de Gestão de Negócios em Cerveja, contribuição da feira para incentivar a valorização e profissionalização das marcas, marcou o encerramento da feira homenageando os profissionais e empresas que se destacaram em diferentes categorias da produção. O primeiro lugar em Design de Embalagem foi para a Cervejaria Tarantino, com o trabalho “Fábrica de Ideias Brasileiras”. 

Na categoria Sustentabilidade, venceu a parceria entre Allegra e BLUE ITS, pelo projeto “O Dióxido de Cloro TwinOxide como Ferramenta de Redução do Índice de Consumo de Água em Microcervejarias”. A Revista da Cerveja recebeu o prêmio de Comunicação da Cultura das Cervejas pela terceira vez consecutiva graças a seu registro da evolução da cerveja brasileira (Henrique Oliveira, com seu livro mineiro de cervejas, levou a segunda colocação), enquanto a CIA de Brassagem do Brasil levou o primeiro lugar na categoria Responsabilidade Social.

Na premiação do júri popular, que teve participação do público com quase 2 mil votos, Roberto Leão foi eleito o melhor Mestre Cervejeiro Brasileiro entre os mais de 140 profissionais indicados, e Heitor Silva foi escolhido entre 80 nomes como Sommelier Brasileiro de Cervejas. A Dádiva, representada no palco pela sócia-fundadora Luiza Tolosa, ganhou o prêmio de Melhor Cervejaria. Nas categorias que premiam os fornecedores do setor, a Egisa foi eleita Melhor Fornecedora de Equipamentos e a Agraria levou o troféu de Melhor Fornecedora de Insumos. Abaixo o ranking completo da premiação:

DESIGN DE EMBALAGEM
  
1º lugar: Cervejaria Tarantino com o trabalho Fábrica de Ideias Brasileiras

2º lugar (empatadas): Cervejaria Pratinha com a embalagem da cerveja Birudô e Lohn Bier com a New Zealand Pilsner

3º lugar: WE Consultoria com a embalagem de lúpulo BWS Insumos

SUSTENTABILIDADE

1º lugar: Allegra e BLUE ITS com o trabalho “O Dióxido de Cloro TwinOxide como Ferramenta de Redução do Índice de Consumo de Água em Microcervejarias”

2º lugar (empatados): Cervejaria Tarantino com o trabalho “Sustentabilidade Cervejeira” e Lohn Bier com suas ações em prol do meio ambiente

COMUNICAÇÃO DA CULTURA DE CERVEJAS

1º lugar: Revista da Cerveja (“Registrando a evolução da cerveja brasileira”)

2º lugar: Editora Autêntica (“Cervejas Mineiras: da imigração ao copo”)

3º lugar: Farofa Magazine (site Farofa Magazine)

RESPONSABILIDADE SOCIAL

1º lugar: CIA de Brassagem Brasil (cerveja colaborativa com os vencedores da 2ª Edição do Prêmio Brasil Brau)

2º lugar: Lohn Bier (ações sociais ao longo do ano de 2018)

3º lugar: Cervejaria Tarantino (case Tarantino – ações sociais)

PREMIAÇÃO JÚRI POPULAR

 Mestre Cervejeiro Brasileiro: Roberto Leão
Sommelier Brasileiro de Cervejas: Heitor Silva
Melhor Cervejaria: Dádiva
Melhor Fornecedor de Equipamentos: Egisa
Melhor Fornecedor de Insumos: Agraria
  
Durante a feira, profissionais do setor que circularam pela Brasil Brau também foram convidados a votar no Melhor Lançamento e no Estande Mais Bonito. Para o público, o ambiente mais marcante foi o da Prozyn, especializada em tecnologia de enzimas, que montou um estande com clima de bar, enquanto a LNF teve seu lúpulo Sabro eleito o melhor lançamento.


Fonte: https://brasilbrau.com.br//releases/23

segunda-feira, 31 de julho de 2017

II Prêmio Brasil Brau de Gestão de Negócios em Cerveja

Brasil Beer fatura o segundo lugar no II Prêmio Brasil Brau de gestão de negócios de cervejas


 Foi uma surpresa bem vinda! Na categoria "Comunicação da Cultura Cervejeira" a obra Brasil Beer - O Guia de Cervejas Brasileiras, alcançou o segundo lugar no pódio.

Categoria Comunicação da Cultura Cervejeira
  • 3º Lugar:  Associação dos Cervejeiros Artesanais do Paraná com o trabalho – “Boletim Informativo da ACervA Paranaense”.
  • 2º Lugar: Editora Autêntica com o trabalho “Brasil Beer – O Guia de Cervejas Brasileiras”
  • 1º Lugar: Revista da Cerveja com o trabalho “A consolidação de um projeto”.
Categoria Design de Embalagens
  • 3º Lugar: Cervejaria Farrapos com o trabalho "Rótulo Guaipeca"
  • 2º Lugar: Cervejaria Baumhardt Bier  com o trabalho "Identidade Visual Cervejaria Baumhardt"
  • 1º Lugar: Perro Libre com o trabalho "Cerveja 803 Black Rye IPA"
Categoria Sustentabilidade
  • 3º Lugar: My Growler com o trabalho "Growler: ressignificação de produto para a sustentabilidade"
  • 2º Lugar: Cervejaria Pratinha com  trabalho " Energial e fotobioreator de algas"
  • 1º Lugar: Lohn Bier com o trabalho "Boas práticas geram boas vibrações".
Categoria Responsabilidade Social
  • 3º Lugar: não houve
  • 2º Lugar: não houve
  • 1º Lugar: Cia de Brassagem Brasil com o trabalho "Sentimentos de brasilidade"
O Júri foi composto por especialistas do segmento, em destaque as mestres cervejeiras e consultoras, Kátia Jorge, Cilene Saorin e Petra Westpal (Alemanha), Matheus Moretto e Marcus Nakagawa.

O livro escrito por Henrique Oliveira e Hélcio Drumond foi lançado em 2013 e se encontra na segunda edição. Uma terceira edição está no forno em fase de revisão e diagramação.

O Brasil Beer está disponível para aquisição nas principais livrarias do país e pelos sites dessas livrarias (FNAC, Leitura, Cultura, Saraiva, Americanas, Amazon, Nobel, Extra, Livraria da Folha, etc.)



quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Cerveja Industrial


Uma cerveja e dois copos! Mas qual das cem?

Por Heloisa Lupinacci

Dia desses, em um restaurante de comida baiana, o cliente entrou, sentou e perguntou ao garçom: “Que cerveja tem?” O garçom pegou o cardápio e respondeu: “Mais de cem”. Faz mais ou menos 10 anos que tudo começou a mudar – e de três anos para cá, de forma cada vez mais intensa. Estamos no meio de uma transição, batizada, pelos entusiastas, de revolução cervejeira. Ela consiste, principalmente, em ampliar tanto a variedade da oferta quanto da demanda de cervejas. Ela é responsável pela propagação de termos como ale e Lager, Porter e Stout, Dunkel e Krystal.

No Brasil, essa revolução tem dois marcos iniciais. Começou a fermentar com a chegada da Erdinger, em 2001, que ensinou para quase todo mundo que cerveja pode ser de trigo, que pode ter ritual de serviço e que não precisa não ter gosto. E com a ampliação da distribuição da Colorado, que, aberta em meados dos anos 1990, ganhou força de distribuição também no começo dos anos 2000. Pronto, agora além de cerveja importada especial, havia cerveja brasileira especial também.

Dez anos depois, o mercado no Brasil deu o primeiro sinal de mudança: “Em 2010, pela primeira vez, houve desaceleração do crescimento das cervejas populares; enquanto as microcervejarias crescem sem parar”, diz José Raimundo Padilha, sommelier da The Beer Planet.

As novas cervejas começaram a conquistar os bebedores. Cada vez mais gente passou a explorar esse novo terreno e a cansar da cerveja comum.

A cerveja comum é conhecida como “tipo Pilsen”, referência ao estilo criado em Pilsen, na República Tcheca. Mas na verdade o que vem na garrafa é uma American Light Lager. O que isso quer dizer? É uma Lager, ou seja, uma cerveja que fermenta em baixa temperatura – o que gera menos compostos de sabor –, é clara e tem origem nos EUA. É uma cerveja com “baixa carga sensorial”, um jeito chique de falar que não tem gosto. É feita para matar a sede, para ser tomada bem gelada, e, por ter pouco álcool, para ser bebida em grandes quantidades. Ela quase não tem amargor, não tem muito cheiro, é desenhada para agradar um amplo espectro de paladares (ou melhor, para não desagradar).

Em contraponto, a cerveja especial pode ser de muitos tipos, pode ter todos os aromas imagináveis e complexidade de sabor que exige bom vocabulário para ser descrita. Viva a revolução, que tem como principal vitória a diversificação da oferta – o Paladar prefere muitas opções a poucas. Mas na esteira dessa transformação, submersos no mar de cerveja, se falam e se ouvem algumas besteiras.

A primeira delas é: “agora não bebo mais cerveja industrial”. “Do ponto de vista do processo, toda cerveja é industrial”, crava a sommelière de cerveja Cilene Saorin. “A diferença é o porte: há cervejarias de grande porte e de pequeno porte.” Mas antes de dizer “é isso, eu não tomo cerveja de cervejaria de grande porte”, continue ouvindo Saorin: “As cervejarias de grande porte têm acesso a uma série de tecnologias e competências que garantem a qualidade da cerveja.”

Se industrial é um adjetivo objetivo, grande é bem relativo. Tão relativo que, na Holanda, grande é a cervejaria que produz mais de 200 mil hectolitros por ano; na Alemanha, é aquela que produz mais de 500 mil hectolitros por ano, e nos EUA, é a que passa de 7 milhões de hectolitros anuais. Noves fora, quer dizer, tirando as megacervejarias, fizemos uma prova dos nove, com rótulos percebidos como artesanais, mas produzidos em fábricas industriais e em escala suficiente para que sejam distribuídos ao redor do globo.

Mais informações e fonte: http://blogs.estadao.com.br/paladar/uma-cerveja-e-dois-copos-mas-qual-das-cem/

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Mondial de la Biere

Mondial de La Bière no Brasil

Mente aberta para beber cervejas e experimentar novos sabores

O universo das cervejas especiais tem se expandido cada vez mais no Brasil, com um aumento significativo de produção no país, como mostra a apresentação de centenas de rótulos nacionais no Mondial de La Bière, que terminou neste domingo no Rio de Janeiro.

Mas o grande desafio dos produtores nacionais é adequar o paladar brasileiro às bebidas, que têm sabores mais fortes e encorpados, além de teores mais altos do que a famosa "loira gelada".
A mestre cervejeira e sommelier de cerveja Cilene Saorin, também curadora do evento, disse que para quem quer se aventurar no imenso universo das cervejas, a exigência é só uma. "Mente aberta para experimentar novos sabores, conhecer novas cervejas, provar gostos diferentes que à primeira vista podem até parecer estranhos. Tudo isso para descobrir qual mais gosta", disse Cilene.

Os cerca de 650 rótulos que estão presentes no Mondial de LaBière foram uma amostra de quase todos os tipos de cerveja que existem no mundo. "Das três grandes famílias: lagers, ale e lambic, as diferentes combinações e graduações alcoólicas, temos hoje pelo menos 150 tipos de cerveja", explicou a mestre cervejeira. (...)

(...) Além disso, o que se destaca em uma cerveja são as notas e o combinado, o que, segundo Cilene, torna a cerveja uma bebida perfeita para acompanhar qualquer tipo de refeição, até as sobremesas. "Existem cervejas que levam adição de temperos, como coentro, café, cacau, notas cítricas - como limão e laranja- , e a maneira como esses ingredientes se harmonizam com o básico de uma cerveja: malte, lúpulo e água, é o que cria combinações quase infinitas, que se adequam a qualquer refeição ou circunstância".

Como exemplo, Cilene cita as cervejas escuras com notas de cacau e café, como a Petroleum, da Wäls, que ganhou a medalha de platina de melhor cerveja do evento, que combina perfeitamente com uma sobremesa.

Perguntada sobre quais tipos de cerveja o apreciador "novato" deve começar, Cilene sugere os sabores mais leves. "As de trigo, que são mais comuns no Brasil, como a weiss e a witbier são ótimas para começar, por terem um teor de álcool mais leve e saírem do comum, além de serem saborosas e refrescantes".

Para quem quem quiser ousar e buscar rótulos em garrafarias e supermercados - que cada vez mais investem espaço para as cervejas especiais - a sommelier dá algumas dicas. "Cervejas mais leves, de sabor menos amargo e teores alcoólicos mais baixos, combinam com comidas mais leves, como saladas, peixes, frangos e queijos menos gordurosos. E as mais pesadas, vermelhas, mais encorpadas, com mais amargor, combinam com carnes, queijos fortes e comidas mais temperadas".

Cilene reforça que a harmonização não é uma regra absoluta, já que existem pessoas que tendem a aprimorar o paladar e escolher o seu favorito. Como exemplo Cilene cita um. "O sabor amargo não é natural, ele exige certa apreciação, como disse antes, é preciso estar de mente aberta. Quando a gente se abre para novos sabores, podemos fazer descobertas muito interessantes".

A regra para o bebedor de cerveja que quer se aproximar desse enorme mundo é experimentar.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Degusta Beer



Degusta Beer na Brasil Brau promete novidades em termos de cervejas artesanais

Entre os dias 25 e 27 de junho, o Transamérica Expo Center, na capital paulista, receberá o Degusta Beer, salão aberto ao público apreciador de cervejas onde 40 cervejarias e microcervejarias apresentarão seus produtos e tecnologias na área da bebida.
 
Entre as novidades desta edição estão o lançamento da red ale priprioca, da Amazon Beer; 5 novos rótulos da Cervejaria Fritz; uma parceria entre Karavelle e a rádio 89 FM para o lançamento das cervejas Rock; latas sleek para os produtos da cervejaria Província; entre outros.

O evento, integrante da Brasil Brau, acontece em paralelo com a XII Feira Internacional de Tecnologia em Cerveja fazendo degustações orientadas da bebida. Entusiastas e amantes de cervejas especiais terão a oportunidade de experimentar rótulos importados e nacionais com a ajuda de especialistas.

Degusta BeerDe 25 a 27 de junho
brasilbrau.com.br




Fonte: Prazeres da Mesa http://prazeresdamesa.uol.com.br/exibirMateria/6581/degustacao-gelada-degusta-beer-apresenta-rotulos-de-cervejas-especiais-em-evento-na-capital-paulista

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Festival Brasileiro da Cerveja



Seis palestrantes estão confirmados no Festival Brasileiro da Cerveja  


O objetivo do Festival Brasileiro da Cerveja é levar informação e conhecimento para quem aprecia a bebida. Para isso, além da expectativa de mais de 150 rótulos de cervejas, o evento promove também seis palestras. Delas, três serão com especialistas internacionais. O evento acontece nos dias 17, 18 e 19 de novembro em Blumenau (SC). As inscrições serão iniciadas na próxima semana através do site www.emporiovilagermanica.com.br/Servicos. As vagas serão limitadas. Fique de olho!

17 de novembro

19h – Desafios de Qualidade e Produtividade para a Microcervejaria Brasileira
Paulo Schiavetto: Engenheiro de Produção pela USP e mestre-cervejeiro, formado em Louvain-la-Neuve, Bélgica. Consultor técnico na área cervejeira (engenharia, projeto e soluções em qualidade, produtividade e desenvolvimento de produtos), nas cervejarias de grande porte, microcervejarias e homebrewers. No exterior, trabalho como consultor assistente de CARA Technology, empresa inglesa de tecnologia na área de processos cervejeiros.

21h – Ingredientes Exóticos na fabricação de Cervejas Especiais
Marcelo Carneiro: Proprietário da Cervejaria Colorado.

18 de novembro

19h – Sommeliers de cerveja pelo Mundo e Harmonização com cerveja na gastronomia
Cilene Saorin: É mestre cervejeira com graduação na Espanha pela Universidad Politécnica de Madrid – Escuela Superior de Cerveza y Malta e sommelier de cervejas com graduação na Alemanha pela Doemens Akademie. Com mais de 16 anos de experiência profissional, atua em consultoria como mestre cervejeira e como sommelier de cervejas. Também leciona na Escuela Superior de Cerveza y Malta e responde como Diretora de Educação da Doemens Akademie no Brasil e na Espanha para o curso de ‘Formação Profissional de Sommelier de Cervejas’.

21h – História da Cerveja no Brasil
Ronaldo Morado: Autor do livro LAROUSSE DA CERVEJA, tornou-se cervejólogo a partir da experiência internacional como executivo empresarial. Atualmente presta consultorias na área além de escrever artigos sobre o tema para diversos veículos de comunicação.

19 de novembro

19h – Unique malts for unique beers
Julien Slabbinck: Master of Science in Industrial Sciences (Biochemistry), Haute École Lucia de Bouckere, Institut Meurice, Brussels, Belgium, 2006. Essa palestra conta com o apoio da Castle Malting e WE Consultoria.

21h – ”Beer and Chocolate”, two of the three Best Food Groups
Pete Slosberg: Pete Slosberg é um dos pioneiros da Nova Escola Cervejeira Americana. Fundador da Pete´s Wicked Ale, há quase dez anos vem se dedicando a “Cocoa Pete’s Chocolate Adventures”.

Fonte: Melz | Assessoria de imprensa - Festival Brasileiro da Cerveja
Foto: Felipe Rau.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Aconteceu: Degusta Bier

Espaço Degusta Beer apresenta 17 de cervejarias para conhecer suas cervejas

No segundo dia da Brasil Brau, os expositores estavam cheios de motivos para comemorar: o Degusta Beer já provou que é uma grande oportunidade de projeção para as marcas e ampliação de contatos. As 30 microcervejarias participantes foram visitadas por gente de todo o país e do exterior, como a pequena Rofer, de Itupeva (SP), de apenas três anos e produção mensal de 4,5 mil litros/mês. “Ganhamos visibilidade”, festeja o proprietário, Ernesto Tonante.


Em sua primeira participação na Feira Internacional de Tecnologia em Cerveja, Brasil Brau 2011, a novata microcervejaria Dortmund, de Serra Negra (SP) também sentiu eu acertou na estratégia de lançar a marca no evento. “Fomos procurados por muita gente de todo o Brasil. Rebemos uma maioria de potenciais clientes de São Paulo, além de visitantes do Rio de Janeiro, Mato Grosso e Distrito Federal. Até então, quase ninguém tinha ouvido falar na Dortmund”, comemorou o proprietário, Marcel Longo. “Nesses primeiros dois dias recebemos pelo menos 10 interessados em representar a marca”, contabilizou. Com capacidade para produzir 10 mil litros/mês, mas ainda na faixa dos dois mil litros, o diferencial da nova marca é maturar as cervejas por até quatro meses na fábrica. Entre os produtos que apresenta na feira, a Pilsen filtrada e não filtrada; a Wittbier, feita de trigo em estilo belga e a Stout, irlandesa.

A Falke Bier
, de Belo Horizonte, uma das estrelas da Brasil Brau com o lançamento da Vivre por Vivre, cerveja de jabuticaba envasada como espumante, tinha um dos estandes mais movimentados da feira. “Especialistas belgas experimentaram a cerveja e disseram que nascia uma nova escola brasileira, a partir dessa cerveja feita com uma fruta endêmica do país”, festejou o proprietário Marco Falcone. Segundo ele, os bons resultados da feira são “líquidos e certos”. Em sua quarta participação no evento, Falcone observou não apenas um extraordinário crescimento do público, “muito maior que o esperado”, como a presença maciça de especialistas e formadores de opinião que reforçam o institucional da marca, acredita ele. “Temos a certeza que o retorno vai acontecer, mesmo que não seja imediato”, conclui.

Na Colorado, de Ribeirão Preto, em sua terceira edição na Brasil Brau, o movimento também era incessante. “No começo achei que estávamos isolados, localizados no fundo da feira, depois constatei que foi aqui que a feira acabou bombando”, constatou a gerente marketing, Bia Amorim. Para ela, o mais interessante ao participar desse tipo de evento é a possibilidade de se relacionar direto com os clientes. Por isso, foi possível aferir com rapidez a opinião do público sobre a Grão Pará – lançamento da cervejaria feito com castanha do Pará tostada. “A reação do público e dos especialistas foi muito boa”, disse. A Colorado existe há 15 anos e produz uma média de 80 mil litros de cerveja/mês.

De Belém para o Brasil. Esse foi o significado da primeira participação da Amazon Bier na Brasil Brau. “Me sinto muito feliz, a feira está superando nossas expectativas”, vibrou o proprietário, Arlindo Guimarães. Até então, a cervejaria, com 11 anos de existência, limitava-se a comercializar chope no bar próprio em Belém do Pará. “Abrimos as torneiras das 18h30 às 21h30, sem parar”, lembra Arlindo, cuja produção mensal é de 100 mil litros. A partir de agosto cervejas engarrafadas passarão a ser vendidas em São Paulo e, possivelmente, em estados conquistados na feira, como Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo e Distrito Federal. “Tem aparecido muita gente interessada em nosso produto, especialmente na Bacuri, que em 2002 ganhou o Prêmio Tecno Bebida, aqui no Transamérica Expo Center. É uma cerveja feita com a fruta amazônica, de baixo teor alcoólico”, explica.

A gaúcha Abadessa, em sua segunda edição na Brasil Brau, festejou a visibilidade proporcionada pela abertura do Degusta Beer ao público em geral. Pequena empresa familiar que produz 12 mil litros/mês, a marca lançou na feira a Emigrator Doppelbock, uma Bock mais encorpada com 7,2% de teor alcoólico. “Recebemos muitas prospecções do Brasil inteiro, sobretudo da capital de São Paulo, do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Rio Grande do Sul, Bahia, Brasília e Fortaleza”, disse o distribuidor Fábio Tozzi. “Se as propostas feitas no primeiro e segundo dia se concretizarem, vamos aumentar em 50% nossa carteira de clientes”, especula.

A Bamberg, de Votorantim (SP),
com cinco anos de existência e produção de 40 mil litros mensais, também sentiu o crescimento da feira, em sua terceira participação. “Recebi gente do Brasil inteiro, europeus, americanos e sul-americanos. Como já ganhamos prêmios no exterior é uma tendência que também passemos a exportar nosso produto”, avalia o sócio Alexandre Bazzo. A microcervejaria lançou a Weissenbockhalles, cerveja clara, de trigo, com 8 % de teor alcoólico. “A aceitação tem sido excelente. Todo mundo está comentando”, comemora.

Com a Dama Bier, de Piracicaba (SP), a repercussão de sua primeira participação na feira promete frutos suculentos. Um termômetro foi o lançamento da Stout pela marca de apenas um ano e meio de existência, com produção mensal de 80 mil litros. “Preferimos lançar aqui na feira para aferir a opinião de blogueiros e formadores de opinião. Pelo que vi, as ideias iniciais poderão ser mantidas”, constata o gerente de marketing, Renato Bazzo, que fez mais de 500 contatos nos dois primeiros dias de evento.

Fonte: http://gestoratual.blogspot.com/2011/07/microcervejarias-comemoram-o-sucesso-do.html
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