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terça-feira, 30 de junho de 2026

Festival da Cerveja Mineira

Festival da Cerveja Mineira: O Que Esperar Desse Evento Que Move A Cultura Cervejeira

Juiz de Fora se consolidará como a capital mineira do lúpulo e do malte em agosto de 2026 com a chegada do aguardado Festival da Cerveja Mineira, evento ápice inserido na programação oficial da Semana da Cerveja Mineira 2026. Marcado para acontecer entre os dias 24 e 30 de agosto*, o encontro promete movimentar o turismo, fomentar o desenvolvimento econômico e celebrar a rica cultura de produção artesanal do estado.

O festival dá sequência ao sucesso da tradicional Festa da Cerveja de Juiz de Fora (cuja 5ª edição ocorreu em maio no Estádio Municipal) e expande o horizonte para atrair produtores, mestres cervejeiros e entusiastas de todas as regiões de Minas Gerais.

Sabores Premiados e Diversidade de Rótulos

Os visitantes do festival poderão degustar centenas de rótulos que vão desde as tradicionais Pilsen e IPA até receitas sazonais complexas, como Sours e Stouts. A Zona da Mata chega com forte representatividade regional por meio de marcas consagradas nas torneiras pela Unicerva ZM, como Antuérpia, Profana e Mr. Tugas. O evento também se torna uma vitrine para a rica história local. Estão previstas participações de marcas históricas e condecoradas, a exemplo da Hofbauer — cervejaria artesanal mantida há mais de 130 anos por religiosos no porão da Igreja da Glória e recém-premiada com medalha de ouro internacional.

Negócios e Conectividade no Setor

Mais do que uma grande festa de degustação, a semana terá foco estratégico em negócios e desenvolvimento econômico. O setor cervejeiro mineiro se reunirá para painéis técnicos sobre inovação em insumos e tecnologia de resfriamento.

Fóruns de debate focados no crescimento sustentável da cadeia produtiva local, serão uma oportunidade ímpar. Refletindo as demandas atuais do mercado de grandes eventos, o festival adotará um modelo ecológico rígido. Seguindo a iniciativa pioneira da cidade, não haverá a distribuição de copos descartáveis de plástico. O público presente será incentivado a levar seus próprios recipientes de casa ou a adquirir o copo oficial retornável do festival, minimizando drasticamente a produção de resíduos ao longo dos sete dias de programação.

A combinação de fomento comercial, sustentabilidade e paixão pelo copo cheio promete firmar o Festival da Cerveja Mineira como um dos maiores marcos do calendário turístico, festivo e econômico de Juiz de Fora em 2026.

*-certifique-se da programação e a data do evento. Foto: divulgação.

segunda-feira, 21 de outubro de 2024

Roteiro Gastronômico

 

“Caminhando pela História” leva turistas a mais duas cervejarias artesanais de Juiz de Fora

Por: Setur Juiz de Fora

O projeto “Caminhando pela História” da Secretaria de Turismo (Setur) promoveu visitas guiadas e degustação em duas cervejarias artesanais de Juiz de Fora na última semana. A Cervejaria Gavioli sediou o tour da quinta-feira, 17, e a Cervejaria Hofbauer o da sexta-feira, 18. Ao todo, 23 pessoas participaram das visitas.

A visita à Cervejaria Gavioli foi conduzida pelo mestre cervejeiro Thales Gavioli, que mostrou as etapas da produção das bebidas fermentadas. A Gavioli começou como cervejaria cigana em 2017 e consolidou a própria fábrica em 2019, sempre mantendo a tradição da receita de família. Depois de conhecer a fábrica, os visitantes conheceram os sabores das diversas bebidas no momento da degustação.

Já a visita à Hofbauer foi guiada pelo padre Jonas Pacheco, que contou detalhes sobre a tradição de produzir cervejas nos conventos, costume herdado dos missionários holandeses que chegaram na cidade no final do século 19, enquanto mostrava a estrutura de fabricação da cerveja mais abençoada de Juiz de Fora. Ao final do tour, os visitantes puderam degustar algumas das produções artesanais da Hofbauer, incluindo a receita original que segue a mesma desde a fundação do convento.

Nesta semana, o “Caminhando pela História” segue com visitação guiada por mais duas cervejarias. As vagas são limitadas a 20 pessoas por visita e os ingressos são gratuitos.

Meus grifos: Minas Gerais, diferente de São Paulo e Rio de Janeiro, não é concentrada em sua capital, em termos de cervejarias. Hádiversos polos no estado que merecem ser conhecidos. Entre esses polos, destaca-se o da Zona da Mata, mais precisamente em Juiz de Fora. Cidade incrível, vale a pena conhecer o capricho que os microcervejeiros levam em suas produções. Cervejarias como Antuérpia, BR040/Profana, Mr. Tugas, Timboo, Hofbauer, Gavioli, Bravo Beer, Carioca do Brejo, Barbante, são algumas das beldades a serem conhecidas. Trata-se de um roteiro cervejeiro imperdível.

Saiba mais em: https://www.pjf.mg.gov.br/noticias/view.php?modo=link2&idnoticia2=84683

#pelosatelite #avecesarco #turismocervejeiro

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Cerveja Benta

Padre produz cerveja artesanal em convento de Juiz de Fora, MG

A cerveja Hofbauer é uma homenagem a São Maria Hofbauer, santo austríaco da Congregação do Santíssimo Redentor.

Os fiéis talvez nem imaginem, mas no porão da Igreja de Nossa Senhora da Glória, na cidade mineira de Juiz de Fora, funciona sabe o quê? Uma fábrica de cerveja artesanal. E o melhor: cerveja abençoada.
A cerveja é a produzida pelo padre Flavio. Hofbauer: a cerveja do convento. Uma homenagem a São Maria Hofbauer, santo austríaco da Congregação do Santíssimo Redentor. Parece inédito, mas a cena já foi muito comum antigamente.
“Ela compunha o almoço no cotidiano da comunidade. A Igreja nunca viu como uma incoerência o consumo da cerveja com a convivência comunitária, com a fé”, conta o padre Flávio Leonardo Campos.
Se já é curioso um padre fazer cerveja tem mais um detalhe que também chama a atenção: o local onde a cerveja é feita. A cervejaria fica dentro de um convento, construído por religiosos holandeses da Congregação Redentorista no fim do século XIX.
“É a primeira vez que eu vejo falar que tem cerveja na igreja. Eu não sabia”, diz o aposentado Afonso Oliveira.
“Não estou sabendo disso, não”, admite a dona de casa Maria Helena Castro.
“Nós temos a nossa novena. Cervejaria nós não temos não”, afirma a aposentada Maria Ferreira.
Pouca gente conhece porque a produção é pequena, feita duas vezes ao ano para o consumo dos padres.
“Os irmãos holandeses passaram para os irmãos brasileiros e ela parou com o irmão Geraldo em 1994. Então, de 1994 a 2009, houve um espaço em que ninguém aprendeu, ninguém produziu. E recolocar em funcionamento a cervejaria foi ter um pouquinho de paciência para entender como funcionava, ter um equipamento que, mesmo outros que produzem hoje, desconhecem o funcionamento”, conta o padre Flávio.
Na Idade Média, a cerveja era fabricada por religiosos em mosteiros e conventos. “É uma forma bem antiga de produção”, esclarece o padre.
Antiga e 100% manual. O padre tem que fazer força para bombear a cerveja e para engarrafar também. Para retomar a produção, ele contou com a receita original e com a ajuda de cervejeiros da cidade.
“O primeiro grande desafio foi desvendar um processo de produção em um equipamento de 120 anos e que, apesar de toda essa defasagem tecnológica e temporal, é um equipamento extremamente eficiente. Tem uma herança cultural muito grande, não só para Juiz de Fora, Minas Gerais, como para o Brasil todo. Nós não temos notícia de outra produção dessa operando hoje fora da Europa”, diz o cervejeiro Cristiam Rocha.
O Ritual Romano é o livro que reúne os livros da Igreja Católica. Nele tem uma bênção dedicada à cerveja. Confira no vídeo acima.
“Do que vale você ter um patrimônio histórico como esse e ele ser parado, morto? Então, ele está aqui para produzir cerveja”, define o padre Flávio.
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