Em continuidade às andanças no sul do país mais precisamente no estado do Paraná, hoje conheci a microcervejaria Eden Beer. Sr. Erson e sua filha Cris são os anfitriãos que estão à frente do negócio. O espaço é muito bacana. Logo na entrada é possível ver os tanques de fermentação e o restaurante que possui uma varanda muito agradável. Quando cheguei, por volta de umas 19 horas o espaço estava tímido e vazio, quando saí às 21 horas as mesas já estavam todas ocupadas! O restaurante possui uma chopeira em trava com quatro torneiras e uma outra chopeira em barril metalizado com 4 saídas também!
Experimentei o chope pilsen - 100% malte, delicioso, bem cremado; O chope lager - um pilsen não filtrado - também muito bom. O chope dunkel não estava legal, talvez questão de barril. Tomei também o chope de trigo: bacana! O sabor de banana estava lá, presente! Esse eu fui a forra, deu para bebericar uns três!
Sr. Erson me apresentou a fábrica. Um verdadeiro projeto! A parte superior conta com uma brassagem de 2 mil litros e conta com ainda com panela de fervura, reservatório de mostura quente, central de água e caldeira.
No andar inferior (térreo) estão o filtro, e os tanques de fermentação, com quatro mil litros de capacidade! Supimpa! Ali, vale tirar a foto!
Em suma: Visitar a Eden vale a pena! Vale a foto, o momento e a diversão. Espero que futuramente que a Eden tenha uma lojinha com souvenirs pois estava com desejo de levar uma tulipa para casa, um porta-copo e quiçás uma camisa!
Eden Beer: Av Laguna 1520 -Zona 1Maringá, PR | CEP: 87050-260
O Wikibier Festival terá sua segunda edição neste sábado, dia 1º de setembro, reunindo em Curitiba 120 rótulos de cerveja, entre nacionais, importadas e muitas exclusividades. Depois da grande repercussão no ano passado, o evento retorna com novidades como estrutura ampliada, venda antecipada de fichas para consumo e mais opções na área de alimentação. Será realizado no espaço Contorno da Bola Eventos – que fica na BR 277, km 98, a três quilômetros do Parque Barigui.
O evento terá ainda shows com cinco bandas e barracas com comidas que poderão ser harmonizadas com cervejas. O Chef Ricardo Teruchkin vai assinar a gastronomia de quatro destas barracas deste espaço gourmet, voltado ao saboroso “casamento” entre pratos e cervejas. O tema será “Baixa Gastronomia com toques gourmet”, como ele define. “Apresentaremos petiscos e pratos rápidos tradicionais de boteco, de vários países, com um toque de alta gastronomia”, resume. Para cada prato, serão indicadas sugestões de cervejas para serem harmonizadas.
CERVEJAS ESPECIAIS
A seleção do Wikibier trará os mais variados estilos de cerveja, dentro das duas grandes famílias – as cervejas tipo Ale e as Lager. No total, vão participar mais de 25 cervejarias, entre brasileiras e internacionais, além dos homebrewers (cervejeiros artesanais caseiros). Este elenco será responsável por trazer mais de 120 rótulos diferentes. Entre eles, muitos serão degustados pela primeira vez em Curitiba. Entre os convidados internacionais, o Wikibier Festival terá a presença do cervejeiro dinamarquês Mikkel Borg Bjergso.
Mikkel Borg Bjergso, que assina as cervejas Mikkeller, é uma das grandes estrelas mundiais do universo cervejeiro. Atualmente ele exporta suas criações para mais de 40 países, e é aclamado como um dos mais inovadores produtores em atividade. Elabora muitas de suas cervejas de forma colaborativa com outras micro cervejarias da Europa e Estados Unidos. Além disso, faz rótulos exclusivos para muitos restaurantes estrelados da Dinamarca. Há dois anos lançou o Mikkeller Bar, no centro de Copenhague, onde oferece suas bebidas e também de outras marcas.
A confraternização entre produtores e “bebedores” também é um ingrediente importante. Nas barraquinhas, estas duas pontas do universo cervejeiro poderão se encontrar e trocar idéias.
Para os cervejeiros de plantão, se preparem! Em Ribeirão Preto, dia 27 de outubro nossos amigos Marcelo e Gabriela darão aquela festa cervejeira que merecemos!
Pelas andanças aqui no Sul, dei uma paradinha em Londrina para conhecer a Fábrica 1. A estrutura é muito agradável, com bar e restaurante e um quisoque anexo. A chopeira, em formato de barril com banco de gelo, é uma atração a parte no salão do restaurante. Fui atendido graciosamente pela Kátia, garçonete prá lá de gente boa.
Ao lado do restaurante está a fábrica, bem iluminada com os tanques em aço inox brilhosos. As cervejas são do estilo lager, destacando o pilsen não filtrado. Me ofereceram a cerveja escura da casa conhecida como "Lager Café". Os aromas de café aparecem, mas o sabor ficou faltando.... Senti falta dos maltes carafas torrados que realmente dão a potência em um verdadeiro estilo stout, porter, etc.
De qualquer forma jantei a costela da casa - muito gostosa- e tomei como sobremesa um sorvete, também show de bola! O preço dos pratos e do chope são bem acessíveis. Enfim, vale a visita, vale o tempo, vale conhecer e prestigiar a Fábrica 1. Chegando lá pergunte pelo João, gerente gente fina que me recebeu muito bem.
A casa ainda tem um pontinho para souvenir ao qual comprei uma tulipa. Vende-se ainda avental, jarra, bolsa térmica e de pesca e porta-copos. Aqui, deixo os meus agradecimentos a turma Fábrica 1! Saudações e Saúde!
Heineken, Petrópolis e Schin disputam nas redes sociais segundo lugar no mercado de cervejas
Com base no comportamento de seus consumidores, marcas desenvolvem ações digitais diferenciadas para promover seus produtos e engajar seus seguidores.
Quinto maior fabricante de cerveja no mundo, o Brasil produz anualmente 10,34 bilhões de litros da bebida e fatura mais de R$ 25 bilhões, segundo o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv). De olho no mercado e em seu potencial, os grupos Heineken, Petrópolis e Schincariol lançam estratégias cada vez mais focadas nas mídias sociais para atrair consumidores e disputar o segundo lugar, atrás apenas da gigante Ambev. Hoje, a dona da Skol, Antarctica e Brahma é considerada a companhia mais valiosa do país, estimada em R$ 215,14 bilhões pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
Longe das estratégias agressivas da década de 1990, os quatro grupos assinaram recentemente um pacto de não-agressão para evitar sanções do Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar). Depois das telefônicas, as cervejarias são as campeãs de disputas na publicidade e Marketing. Ainda que nas mídias tradicionais as campanhas sejam mais apelativas, nas redes sociais os grupos trabalham cada vez mais a interatividade para atrair novos consumidores.
O reposicionamento da Kaiser é um case de sucesso recente no mercado cervejeiro. Comprada pelo grupo Heineken há pouco mais de um ano, a mudança na identidade visual e na fórmula do produto, é reforçada por meio do Facebook, que ajuda a fidelizar e atrair consumidores, principalmente da classe média emergente. A Kaiser tem mais de 188 mil fãs na rede social e conta com ações divertidas na plataforma, como o "Churrasco na Laje", em que incentiva eventos nas comunidades sugerindo a compra da cerveja. O número é maior do que o perfil da própria Cervejaria Heineken Brasil, com 161 mil pessoas.
Como marca, a página mundial da cerveja holandesa conta com mais de oito milhões de seguidores e tem sistema de reconhecimento por países. A estratégia é fazer com que cada marca se sobressaia, sem mostrar competitividade entre elas, trazendo conteúdo. "A qualidade do diálogo é muito nítida e percebemos que no caso da Kaiser, por exemplo, passamos de um estado de rejeição e resistência para consumidores que se transformaram em advogados da marca. Hoje, o Facebook tem um papel estratégico e a audiência ajuda a criar nosso discurso baseado na verdade", avalia Chiara Martini, Gerente de Mídia Digital da Heineken Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Quando a estratégia manda
Um perfil nas redes sociais não basta. Ainda que as marcas de cerveja estejam conectadas a plataformas digitais, o diferencial será feito por aquelas que entenderem que tipo de consumidor procuram e de que forma chegar até eles. A Skol, por exemplo, têm 6,4 milhões de fãs no Facebook, o maior número entre as marcas nacionais e, como estratégia de Marketing, conta com ações promocionais ao longo do ano e até uma rádio para interatividade. A Brahma também inovou ao lançar perfis na rede social a partir de times de futebol, o do Flamengo conta com mais de 1,5 milhões de seguidores.
Desde que as redes sociais surgiram e se popularizaram, o comportamento do consumidor e a relação dele com as marcas passaram por mudanças até então impensáveis. No mercado cervejeiro, o destaque irá para os que souberem usar a linguagem a seu favor. "Nosso mercado é super competitivo, a diferença é que o ambiente do digital permite que a estratégia tenha mais valor do que o investimento. Antes era uma via: determinava-se a mensagem e a transmitia na TV, jornal e revista. Hoje existe uma preocupação de como entrar na conversa", pontua Chiara.
A semelhança entre os produtos acaba sendo a maior dificuldade dos grupos. Mesmo que haja diferenciação na qualidade e ingredientes, a linguagem de abordar o consumidor será fundamental para as marcas terem destaque. "É preciso chegar ao consumidor participando da vida dele, celebrando bons momentos. Nas redes sociais, a relação é direta, ele reage a estímulos que fazemos e isso é essencial. Ouvir nosso público nos direciona para qual caminho devemos seguir", diz Luciano Sadi, Gerente da Marca Nova Schin, em entrevista ao Mundo do Marketing.
A diferença no relacionamento entre as mídias tradicionais e as mídias sociais acaba sendo a influência que o consumidor gera, antes preterido apenas ao papel de receptor. "As redes sociais são fundamentais, ou você tem ou terão por você. É uma ferramenta importante e um trabalho efetivo para formar opinião, buscar consumidores e embaixadores da sua marca. Acaba sendo um termômetro dos nossos produtos", afirma Douglas Costa, Diretor de Mercado do Grupo Petrópolis, em entrevista ao portal.
Fábrica de cerveja funciona dentro de igreja em Minas Gerais
"Abençoai, Senhor, esta criatura, a cerveja, que vos dignastes produzir do melhor lúpulo", diz a oração da bebida.
O novo pároco da Igreja da Nossa Senhora da Glória, Flávio Leonardo, em Juiz de Fora (MG), quer reativar a pequena fábrica de cerveja artesanal que funcionou por 100 anos no porão da instituição religiosa. A cervejaria foi trazida por padres holandeses, da ordem redentorista, no fim do século 19 e instalada em um convento anexo à igreja.
Enquanto esteve produzindo ativamente, até 1994, a fábrica produziu cerveja apenas para o consumo dos religiosos. Ao longo desse período de funcionamento, um irmão era designado pela a igreja para administrar a produção da bebida.
O padre Flávio Leonardo assumiu a igreja em 2010 e ele conta com o apoio de cervejeiros locais no retorno das atividades da fábrica. Pessoas habilidosas para o serviço não falta na cidade, até porque Juiz de Fora foi porta de entrada do produto em Minas Gerais.
Em 1894, a instalação da fábrica não causou estranheza na população. Hoje, muitos fiéis desconhecem a existência da produção da bebida no prédio da igreja. Mesmo assim, a “oração da cerveja” está registrada no livro dos redentoristas.
“Abençoai, Senhor, esta criatura, a cerveja, que vos dignastes produzir do melhor lúpulo, para que seja remédio saudável ao gênero humano”, diz um trecho da oração.
Os redentoristas ainda trouxeram mais cinco cervejarias para o Brasil, mas apenas a instalada na Igreja da Nossa Senhora da Glória se mantém em funcionamento. Atualmente, oito mosteiros no mundo produzem cerveja: seis na Bélgica, um na Áustria e um na Holanda.