Como o benchmarking faz falta entre setores e nas organizações. O bar Le Constelation, localizado na famosa Estação de esqui de Crans-Montana, na Suíça, sofreu um incêndio seguido de explosão deixando dezenas de mortos mortos e mais de 100 feridos no Ano Novo de 2026.
Foi notório que a causa do acidente está ligada à velas-faísca
acopladas a garrafas de champanhe que atingiram o teto de espuma acústica que é
um elemento altamente inflamável, instaladas sem orientação profissional. O resultado foi a propagação das chamas e a
emissão de uma fumaça tóxica que certamente intoxicou pessoas causando asfixia.
Outras pessoas sofreram fortes queimaduras.
É notório que os suíços não conheceram o caso da Boate Kiss, no Brasil, que cuja história deveria ser um case mundial para combate à riscos de incêndios internos em casas noturnas e bares. Pasme, os suíços, conhecidos mundialmente por seu comportamento metódico, singular, que seguem regras à risca, têm também os seus deslises. Não foram capazes de gerenciar riscos ao redor do negócio. A boate, com mais de 5 anos sem inspeção técnica por órgãos públicos, não se atentou à revisão de procedimentos básicos de segurança.
Situações como o bar Le Constellation e a boate Kiss não podem ser esquecidas nos arquivos públicos. Esses devem ser amplamente divulgados no segmento de negócio (e.g.: bares, restaurantes, cinemas e casas notunas), como são os casos de acidentes em aeronaves. As caixas-pretas são analisadas, as falhas e as causas dos acidentes são estudadas e amplamente divulgadas no setor aeronáutico para que o erro não se repita ou seja ao menos mitigado.
Nesse sentido, cabe as associações de bares e restaurantes, Corpos
de Bombeiros, Defesa Civil se reunirem pra criar um documento capaz de orientar
bares e restaurantes, casas noturnas a terem uma visão mais preventiva em relação
aos riscos de incêndio e explosão. Não se trata de multar, autuar ou
interditar casas e restaurantes. A situação carece preparar líderes conscientes, de forma adequada,
um conjunto sugestivo de controles internos suficientes e capazes de mitigar riscos de combate a tumultos, incêndios e explosões. Adicionalmente, sessões de
treinamento que envolvem desde a gerência, cozinha, staff e segurança devem
incluir as práticas de voluntariado e de combate, o que inclui a evacuação do público em momentos de crise, bem como quando apertar o botão de emergência sem restrições ou retaliações,
desligar som e equipamentos e alertar rapidamente o que está acontecendo.
Dessa forma, o conjunto de atitudes certamente irão ajudar no processo visando sanar riscos que podem ser mitigados e evitados. Os maiores riscos são aqueles que as empresas os conhecem.
Em tempo: Recebi de Gustavo Alves o Guia da Abrasel que trata o tema. Faça uma leitura em: https://redeabrasel.abrasel.com.br/read-blog/411_saiba-como-prevenir-incendios-no-seu-bar-ou-restaurante.html