quarta-feira, 2 de abril de 2025
Johnnie Walker Comercial
segunda-feira, 31 de março de 2025
Gases de Efeito Estufa em Cervejarias
Cerveja ou leite?
Estudo propõe refletir sobre bebidas de consumo humano
considerando a emissão de gases de efeito estufa em sua produção e o valor
nutricional de cada uma delas
Por Luiz Josahkian* para a Globo Rural
29/01/2025
O ano de 2023 foi um recorde, mas não para ser comemorado.
Foi o ano mais quente nos 174 anos de história do planeta em que as
temperaturas têm sido aferidas. Dados da Organização Meteorológica Mundial
indicam 1,4 °C acima da média histórica,
muito próxima de 1,5 °C, o ponto limite em que não haverá mais retorno para evitar os efeitos do aquecimento global.
Se isso não for motivo para não comemorar o recorde, o ano
de 2024 é um forte candidato para desbancar o breve reinado de 2023. Atingir
essa marca, contudo, não é irremediável, mas liga o alerta dos organismos
internacionais d vigilância do clima e traz a baila o fraco discurso da COP28,
realizada em Dubai, cujo ponto central foi a transição do uso dos combustíveis
fósseis para fontes de energia limpa.
Embora o acordo final, assinado por quase 200 países, seja
emblemático sob o ponto de vista do reconhecimento dessa necessidade, não houve
compromissos quantificáveis e com prazos a serem cumpridos, uma lacuna do
acordo criticada por muitos. Mas sabemos que será um longo processo, uma
reconfiguração da economia mundial, uma remodelação dos negócios e na forma
como a sociedade fará suas escolhas de consumo. Esse Novo Mundo estabelecerá
paradigmas diferentes, inaceitáveis nos padrões atuais. Falar sobre eles agora
seria quase irônico, mas as transformações em escala global instituíram
parâmetros de decisão queiram nos tirar da zona de conforto.
Só como exemplo, e lembrando do que podemos optar para
deixar de fazer quase tudo, menos o de nos alimentar, vejamos a questão da
produção de alimentos sobre a perspectiva proposta por SMED-MAN et al. (Disponível
em HTTPS://doi.org/10.3402/fnr.v54i0.5170) em um artigo intitulado “Nutriet
Density of Beverages e Relation to Climate Impact”. Os autores nos propõe
refletir sobre a produção de algumas bebidas de consumo humano sobre um ponto
de vista relativo entre o total de emissão de gases de efeito estufa (GEE) em
toda a sua cadeia de produção e o valor nutricional de cada uma delas. Em
outras palavras, é uma forma de avaliar o custo-benefício do ponto de vista
humano no impacto climático.
Para tanto, criar um índice em que a densidade nutricional
de cada produto (levando em conta 21 nutrientes essenciais) era comparado com a
taxa de emissão de GEE medido em toda a sua cadeia de produção (produção,
manufatura, embalagem e distribuição.) Denominaram esse indicador de NDCI (Nutriet
Density to Climate Impact.) Foram avaliados leite, refrigerante, suco de laranja, cerveja, vinho tinto, água mineral, bebida de soja e bebida de aveia. Infelizmente,
para os apreciadores, refrigerante, vinho e cerveja apresentar os piores
índices, porque, além das maiores taxas de emissão de GEE, seus valores
nutricionais se aproximam de zero.
O suco de laranja e bebidas de soja foram equivalentes em
uma zona intermediária, como a ligeira vantagem do ponto de vista nutricional
para o suco de laranja. O leite, por sua vez, apresentou o melhor NDCI, praticamente
o dobro da bebida de soja e 53 vezes superior ao da cerveja e do vinho. Então, que
opções faremos no futuro: cerveja ou leite?
Luiz Josahkain é Zootecnicista, professor de melhoramento
genético e superintendente técnico da Associação Brasileira dos Criadores de
Zebu (ABCZ).
segunda-feira, 17 de março de 2025
Guerra Comercial de Champanhe
Com o sabre no pescoço: Crise em Champanhe, na França: na
terra de Dom Pérignon, Veuve Clicquot e Moët & Chandon só se fala na
taxação de 200% de Trump
Importações de champanhe francesa
nos EUA chegam quase a US$ 1 bilhão por ano
Por The New York Times — Épernay,
França
Os produtores de champanhe na
França vendem quase US$ 1 bilhão para os EUA todos os anos, mas, na
sexta-feira, em Épernay, a capital mundial do espumante, o único número na boca
de todos era 200.
Foi mais um capítulo da guerra
comercial iniciada por Trump, depois que a União Europeia (UE) contra-atacou a
elevação de tarifas sobre aço e alumínio com suas próprias tarifas sobre
produtos dos EUA.
A ameaça de uma tarifa de três
dígitos caiu como um raio em Épernay, assustando trabalhadores, produtores e as
lojas da Avenue de Champagne, o boulevard central da cidade.
— Uma tarifa de 200% tem o
objetivo de garantir que nenhum Champagne seja enviado para os EUA — disse
Calvin Boucher, gerente da Michel Gonet, uma casa que está há 225 anos na
avenida.
Com 20% a 30% das 200 mil
garrafas que produz anualmente exportadas para comerciantes e restaurantes
americanos, a empresa teria seu negócio “esmagado”, afirmou Boucher. O preço de
um champanhe de US$ 125 mais que triplicaria da noite para o dia.
Dom Pérignon, Veuve Clicquot e
Moët & Chandon respondem por um terço das vendas
As maiores casas — incluindo Dom
Pérignon, Veuve Clicquot e Moët & Chandon, pertencentes ao conglomerado de
luxo LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton — dominam a produção, as exportações e
representam um terço das vendas totais.
Consumo em queda
A produção de champanhe já havia enfrentado um ano difícil, com o clima ruim reduzindo a colheita. O consumo vem diminuindo, à medida que os jovens têm mudado seus hábitos, passando a preferir coquetéis e cervejas artesanais. As vendas de champanhe caíram desde a pandemia, com uma queda de 9% no ano passado.
Impacto em negócios nos EUA
O dano de uma guerra comercial se
espalharia muito além das casas de champanhe, atingindo importadores e
distribuidores americanos e colocando em risco diversos pequenos negócios.
Michael Reiss, presidente da
Vineyard Road, um pequeno distribuidor de Framingham, Massachusetts, que
importa champanhe e vinhos da Europa e os distribui no Nordeste dos EUA, disse
que pequenos negócios como o dele, incluindo restaurantes e lojas de varejo,
seriam “muito prejudicados”.
O ambiente comercial imprevisível
poderia forçar as empresas a cancelar investimentos planejados, acrescentou
ele. Além disso, as tarifas aplicadas no início da cadeia de suprimentos podem
se multiplicar, já que cada empresa que manipula o produto aumenta seu preço de
acordo, disse Reiss:
— Então, até mesmo uma tarifa de
25% pode facilmente levar a um aumento de preços de 40% a 60%.
Uma tarifa de 200% “eliminaria a
possibilidade de as pessoas comprarem coisas que trazem alegria para suas
vidas,” acrescentou.
Ministro chama guerra comercial
de 'idiota'
De volta a Épernay, caso as
vendas caiam, os produtores de vinho precisarão de menos trabalhadores nos
campos, e haverá menos trabalho para operadores de tratores, fabricantes de
rolhas e fabricantes de garrafas.
Na sexta-feira, o ministro das
Relações Exteriores da França, Eric Lombard, chamou a guerra comercial de
“idiota” e disse que viajará para Washington em breve.
— Precisamos conversar com os
americanos para diminuir a tensão — disse ele à televisão francesa.
As maiores casas de champanhe da França permaneceram em silêncio, recusando-se a comentar enquanto esperavam ver como a ameaça de Trump se desenrolaria — e se representantes dos governos europeus conseguiriam fazê-lo recuar.
Fonte e mais informações: https://oglobo.globo.com/economia/negocios/noticia/2025/03/16/crise-em-champanhe-na-franca-na-terra-de-dom-perignon-veuve-clicquot-e-moet-and-chandon-so-se-fala-na-taxacao-de-200percent-de-trump.ghtml
sábado, 15 de março de 2025
Governança, Riscos e Compliance nas Organizações 2025
por Henrique Oliveira *
Ao explorar os principais relatórios de riscos publicados globalmente, como o “2025 Global Risk Report” do World Economic Forum, ou ainda “Top Risks 2025” da Eurasia Group, o mundo corporativo cada vez mais dinâmico, incerto e com mudanças políticas e regulatórias abruptas, (basta ver os movimentos geoeconômicos acontecendo de forma impactante na América do Norte, na China e na Rússia) a governança, riscos e compliance (GRC) se tornaram pilares essenciais para manter a sustentabilidade e gerar valor de sucesso das organizações.
No entanto, uma das maiores dores
enfrentadas por profissionais da área é a adaptação contínua às mudanças
regulatórias e a garantia de conformidade sem comprometer a eficiência
operacional. Ao longo da minha carreira, tenho observado que a conformidade não
é apenas uma questão de seguir regras, mas de integrar essas diretrizes aos
processos táticos e operacionais, de forma que agreguem valor ao negócio. A Lei
Sarbanes-Oxley e as Diretivas da União Europeia, por exemplo, trouxeram
desafios significativos, entretanto também promoveram oportunidades para
fortalecer o ambiente de controles internos, além de solidificar uma cultura de
transparência. Nesse sentido, uma das principais dificuldades que enfrentadas é
a gestão de riscos, em um ambiente regulatório em constante evolução. As
mudanças nas leis, normas e diretivas podem ser repentinas e complexas,
exigindo que as empresas reajam rapidamente para evitar penalidades e danos à
reputação. Para mitigar esses riscos, é crucial desenvolver uma estratégia de
compliance proativa e ambidestra, que inclua monitoramento contínuo (sobretudo
do ambiente externo) e ajustes ágeis nas políticas internas que promovam maior
velocidade nas tomadas de decisão e ação.
A implementação de tecnologias de
automação e análise de dados tem se mostrado uma solução eficaz para lidar com
essas demandas. Ferramentas de GRC integradas permitem a identificação precoce
de riscos e a geração de relatórios precisos, facilitando a tomada de decisões
informadas. Adicionalmente, a automação de processos repetitivos libera
recursos humanos para se concentrarem em atividades estratégicas, ou seja,
trocando rotinas corriqueiras por pensamentos de médio e longo prazos. Parar
para pensar no que é essencial e oportuno. Outro aspecto vital é a cultura
organizacional. Promover um ambiente em que todos os colaboradores compreendam
a importância da conformidade e se sintam responsáveis por esta é essencial.
Programas de treinamento e conscientização são fundamentais para capacitar as
equipes a identificar e relatar violações, criando uma linha de defesa robusta
contra riscos internos e externos.
Em um dos projetos que tomei
frente, com foco em riscos e compliance, introduzimos uma empresa terceira para
varredura de depósitos recursais, o que resultou em entradas inesperadas no
fluxo de caixa da empresa. Essa iniciativa não apenas otimizou recursos
financeiros, mas também destacou a importância de práticas de compliance
inovadoras, fora da caixa, que geram valor e que sejam eficazes. Por fim, a
comunicação com órgãos reguladores e partes interessadas deve ser clara e
eficiente. Manter um diálogo aberto e transparente ajuda a construir confiança
e facilita a navegação em situações complexas. Não menos importante, relatórios
detalhados e insights estratégicos são ferramentas poderosas para alinhar as
expectativas dos stakeholders com os objetivos corporativos. Em suma: GRC tem
que estar na estratégia organizacional. (Sem sombra de dúvidas.)
Finalizando, convido você,
leitor, a compartilhar suas experiências e desafios na área de Governança,
Riscos e Compliance. Vamos nos conectar e trocar ideias sobre como podemos
continuar a inovar e superar as barreiras da conformidade em um mundo em constante
transformação. Sinta-se à vontade para me contatar aqui no LinkedIn para
discutirmos essas questões e explorarmos soluções colaborativas.
Saudações.
(*) - Henrique Oliveira é professor e Executivo de Governança, Riscos e Compliance
#pelosatelite #GRC #Riscos
#Compliance #Governança
terça-feira, 11 de março de 2025
Fusões e serviços compartilhados em cervejarias
Stadt Jever, Prússia Bier e Cia Fürst de Bebidas, iniciam fusão estratégica
O Brasil possui uma característica peculiar em possuir muitas microempresas, que produzem de forma familiar em pequenos lotes, ao contrário da China que possui empresas grandes que produzem uma quantidade infinita de itens, há um custo unitário muito menor do que nós na América do Sul.
Nesse sentido, adicionado ao "Custo Brasil", a produção de bens de consumo em pequenas empresas se torna cara e muitas vezes insuficiente para conter a concorrência da produção de produtos em larga escala, de um mesmo setor. Algumas saídas para mitigar esse risco inerente são as Cooperativas e Associações, que, resumidamente, têm como objetivo unir um número significativo de associados para que, juntos, possam ser beneficiados proporcionalmente a sua parcela de investimento e oferta de insumos ou produtos, num ambiente em comum.
Outra solução são os Serviços Compartilhados, conhecido também por "Shared Services", que em suma são processos importantes ao negócio, porém não são parte do core business em si: são serviços complementares ao negócio, como Contabilidade, Financeiro, Governança e Controles Internos, Riscos e Seguros, TI e Inovação, Compliance e Jurídico. Compartilhar os custos dessas áreas é uma forma sustentável de manter a empresa mais focada em seu propósito e objetivos estratégicos, ou seja, investir pesado no que realmente importa.
Dessa forma, as cervejarias mineiras Fürst de Bebidas e Stadt Jever, (aqui lê-se Paulo e Geraldo Fürst e Miguel e Ustane Pedras Carneiro, respectivamente), deram inicio a um processo de Serviços Corporatilhados, para produzir uma cerveja americana em terras brasileiras. Ambos passaram a produzir a cerveja Ballast Point, uma IPA de tirar o chapéu. Esse projeto tem dado o seu devido progresso.
O time não parou por ai. Na sequência, com a entrada da Cervejaria Prússia, os 3 empreendedores mineiros deram mais um passo em direção à construção de uma plataforma digital para comercialização de seus produtos, dividindo os custos de manutenção do site, além de prestar uma atenção especial à experiência do cliente. Trata-se de uma ideia é genial. Em se tratando de mercado de cervejas, nem tudo é produto: se cerveja fosse difícil de fazer o mestre cervejeiro seria o cara mais rico do mundo. Sabe-se que não é bem assim: o difícil mesmo é ter logística e vender a bebida a um preço competitivo e que promova uma boa experiência aos consumidores desse nicho de mercado.
Como resultado, nada como cooperar uns com os outros, quando se trata de serviços compartilhados. O mesmo vale para compras conjuntas de insumos e equipamentos, como malte, lúpulo, levedo, barris, chopeiras e acessórios. A negociação com o fornecedor fica melhor e a prática beneficia a todos.
A propósito: para dar um ponta pé nessa união estratégica, o Grupo acaba de lançar a cerveja em lata "Fusion", que será amplamente divulgado aos clientes, amigos e curiosos. As cadeias produtivas e de valor agradecem. Desejo sucesso às 3 cervejarias.
quarta-feira, 5 de março de 2025
Carnaval 2025 e o mercado de cervejas
Brasileiros consomem mais de 1 bilhão de copos de cerveja no Carnaval
Durante os cinco dias de folia, o consumo de cerveja no país
atingiu níveis recordes.
Por Viviane Setragni
O Carnaval de 2025 no Brasil registrou um consumo
impressionante de cerveja, ultrapassando a marca de 1 bilhão de copos durante
os cinco dias de festividades. O volume equivale a aproximadamente 15 bilhões
de litros por ano, com uma média diária de quase 42 milhões de litros,
suficientes para encher 220 milhões de copos do tipo americano, comuns em bares
de todo o país.
Apesar da alta no consumo, os foliões enfrentaram um aumento
nos preços das bebidas. A chamada "cesta do carnaval", que inclui
itens como cerveja e outras bebidas alcoólicas, registrou uma alta de 9,3% em
2025, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
(CNC). Esse reajuste é o maior desde 2022, quando a variação foi de 20%.
Fonte e saiba mais em: https://www.portalaz.com.br/noticia/economia/78461/brasileiros-consomem-mais-de-1-bilhao-de-copos-de-cerveja-no-carnaval/
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025
Cervejaria Turatti 2025
Cervejaria Turatti promove edição especial do Carnaval, com cerveja sem imposto
A Cervejaria Turatti realiza mais uma edição da Terça Sem Impostos nesta terça-feira (25), oferecendo ao público a oportunidade de degustar pratos e bebidas com valores reduzidos, sem a incidência de tributos. A ação acontece em todas as unidades da casa, trazendo um cardápio promocional com clássicos da casa.
Saiba mais em: https://www.portalin.com.br/notas/cervejaria-turatti-promove-edicao-especial-do-carnaval-sem-impostos-nesta-terca-25/