terça-feira, 18 de novembro de 2014

Belgian Beer Weekend

Cervejas belgas: a atração da feira (Foto: Divulgação)Cervejas belgas: a atração da feira (Foto: Divulgação)
O Belgian Beer Weekend, um dos maiores eventos de cervejas belgas do mundo, pela primeira vez deixa o Grand Place, em Bruxelas, onde tradicionalmente acontece há 16 anos, para se instalar no Rio de Janeiro. De 27 a 30 de novembro, no Centro de Convenções Sul América, na Cidade Nova, o Belgian Beer Weekend Rio vai reunir cerca de 40 cervejarias de diversas regiões da Bélgica, que apresentarão mais de 200 rótulos, muitos deles inéditos no Brasil. No evento, haverá workshops, serão fechados negócios, e os visitantes poderão ainda apreciar a gastronomia belga.
O Belgian Beer Weekend atrai todo ano cerca de 40 mil pessoas do mundo inteiro em busca de novidades do setor cervejeiro e novos sabores. O idealizador do evento, Xavier Depuydt, ou Xavier Belga, conhecido como “o embaixador das cervejas belgas no Brasil”, espera um público de 25 mil pessoas, do Brasil e do exterior.
“O perfil dos frequentadores em Bruxelas é de apreciadores de cervejas belgas, gente que está sempre em busca de novidades. Com o atrativo extra do Rio de Janeiro, acho que muitos amantes da cerveja na América Latina virão aqui também”, afirma ele.

A realizadora, Fobe Eventos, explica que as cervejarias terão estandes próprios e servirão doses generosas em copos de vidro a preços acessíveis a todos os bolsos. Entre elas, a Trignac de Vanhonsebrouck, com 12% de teor alcoólico, uma tripel envelhecida em barril de conhaque. Para os amantes de vinhos, a pedida é a Alvinne Undressed, 6,9% de teor alcoólico, uma vlaams bruin, envelhecida em barril de carvalho de Bordeaux que parece um vinho. Já a T Gaverkopke trará sua Den Twaalf on tap Strong Dark Ale, com 12% de teor alcoólico.

Também estará no evento a De Halve Maan, uma cervejaria de cinco séculos de existência que fica em Bruges, cidade medieval da Bélgica, conhecida como "Veneza do Norte".  A cervejaria recebe por ano a visita de 100 mil turistas. E conseguiu aprovação para construir em 2015 um beer pipeline -  um "cervejoduto" com 3,2 quilômetros de extensão. O duto subterrâneo ligará a cervejaria ao parque industrial onde a cerveja será engarrafada e distribuída. A construção do duto, que vai usar tecnologias aperfeiçoadas no transporte de petróleo e gás, vai retirar de circulação, a cada ano, 500 caminhões, o equivalente a 85% do tráfego pesado da cidade.
Cartaz do evento Belgian Beer Weekend (Foto: Divulgação)Evento acontece no Brasil pela primeira vez 
(Foto: Divulgação)
Na praça de alimentação da feira, os visitantes poderão apreciar pratos típicos harmonizados com cerejas como os famosos moules e frites - mexilhões marinados na cerveja e a famosa frita belga; waffle de Liège, pizza com massa à base de cerveja; picadinho de carne cozido na cerveja, além de cinco tipos de croquetes de queijo com cerveja. 
O bistrô vai servir os pratos mais tradicionais de Bruxelas como vlaams stoofvlees, uma carne cozida por quatro horas na cerveja belga, steak com molho de cerveja belga, vol-au-vent, todos acompanhados de fritas e uma cerveja.
De sobremesa, doces à base do chocolate belga Callebaut. E para comer sem perder muito tempo, os quiosques servirão batata-frita, waffles e sorvete com cerveja.
Serviço
Quinta (27) das 17h às 23h. 
Sexta (28) das 14h às 23h.
Sábado (29) das 11h às 23h.
Domingo (30) das 11h às 22h.
facebook/belgianbeerweekendrio
www.belgianbeerweekend.com.br
Ingresso: R$ 50 pelo ingressorapido.com.br 
Recuperação das importações
De janeiro a agosto de 2014, o Brasil importou 26 mil toneladas de cervejas, mas do que as 24 mil toneladas importadas no mesmo período de 2013, segundo dados do Sistema Aliceweb do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). As cervejas belgas ocupam o terceiro lugar na lista das preferidas: a Bélgica exportou 1.400 toneladas até agosto de 2014. A Holanda exportou para o Brasil 9.900 toneladas de cerveja, e a Alemanha, 3.600 toneladas no mesmo período. 
As informações do ministério mostram uma recuperação do mercado, já que em 2013 havia sido registrada uma queda nas importações brasileiras de cerveja em relação a 2012. O mercado de cervejas especiais, premium e super premium permanece em alta com um crescimento médio de 15% ao ano. O consumo de cerveja no Brasil é de 64 litros per capita, dos quais 3,4 litros per capita são das cervejas gastronômicas, ditas especiais, segundo o MDIC.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Mercado de Cerveja em Outubro






Produção de cerveja volta a crescer em outubro, após 4 meses de queda

SÃO PAULO  -  A Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil) informou nesta segunda-feira que a produção brasileira de cerveja interrompeu em outubro um ciclo de queda, que vinha ocorrendo desde junho. No mês, em relação a setembro, houve um avanço na produção de 3,3%, para 1,23 bilhão de litros.
Em relação a outubro do ano passado, no entanto, houve uma queda de 2,5% no volume produzido. Paulo Petroni, diretor-executivo da CervBrasil, disse que, apesar do aumento em relação a setembro, não se pode concluir que o setor esteja vivenciando uma recuperação. 
“O início dos preparativos para o verão ainda não se mostra suficiente para compensar as pressões negativas de custo dos insumos, carga tributária e disponibilidade de renda dos consumidores”, afirmou o executivo em relatório. Esses fatores negativos, segundo a CervBrasil, devem se manter presentes nos próximos meses.
Em função da queda da produção do setor no terceiro trimestre, a CervBrasil estima para o ano fechado crescimento de 3,5% a 4,5%, em comparação ao ano de 2013, quando o setor produziu 13,5 bilhões de litros de cerveja.
No acumulado de janeiro a outubro, a produção de cerveja acumula alta de 5,8%, o que indica que a produção nos últimos dois meses do ano ainda será menor que o registrado nos últimos meses do ano passado.
A inflação no setor de cerveja medida pelo Índice de Preços ao Consumidor — Amplo (IPCA) acumula alta de 7,2% até outubro, acima do IPCA Geral, que foi de 5,1%. A inflação de cerveja também ficou acima do índice de alimentos e bebidas, que acumula no ano alta de 6,1%.
(Cibelle Bouças | Valor)

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domingo, 9 de novembro de 2014

Revista da Cerveja: Wals


Acaba de ser lançada a Revista da Cerveja nº 13!

A última edição do ano traz na capa a cervejaria Wäls, vitoriosa em premiações mundiais, como o recente World Beer Cup, e que sintetiza este momento de internacionalização da cultura cervejeira brasileira.

Em clima de fim de ano, duas matérias especiais: opções de cervejas de Natal e ano novo, acompanhadas de sugestões de harmonização com os pratos típicos da época, e a receita de uma Weihnachtsbier, cerveja alemã para o Natal.

Rodrigo Lemos e Vivenda Bier

Olá pessoal! Tudo bem?
No dia 18 de novembro próximo teremos mais uma edição do Curso de Cerveja Rodrigo Lemos, desta vez no Vivenda Bier, a mais nova casa especializada em cerveja de BH!

O curso, que ministro desde 2006, abrange todos os principais aspectos da cultura cervejeira: história da cerveja, ingredientes e processos de fabricação, escolas e estilos de cerveja, análise sensorial, harmonização e mitos da cerveja, tudo isto em uma aula teórica e prática, onde degustaremos 6 estilos diferentes de cerveja e petiscos.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas diretamente no Vivenda Bier, pelo email vivenda@vivendabier.com.br ou pelo telefone (31)3504-2444

Não deixe pra depois porque são poucas vagas!

Espero vocês lá! Um brinde!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Cervejaria Itacolimy - Ouro Preto

Cervejaria Itacolomy


Um gostinho do meu próximo livro! Sente só a emoção! Cervejaria Itacolomy – Luiz da Silva Quintaes Junior, empresário de Ouro Preto, inaugurada sua cervejaria em 24 de junho de 1878 na rua das Lages número 12, na cidade de Ouro Preto, capital da província de Minas Gerais. Tinha um grande depósito na rua Tiradentes, número 17. Hojé é a edificação do Banco Itaú. Conversei com o Sr. José Gomes, ele tem 103 anos e mora no número 96 (antigo número 15) ele sabe que no Itaú funcionava o cinema que anteriormente teria sido o depósito da fábrica era lá. Ele não lembra de cervejaria pois nasceu em 1912. Veja com detalhe a foto da garrafa. Ela tem aproximadamente 135 anos.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Cervejaria Rofer


A Cervejaria Rofer encontra-se na cidade de Itupeva, interior do Estado de São Paulo e foi inaugurada em 2009 na fazenda Bonfim.

O mentor do projeto foi o Sr. Ernesto Tonante, que arquitetou um galpão em tijolinhos de barro, com teto curvo, bastante moderno aos olhos de quem observa. Logo na entrada há um pequeno balcão onde é possível apreciar um bom chope.

A Rofer contou com a ajuda especial na hora de produzir as suas cervejas. É o experiente cervejeiro Evandro Zanini, profissional de larga vivência em diversas cervejarias, como a Artesamalt, Falke Bier e Wensky. A capacidade atual é de 6 mil litros ao mês. Para conhecer as etapas do processo, é necessário agendar uma visita com antecedência.

A cervejaria Rofer produz artesanalmente suas cervejas de acordo com a Lei da Pureza da Baveira de 1516, de autoria do Duque Guilherme IV, a Reinheitsgebot.

Essas e outras histórias você encontra no livro Brasil Beer - O Guia das Cervejas Brasileiras.

Tributos sobre a cerveja

Governo propõe modelo novo de tributação

Valor Online
03/11/2014

O governo propôs ao setor de bebidas frias um novo modelo de tributação baseado no regime "ad valorem", pelo qual serão definidas alíquotas fixas para tributos federais que incidirão sobre o valor da venda dos produtos. O segmento inclui cervejas, refrigerantes, água e isotônicos.
Segundo o Valor apurou, as discussões sobre as mudanças na cobrança de imposto foram iniciadas em reunião entre técnicos do setor com representantes do governo realizada na semana passada, mas ainda são incipientes.

O governo, porém, tem pressa, já que quer o novo modelo em vigor já em janeiro de 2015.
Para evitar sonegação, a ideia é que o recolhimento seja por substituição tributária, como ocorre no setor de cigarros. Dessa forma, os fabricantes e importadores são os responsáveis por recolher à Receita Federal os tributos incidentes em toda a cadeia.

Esse tipo de pagamento é semelhante ao praticado no regime especial incidente hoje no setor de bebidas frias e facilita a fiscalização, além de evitar que cada estabelecimento no varejo tenha que arcar com os custos operacionais da tributação.

Hoje, o segmento de bebidas é tributado por um modelo especial "ad rem", ou seja, tributos como Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e PIS/Cofins são cobrados sobre as quantidades vendidas.

Há uma tabela de preços que serve como base de cálculo para a incidência dos impostos e o pagamento é definido em R$/unidade.

Os valores dessa tabela são reajustados de acordo com pesquisa de preços no mercado feita pela Receita Federal, mas o setor reclama que não há previsibilidade nessa correção.
Tanto o governo quanto os empresários entendem que esse regime já se exauriu. Os empresários defendem uma tributação mais simples, de acordo com modelo que foi apresentado em emenda do senador Romero Jucá (PMDB-RR) à Medida provisória 656, em tramitação no Congresso Nacional.

O formato preferido pelo setor privado também tem uma tabela de referência para a cobrança dos tributos federais, mas estabelece que, a partir da aprovação, os valores passem a ser corrigidos anualmente por índice de inflação medido por instituição "de notória especialização" . Além disso, contempla os pequenos produtores ao prever um redutor que abate parte dos tributos cobrados de quem produz menos, com um teto fixado em 40 milhões de litros.

O governo, no entanto, entende que a sugestão do setor é "mais do mesmo" por continuar utilizando uma tabela de preços e manter a tributação por quantidades vendidas.

Outro problema é aumentar a indexação da economia ao prever reajustes baseados em índices de preço. Agora, a equipe econômica quer chegar a um consenso com o setor para que o modelo a ser criado seja mais simples e fácil de administrar, além de ser previsível e definitivo.

A expectativa é que as conversas sejam concluídas a tempo de inserir as mudanças na MP 656, que deve ser votada até o fim do ano.

Emendas criando um novo modelo de tributação de acordo com os parâmetros defendidos pelo setor - com o mesmo texto - já haviam sido apresentadas por outros parlamentares durante a tramitação de outras Medidas provisórias. Todas as vezes, porém, o trecho foi retirado depois de negociação com o governo. Na última, o governo prometeu se reunir com o setor para definir um regime que agradasse aos dois lados.


A nova tributação deverá ser desenhada de forma a manter a incidência de impostos neutra em relação à praticada hoje ou com pequeno reajuste, já que neste ano não houve correção na tabela base e o governo não tem espaço fiscal para novas desonerações no momento.
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