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domingo, 21 de dezembro de 2025

Stadt Jever Cacao Nuts

 


Cacao Nuts Stadt Jever 2025

Seria uma cerveja natalina? Produzida pela cervejaria mineira Stadt Jever em parceria com as cervejarias Prússia e Fürst Beer, esta é uma IPA natalina com 6% de ABV, inspirada na estrutura seca e direta de uma clássica West Coast IPA. A receita ganha um toque especial com a adição de cacau e nozes, conferindo complexidade e surpreendendo pelo equilíbrio entre tradição e inovação.

Criada para celebrar o espírito festivo do Natal sem abrir mão da identidade lupulada, a cerveja combina os lúpulos Zeus, Amarillo, Centennial e Ekuanot, resultando em um encontro curioso entre a intensidade aromática da IPA e sabores típicos da estação. Veja o vídeo a seguir, com a opinião dos cervejeiros responsáveis pela produção dessa iguaria.

As vendas estão na internet. Saiba mais!


segunda-feira, 24 de junho de 2024

Insumos para cervejarias


 3° maior produtor mundial de cerveja, Brasil enfrenta dependência na importação de lúpulo

Apesar do crescimento, a indústria cervejeira brasileira enfrenta um desafio significativo: a dependência do lúpulo importado

Por Henrique Almeida, do Canal Rural

O Brasil alcançou o status de terceiro maior produtor mundial de cerveja em 2023, de acordo com o anuário da cerveja elaborado pelo Ministério da Agricultura. Este crescimento se reflete no aumento do número de cervejarias abertas no país, que atingiu um recorde histórico, representando uma expansão de quase 7% em relação ao ano anterior.

Cenário positivo para a indústria

Márcio Marcel, presidente executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindcerv), comentou os fatores que impulsionam esse crescimento. “O cenário é positivo. As fábricas estão crescendo e operando quase na capacidade total. Com o retorno dos eventos e a reabertura dos bares e restaurantes pós-pandemia, houve um aquecimento na economia. Além disso, a diversificação dos produtos no mercado e o aumento da renda do brasileiro contribuíram para essa expansão.”

Dependência de lúpulo importado

Apesar do crescimento, a indústria cervejeira brasileira enfrenta um desafio significativo: a dependência do lúpulo importado. Atualmente, 90% do lúpulo usado na produção de cerveja no Brasil é importado. Márcio Marcel destacou que a luminosidade é um dos fatores que dificultam a produção de lúpulo no Brasil.

“Temos menos luminosidade do que o lúpulo necessita, mas isso está sendo resolvido com novas tecnologias.”

 Iniciativas e tecnologias

Recentemente, uma feira do lúpulo em São Paulo surpreendeu positivamente os especialistas estrangeiros pela qualidade do lúpulo nacional. “O caminho está certo, com novos produtores investindo na plantação de lúpulo. Esperamos um aumento na produção em breve”, afirmou Marcel.

 Desafios climáticos

As mudanças climáticas também representam um desafio para a produção de lúpulo. Eventos climáticos extremos, como altas temperaturas, podem afetar a qualidade das plantações. “Estamos preparados para evitar que essas mudanças impactem a qualidade ou a oferta de cerveja. Diversificamos nossas compras de matérias-primas globalmente para garantir a qualidade constante do produto.”

 Carga tributária e reforma

Outro desafio significativo enfrentado pela indústria é a alta carga tributária. Atualmente, 56% do preço de uma cerveja no Brasil é composto por impostos. “Defendemos uma reforma tributária que mantenha a carga atual sem aumentá-la, seguindo exemplos internacionais. A tributação deve ser progressiva, baseada no teor alcoólico das bebidas, para incentivar a inovação e o consumo responsável”, explicou Marcel.

 Futuro promissor

Com o mercado cervejeiro brasileiro em expansão e iniciativas para reduzir a dependência de lúpulo importado, o futuro da indústria parece promissor. “Estamos no caminho certo, investindo em tecnologia e diversificação para fortalecer ainda mais o setor,” concluiu Márcio.

 

Fonte: https://www.canalrural.com.br/nacional/brasil-e-o-3-maior-produtor-mundial-de-cerveja-e-enfrenta-desafio-de-importacao-de-lupulo/

#avecesarco #lupulo #insumosparacerveja

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Ambev e as cervejas não maltadas

  • Ambev apoia milho e arroz na cerveja: "muito chato se todas fossem iguais"

por Afonso Ferreira 
Alvo de críticas por incluir cereais não maltados --como milho e arroz-- nas cervejas, a Ambev defendeu a prática e disse que ela é positiva para o mercado cervejeiro. A fabricante é dona de marcas como Skol, Brahma e Antarctica.
"O mundo seria muito chato se todas as cervejas fossem iguais", disse o diretor-geral da empresa, Bernardo Pinto Paiva, referindo-se às cervejas que levam apenas água, lúpulo e malte em sua composição. "Quem é contra arroz, milho e outras misturas na cerveja é contra a diversidade", declarou.

Puro malte?

Para ser considerada puro malte, a cerveja não pode ter adição de cereais não maltados. No Brasil, a legislação permite que as cervejas tenham até 45% desses cereais na composição total dos ingredientes.
A crítica às cervejas com cereais não maltados tem como base a chamada Lei da Pureza, ou Reinheitsgebot no original, instituída na Alemanha em abril de 1516. Segundo ela, os únicos ingredientes permitidos na fabricação deveriam ser água, cevada e lúpulo. Na época, a levedura ainda não entrava na lista porque era considerada uma dádiva dos céus, de acordo com a enciclopédia "Larousse da Cerveja". 
Até hoje, algumas empresas no mundo e no Brasil ainda seguem essa regra quando fabricam seus próprios rótulos. Para Paiva, da Ambev, no entanto, essa receita está atrasada e inibe a criatividade na produção de cervejas. "Não existe certo ou errado em cerveja. Se quiser colocar gengibre, rapadura ou outro ingrediente, qual o problema?", pergunta.

Cerveja mais leve

O uso de arroz e milho tem a função de suavizar a cerveja, ou seja, deixá-la menos amarga e mais clara, afirma o mestre cervejeiro da Ambev Luciano Horn.
Segundo ele, a cerveja em outros lugares do mundo também tem ingredientes diferentes. "Cada região usa aquilo que tem para fazer cerveja. A Alemanha tem cevada. A China e o Brasil têm arroz. Mas isso não significa que uma é melhor do que a outra, é questão de gosto", diz.
De acordo com especialistas, todos os cereais são fontes de açúcares fermentáveis e capazes de transformar-se em álcool, mas os maltes de cevada e trigo conferem à bebida um sabor mais marcante do que o milho e o arroz.

Encontro com agricultores

Paiva e Horn participaram, nesta quinta-feira (20), de um encontro com produtores rurais em um campo de pesquisa em cevada que a Ambev mantém em Passo Fundo (RS).
Cerca de 250 agricultores estiveram no encontro para aprenderem sobre novas variedades da cevada e técnicas de cultivo, segundo a empresa.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Bierland Brasil x Argentina ?

Bierland lança cerveja com guaraná e lúpulos da Patagônia
No Dia da Cerveja Brasileira, uma empresa de Blumenau lança um novo sabor de cerveja, a American Pale Ale. A Bierland em parceria com a cervejaria Antares, da Argentina, começa a comercializar nesta quinta-feira (5), a bebida com lúpulos cultivados na Patagônia e com guaraná da Amazônia. Os cervejeiros brasileiros podem comemorar a data experimentando o novo sabor.
Cerveja com guaraná é lançada nesta quinta (5) (Foto: Bierland/Divulgação)
O produto faz parte do projeto 'Unidos pela Cerveja' que baseia-se na troca de conhecimentos e experiência de duas cervejarias artesanais da América Latina. "O nosso objetivo é oferecer um produto único, com características dos dois países, reforçando a importância da coletividade e contribuindo para o desenvolvimento da cultura da cerveja artesanal em nosso continente”, avalia o sommelier de cervejas da Bierland, Rubens Deeke.

A parceria reuniu a paixão pelo futebol e cerveja, brincando com a histórica rivalidade entre os países. Na elaboração do rótulo foram privilegiadas as cores das bandeiras do Brasil e da Argentina.

Serão 12 mil litros do produto sendo apreciados em terras argentinas e brasileiras. De acordo com o mestre cervejeiro da Antares, Leonardo Ferrari, a parceria vem proporcionando vários ganhos para as empresa. “O que o futebol separa por conta da rivalidade, a cerveja tende a unir”, afirma.

Lançamento
A cerveja do tipo American Pale Ale (APA) será lançada em 12 estados do país através de parceiros e distribuidores da marca. O preço das garrafas no Brasil ficará entre R$ 13 e R$ 15.
Na Argentina à venda será em barris nos bares da marca Antares. No Brasil, a bebida será comercializada em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás,  Ceará, Maranhão, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins.

Em Blumenau, cidade sede da cervejaria catarinense, o público pode apreciar a versão chopp no pub da fábrica e na Vila Germânica.

sábado, 20 de julho de 2013

Produção de cerveja artesanal



Granizo na Europa afeta as cervejas artesanais do Brasil

Com produção da matéria-prima prejudicada, preço e sabor podem mudar

por Ney Doyle – Especial para O Tempo

O preço da cerveja artesanal produzida nas pequenas fábricas próximas a Belo Horizonte pode ficar um pouco mais amargo. No gosto também. Uma chuva de granizo no início do verão europeu atingiu em cheio o maior centro produtor de lúpulos do mundo. Foram quatro mil hectares de parreirais danificados, parte na Tchecoslováquia e grande parte na Alemanha, nas margens do rio Danúbio.

O lúpulo é uma pequena flor, que só nasce em locais frios, responsável pelo amargor e pelo aroma das cervejas produzidas em todo o mundo. Sem ele, a cerveja perde parte de seu encantamento.

Um dos maiores importadores de lúpulo do Brasil está no Paraná. É a Cooperativa Agrária de Garapuava, no centro-sul do Estado. Segundo a coordenadora do local, Margret Wild, os danos variaram entre 10% a 100%. “Em algumas plantações, até as folhas e os braços laterais das plantas foram danificados”, alega.

A Cooperativa ainda não sabe se os efeitos dessa chuva vão atrapalhar os negócios no Brasil. Mas o cervejeiro Bruno Parreiras Cabral, da Cervejaria Küd, com fábrica no Jardim Canadá, em Nova Lima, já sentiu os efeitos. “A produção já chegou a dar uma quebra, ou seja, já tivemos um impacto aqui no Brasil”, diz. Como alternativa, Cabral resolveu reduzir a produção de cervejas artesanais, sem mexer nos preços.

Mas a situação pode piorar. “Sem o lúpulo a que as cervejarias estão acostumadas, o jeito vai ser substituí-lo por produtos dos Estados Unidos ou Japão”, diz o cervejeiro Ricardo Canabrava, da fábrica Bäcker, com 25 anos de experiência. Segundo ele, o aroma e o amargor podem ser semelhantes, mas nunca serão iguais. “Isso não vai atrapalhar nossa produção; apenas os especialistas podem perceber a troca”, enfatiza. Ricardo também explicou que as grandes cervejarias do Brasil não serão afetadas. Segundo ele, que já trabalhou em várias delas, essas cervejarias têm maior capacidade de armazenagem, além de possuir contratos com grandes fornecedores da matéria-prima, “o que não ocorre com as cervejarias artesanais”.

O cervejeiro Herwig Gangl, da Krug Bier, talvez seja o único a não ser atingido pelo granizo europeu. “Utilizo um lúpulo diferente dos outros, plantado em outra região da Alemanha que não foi afetada pelas chuvas”, conta. Segundo ele, pode haver muita especulação a respeito. “Espero que não atinja os meus produtos”.


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