segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Fundação Zerrener



Cervejaria terá escola técnica
por Zulmira Furbino

A Fundação Zerrener, entidade sem fins lucrativos que é uma das controladoras da Ambev, está investindo R$ 60 milhões na construção de uma escola voltada para o ensino fundamental, médio e profissionalizante em Sete Lagoas, na Região Central do estado. 

As obras de terraplanagem foram iniciadas no mês passado. O Colégio Professor Roberto Gusmão terá capacidade atender até 1.800 alunos ao dia. O projeto arquitetônico foi desenvolvido pelo arquiteto Gustavo Penna, responsável pela reforma do estádio de futebol Mineirão. As obras deverão ser concluídas no fim de 2014 e as aulas serão iniciadas no início de 2015, informou Edmar Fernando de Alcântara, gerente de educação profissional do Serviço Nacional da Indústria (Senai), que ficará responsável por gerir os cursos técnicos voltados para a formação profissional.

O Senai já tem uma escola na cidade, atualmente com capacidade para 1.200 alunos. “Com a nova escola, a gente mais do que dobra o número de vagas em cursos técnicos na região”, calcula. O colégio será erguido num terreno de 36 mil metros quadrados e terá 21 mil metros quadrados de área construída. A parceria com o Senai será feita nos moldes da Escola Técnica Walter Belian, também implantada pela fundação em São Paulo, em 1943. De acordo com Alcântara, os cursos técnicos a serem oferecidos inicialmente serão voltados para as áreas de automação industrial, química e Tecnologia da Informação. O investimento do Senai será de R$ 3 milhões, somente em contratação de pessoal.

“Os alunos da Fundação Zerrenner terão prioridade (quando encerrarem ensino médio, poderão optar pela educação continuada no ensino técnico-profissionalizante), mas a escola será aberta a toda a comunidade”, diz Edmar Alcântara. O prefeito do município, Márcio Dias Moreira, disse que o terreno para a instalação do colégio foi cedido pela prefeitura.

De 2003 e 2012, a cidade recebeu R$ 1,14 bilhão em investimentos, que geraram 9,2 mil empregos. Entre eles estão a fábrica da Ambev (R$ 402 milhões) e da Bombril (R$ 60,3 milhões).

Oktoberfest: cultura, folclore e cerveja



O festival das tradições alemãs aborda muito além de sua estrela principal, o chope

Por: Jornal A Cidade - Valeska Mateus

Apreciar cervejas do mundo inteiro, saborear pratos típicos da gastronomia alemã e conhecer um pouco da cultura e do folclore do país germânico é o que propicia ao visitante a Oktoberfest, festival de cervejas realizado todo outubro em Blumenau (SC). Há 30 anos a cidade recebe turistas do mundo todo para a festa que se tornou uma das mais populares do País e reproduz a tradição da realizada em Munique (Alemanha) desde 1810.

A segunda maior Oktoberfest do mundo ocorre em pavilhões temáticos do Parque Vila Germânica, que em 2012 reuniu cerca de 600 mil pessoas, que consumiram 652 mil litros de chope. Este ano devem passar cerca de 40 mil visitantes por dia na festa, que vai até o dia 20 de outubro.

Se os sulistas são o maior público da Oktoberfest, os paulistas aparecem logo em segundo lugar no ranking. “Surpreendi-me com a Oktoberfest. Achei muito organizada e derrubou a minha ideia de que era um ambiente de algazarra. Frequentada por grupos de amigos, famílias e jovens, é uma festa muito democrática quanto ao público que recebe”, diz a jornalista Anna Regina Tomicioli, que vai curtir o evento pelo segundo ano consecutivo em 2013.

A segunda maior Oktoberfest do mundo ocorre em pavilhões temáticos
Clima europeu

Quem anda pelas ruas da cidade já sente o clima europeu nas fachadas e construções típicas da Alemanha. Mas os traços da cultura alemã ganham ainda mais intensidade nesta época do ano, quando os desfiles de grupos folclóricos tomam a Avenida 15 de Novembro e moradores e visitantes exibem trajes característicos.

Fanfarras, bandas, carruagens, dançarinos e representantes dos tradicionais Clubes de Caça se apresentam ao ar livre, acompanhando os 12 carros alegóricos, que surpreendem os turistas ao distribuir chope ao público. No parque ocorre uma vasta programação, com apresentações de bandas nacionais e internacionais e grupos de dança.

“As várias atividades que acontecem pela cidade durante a festa e a gastronomia acabam atraindo todo tipo de perfil. Deixam a cidade bem temática”, detalha a jornalista. Para Anna e o marido, o jornalista Daniel Navarro, a inserção de cervejas artesanais nos últimos anos passou a atrair outro público.

“A oportunidade de experimentar diferentes cervejas artesanais em um mesmo lugar e num ambiente de festa temático é o grande atrativo da Oktoberfest. Chama a atenção às pessoas realmente se envolverem no clima, “abraçarem” a festa, seja nos trajes ou nas músicas” opina Navarro. (...)

Museu da Cerveja revela a história da bebida

Quem visita a Oktoberfest não precisa se limitar à festa. Vale a pena tirar alguns momentos para conhecer os principais pontos turísticos de Blumenau.

A turismóloga e gerente de planejamento Vânia Gayo sugere começar a visita pelo Circuito Centro Histórico, ideal para fazer a pé. “Anda-se cerca de 1,5 km ao longo da avenida 15 de Novembro, com 36 casas tombadas pelo Patrimônio Histórico, dez delas com fachada rebatida (sombra projetada no chão), um castelinho que é, na verdade, uma réplica de uma prefeitura da Alemanha, e o teatro Carlos Gomes”, detalha.

Não se pode deixar de conhecer o Museu da Cerveja, que retrata a história da bebida, parte integrante do município desde a colonização. “Pode -se saber como era produzida. Revela a antiga tradição de as mulheres fazerem os pães e doces em casa, assim como os homens produzirem a sua cerveja”, comenta Vânia.

Segundo a turismóloga, o Circuito Industrial é outra boa pedida, pois permite visitar fábricas de malha e conhecer todo o processo de fabricação do tecido. “Nele está outro museu que vale a visita, o da Hering, que é interativo. As crianças podem manusear uma manivela do antigo tear”, diz ela.
Na área rural, o distrito Vale do Itajaí é imperdível para quem deseja ter contato com a genuína cultura alemã. “Vivem pessoas com traços alemães, pele e olhos claros, arquitetura bem típica, com as casas de tijolinhos, e onde até mesmo nas escolas fala-se o idioma alemão. Tem um restaurante típico, fábrica de chocolate caseiro e fabrica do único licor de cerveja do Brasil”, descreve Vânia.


Durante a semana é possível visitar também e acompanhar o processo de fabricação de cristais na fábrica localizada a cerca de 10 km do Centro. Vânia ressalta que o circuito das cervejarias artesanais é outro grande atrativo em Blumenau. “Elas abrem as portas para o visitante conhecer os ingredientes que dão sabor a cada uma das cervejas”, conta.

Brasil Bier



Mercado de cervejas artesanais anima representantes do setor

Variedade de rótulos e fórmulas pode satisfazer os mais diversos paladares
por Raphael Salomão, de São Paulo (SP)

Semy Oliveira é uma daquelas pessoas que pode dizer que trabalha com algo pelo que é apaixonada. Com formação em degustação de vinhos, deixou o ramo para se dedicar a outra bebida: a cerveja. “Fiquei encantada porque adoro”.

Atualmente, Semy gerencia uma loja de cervejas artesanais no tradicional Mercado Municipal, no centro de São Paulo, o conhecido Mercadão. O estabelecimento pertence a uma empresa com outras bancas no local. A loja de cervejas foi aberta há quase um ano. Semy garante que já passaram pelas prateleiras cerca de 400 rótulos nacionais e importados. “Temos novos rótulos a cada dia. O mercado é um local conhecido pela variedade de iguarias e a cerveja também é um estímulo a mais”, afirma.

A gerente conta ainda que boa parte dos clientes gosta de beber no próprio local e, depois, acaba levando algum produto para casa. As tradicionais belgas ainda são as preferidas, mas a procura está cada vez mais diversificada. A clientela ainda é predominantemente masculina, mas ela garante que as mulheres estão gostando mais. “As que gostam, gostam mesmo, de todos os estilos. Quando é para começar, geralmente a gente oferece uma mais leve, mais adocicada”.

A aposta da empresa nas cervejas artesanais reflete a realidade de um mercado em crescimento no país, afirma Luiz Vicente Mendes, diretor comercial da Brasil Bier, feira que reúne algumas das principais microcervejarias do país.

O próprio Mendes, acreditando no bom momento, está ampliando a própria produção, que ele diz ainda ser “caseira”. Começou com 20 litros semanais. Atualmente produz 100, a maior parte para consumo próprio e entre amigos.

Mas já tem projeto de aumentar a escala e levar sua marca para o mercado. Em um primeiro momento, pretende utilizar uma instalação já existente. Enquanto isso, pretende ampliar as próprias instalações até ter capacidade de atender a demanda do mercado. “A montagem da fábrica leva tempo. Desse jeito, eu consigo comercializar meu produto mais rápido”, explica o cervejeiro.

Considerando a bebida artesanal e a produzida em escala industrial, o Brasil é o terceiro maior consumidor mundial de cerveja, segundo Mendes. O consumo é calculado em 10,4 bilhões de litros por ano, atrás dos americanos (10,7 bilhões) e dos chineses (14 bilhões).

Segundo Luiz Vicente Mendes, são 242 fabricantes brasileiros, sendo 200 artesanais. Longe de países com mercado mais consolidado como os Estados Unidos que, em 30 anos saltou de 90 cervejarias para 2,48 mil, 90% delas com produção artesanal.

No Brasil, apesar de serem produzidos mais de 120 estilos de cervejas artesanais, elas representam apenas 5% do mercado, de acordo com dados do Ministério da Agricultura e de entidades representativas do setor, reunidos pela direção da Brasil Bier. “Mas o mercado está em um momento bom. O Brasil cresce com velocidade”, diz Luiz Vicente Mendes. Velocidade que, conforme o cervejeiro, levará o Brasil a ter cerca de 2,5 mil cervejarias em 20 anos.

Um crescimento que ocorre mesmo com uma carga tributária considerada excessiva, ressalta. Segundo ele, os impostos correspondem a 60% do valor do produto. “Mesmo com a tributação excessiva, está crescendo. O imposto alto inibe. Caso contrário, o crescimento do mercado seria bem maior”.

sábado, 5 de outubro de 2013

Cerveja sem glúten

Degustações que tanto adoramos: Casa do Fritz com Centeio

Aos celíacos que gostam de tomar uma cervejinha, há mais uma nova opção feita no Brasil. A Casa do Fritz 100% grãos de centeio. O processo produtivo, muito bem executado pela cervejaria, reduz bastante o glúten presente, esse contido na maioria das cervejas do mercado.

Nossas impressões: coloração amarelo palha, turva e encorpada devido a sua não-filtração. No aroma destaca-se notas frutadas. A conjugação corpo/aroma remeteu à uma cerveja helles. Amargor presente e bem equilibrado, com 25 IBUs e 5,5% de álcool. Espuma de coloração branca, densa e consistente. Trata-se de uma cerveja especial e marcante.

Um excelente opção de cerveja para quem tem aversão ao Glutén! Saúde!



quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Programa de Incentivo Fiscal as Cervejas no Rio de Janeiro


Programa de Incentivo às Cervejas no Estado do Rio de Janeiro

Ontem entrou o programa de incentivo à produção de cervejas e chopes artesanais no estado do RJ. A PL visa reduzir para 8% o ICMS em todo o estado para a produção de microcervejarias. Um importante incentivo a produção cervejeira em nosso estado. 

Detalhe para a justificativa, copiada no final do texto, onde se faz uma crítica interessante a respeito das macros. Vale a leitura.

Texto da Lei: PROJETO DE LEI Nº 2509 /2013

DISPÕE SOBRE A CRIAÇÃO DO PROGRAMA DE INCENTIVO À PRODUÇÃO DE CERVEJAS E CHOPES ARTESANAIS NO ÂMBITO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
Autor: Deputado LUIZ MARTINS
DESPACHO:
A imprimir e às Comissões de Constituição e Justiça ; de Economia, Indústria
e Comércio; de Tributação, Controle da Arrecadação Estadual e de Fiscalização
dos Tributos Estaduais ; e de Orçamento, Finanças, Fiscalização Financeira
e Controle.

Em 01.10.2013.
DEPUTADO PAULO MELO, PRESIDENTE.
A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RESOLVE:

Art. 1º - Fica criado o programa de incentivo à produção de cervejas e chopes
artesanais no âmbito do estado do Rio de Janeiro.

Parágrafo único - Para a efetivação do programa de que trata o “caput”, fica
autorizada pela Secretaria de Estado de Fazenda, mediante tratamento tributário diferenciado às microcervejarias de crédito presumido, observados os termos e as condições previstos em regulamento, e tributadas pela alíquota máxima de 8% (oito por cento) no Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e de Comunicação - ICMS - que incidir nas saídas de cerveja e chope artesanal, produzidos pelo próprio estabelecimento.

Art. 2º- O benefício do programa fica limitado à saída de 200.000 l (duzentos mil litros) de cerveja ou chope artesanal por mês e abrange a parcela relativa ao imposto retido por substituição tributária.
Parágrafo único - Salvo disposição em contrário, fica autorizada a manutenção integral dos créditos relativos à entrada de bens, mercadoria e serviços.

Art. 3º - Não poderá ser concedido o benefício previsto nesta lei ao contribuinte em débito com a Fazenda Estadual.

Art. 4º - Para efeitos desta lei considera-se:
I - microcervejaria a empresa cuja soma da produção anual de cerveja e chope não seja superior a 3.000.000 l (três milhões de litros), considerados todos os seus estabelecimentos, inclusive aqueles pertencentes a coligadas ou à controladora;
II - cerveja ou chope artesanal o produto elaborado a partir de mosto cujo extrato primitivo contenha, no mínimo, 80% (oitenta por cento) de cevada malteada ou extrato de malte, conforme registro do produto no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Art. 5º- O Poder Executivo regulamentará a presente Lei.

Art. 6º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Plenário Barbosa Lima Sobrinho, 01 de outubro de 2013.

JUSTIFICATIVA

O mercado nacional de cerveja é dominado por praticamente três grandes empresas, que fizeram uso da fusão empresarial para se consolidarem no mercado como corporações praticamente imbatíveis. Porém, se por um lado as grandes indústrias dão prioridade ao volume produzido e seus lucros, ainda existem as chamadas cervejarias artesanais, que primam pelo sabor e a qualidade da bebida.

O diretor do Sindicato das Indústrias de Cervejas e Bebidas de Minas Gerais (Sindbebidas/MG), Marco Antônio Falcone, denuncia que o Governo Federal não oferece nenhum tipo de incentivo para essas pequenas indústrias, pelo contrário, tributa ainda mais o produto final, pois o seu custo é mais elevado, pela qualidade e pelos meios de produção menos sistematizados.

Apesar de toda essa falta de incentivo, as cervejas artesanais apresentam bons resultados no quesito geração de empregos, segundo Falcone. As cervejarias artesanais empregam bem mais mão de obra por litro produzido do que as grandes cervejarias.

Segundo dados do Instituto Lafis, o Brasil é o quarto maior produtor de cerveja do mundo, com produção anual de 9,02 milhões de litros. Os três maiores produtores são: China (30,61), Estados Unidos (23,02) e Alemanha (10,54).

De acordo com dados do SindiCerv, de 2007, o mercado nacional de cerveja é dominado por três grandes marcas: Ambev (68%), Schincariol (13%) e Kaiser/Molson (9%). As outras marcas totalizam 10% do setor. A indústria da cerveja no Brasil consolidou- se a partir da década de 30, quando Brahma e Antártica começaram a se destacar. Com visão futurista, as empresas desde aquela época praticavam o que hoje é comum no mercado: a aquisição de pequenas cervejarias para consolidação de um “império”. Assim, a Brahma, pouco a pouco, incorporou a seu grupo a Skol e a Caracu. A Antártica também seguiu os passos da até então rival, adquirindo a tradicionalíssima Bohemia.

A união das duas corporações, em 1999, resultou na criação da 5ª maior cervejaria do mundo, com domínio absoluto no mercado cervejeiro nacional. Ultrapassando as fronteiras, em 2004, foi anunciada a fusão entre a brasileira Ambev e a belga Interbrew, criando a INBEV, atualmente a maior cervejaria do mundo, responsável por 14% da produção mundial.

A empresa possui mais de 200 marcas em seu portfólio, está presente em 32 países e emprega aproximadamente 85 mil pessoas. Somente em 2004, ano da fusão, foi produzido um total de 202 milhões de hectolitros de cerveja e 31,5 milhões de hectolitros de refrigerante.

Pelos dados produtivos apresentados pelas empresas que praticamente monopolizam o mercado cervejeiro, pode-se chegar à errônea conclusão de que as pequenas cervejarias são obsoletas. Estudos porém afirmam, que são nichos diferentes, portanto não há disputa. São dois mercados, as grandes cervejarias, que priorizam o volume e apresentam produtos similares, basicamente a cerveja pilsen, e as pequenas cervejarias, que trabalham com um setor especial, normalmente as pessoas das classes A e B, que podem consumir uma cerveja mais cara, propriamente voltada para a gastronomia.

O consumo da cerveja artesanal tem crescido cerca de 20% (vinte por cento) ao ano. Poderia estar acontecendo, se houvesse apoio, uma explosão desse mercado, com a criação de mais microcervejarias, que só não saem do papel devido à carga tributária altíssima em um mercado com a possibilidade de franca expansão.

A empregabilidade é um fortíssimo argumento para levantarmos questão. As pequenas cervejarias geram muito mais postos de trabalho que as cervejarias de grande porte. Enquanto em uma microcervejaria é gerado um emprego para cada 50.000 l (cinquenta mil litros) produzidos por ano, nas grandes cervejarias é gerado um emprego para cada 1.000.000 l (um milhão de litros).

Alguns olham o setor de forma equivocada, achando que conceder benefícios fiscais significa incentivar a bebida alcoólica, um produto politicamente incorreto. Mas é importante frisar que as microcervejarias não estimulam a ingestão de quantidade, e sim de qualidade, fato similar com o que ocorre com a indústria do vinho. A cerveja artesanal é, em geral, mais cara que uma cerveja comum porque seus custos de produção são diferentes, o que cria uma barreira natural ao consumo em grande quantidade.

As microcervejarias estão gerando uma cultura cervejeira no Brasil, retomando a história que foi interrompida há algumas décadas quando os grandes grupos adquiriram as pequenas cervejarias. As microcervejarias artesanais proporcionam o incremento da indústria do entretenimento, hoteleira, gastronômica, turística, etc. Muitas cidades têm orgulho de terem uma microcervejaria hoje em dia.

Não há como contestar que a cerveja tem acompanhando a humanidade há mais de 6.000 (seis mil) anos, tratando-se da terceira bebida mais consumida no mundo - atrás da água e do chá - mas é considerada como alimento, devido ao seu alto teor de carboidratos, sendo por isso intitulada pão líquido.

Ao contrário das grandes cervejarias, as microcervejarias têm sua produção artesanal, algumas com estrutura familiar, personalizadas, com a criação e desenvolvimento de estilos e receitas próprias.

Outra diferença é a variedade de sabores e tipos de bebida oferecidos pelas microcervejarias. Trata-se de produto único, que tem um público específico voltado à gastronomia, além de fomentar a economia e promover a geração de empregos, pois a relação pessoal empregado pelo volume de produção é muito superior nas microcervejarias.

O setor das Cervejas Artesanais também desenvolve o setor da indústria de equipamentos, distribuição e revenda de bebidas, além da criação de cursos profissionalizantes de técnicos cervejeiros, mestres cervejeiros, beersomelier, etc. Ou seja, existe uma grande cadeia econômica beneficiada.

Desta forma, buscando incentivar a economia, desenvolver uma indústria que somente tende a crescer e aumentar a oferta de emprego em nosso estado é que apresento o projeto de lei em tela e peço a aprovação de meus nobres pares.



#pelosatelite,#avecesarco,#riodejaneiro,#incentivofiscal

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O mercado de cervejas no Brasil



O MERCADO DE CERVEJAS NO BRASIL:
o momento é de observação.

Por Henrique Oliveira

Se eu pudesse deixar uma daquelas frases de efeito normalmente provenientes de pessoas famosas, diria o seguinte: "O mercado é um comportamento humano. É reflexo do que as pessoas desejam em um determinado momento, utilizando a moeda e o escambo como fontes de troca e representação".

O mercado de cervejas no Brasil vem, na ultima década, apresentando aquecimento de produção e consequente consumo. De 2003 a 2012 o salto da produção foi da ordem de 61%, passando de 8,5 bilhões de litros/ano para 13,7 bilhões. A expectativa para 2017, segundo estudos da empresa pesquisadora de mercados Mintel Group, é que a produção atinja a casa dos 15 bi. O primeiro termômetro apontado - fato consumado - é o poder financeiro de compra do brasileiro que evoluiu nesses dez anos face ao incremento da sua renda. A exemplo disso, lembro-me do caseiro do meu sítio e meu amigo de infância, Ronaldo Pinto, que tem o prazer em poder pagar-me uma cerveja, sempre dizendo: " - Deixa que eu pago essa, patrãozinho, pois agora eu posso!". Adicionalmente, a estabilidade cambial, equivalente ao poder de presumir "quanto valerá o dólar no dia seguinte", também foi fator preponderante para o crescimento, uma vez que as oscilações da moeda estrangeira ficaram mais estáveis aprimorando o planejamento econômico-financeiro das empresas produtoras de cervejas. Matérias-primas como malte, lúpulo e levedo e equipamentos em aço inox são normalmente indexados em dólares, o que compete estudos mais apurados de caixa e investimento. Toda estabilidade, nesse caso é deveras bem-vinda. A inflação, após décadas, atrofiou-se atingindo níveis de um dígito.

Outro fator é que novas marcas e empresas do ramo cervejeiro ingressaram no país com o intuito de atuar fortemente no mercado disponível. Logo após assistirmos o movimento Ambev, presenciamos a aquisição da japonesa Kirin sobre a Schincariol e da holandesa Heineken sobre a Fomento Mexicano S/A – FEMSA do Brasil, ora dona da marca Kaiser. O aumento estrutural do segmento foi também acompanhado pela inserção aproximada de 200 microcervejarias ao longo do mesmo período. O consumidor pôde observar uma diversificação do mix de consumo e de produtos com estilos variados de cervejas e em diferentes embalagens (despertando a curiosidade gastronômica) assim como observou uma diversificação da distribuição, algo aparentemente “novo” no mercado cervejeiro, oferecendo mais meios de acesso a gama de produtos.

Renovou-se o marketing, surgiram as vendas de cerveja on-line, clubes de assinatura de cervejas, associações e confrarias cervejeiras, homebrewers ou cervejeiros caseiros, cursos profissionalizantes em geral, lojas especializadas, novos eventos nacionais de cervejas, além de bares e restaurantes focados em cervejas premium e cardápio gourmet. Livros sobre cerveja e seus derivados citam práticas de harmonização, fabricação, turismo, entre outros, e estão à tona para dar mais informação ao consumidor.  O que se conclui é que toda cadeia produtiva do segmento cervejeiro está trabalhando bastante, em um curto espaço de tempo, para preservar valor e manter o ritmo de crescimento.

Não obstante, o governo participou do processo. Majorou os impostos, compensou parte dos incentivos fiscais de outros setores no segmento de bebidas, e informatizou o sistema de recolhimento fiscal, com direito a antecipação do tributo logo após o seu envase – a chamada Substituição Tributária (ST).

QUEDA NAS VENDAS  EM 2013

Muito se comenta sobre a queda de consumo no mercado de cervejas no cenário atual. O que se observa nesse final do terceiro trimestre de 2013 é um pedido de folego por parte do consumidor final para com o seu poder de compra que viu os preços subirem para níveis menos confortáveis de pagamento, num âmbito geral. A corda no pescoço apertou ainda mais para o setor cervejeiro, com a mudança de comportamento desse cidadão; as leis Seca e do Silêncio reduziram a frequência  do “consumo de celebração”, migrando esse gradativamente para o “consumo de relaxamento”. Explico melhor: antes tomava-se cerveja no bar celebrando com os amigos mais vezes por semana, e agora se toma cerveja em casa, relaxando sozinho e por conta própria. A celebração, sem sombra de dúvidas consome mais tempo, bebida e dinheiro. Já em casa, o consumo atinge patamares mais moderados, a preços módicos...e com mais segurança, tendo em vista os arrastões ocorridos em bares e restaurantes destacando  as grandes metrópoles como São Paulo, com mais de 35 casos nos últimos 6 meses.
Por fim, o câmbio não está mais estável como antes, afetando os preços das commodities que envolvem a cerveja e deixando os produtores menos assertivos quanto ao planejamento futuro. A inflação, acumulada com base no índice IPCA que ronda os 6,3 pontos percentuais nos últimos 12 meses também fez parte desse estresse e essa surge nas “pequenas coisas” que majoram os outros índices oficiais e pioram a percepção e o comportamento do consumidor. Alimentos e bebidas acumulam um aumento na casa dos 24,6%, segundo dados relacionados ao índice.

Por mais que esses desvios sejam pontuais, os fatos não ferem como um todo, o desempenho do segmento. O momento atual é marcado pela sazonalidade (o inverno foi mais rigoroso atingindo inclusive regiões tradicionais de clima quente), eventos esportivos como a Copa das Confederações reduziram os impactos em contra-partida, ou seja; o timming é muito curto e as variáveis são muitas e complexas para se ter um diagnóstico efetivo da situação. Não obstante, tendo em vista que o mercado de cervejas é um dos mais importantes do país, qualquer movimentação adversa sempre cabe atenção e cautela. Vamos ver o comportamento humano nos próximos meses, pois nas circunstâncias, o melhor é observar para melhor planejar. Ainda não há água no chope, mas talvez ele esteja esquentando.

Hertog Jan


Hertog Jan chega no Brasil

A fabricante de cervejas Ambev, do grupo Anheuser Busch -InBev, está ampliando seu portfólio de cervejas importadas. De olho no aumento de sua receita no país, a empresa trouxe ao Brasil a marca holandesa Hertog Jan. Atualmente, a Ambev importa 15 marcas para vender no país, entre elas as belgas Leffe e Hoegaarden, a alemã Franziskaner, a argentina Quilmes, a uruguaia Norteña e outras. A companhia de bebidas tem entre seus principais acionistas o empresário Jorge Paulo Lehmann, o homem mais rico do Brasil.

As vendas da cerveja holandesa serão feitas exclusivamente pelo site Empório da Cerveja, ao preço de 30 reais cada garrafa de 500 mililitros (ml). Em 2013, a Ambev já trouxe ao Brasil a versão "rosée" da belga Hoegaarden e lançará na Oktoberfest, festa da cerveja que acontece em outubro em Blumenau (SC), a Spatten Oktobefest.

Hoje, o mercado de cervejas premium, que inclui as importadas, representa 6% do total de cervejas vendidas pela Ambev. A meta da empresa é aumentar essa participação para 8% em 2014, conforme informou a empresa ao site de VEJA.



Hertog Jan (pronúncia em holandês: [ˈɦɛrtɔx ˈjɑn]) é uma cervejaria nos Países Baixos. Originalmente, a Hertog Jan era apenas uma marca, pertencente ao distribuidor De Kikvorsch em Deest. Sob essa marca, vários tipos de cerveja foram lançados, sendo todas as de fermentação superior produzidas no Arcense Stoombierbrouwerij em Arcen. No início dos anos 1980, a cervejaria desempenhou um papel importante no renascimento da cultura cervejeira na Holanda. Em 1995, tornou-se parte do grupo internacional Interbrew (depois InBev, agora Anheuser–Busch InBev) e, em 1998, foi renomeado para Hertog Jan Brouwerij. A cervejaria leva o nome de João I, Duque de Brabante.

Meus grifos: Tem na Mamãe Bebidas em BH.
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