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domingo, 8 de dezembro de 2013

Mercado de cerveja no Brasil 2013 - 2014

Consumo de cerveja cai em 2013, mas 2014 promete

No sistema de rastreamento da Receita Federal – Sicobe – a produção de cerveja no Brasil caiu de 13, 7 bilhões de litros no ano passado para um pouco mais de 12,0 bilhões em 2013. Queda expressiva para um setor só apresentava crescimento nos últimos anos. Antes, havia a previsão de que o desempenho do setor pudesse ser um pouquinho melhor, alcançar o empate com o ano anterior.

O sentimento de que não vai dar nem para empatar foi ganhando força quando a produção de bebidas não reagiu no segundo semestre, conforme cogitavam os mais otimistas. Em setembro, as fabricantes conseguiram adiar, por prazo ainda indefinido, o aumento dos impostos federais que estava previsto para vigorar a partir de outubro.


As apostas das cervejarias para voltar a crescer em volume se concentram no próximo ano. Se a demanda dos consumidores ainda não mostra sinais de retomada, pelo menos o calendário de 2014 traz uma promissora combinação de Carnaval tardio, estendendo o verão que no Brasil é sinônimo de maior vendagem de cerveja, com a Copa do Mundo a partir de junho. Diante do ambiente de consumo retraído, o crescimento do setor de cervejas está sendo puxado pelos aumentos de preços e pela estratégia de ampliar a participação de produtos premium. Um nicho que ainda tem grande potencial de crescimento no Brasil.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Preço de cerveja


Ambev congela preços até o Carnaval
A Ambev anunciou esta semana que os preços da cerveja serão congelados até o final do Carnaval. A campanha, denominada de Verão Sem Aumento, inclui as marcas Skol, Brahma e Antarctica nas embalagens retornáveis e descartáveis, de 300ml, 600ml e um litro.
Os estabelecimentos participantes da campanha utilizarão o selo “Verão sem Aumento” para identificação dos consumidores. A expectativa é que 500 mil pontos de vendas em todo o País participem da ação.
O gerente regional de marketing Bruno Sérgio Couto de Oliveira, afirma que a receptividade dos estabelecimentos à iniciativa tem sido positiva.
“A proposta que estamos levando aos revendedores é o congelamento no preço da cerveja, mantendo o preço estável ao consumidor final e, consequentemente, o aumento das vendas durante a alta temporada”, finaliza.
Texto publicado originalmente no site Infomoney.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Cerveja Industrial


Uma cerveja e dois copos! Mas qual das cem?





Por Heloisa Lupinacci

Dia desses, em um restaurante de comida baiana, o cliente entrou, sentou e perguntou ao garçom: “Que cerveja tem?” O garçom pegou o cardápio e respondeu: “Mais de cem”. Faz mais ou menos 10 anos que tudo começou a mudar – e de três anos para cá, de forma cada vez mais intensa. Estamos no meio de uma transição, batizada, pelos entusiastas, de revolução cervejeira. Ela consiste, principalmente, em ampliar tanto a variedade da oferta quanto da demanda de cervejas. Ela é responsável pela propagação de termos como ale e lager, porter e stout, dunkel e krystal.

No Brasil, essa revolução tem dois marcos iniciais. Começou a fermentar com a chegada da Erdinger, em 2001, que ensinou para quase todo mundo que cerveja pode ser de trigo, que pode ter ritual de serviço e que não precisa não ter gosto. E com a ampliação da distribuição da Colorado, que, aberta em meados dos anos 1990, ganhou força de distribuição também no começo dos anos 2000. Pronto, agora além de cerveja importada especial, havia cerveja brasileira especial também.
Dez anos depois, o mercado no Brasil deu o primeiro sinal de mudança: “Em 2010, pela primeira vez, houve desaceleração do crescimento das cervejas populares; enquanto as microcervejarias crescem sem parar”, diz José Raimundo Padilha, sommelier da The Beer Planet.
As novas cervejas começaram a conquistar os bebedores. Cada vez mais gente passou a explorar esse novo terreno e a cansar da cerveja comum.
A cerveja comum é conhecida como “tipo Pilsen”, referência ao estilo criado em Pilsen, na República Tcheca. Mas na verdade o que vem na garrafa é uma american light lager. O que isso quer dizer? É uma lager, ou seja, uma cerveja que fermenta em baixa temperatura – o que gera menos compostos de sabor –, é clara e tem origem nos EUA. É uma cerveja com “baixa carga sensorial”, um jeito chique de falar que não tem gosto. É feita para matar a sede, para ser tomada bem gelada, e, por ter pouco álcool, para ser bebida em grandes quantidades. Ela quase não tem amargor, não tem muito cheiro, é desenhada para agradar um amplo espectro de paladares (ou melhor, para não desagradar).
Em contraponto, a cerveja especial pode ser de muitos tipos, pode ter todos os aromas imagináveis e complexidade de sabor que exige bom vocabulário para ser descrita. Viva a revolução, que tem como principal vitória a diversificação da oferta – o Paladar prefere muitas opções a poucas. Mas na esteira dessa transformação, submersos no mar de cerveja, se falam e se ouvem algumas besteiras.
A primeira delas é: “agora não bebo mais cerveja industrial”. “Do ponto de vista do processo, toda cerveja é industrial”, crava a sommelière de cerveja Cilene Saorin. “A diferença é o porte: há cervejarias de grande porte e de pequeno porte.” Mas antes de dizer “é isso, eu não tomo cerveja de cervejaria de grande porte”, continue ouvindo Saorin: “As cervejarias de grande porte têm acesso a uma série de tecnologias e competências que garantem a qualidade da cerveja.”
Se industrial é um adjetivo objetivo, grande é bem relativo. Tão relativo que, na Holanda, grande é a cervejaria que produz mais de 200 mil hectolitros por ano; na Alemanha, é aquela que produz mais de 500 mil hectolitros por ano, e nos EUA, é a que passa de 7 milhões de hectolitros anuais. Noves fora, quer dizer, tirando as megacervejarias, fizemos uma prova dos nove, com rótulos percebidos como artesanais, mas produzidos em fábricas industriais e em escala suficiente para que sejam distribuídos ao redor do globo.
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