quarta-feira, 25 de abril de 2018

Enquente do Bob - Repostas do Henrique Oliveira


Enquete do Bob 2017, por Henrique Oliveira

1) Melhor IPA produzida no Brasil (American, Imperial/Double, New England/Juicy, Black, White, Belgian, Red etc)
Cervejaria Uaimií – Carcará IPA
Justificativa
Tomar essa cerveja no Pub da Cervejaria Uaimií é uma experiência e tanto. Amargor no teor certo, sem exageros, boa cremosidade e sabor acentuado. Apresenta ótima drinkability.
1 a) Melhor cerveja de origem inglesa/irlandesa produzida no Brasil

Cervejaria Klein Bier – Brown Ale
Justificativa
Notas tostadas, cor acobreada dão um toque adicional à essa cerveja. Uma das minhas preferidas.
1 b) Melhor Ale produzida no Brasil (outros estilos, exceto os dos itens 1 e 1a
Cervejaria Krug Bier – Pretensão Wood-Aged Beer
Justificativa
Cerveja complexa, maturada em carvalho francês, deixa uma incógnita do que tem dentro do líquido. Sabor, aroma e cor fantásticos! Vale a pena cada centavo.
2) Melhor Pilsen/”tipo Pilsen” produzida no Brasil (German Pils, Bohemian Pils, American Lager, American Light Lager, Australasian, Latin American or Tropical Style Light Lager e International Style Pils)
Cervejaria Wals – Bohemian Pilsener
Justificativa
Um show de capricho à parte.
2 a) Melhor Lager produzida no Brasil (outros estilos, exceto o do item 1)
Cervejaria Backer – Tommy Gun Double IPA
Justificativa
Eita cerveja boa! Amargor, douçura residual, cor exuberante, enfim, um show!
3) Qual a melhor Sour/Wild Ale produzida no Brasil? (cervejas ácidas)
Não votou
Justificativa
Não tomo cervejas do estilo.
4) Qual a melhor Wood/Barrel Aged Beer produzida no Brasil? (cervejas maturadas em madeira)
Cervejaria Krug Bier – Pretensão Wood-Aged Beer
Justificativa
Cerveja complexa envelhecida em carvalho francês. Alcóolica, apresenta aromas e sabores dignos do estilo, bastante complexo. Um abraço aos cervejeiros Alfredo, Ronildo e equipe que fizeram dessa cerveja uma verdadeira jóia.
5) Melhor Ale estrangeira à venda no Brasil
Chimay – Chimay Blue Grand Reserve
Justificativa
Tomei uma Chimay que guardei desde 2013 em minha casa. A cerveja estava perfeita, digna de nota máxima.
6) Melhor Lager estrangeira à venda no Brasil
Cervejaria Samuel Adams – Boston Lager
Justificativa
Cerveja complexa, e com alta drinkability. Sempre voto nessa cerveja, que além de apresentar um bom gosto, o preço ainda é acessível.
7) Melhor Sour/Wild Ale estrangeira à venda no Brasil
Não votou
Justificativa
Não tomo cervejas do estilo.
8) Melhor Wood/Barrel Aged estrangeira à venda no Brasil
Tennet’s – Tennent’s Whisky Oak
Justificativa
Cerveja complexa, uma novidade trazida pela Beer Maniacs. Vale a pena experimentar.
9) Melhor cerveja caseira do Brasil (favor citar estilo, nome, sobrenome e cidade do cervejeiro; votos não identificáveis serão anulados)
Não votou
Justificativa
Não tive a oportunidade de tomar uma cerveja caseira esse ano. Me enviem exemplares, eu compro!
10) Em 2017, você consumiu:
b) Menos cervejas que em 2016
11) Do total consumido, a maioria era
a) Nacional
12) Qual foi sua principal forma de consumo de cerveja?
a) Garrafa
13) Em relação a growlers/crowlers, você
a) Usou menos que em 2016
14) Onde você consumiu mais cervejas em 2017?
c) Em casa
15) Melhor bar cervejeiro nacional
Templo Cervejeiro Backer – Belo Horizonte
Justificativa
Ao meu ver, disparadamente é o melhor bar-restaurante no Brasil. Vale a visita, vale tomar boas cervejas lá, ao lado dos proprietários, gerentes e garçons. O atendimento é cortês, há refeições e cervejas sensacionais. Vá e comprove.

15 a) Melhor brewpub/taproom nacional
Ateliê Wäls – Belo Horizonte
Justificativa
A Wäls tinha tudo para sair de BH e ir para o Rio, São Paulo, etc., mas resolveram ficar na capital mineira. Isso é um feito de seus criadores, Tiago e José Felipe Pedras que, com coragem, criaram um verdadeiro ateliê da cerveja, com arquitetura arrojada, modernista, desenhada pelo arquiteto renomado Gustavo Pena. Tomar um chope lá é especial.

16) Quando você acessa uma mídia cervejeira, qual seu objetivo principal?
e) Outros
17) Qual mídia cervejeira você mais acessa?
a) Blogs/Sites
18) Qual o melhor dentre os representantes da mídia cervejeira que você mais acessa? (baseie-se na sua resposta à pergunta anterior, ou seja, se escolheu blogs/sites, por exemplo, informe apenas qual o melhor blog ou site)
Beer Art – O Portal da Cerveja
Justificativa
Diariamente o blog lança novidades e sua base de reportagens é bem acessível, para fins de pesquisa e consulta.
19) Melhor evento cervejeiro nacional de 2017
Experimente – Nova Lima
Justificativa
É um encontro cervejeiro mensal, que ocorre sempre no segundo sábado do mês, faça chuva, faça sol, reunindo mais de 10 mil pessoas por evento. Trata-se de um momento social onde famílias levam suas crianças para brincar, fazer piqueniques. Desde os primórdios de sua criação não houveram tumultos ou confusões e sim oportunidade de conhecer pessoas, comidas, cervejas e música de qualidade. É um evento social, formador de cultura, sobretudo cultura cervejeira.
20) Melhor fato cervejeiro de 2017
A coragem dos produtores de cervejas, que surgem aos montes a cada ano que passa. Empreender neste segmento de indústria não é fácil, tem que ter dedicação, dinheiro e persistência. Na contramaré da crise, muitos empresários investiram e isso é positivo tanto para o setor, para o consumidor e ao Estado, que receberá seus impostos.
21) Pior fato cervejeiro de 2017
Os impostos precisam ser reduzidos. Microcervejaria é microempresa. Tem que haver reduções de alíquotas para auxiliar o desenvolvimento do segmento. Aqui cabe um adendo: novos segmentos, novos modelos de negócios devem ter uma menor de tributação, para que haja uma redução dos impostos indiretos, criando acessibilidade e uma nova cara no sistema de consumo. Governos devem ganhar impostos por consumo e não alíquotas.
22) Qual a maior inovação cervejeira de 2017 e qual deve ser a de 2018?
Aumento no volume de eventos cervejeiros colocando em prática o que o segmento microcervejeiro deve ser: um prestador de serviços. Produtos de qualidade várias cervejarias produzem, inclusive as megascervejarias. Entretanto, estar cara a cara com o cliente, prestando serviços de atendimento, entretenimento e comunicação são itens essenciais, trata-se de um diferencial competitivo. Para 2018, o mercado se recuperará (aos poucos) e a criação de novas cervejarias será uma constante. Orçamento e planejamento estratégicos devem ser primordiais, levando em consideração que 2017 foi um ano de baixo faturamento e de renegociação dívidas de curto prazo. Atenção deve ser dada ao Dólar e ao Euro que devem subir de patamar, tendo em vista a redução dos juros SELIC. Por fim, cabe as microcervejarias focar em melhorar a eficiência os gastos operacionais, como por exemplo gastos com energia elétrica (usem lampadas LED!), gases, água e serviços de logística. No mais, desejo sorte ao segmento.
23) A Catharina Sour reúne condições para ser reconhecida formalmente como estilo brasileiro?
c) Não sei
Justificativa
24) Qual sua opinião sobre a atuação da Abracerva (entidade que reúne microcervejarias brasileiras) em 2017?
f) Não sei/não acompanho
Justificativa
25) Diante do tamanho atual do mercado, o total de cervejarias ciganas:
c) Ainda é pouco e há espaço para mais produtores ciganos se apresentarem
Justificativa
Meus grifos: ‘O Brasil é um continente dividido em 23 países’. Há muito espaço para crescer, desde que não haja aglomeração de mercado, em determinados polos (sobretudo as Capitais). A concorrência é saudável, mas quando há excesso de oferta, essa acaba por danificar a saúde do mercado. Acredito que o futuro das cervejarias ciganas e das microcervejarias deverão seguir os passos da microregionalização. Acredito que aquele empreendedor que montar uma pequena fábrica no interior de um Estado, será reconhecido e prestigiado em pela comunidade em que ele estará inserido. A empresa certamente sobreviverá e prosperará, com o apoio da comunidade local. Há muitas cidadezinhas históricas com turismo pungente, cidades médias com bom PIB percapta atraente, cidades com fluxo de pessoas interessantes. Nessas regiões há muito espaço para crescer. Por que não experimentar? Baden-Baden, Eisenbanh são exemplo de empresas que iniciaram suas atividades em cidades relativamente pequenas.
26) O que você acha de importadores/distribuidores venderem cervejas diretamente ao consumidor, e não apenas em pontos de venda (bares, restaurantes e lojas)?
a) A favor
Justificativa
Apresentar produtos a mercado direto, não é problema, desde que haja referência, qualidade e preço. Há muita cerveja importada de qualidade, há muito cerveja ruim também. O mesmo vale para as nacionais. Aqui cabe um adendo: os mesmos direitos que uma cerveja importada tem no Brasil, a cerveja nacional deverá ter. Uma atenção especial deve ser dada pelo MAPA. Isso cabe não só para cervejas: cabe para vinhos, aguardentes, queijos, etc.
27) O que você tem feito para que seu consumo / sua produção de cerveja cause menos impacto ambiental no planeta?
Procedimentos de reciclagem consciente.
28) Você manteve ou mantém algum tipo de relação comercial ou profissional com as cervejas, pessoas e locais citados nas perguntas acima? Em caso afirmativo, favor indicar os números das questões em que isso ocorre.
Não. Todas as respostas foram baseadas em análise independente, com empatia.

sábado, 7 de abril de 2018

Invicta Knock Down 2018


A Cervejaria Invicta vai realizar no dia 14 de abril, mais uma edição do Invicta Knock Down, evento com entrada gratuita que acontece bimestralmente na fábrica. Nesta edição, além de atrações musicais e cervejas especiais nas torneiras, a organização vai revelar em primeira mão a banda principal que vai tocar no Invicta Nocaute Festival, que acontece no dia 4 de agosto.

 O Invicta Knock Down acontece no espaço de eventos da cervejaria, que é amplo, estruturado e climatizado e contará com 2 atrações musicais, Projeto Vivo, com acústico de pop rock e a banda Foo Fighters Cover. Nas torneiras, vários rótulos como Invicta Pilsener, Saison, 6 o’clock, Conan, Maracujipa, Charlie Brown Junior, Que Passas, Fênix, Damiana e uma novidade da Cervejaria 2 Cabeças, marca parceira da Invicta que será lançada durante o evento.

 “O Knock Down já se tornou um evento muito esperado para os apreciadores de cervejas artesanais e essa edição está imperdível. Muita gente está ansiosa para saber quem vai ser a atração principal do Nocaute e quem estiver nessa edição do Knock Down vai ter a informação em primeira mão. Bandas ótimas, cervejas muito apreciadas nas torneiras e aquele clima bacana que sempre rola nos eventos da Invicta”, garante Rodrigo Silveira, mestre cervejeiro e diretor da Cervejaria Invicta.

Saiba mais em: https://publicidadeecerveja.com/2018/04/05/cervejaria-invicta-vai-revelar-atracao-principal-do-nocaute-festival-durante-evento-no-dia-14/ 

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Penz Bier Das Haus


Rosária Penz Pacheco: Ela largou a carreira de executiva para desenvolver sua própria receita de cerveja


By RYOT Studio Brasil / C&A

Rosária Penz Pacheco é gaúcha, sommelier, juíza e fabricante de cervejas. Mas ela também é economista, especializada em gestão de sustentabilidade. Em "outra vida", Pacheco foi executiva de contas de grandes empresas em um dos maiores bancos do País.
Em sua "primeira vida", construiu uma carreira no sistema financeiro. Morou por 10 anos na esquina da Oscar Freire com a Rebouças e trabalhava na Avenida Paulista, em São Paulo. Além do MBA, fez um curso de responsabilidade corporativa em Genebra, na Suíça. Viajou o mundo.
Aos 39 anos, Rosária voltou a morar em Porto Alegre. O banco em que trabalhava na época havia sido comprado por outro maior, e a correria atrás de metas fazia cada vez menos sentido. "Eu sabia que precisava mudar de vida, mas não sabia o que fazer", disse, em entrevista ao HuffPost Brasil.
Aos 44 anos, está vivendo de uma maneira que sequer podia imaginar seis anos atrás, quando o sistema digestivo refletia o desconforto com a vida. Rosária não faz grandes planos para o futuro, mas sabe que ele cheira a malte, lúpulo e cevada. Já comprou a sua fábrica de cerveja, mas por enquanto, os equipamentos estão guardados - primeiro, é preciso consolidar o Penz Bier como negócio. E depois, seguir brindando. "Quero ser uma velhinha atrás do balcão".
Foto:CAROLINE BICOCCHI/ESPECIAL PARA O HUFFPOST BRASIL


segunda-feira, 26 de março de 2018

Revolução cervejeira em Minas

Revolução cervejeira em Minas

Por Wilson Renato PereiraJornalista, Psicólogo e Psicanalista – 

Eles foram aparecendo aos poucos, trocaram confidências na noite belorizontina e descobriram que tinham os mesmos ideais. Em pouco tempo, seus sonhos se tornaram realidade e, após muita luta, os novos revolucionários mineiros conquistaram o mundo…da cerveja, ganhando importantes prêmios nacionais e vencendo concursos internacionais para o Brasil.

A saga desse bravo pessoal começou há mais de dez anos e agora está sendo registrada em livro que será lançado pela editora Autêntica. Além de revolucionário de primeira hora, proprietário da cerveja “Ave Cesar” e ex-presidente da Associação dos Cervejeiros Artesanais Mineiros (Acerva) o autor, Henrique Oliveira, é escritor, formado em Ciências Contábeis e gestor de governança, riscos e compliance da Belgo Bekaert Arames.
O grupo que iniciou o movimento era formado por amantes da cerveja de qualidade e a maioria residia em Belo Horizonte. Entre eles, Rodrigo Lemos, Rômulo Gresta, José Augusto Silveira, Danilo Leite Mendes, Thomas Karpens, Daniel Gontijo “Draghenvaard”, Pablo Carvalho, Paulo Patrus, Gabriela Montandon, Marco Falcone, Luiz Flávio Leão, Daniel Pinheiro, Felipe Viegas e o mestre cervejeiro Paulo Schiaveto. Nas suas inconfidências, trocavam dicas e experiências cervejeiras via internet e degustavam suas descobertas no icônico bar Frei Tuck Slow Beer, de propriedade de Luiz Flávio.
“A turma ficou conhecida pelo nome de Confraria BH. Aliás, em março daquele mesmo ano, era formada a Confraria Feminina da Cerveja – Confece, também em Belo Horizonte, por um grupo de amigas que também curtiam boas cervejas. Quando os conheci, trocamos afinidades, e apesar de não fabricar cervejas, me juntei a eles”, registra Henrique Oliveira.
Além de consumir, o pessoal também produzia suas próprias cervejas em casa e as compartilhavam com amigos e convidados. A idéia evoluiu para o I BH Home Bier – Mostra de Cervejas Caseiras de BH, realizada no Frei Tuck com o apoio da Falke Bier e da distribuidora Bier Wein. Foram avaliadas cerca de dez cervejas e premiadas as três melhores, produzidas por Thomas Karpen, José Augusto Silveira e Daniel Teixeira Chaves. O evento lotou o lugar e o seu sucesso levou à realização de mais quatro edições.
Inspirados nas associações de cervejeiros artesanais do Rio de Janeiro e São Paulo, em outubro de 2007 alguns cervejeiros caseiros de Minas se reuniram na casa do pai de Henrique Oliveira, para criar entidade semelhante no estado, a ACervA Mineira. O número de associados cresceu rapidamente, assim como o volume da produção de cervejas caseiras, sob a orientação do mestre Paulo Schiavetto.
Por meio da associação, os cervejeiros faziam compras conjuntas de ingredientes, como malte, lúpulo, levedo e alguns equipamentos de menor porte, como chopeiras, cilindros e conexões. Já havia um certo clima de empreendedorismo. Uns passaram a palestrar e dar aulas sobre cervejas, outros decidiram se dedicar à cerveja como profissão. Entre eles, Felipe Viegas da Taberna do Vale, Alencar Barbosa (Cervejaria Küd), Paulo e Geraldo Furst (Fürst Bier); Daniel Pinheiro, Humberto Mendes, Paulo Patrus e amigos (Cervejaria Inconfidentes), Alfredo Figueiredo e Marco Antônio (VM Beer), Normado Morg (Cervejaria Uaimií), Cristiam Nazareno (Cerveja Profana, de Juiz de Fora), Bernardo Gosling (Gosling Beer).
Pablo Carvalho, Rodrigo Parisi, Kelvin Azevedo e Rafael Patrício se tornaram grandes profissionais cervejeiros. José Bento Valia Vargas montou uma distribuidora de insumos e cervejas. João Becker se tornou dono de um bar famoso em Ribeirão Preto, Armando Fontes se tornou designer especializado em rótulos. “O movimento cultural e empresarial relacionado à cerveja então explodiu de vez, com a Acerva Mineira se tornado uma incubadora de talentos”, contou Henrique Oliveira.
Tendo se integrado depois ao grupo dos pioneiros, a jornalista Fabiana Arreguy, da CBN de Belo Horizonte criou o programa Pão e Cerveja, contribuindo para difundir a cultura da cerveja de qualidade em Minas. Por meio do Extra-Malte, o músico Sady Homrich também foi importante nesse aspecto, assim como Carol Patrus, da distribuidora Mamãe Bebidas.
Em razão da qualidade das bebidas produzidas pelo seu setor artesanal, Minas Gerais passou a ser conhecida como a Bélgica brasileira, fama advinda da criatividade dos seus cervejeiros. A ACervA Mineira teve, ainda, participação importante na qualificação de associados para obter a certificação de juízes do BJCP (Beer Judge Certification Program), tornando o maior estado do Brasil em representatividade nas mesas julgadoras de concursos internacionais.
Em seu livro, Henrique Oliveira, registra ainda que, ao longo de décadas, Minas sempre teve destaque no setor cervejeiro graças ao esforço de seus empresários. “Desde o surgimento da primeira cervejaria mineira, em 1841, e a decadência do segmento, logo após a crise americana de 1929, guerreiros como Felício Brandt, Hermógenes Ladeira e Luiz Otávio Possas Gonçalves mantiveram a luz acesa durante as décadas de 1960 a 1990, enfrentando o poderio da Brahma e da Antarctica”.
“Luiz Otávio, o último daquela velha guarda, resistiu até 1999, quando essas duas empresas se uniram após aprovação do CADE”. Mesmo após aquela derrocada, quase que mortal, o candeeiro do micro produtor foi sabiamente repassado em 1997 para Herwig Gangl, Teodósios Tersis, Rodrigo Ferraz e Marcus Brodnik, quando resolveram fundar a Cervejaria Krug Bier. Simultaneamente, naquele mesmo ano, os irmãos Halim e Munir Kalil e Paula Lebbos, incrementavam os seus negócios com a criação da Cervejaria Bäcker”, destacou o autor.
Henrique Oliveira enxerga o cenário cervejeiro artesanal de Minas em franco crescimento, tanto no número de empreendimentos e como pela ousadia dos produtores. “Minas Gerais possui um forte apoio institucional por parte de entidades como a Acerva Mineira, o SindBebidas e a Codemig”.  Para ele, os governos vêm compreendendo que o micro produtor de cervejas não pode ser sufocado com altas taxas tributárias.
“Mas, o futuro requer cautela. As micro cervejarias, para se manter num mercado concorrido e monopolizado por grandes fabricantes, precisam de um bom planejamento, estratégias adequadas, atenção ao fluxo de caixa, atendimento primoroso a clientes e, acima de tudo, racionalização de custos. Fábricas, mesmo que pequenas, requerem ganhos de escala, investimentos constantes em manutenção e ampliação, excelência em seu gerenciamento”, aconselhou.

domingo, 18 de março de 2018

XII Encontro Nacional das ACervAs


Belo Horizonte sediará o maior encontro de cervejeiros artesanais do Brasil


O XIII Encontro Nacional das ACervAs será em Belo Horizonte / MG e como em todos os anos, será durante o feriado de Corpus Christi. Comprem suas passagens e fogo nas panelas! Os mineiros estão prometendo um grande encontro com os cervejeiros das ACervA Brasil e entusiastas.

Palestras

As palestras técnicas sobre produção de cerveja artesanal voltadas aos cervejeiros caseiros acontecerão no Hotel Holiday Inn, no dia 31/05. A programação inclui palestras de profissionais renomados com comprovada formação e destaque no cenário cervejeiro. Os nomes dos palestrantes serão divulgados assim que forem acertados.

Tanto antes das palestras como também nos intervalos, teremos Beer Break. Nessa pausa, os cervejeiros têm a oportunidade de trocar conhecimentos entre eles e visitar os stands dos patrocinadores. Durante o intervalo teremos o serviço de cerveja artesanal que será fabricada por cervejeiros associados à ACervA Mineira.

Em breve divulgaremos mais informações. Vamos invadir BH com cervejas e cervejeiros caseiros. 

Até lá!

quarta-feira, 14 de março de 2018

Os melhores da cerveja Ano 2017


Enquete do BOB aponta a opinião sobre cervejas e cervejarias, por quem entende do assunto


O Jornalista Roberto Fonseca, mais conhecido no meio como BOB, apresenta a formalização da sua enquete do ano de 2017 relacionada à diversos temas cervejeiros, entre eles a opinião sobre determinados estilos de cervejas, bares e restaurantes que apresentam os melhores chopes, opiniões sobre o mercado.

A enquete, é uma oportunidade para compreender um pouco como anda as perspectivas de mercado e consumo no Brasil, na visão de diversos entendedores do assunto, entre mestres cervejeiros, cervejeiros caseiros, jornalistas, escritores e empresários do ramo. O trabalho desenvolvido por este jornalista é sério e muito interessante. Confira mais sobre e enquete em https://osmelhoresde2017.wordpress.com/

E que venha a pesquisa de 2018!

Como BOB mesmo diz "Mandou bem Nobre"!
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