4ª Copa Capixaba de Cerveja Artesanal terá festa com chope
liberado
Edição mais concorrida do evento, promovido pela Associação
das Indústrias de Cerveja Artesanal do Espírito Santo (AICERVA), teve 320
rótulos inscritos
A qualidade da cerveja artesanal produzida no EspíritoSanto, que tem hoje mais de 40 cervejarias registradas, será celebrada com um
grande evento, nesta semana, em Vitória. É a 4ª Copa Capixaba de Cerveja
Artesanal, que chega à sua edição mais disputada, alcançando a marca de 320
rótulos inscritos — 10% a mais do que no último ano.
Realizada pela Associação das Indústrias de Cerveja
Artesanal do Espírito Santo (AICERVA), a Copa acontecerá entre 20 e 22 de
novembro, com dois dias dedicados ao julgamento das amostras por um júri
cervejeiro especializado, e um dia de festa na Casa do Turismo Capixaba, com
música ao vivo, 15 estilos de cerveja e bufê de comida de boteco liberados. Os
ingressos já estão à venda (veja detalhes no final da matéria).
Os rótulos de cerveja artesanal inscritos serão avaliados
pelos jurados de acordo com os critérios estabelecidos pelo Guia de Estilo de
Cerveja da Brewers Association (BA) 2025. As avaliações serão feitas às cegas,
garantindo total imparcialidade, e o júri terá acesso apenas às informações
fornecidas pelas cervejarias no momento da inscrição. Cada cerveja será julgada
conforme seu estilo e poderá receber medalhas de ouro, de prata ou de bronze.
4ª COPA CAPIXABA DE CERVEJA ARTESANAL
Julgamento técnico: 20 e 21 de novembro de 2025
Festa de premiação: 22 de novembro de 2025 (sábado), às 20h
Onde: Casa do Turista Capixaba (Salão Nobre do Saldanha da
Gama). Av. Marechal Mascarenhas de Moraes, 705, Forte São João, Vitória
Quanto: R$ 220 por pessoa (R$ 180 por pessoa para associados
da AICERVA). Ingresso com direito a chope liberado (20 torneiras +15 estilos de
cerveja), bufê livre de comida de boteco e show com Marcelo Ribeiro. Vendas de ingresso e mais informações: (27) 99707-1022 e
@copacapixabadecervejaartesanal (Instagram).
Melhor cerveja artesanal do Brasil é feita em Santa Catarina
A final da quarta Copa Cerveja Brasil, concurso independente
de cervejas artesanais realizado pela Associação Brasileira de Cerveja
Artesanal (Abracerva) na sexta-feira (6), elegeu a Alma Mater, da Cervejaria
Stannis como a melhor cerveja artesanal do Brasil em 2024. A bebida é
classificada como uma cerveja sour e selvagem, de aspecto claro e de
fermentação mista.
Com sede na cidade de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, a
cervejaria afirma que a bebida premiada é resultado de uma blond ale fermentada
com levedura convencional e levedura Brettanomyces.
A final da quarta Copa Cerveja Brasil teve a cerveja Canoa
Quebrada, produzida pela 277 Craft Beer, de Foz do Iguaçu (PR), como segunda
colocada. A receita tem adição de caju e leva malte de trigo.
Dispõe sobre a comercialização e o consumo de bebida
alcoólica nos estádios de futebol localizados no Estado e
dá outras providências.
O GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAIS,
O Povo do Estado de Minas Gerais, por seus representantes, decretou e eu, em seu nome, promulgo
a seguinte Lei:
Art. 1º A comercialização e o consumo de bebida alcoólica nos estádios de futebol localizados no
Estado serão permitidos desde a abertura dos portões para acesso do público ao estádio até o final do intervalo
entre o primeiro e o segundo tempo da partida.
Art. 2º Cabe ao responsável pela gestão do estádio de futebol definir os locais nos quais a comercialização
e o consumo de bebidas serão permitidos.
Parágrafo único. É vedado comercializar ou consumir bebida alcoólica nas arquibancadas e cadeiras
do estádio.
Art. 3º O descumprimento do disposto nos arts. 1º e 2º desta Lei sujeita o infrator às seguintes
penalidades, sem prejuízo da aplicação da Lei Federal nº 8.078, de 11 de setembro de 1990:
I – se consumidor, retirada das dependências do estádio e multa no valor de até 500 Ufemgs (quinhentas
Unidades Fiscais do Estado de Minas Gerais);
II – se fornecedor, advertência escrita e multa no valor de até 5.000 (cinco mil) Ufemgs.
Parágrafo único. A multa a que se refere este artigo poderá ser aplicada em dobro, em caso de reincidência,
assegurado o devido processo administrativo.
Art. 4º Fica autorizada a instalação de sistemas de reconhecimento facial nos estádios de futebol
localizados no Estado.
Art. 5º VETADO.
Art. 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Palácio Tiradentes, em Belo Horizonte, aos 5 de agosto de 2015; 227º da Inconfidência Mineira e
193º da Independência do Brasil.
FERNANDO DAMATA PIMENTEL
Cervejas nos Estádios de Minas: Volta? Volta! Volta! Volta!
Agora só falta a sanção do governador Fernando Pimentel para
a volta das cervejas aos palcos do futebol mineiro. A Assembleia Legislativa de
Minas Gerais (ALGM) aprovou nesta terça-feira, em segundo turno, o projeto de
lei que libera a venda de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol. A votação registrou
35 votos favoráveis e 15 contrários. Esse é um passo decisivo para o retorno
das cervejas aos palcos esportivos. A tendência é que Pimentel analise o caso
em 15 dias. Assim, ser for sancionada pelo governador, as bebidas alcoólicas já
estarão à venda nas arenas do estado em agosto.
O projeto original permite a venda e o consumo de bebidas
alcoólicas nos estádios durante o primeiro tempo da partida e nos 15 minutos
correspondentes ao intervalo. A regra se estende a uma área de 500 metros em
torno dos estádios.
Ficará sob responsabilidade dos gestores das arenas definir
os locais nos quais a comercialização e o consumo de bebida serão permitidos,
sendo vedada a prática nas arquibancadas e cadeiras.
Segundo o líder do governo na Assembleia Legislativa, Durval
Ângelo (PT), o governador ainda não tem uma posição oficial sobre o texto da
"Lei da cerveja". Pimentel analisará a lei do ponto de vista
jurídico, entre outros aspectos. Para Durval, a lei não fere o Estatuto do
Torcedor - considerado um ponto polêmico pelo Ministério Público -, uma vez que
a venda de bebidas alcoólicas foi liberada durante a Copa do Mundo e estados
como Bahia e Rio Grande do Norte, por exemplo, permitem a comercialização de
cervejas em qualquer evento esportivo.
O Estatuto do Torcedor (Lei 12.299/2010), no artigo 13-A do
texto, considera ilegal a entrada e permanência nas arenas com "bebidas ou
substâncias proibidas ou suscetíveis de gerar ou possibilitar a prática de atos
de violência".
O autor do projeto de lei, Alencar da Silveira Júnior (PDT),
confia no, segundo ele, “bom senso do Ministério Público”, que já se posicionou
contrário à medida: “Ele (promotor Leonardo Barbabela) vai ter que levar em
conta o que está acontecendo nos estádios. Acho que, no fim, ele vai ter o bom
senso de ler a lei e vai acabar tomando uma cervejinha no estádio também”,
brincou o deputado.
Um projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa pretende trazer de volta a bebida alcoólica para os estádios esportivos mineiros de uma forma inusitada. Para dar um drible na legislação federal e marcar o gol que parte dos torcedores espera, o deputado estadual Anselmo José Domingos (PTC) quer decretar, pela lei, que a cerveja, preferência nacional dos brasileiros e uma das principais companhias dos frequentadores assíduos dos jogos de futebol, não é capaz de provocar atos violentos do consumidor.
O alvo é a Lei 12.299/10, o Estatuto do Torcedor, que considera ilegal a entrada e permanência nos estádios com bebidas ou substâncias “proibidas ou suscetíveis de gerar ou possibilitar a prática de atos de violência”. Segundo parágrafo único do projeto de lei de Anselmo Domingos, a cerveja “não é bebida suscetível de gerar ou possibilitar a prática de atos de violência em estádios, arenas desportivas e eventos desportivos”.
Já o assunto e o primeiro artigo da proposta trazem praticamente uma definição de dicionário: “Define-se cerveja como uma bebida alcoólica carbonatada, produzida através da fermentação de materiais com amido, principalmente cereais maltados como a cevada e o trigo, incluindo água como parte importante no processo e, em algumas receitas, lúpulo e fermento, além de outros temperos, como frutas, ervas e outras plantas”.
“A gente, na realidade, faz uma redundância apenas para confirmar que cerveja é uma bebida alcoólica que não é capaz de gerar violência”, explicou o autor do texto. O parlamentar disse ter corrido para apresentar o projeto, que ainda pode ser aperfeiçoado. O projeto de Anselmo vai ser apreciado em conjunto com outro, de autoria de Alencar da Silveira Junior (PDT), que delimita o período em que a venda poderá ocorrer durante as partidas de futebol. Segundo Anselmo Domingos, sua versão é mais ampla, trazendo uma visão diferente do projeto ao qual foi anexado.
Alencar propõe que a bebida seja liberada nos primeiros 45 minutos de jogo e no intervalo, proibindo a venda e o consumo em dias de jogos a partir do primeiro minuto do segundo tempo. A regra, que enquadra os 500 metros do entorno das arenas, valerá para as dependências de estádios da administração pública direta e indireta do estado. Alencar diz que seu projeto atende interesses do esporte mineiro, “motivando o retorno aos estádios dos que abandonaram em face ao perigo que a violência representa para a sua integridade física”.
Outro projeto anexado ao de Alencar foi o de Gustavo Valadares (PSDB), que prevê a regulamentação da venda de bebidas alcoólicas durante todo o tempo das partidas. A restrição é que sejam cerveja, chope ou afins e que o recipiente tenha até 500 ml. Anselmo Domingos acredita que o projeto de Alencar esteja com as discussões mais avançadas. “Vou trabalhar pelo meu, mas o projeto do Alencar tem preferência nisso. Se ele acertar, a gente recua e vamos aprovar o dele”, afirmou. O projeto de lei que autoriza as bebidas está na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia.
Os deputados estaduais já tentaram aprovar a liberação da bebida em legislaturas anteriores, mas o tema é sempre polêmico na Casa. No início de junho, a Comissão de Esporte, Lazer e Juventude fez uma audiência pública para discutir o assunto. O Supremo Tribunal Federal ainda deve se posicionar em ações diretas de inconstitucionalidades sobre leis aprovadas nos estados da Bahia e Espírito Santo.
RETROCESSO
Em audiência pública na Câmara Municipal de Belo Horizonte sobre a venda de bebida alcoólica em estádios, o promotor de Justiça Fernando Abreu afirmou que a liberação representaria um retrocesso. “O consumo de álcool potencializa a violência e aumenta o número de ocorrências nos jogos. Toda e qualquer medida favorável à comercialização interna é um retrocesso”, disse.
O gerente de operações do consórcio Minas Arena, que administra o Mineirão, Severiano Braga, reforçou a experiência negativa da venda de bebidas alcoólicas na Copa do Mundo. “Não vimos cenas boas. Bares foram saqueados, pais perderam os filhos. Ela (a bebida) potencializa reações violentas”, contou. “Se foi liberada, tem que haver mecanismos de controle e regras”, completou. Debate
A venda de bebidas alcoólicas em estádios divide vereadores de BH, onde tramitam projetos proibindo e também permitindo o comércio em eventos esportivos. Ontem, o assunto foi tema de audiência pública. O subcomandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, major Marcelo Campos Pinheiro, afirmou que a corporação é contra a venda dentro e fora dos estádios. “A PM é contra qualquer uso. Os torcedores entram no estádio alcoolizados e faltando poucos minutos para o jogo. É complicado 10 mil pessoas querendo entrar na mesma hora. Estamos tendo problema no acesso”, afirma. Já o secretário municipal adjunto de Fiscalização de BH, Alexandre Salles Cordeiro, defende a liberação e reconhece que a fiscalização é pequena perto do número de ambulantes. “A prefeitura também é a favor que se libere a esplanada do Mineirão para se colocar uma feira de alimentos”, diz.
Clubes da capital apoiam a volta da venda de cerveja nos estádios
Proibida desde 2007 em Minas Gerais, a comercialização de bebidas alcoólicas dentro e no entorno dos estádios de futebol e demais praças esportivas conta com o apoio dos clubes e da Federação Mineira de Futebol (FMF).
Autor do projeto de lei que regulamenta a venda de bebidas alcoólicas, o deputado estadual Alencar da Silveira Jr. (PDT), que também é um dos presidentes do América, reuniu-se com dirigentes de Cruzeiro, Atlético e FMF em um badalado restaurante de Belo Horizonte.
Otimista com a tramitação da pauta na Assembleia, Alencar crê que mais de 50 dos 77 parlamentares votarão a favor. Ele estima que a cerveja volte a ser comercializada nos estádios já no segundo semestre.
O presidente do Atlético, Daniel Nepomuceno, classifica como “irracional” a proibição, alegando que torcedores consomem cerveja até a hora do início das partidas, nas imediações.
Já para o Cruzeiro, a volta da venda dentro do Mineirão será importante para o aumento da receita do clube em dias de jogos e para evitar confusões durante a entrada dos torcedores.
Oposição ao projeto
O deputado Antonio Jorge (PPS), opositor ao projeto, afirma que é hipocrisia “tratar a cerveja como refrigerante”. Presidente da Comissão de Combate ao Crack e Outras Drogas, ele se baseia no artigo 13 do Estatuto do Torcedor, que determina a proibição de “portar objeto, bebida ou substância proibida ou susceptível de gerar ou possibilitar a prática de atos de violência”.
Já de acordo com o professor de direito desportivo, Gustavo Lopes Pires, o Estatuto não proíbe a cerveja. “Não há estudos que provem que a cerveja esteja ligada à violência”, explica. Foto: freepik
O novo presidente da CBF disse que vai lutar pela liberação de cervejas nos estádios de futebol. Para Marco Polo Del Nero, em entrevista o ESPN.com.br, a bebida tem de ser permitida antes do início das partidas e somente no espaço dos bares das arenas.
"Estamos vendo isso também. Conversando. Tem de trabalhar. Eu sou favorável à liberação da bebida, da cerveja, mas que seja tomada só no bar, não na cadeira. Na cadeira tem de ser proibido levar o copo. Mas antes, qual o problema [de ter cerveja]?", disse o dirigente.
"Futebol é entretenimento. É isso. Tem que fazer o torcedor chegar uma hora antes, se divertir. Toma uma cervejinha... O que eles têm feito: bebem na rua, no bar da esquina e lá tem pinga, bebida mais forte. Então, dentro do estádio eles só estariam bebendo cerveja", completou.
Preços em Estádios durante a Copa irão aquecer os cartões de crédito
Tudo pronto para refrescar-se durante os jogos da Copa (para aqueles que irão aos estádios).
Garanto que os "esquentas" antes dos jogos será o mais bacana! Prepare o bolso! Aceita-se cartões de crédito! Budwiser sairá a R$ 13,00! A cerveja no estádio terá um gosto um pouco mais amargo...no bolso.