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quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Atêlier Wäls

 


Ambev encerra atividades do Ateliê Wäls na capital

Companhia informou que endereço irá funcionar apenas como fábrica de cerveja; empresas do setor disputam fatia do mercado deixada pela Backer

Por RAFAEL ROCHA do Jornal O Tempo 21.10.2020

Mais uma baixa é registrada no cenário comercial e gastronômico da capital. O Ateliê Wäls, uma imponente construção erguida no bairro Olhos D’água onde funcionava uma cervejaria de padrão internacional, fechou as portas durante a pandemia e não vai voltar a funcionar. A empresa informou que o local irá atuar apenas como fábrica. A informação foi divulgada hoje pela Ambev, administradora da marca.

A gigante do mercado cervejeiro adquiriu a mineira Wäls em 2015 por valores não revelados, vendida pelos irmãos José Felipe Carneiro e Tiago Carneiro. Eles chegaram a seguir na sociedade, mas saíram três anos depois. A companhia informou, por meio de nota, que a unidade será utilizada exclusivamente para a criação e produção dos rótulos da Wäls, com o objetivo de ampliar a capacidade de produção da marca em Minas Gerais. O atendimento a clientes será feito apenas por meio de delivery de chope. A retomada da visitação guiada é prevista, mas sem data exata.


A inauguração do Ateliê Wäls aconteceu em 2015 e atraiu as vistas da imprensa nacional especializada em cerveja artesanal. O terreno de 1.900 metros quadrados tem vista privilegiada, elevador panorâmico, um amplo balcão, 21 torneiras de chope e uma cortina com 135.482 rolhas. O projeto assinado pelo arquiteto Gustavo Penna causava impacto e exibia ainda adega com 20 mil garrafas de cerveja. 

Atualmente, a Wäls mantém a antiga sede e fábrica no bairro São Francisco, além de um bar na Savassi e um restaurante no BH Shopping.



Saiba mais em: https://www.otempo.com.br/cidades/ambev-encerra-atividades-do-atelie-wals-na-capital-1.2401651#

quinta-feira, 16 de julho de 2020

FCPA em Programas de Compliance


Uma dose de FCPA para a manutenção dos Programas de Compliance durante os tempos de Pandemia

Os efeitos da atual Pandemia do Covid-19 têm causado demandas urgentes em diversas frentes de atuação das empresas. O senso de emergência tomou conta de todos. Consequência disso, novas demandas de Compliance vêm surgindo de forma repentina, como por exemplo, o atendimento à protocolos de Saúde e Segurança e o cumprimento às medidas ministeriais vinculadas ao trabalho e emprego, como a MP 936, posteriormente convertida na Lei 14.020/20. Houve ainda diversos decretos vindos das três esferas de governo, impondo restrições de acesso e aglomerações em espaços específicos, o que proporcionou o afloramento do uso do teletrabalho e a intensificação da prestação de serviços via home office, além do uso de canais de vendas on-line. Nesta vertente, indústrias reduziram o seu ritmo de produção e o comércio em geral baixou suas portas, levando muitas empresas a um estado de calamidade, beirando à concordata ou ainda decretando falência.

Em contrapartida, foram incrementados atos de ajuda filantrópica, desde a doação de insumos, como máscaras, luvas, protetores faciais e cestas básicas; de bens em geral, sobretudo destinado a saúde humana como leitos, colchões e respiradores artificiais, e em alguns casos, doações em dinheiro, vindas de empresas privadas com destino final às diversas entidades filantrópicas e beneficentes, principalmente àquelas ligadas ao poder público, como Secretarias de Saúde, Prefeituras, hospitais regionais e de campanha. É perceptível que houve uma trégua parcial de divergências e conflitos entre os poderes público e privado, em prol da mitigação dos efeitos do Corona Vírus. As doações, surpreendentemente, devem se aproximar aos 10 bilhões de Reais. A população é parte integrante desse processo, buscando agir com segurança, muitas vezes se isolando em casa, apresentando um ato de civismo.

Mesmo havendo um universo de boas intenções, práticas de boa-fé e solidariedade no presente momento, há ainda aqueles que aproveitam a oportunidade de uma crise para causar danos ao mercado, ao ente público, à população e, consequentemente, à pátria: superfaturamentos, desvios de verbas, roubo de bens e equipamentos, bem como atos de apropriação indébita. Além de ser desumano, esse conjunto de atividades retratam uma intensificação dos riscos de corrupção recorrentemente praticados. Diante desse cenário perturbador e destrutivo, a governança, a avaliação contínua de riscos e o estar em Compliance não podem ser colocados para depois, ou quando o “novo normal” emergir.

É nesse cenário, variante entre bona fides e maledicências, entre agentes dos setores privado e público, que o Departamento de Justiça Norte Americano (DOJ – Department Of Justice) oportunamente relançou o seu “Guia de Recursos para Lei Americana Anticorrupção no Exterior”, mais conhecida pela sigla “FCPA – U.S. Foreign Corrupt Practices Act”, editado em novembro de 2012.

Publicada em julho de 2020, esta segunda edição, além apresentar um apêndice da Lei em sua íntegra, o guia se divide em 10 capítulos que abordam temas relevantes tais como: as disposições ou cláusulas antissuborno, as providências quando aos registros contábeis e correspondentes controles internos; outras leis americanas que são afetadas por práticas contra o FCPA e a Comissão de Valores Mobiliários americana (SEC); penalidades, sanções e práticas de remediação; canal de denúncias; um parecer sobre condutas do DOJ como ferramenta de orientação a serem seguidos por empresas, em consonância ao FCPA e; “Princípios de Execução” – esse item, ao meu ver, um dos mais relevantes, pois apresenta diversas características determinantes para formação e manutenção de um efetivo programa de Compliance. Visto o cenário socioeconômico atual, programas de Compliance devem ser considerados prioridade na agenda da Alta Administração visando, a sua efetiva manutenção e eficiência. Um efetivo programa, conduzido por um tom vindo de cima (“tone at the top”), aumenta a cultura de integridade em toda a organização, conscientiza pessoas e parceiros por meio do exemplo e de treinamentos e ainda alivia a empresa e seus empregados dos riscos de penalidades, multas e sanções, (incluindo as de natureza criminal), decorrentes de uma falha significativa ou ainda de um desvio de conduta em particular.

Durante a leitura dos capítulos do Guia de Recursos, é notória a menção de situações hipotéticas exemplificadas pelo Departamento de Justiça, com o seu respectivo ponto de vista. Adicionalmente, são citados casos verídicos de práticas de suborno e corrupção que ocorreram entre diversas entidades privadas e agentes públicos ao redor do mundo, incluindo empresas brasileiras e estrangeiras com filiais no Brasil, sobre o ponto de vista desse Departamento e da SEC. Há ainda a intensificação de conceitos e termos já conhecidos pelo meio, a apresentação de tipos de pagamentos permitidos e outros considerados impróprios; o detalhamento sobre situações de responsabilização sucessória; procedimentos de auto-denúncia; práticas de cooperação com as entidades regulatórias e a prontidão à remediação em caso de ocorrências, incluindo a inserção de um programa efetivo de integridade.

Aos profissionais do setor, sobretudo membros participantes de conselhos, comitês de riscos, integridade e ética, advogados e contadores, ainda aqueles que exercem suas funções em empresas que de certa forma são associadas ao Mercado de Capitais americano, recomendo a leitura da 2ª edição do Guia de Recursos para o FCPA, consultando tempestivamente ao longo dos textos, as “Notas Finais”, contidas no último apêndice.

Face as más condutas de alguns, os riscos de associação indevida e a responsabilização sucessória, todo cuidado é pouco. Uma dose de FCPA é sempre bem-vinda, principalmente neste cenário pandêmico. Merece reflexão e ação, de forma a manter a reputação intacta, sem perder em foco.

Saiba mais e acesse o Guia em: https://www.justice.gov/criminal-fraud/file/1292051/download e https://www.sec.gov/spotlight/fcpa/fcpa-resource-guide.pdf

terça-feira, 28 de abril de 2020

Cervejaria Brew Up e o Covid-19


Ação de cervejaria arrecada quase uma tonelada para Banco de Alimentos do Vale
Do jornal “O Diário”

Campo Bom – A arrecadação da Cervejaria Brew Up rendeu 925 kg de alimentos não perecíveis, que foram doados ao Banco de Alimentos do Vale do Calçado, frente ao Corona Vírus. De acordo com Ademir Rodrigues, um dos voluntários, o evento foi um sucesso e a entidade só tem a agradecer ao Tiago Gonçalves e a todos que prestigiaram a ação da cervejaria que fica no complexo industrial de 4 Colônias, em Campo Bom, próximo a divisa com Dois Irmãos. Além dele, representaram o Banco de Alimentos do Vale do Calçado os voluntários Isabel Cristina Blankenheim e João Carlos Blankenheim.

Já o cervejeiro Tiago Gonçalves, que era morador de Ivoti e abriu a Brew Up, uma microcervejaria de Campo Bom, a campanha foi um sucesso, onde todos foram convidados a levarem 1kg de alimento para receber em troca um litro de cerveja Pilsen: “Sucesso total sábado! 700 litros de cerveja convertidos em 925 kg de alimentos. Obrigado a todos que participaram da campanha”. 

A gestão de crises em combate às calamidades.

Conheça mais sobre a Cervejaria Brew Up em: https://www.facebook.com/CervejaBrewUp/ Jornal O Diário https://odiario.net/contato/


terça-feira, 3 de março de 2020

Cerveja Corona vs Corona Vírus


Cerveja Corona também é “vítima” de coronavírus
Por Anurag Kotoky, Bloomberg

A marca Corona, cujo nome faz referência à coroa solar em espanhol e não tem nada a ver com o vírus, é a terceira cerveja mais popular dos EUA.

Resultado de imagem para Corona cervejaO novo coronavírus tem uma vítima inesperada: uma das cervejas mais populares do mundo.
A cerveja Corona virou alvo de memes e vídeos compartilhados nas redes sociais com o maior número de vítimas do vírus em todo o mundo. Dados sobre o aumento das buscas na Internet por “vírus da cerveja corona” e “coronavírus da cerveja” mostram que a cerveja mexicana não conseguiu escapar da associação. A chamada intenção de compra entre adultos nos EUA caiu para o menor nível em dois anos, segundo dados da YouGov.

O impacto se agravou nos últimos dias com o aumento das infecções. As ações da Constellation Brands, fabricante da cerveja Corona, despencaram 8% nesta semana em Nova York. A pontuação de percepção da marca Corona – que monitora se adultos nos EUA cientes da marca ouviram coisas positivas ou negativas sobre ela – caiu para 51 em relação ao pico de 75 no início do ano, segundo a YouGov.


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