segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Donau Bier

De pequeno produtor a dono de microcervejaria
por Marli Lima
 
Ivonaldo Alexandre/ Valor/Ivonaldo Alexandre/ Valor
 
O biólogo Harry Reinerth, filho de suábio, é um exemplo de pequeno produtor que buscou outra atividade devido à limitação do tamanho da propriedade rural.
 
Ele e a família venderam as terras que possuíam e há sete anos fundaram a Donau Bier, uma microcervejaria que atende consumidores do interior do Paraná. Ele foi professor durante 12 anos e o pai, que plantava cevada, deu a ideia de mudar de ramo. A nova profissão foi aprendida por meio de leitura e prática. "Há muita literatura em alemão", diz, sobre o idioma que aprendeu cedo.

Reinerth começou com três tanques e triplicou de tamanho há quatro anos. Hoje tem capacidade para produzir 12 mil litros por mês e, na próxima semana, vai receber outro tanque de mil litros. A empresa faz quatro tipos de chopp e abriu no mesmo imóvel um restaurante alemão. O malte da Agrária usado na bebida facilita a logística e garante a clientela. "Meu pai é o maior fã da cerveja que fazemos", conta. A mãe ajuda na cozinha. A família investiu até agora cerca de R$ 4 milhões e espera começar a ter retorno em 2012.

Embora boa parte dos moradores de Entre Rios tenha ligação com suábios, há casos de pessoas que são de fora e foram beneficiadas por projetos da Agrária. Silvino Claus é um agrônomo gaúcho que planta cevada há 17 anos e é cooperado. Segundo ele, embora tenha custo maior de produção, o grão produz mais que o trigo e paga melhor. "Minha cultura preferida é a cevada", afirma ele, que destinou 70 hectares ao grão. "Tenho preço garantido pela indústria."

Para leigos, é difícil distinguir o trigo da cevada. Claus explica que há diferenças na folha e na espiga. A espiga do trigo tem quatro fileiras de grãos, enquanto a cevada tem dois e é mais comprida. O preço de referência é o trigo, com um bônus garantido pela cooperativa.

Os produtores da Agrária plantaram na última safra 28 mil hectares do grão e colheram 114 mil toneladas. Usam três variedades de sementes da Embrapa. A expansão da cultura é limitada por clima e altitude. Claus ensina que a cevada gosta de temperatura entre 10 e 25 graus, e dá melhor em solos acima de 900 metros do nível do mar. (ML)

Foto: Valor Econômico

Cerveja Artesanal

Minas é o maior produtor de cervejas artesanais
Mercado mineiro tem cerca de 80 cervejeiros caseiros cadastrados
por Helenice Laguardia
Ninguém no Brasil produz tanta cerveja artesanal como Minas Gerais. São 200 mil litros por mês em nove microcervejarias concentradas na região metropolitana de Belo Horizonte, de acordo com levantamento do Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas de Minas Gerais (Sindbebidas). Em volume, o Estado ganha do Rio Grande do Sul, que produz 120 mil litros mensais e Santa Catarina, com 100 mil litros.

O diretor do Sindbebidas, Marco Falcone, disse que Minas Gerais está na vanguarda não pelo volume, mas pela quantidade de estilos (tipos) de cerveja artesanal. "Aqui são 20 estilos, ninguém produz tantos", diz Falcone, sócio cervejeiro da Falke Bier.

Com mercado crescente, Falcone diz que a expectativa é de abertura de mais 20 microcervejarias no Estado nos próximos três anos. Ele, que tem fábrica em Ribeirão das Neves, procura uma área em Nova Lima e vai investir R$ 700 mil na abertura da segunda unidade da Falke.

O mercado mineiro da cerveja artesanal tem cerca de 80 cervejeiros caseiros, conhecidos como "homebrew". Juntos, produzem 10 mil litros para consumo próprio e de amigos.

Em Nova Lima, onde 20 produtores fazem cerveja em casa, está Alfredo Lúcio de Lima que faz a VM Bier. Engenheiro durante a semana, cervejeiro no fim de semana, Lima produz 600 litros por mês. "Há uma lei municipal em Nova Lima para ser votada que permite que a fabricação em casa possa ser comercializada na região de Nova Lima e do Belvedere", informa. O objetivo é fomentar o turismo.

O diretor financeiro da Associação dos Cervejeiros Artesanais, Henrique César de Oliveira, diz que a ousadia marca as artesanais. "Usam ingredientes diferentes como o capim limão, coentro, gengibre, açúcar mascavo, com formas diferentes de armazenamento em tonéis de amburana e em adegas especiais subterrâneas", conta.

Nova Lima vai organizar a Uaiktoberfest
Nova Lima quer virar a capital da cerveja artesanal em Minas Gerais e referência em produção no país. Por isso, realiza em outubro - nos dias 7,8 e 9 - a festa da Cerveja Uaiktoberfest. Com música ao vivo, cursos sobre fabricação e harmonização de cervejas, a festa será na praça central de Nova Lima, aberta ao público. Um folheto com a rota das cervejas em Nova Lima está sendo feito e e cervejeiros do Brasil e de fora serão convidados. (HL)


Foto: Leo Fontes

Fonte: http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=181742,OTE&busca=cerveja&pagina=1 O tempo 09.09, pág11.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Falke Bier

Sábado Cervejeiro com a Falke

O Haus Munchen, restaurante alemão especializado em cervejas especiais em Belo Horizonte, abre a primeira edição do Sábado Cervejeiro com a presença das cervejas da Cervejaria Falke Bier, dos irmãos Falcone. Estarão no contexto, as tradicionais cervejas Monastérium, Ouro Preto e Estrada Real, e serão apresentadas 4 lançamentos especiais da tradicional fábrica de Ribeirão das Neves.

"Sábado Cervejeiro" trata-se de uma novidade do Haus na propagação da cultura cervejeira no Estado de Minas, sempre no primeiro sábado do mês.

A estréia é dia 10 de setembro de 12 às 15 horas. Mais informações. http://www.hausmunchen.com.br/ ou hausmunchen@albanos.com.br  

terça-feira, 6 de setembro de 2011

BeerFilm Festival

BeerFilm Festival vai reunir os melhores do mundo

Evento será realizado em novembro, na Vila Germânica, durante o 3ª Festival Brasileiro da Cerveja de Blumenau

Os mesmos organizadores do Tourfilm Brazil, o maior festival de filmes de turismo do mundo, realizado anualmente em Florianópolis, e membro do Comitê International dês Festivals du Film Touristique (Cifft), com sede em Viena, Áustria, trazem para Blumenau o BeerFilm Festival. Trata-se do primeiro festival de filmes de cerveja do mundo e terá sua primeira mostra durante o Festival Brasileiro da Cerveja, que Blumenau promove nos dias 17, 18 e 19 de novembro, no Parque Vila Germânica.

Podem participar do festival, filmes em três categorias quanto ao tempo de duração: spots publicitários para filmes até três minutos, filmes de divulgação institucional de até 10 minutos, e documentários, de até 60 minutos. Podem participar quaisquer filmes já exibidos em circuito comercial ou não, que tratem do assunto cerveja. Estes filmes podem ser inscritos pelas agências de publicidade, fábricas ou outras entidades/empresas, que detenham os direitos de exibição dos mesmos.

Referência

Esta 1ª Mostra terá sessões durante os três dias do Festival Brasileiro da Cerveja, exibindo os melhores, os mais diferentes e os mais engraçados filmes comerciais de cerveja do mundo. Segundo o presidente da Vila Germânica, Norberto Mette, “este evento tende a ser uma referência mundial no segmento, não só por ser o primeiro, mas por estar acontecendo junto com o Festival da Cerveja, e por ser na cidade de Blumenau. Isto garantirá presença forte em toda a mídia mundial”.

O diretor geral do festival, Jorge Antônio Oro, da BR Mídia, com sede na Capital do Estado, reforça que “além de dar um excepcional retorno de mídia aos patrocinadores e expositores, o BeerFilm é uma experiência diferenciada, inédita e lúdica, onde as pessoas poderão ver todas as culturas do mundo expressas na arte de fazer cerveja”.

Jorge Antonio Oro informa que esta primeira mostra não será competitiva. Para inscrever filmes e mais informações, os interessados devem contatar através do email 2011@beerfilmbrazil.com.
  
Fonte: Norberto Mette, presidente do Parque Vila Germânica – 48 3326-6901 / 9968-9895; e Jorge Antonio Oro, diretor geral do BeerFilm Festival – 48 3224-2370 / 9911-9887.
Assessoria de Comunicação: Tânia Rodrigues – 47 9153-4711.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Infográfico de Cerveja

 Terra divulga passos de fabricação de cerveja por meio de infográficos



Saiba mais em http://www.terra.com.br/culinaria/infograficos/cerveja-artesanal/

Brahma Casamento do Século



Para mercado paulistano, Ambev tira a tampa da lata da Brahma

Por Adriana Meyge | De São Paulo

A Brahma revela amanhã aos paulistanos o mistério criado na primeira fase de sua campanha publicitária, veiculada na TV aberta desde a semana passada. O anúncio fala do "casamento do século", entre a lata e o copo. A segunda parte vai ao ar no sábado e desfaz o suspense, ao apresentar uma nova embalagem da cerveja. Quem conta a história é o cantor Gabriel O Pensador.

A lata da Brahma, grávida do copo, dá à luz uma latinha que parece com outra qualquer. A diferença é que, ao puxar o anel - maior do que o tradicional -, a tampa sai totalmente e não apenas uma porção dela. No novo recipiente, batizado de "copaço", o consumidor pode enxergar melhor a cerveja em seu interior.
Paula Lindenberg, diretora de marketing da Brahma, explica que o brasileiro prefere tomar cerveja no copo. A ideia da nova embalagem é estender sensações semelhantes para a latinha. "Ela oferece uma experiência cervejeira completa, unindo praticidade com a experiência do gole ".

O produto chega amanhã a supermercados paulistanos, custando R$ 0,10 a mais do que a lata comum, que continua à venda. A Brahma é líder no segmento em São Paulo e ocupa a segunda posição no mercado nacional de cerveja - atrás apenas da Skol, que também pertence à Ambev. A empresa pretende expandir a distribuição do "copaço" para outros grandes mercados brasileiros até julho de 2012.
"A receptividade dos consumidores foi muito boa", diz Paula, sobre o teste do "copaço" feito com cerca de 2,5 mil pessoas. "Estamos sempre buscando inovações". Há um ano, a Brahma passou por uma reformulação, quando a embalagem passou de branca a vermelha e seu logotipo foi modificado.
Para viabilizar a montagem da nova lata, a empresa precisou adaptar sua fábrica em São Paulo. A tampa, por enquanto, é importada dos Estados Unidos, e a intenção é produzir futuramente no país. "É um produto que vem para ficar. Não é uma 'modinha' porque atende a necessidade do consumidor", afirma Paula, que acredita que a embalagem vai atrair novos cervejeiros para a marca. "Todo amante de cerveja gosta de tomar no copo e vai aprovar", diz.

A ideia de apresentar a novidade como fruto do casamento do século foi da agência Africa, responsável pela publicidade. Os diretores de criação David Romanetto e Eduardo Martins se inspiraram no casamento do príncipe William com Kate Middleton, em abril, para produzir a campanha, em que os "noivos" são assediados por veículos de fofoca.

A ação de marketing incluiu anúncios no formato de capas falsas nas revistas Quem, Caras, Hola! e IstoÉ Gente, nos jornais gratuitos Destak e Metro. E foi feita uma entrevista no programa TV Fama, da RedeTV!.

A Ambev fará ainda propaganda em supermercados, sempre brincando com o tema do casamento real. "O evento gerou um 'buzz' e pensamos em pegar carona, mas se fizéssemos na mesma época do casamento iria sumir", diz Romanetto.

A Ambev é a terceira empresa que mais investe em publicidade no Brasil. No primeiro semestre, foram R$ 677,9 milhões, um aumento de 9,7% sobre igual período de 2010. Na comparação entre todo o ano de 2009 e de 2010, o crescimento foi de 36%.

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