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quarta-feira, 18 de julho de 2018

Cervejaria Golen Profana


Sebrae e Microcervejeiros: Histórias de Sucesso

Cristiam Nazareno da Rocha, cervejeiro de Juiz de Fora e membro da ACervA Mineira, apresenta uma breve história de sua vida e da sua Cervejaria Profana, com apoio do Sebrae-MG. Seu famoso Bar "Boi Na Curva", especializado em caldos se modificou e ampliou a sua atuação, graças as cervejas premiadas desenvolvidas por esse incrível cervejeiro.  Nas palavras do mestre "A cerveja Profana surgiu enaltecendo o lado bom da vida. Como no primeiro milagre do criador, o sagrado e o profano são dois lados da mesma garrafa."

Antes de colocar a sua fábrica em prática, Cristiam estudou, pesquisou mercados, conheceu modelos e planos de negócios. Em 2002, frequentou o Empretec (seminário de empreendedorismo desenvolvido pela ONU e aplicado no Brasil exclusivamente pelo Sebrae) e a partir dalí, não parou mais.

Aliás, Juiz de Fora tem produzido cervejas incríveis, com roteiro gastronômico que vale a pena conhecer.

Veja como ficou essa história!  

Parabéns Cristiam!




terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Cerveja Benta

Padre produz cerveja artesanal em convento de Juiz de Fora, MG

A cerveja Hofbauer é uma homenagem a São Maria Hofbauer, santo austríaco da Congregação do Santíssimo Redentor.

Os fiéis talvez nem imaginem, mas no porão da Igreja de Nossa Senhora da Glória, na cidade mineira de Juiz de Fora, funciona sabe o quê? Uma fábrica de cerveja artesanal. E o melhor: cerveja abençoada.
A cerveja é a produzida pelo padre Flavio. Hofbauer: a cerveja do convento. Uma homenagem a São Maria Hofbauer, santo austríaco da Congregação do Santíssimo Redentor. Parece inédito, mas a cena já foi muito comum antigamente.
“Ela compunha o almoço no cotidiano da comunidade. A Igreja nunca viu como uma incoerência o consumo da cerveja com a convivência comunitária, com a fé”, conta o padre Flávio Leonardo Campos.
Se já é curioso um padre fazer cerveja tem mais um detalhe que também chama a atenção: o local onde a cerveja é feita. A cervejaria fica dentro de um convento, construído por religiosos holandeses da Congregação Redentorista no fim do século XIX.
“É a primeira vez que eu vejo falar que tem cerveja na igreja. Eu não sabia”, diz o aposentado Afonso Oliveira.
“Não estou sabendo disso, não”, admite a dona de casa Maria Helena Castro.
“Nós temos a nossa novena. Cervejaria nós não temos não”, afirma a aposentada Maria Ferreira.
Pouca gente conhece porque a produção é pequena, feita duas vezes ao ano para o consumo dos padres.
“Os irmãos holandeses passaram para os irmãos brasileiros e ela parou com o irmão Geraldo em 1994. Então, de 1994 a 2009, houve um espaço em que ninguém aprendeu, ninguém produziu. E recolocar em funcionamento a cervejaria foi ter um pouquinho de paciência para entender como funcionava, ter um equipamento que, mesmo outros que produzem hoje, desconhecem o funcionamento”, conta o padre Flávio.
Na Idade Média, a cerveja era fabricada por religiosos em mosteiros e conventos. “É uma forma bem antiga de produção”, esclarece o padre.
Antiga e 100% manual. O padre tem que fazer força para bombear a cerveja e para engarrafar também. Para retomar a produção, ele contou com a receita original e com a ajuda de cervejeiros da cidade.
“O primeiro grande desafio foi desvendar um processo de produção em um equipamento de 120 anos e que, apesar de toda essa defasagem tecnológica e temporal, é um equipamento extremamente eficiente. Tem uma herança cultural muito grande, não só para Juiz de Fora, Minas Gerais, como para o Brasil todo. Nós não temos notícia de outra produção dessa operando hoje fora da Europa”, diz o cervejeiro Cristiam Rocha.
O Ritual Romano é o livro que reúne os livros da Igreja Católica. Nele tem uma bênção dedicada à cerveja. Confira no vídeo acima.
“Do que vale você ter um patrimônio histórico como esse e ele ser parado, morto? Então, ele está aqui para produzir cerveja”, define o padre Flávio.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Cerveja Artesanal em Juiz de Fora


Juiz de Fora e região vem se destacando na produção de cervejas artesanais

Não se pode negar: Viajar é sempre bom demais! Esta semana estou na Região da Zona da Mata Mineira, passando por cidades como Ubá, Muriaé, etc. e penoitando em Juiz de Fora. Na oportunidade, nada melhor rever os amigos. E desta vez fui prestigiar o meu amigo cervejereiro Cristiam Nazareno Rocha, um dos mais premiados cervejeiros caseiros no Brasil, detentor da marca Profana. Cristiam já papou um segundo lugar no Concurso da ACervA Mineira e um primeiro na ACervA Carioca, entre outros concursos locais.

Mas o bacana mesmo foi conhecer o bar que pertencia ao pai dele, o "Boi na Curva" famoso na cidade por servir caldos especiais. E vou te dizer uma coisa: É nostálgico ao visitar o local. O bar está em um antigo prédio e o cenário lembrar os botiquims do interior. No centro do bar um conjunto de panelões liberam os mais diversos aromas dos caldos, destacando o caldo de inhame com linguiça, o caldo de rabada, a canjiquinha e o tradicional da casa - "boi na curva" feito com carne de panela e mandioca. Naturalmente, para harmonizar as cervejas Profana descem goela abaixo com muito frescor! Da chopeira fui prestigiado com um Weiss de espuma cremosa e toques de cravo.

Das garrafas tomei a Profana Volúpia, uma cerveja no estilo Bock digna de respeito por parte dos mais tradicionais cervejeiros germânicos. E para finalizar, dividimos uma garrafa de American IPA. Essa em atenção ao Cristiam eu não vou tercer aqui os meus comentários por que podem ser comprometedores! Já o informei pessoalmente o que encontrei na misteriosa garrafa. A Doppel Bock ficou para uma outra visita que em breve formalizarei no mesmo local com muito louvor.

*****

Juiz de Fora vem resgatando com rapidez e seriedade as cervejas artesanais feitas por micros e cervejeiros caseiros. Em parceria com o SEBRAE, foi feito o Guia das Cervejas Artesanais de Juiz de Fora e Região, destacando algumas das cervejarias aqui em franco crescimento. Menciono: Mr. Tugas, Alvânia, Arthorius, Profana, Barbante, Artez, Eon, Timboo e Antuérpia. Um verdadeiro turismo gastronômico.

Um Brinde!

Foto: divulgação.
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