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segunda-feira, 24 de junho de 2024

Insumos para cervejarias


 3° maior produtor mundial de cerveja, Brasil enfrenta dependência na importação de lúpulo

Apesar do crescimento, a indústria cervejeira brasileira enfrenta um desafio significativo: a dependência do lúpulo importado

Por Henrique Almeida, do Canal Rural

O Brasil alcançou o status de terceiro maior produtor mundial de cerveja em 2023, de acordo com o anuário da cerveja elaborado pelo Ministério da Agricultura. Este crescimento se reflete no aumento do número de cervejarias abertas no país, que atingiu um recorde histórico, representando uma expansão de quase 7% em relação ao ano anterior.

Cenário positivo para a indústria

Márcio Marcel, presidente executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindcerv), comentou os fatores que impulsionam esse crescimento. “O cenário é positivo. As fábricas estão crescendo e operando quase na capacidade total. Com o retorno dos eventos e a reabertura dos bares e restaurantes pós-pandemia, houve um aquecimento na economia. Além disso, a diversificação dos produtos no mercado e o aumento da renda do brasileiro contribuíram para essa expansão.”

Dependência de lúpulo importado

Apesar do crescimento, a indústria cervejeira brasileira enfrenta um desafio significativo: a dependência do lúpulo importado. Atualmente, 90% do lúpulo usado na produção de cerveja no Brasil é importado. Márcio Marcel destacou que a luminosidade é um dos fatores que dificultam a produção de lúpulo no Brasil.

“Temos menos luminosidade do que o lúpulo necessita, mas isso está sendo resolvido com novas tecnologias.”

 Iniciativas e tecnologias

Recentemente, uma feira do lúpulo em São Paulo surpreendeu positivamente os especialistas estrangeiros pela qualidade do lúpulo nacional. “O caminho está certo, com novos produtores investindo na plantação de lúpulo. Esperamos um aumento na produção em breve”, afirmou Marcel.

 Desafios climáticos

As mudanças climáticas também representam um desafio para a produção de lúpulo. Eventos climáticos extremos, como altas temperaturas, podem afetar a qualidade das plantações. “Estamos preparados para evitar que essas mudanças impactem a qualidade ou a oferta de cerveja. Diversificamos nossas compras de matérias-primas globalmente para garantir a qualidade constante do produto.”

 Carga tributária e reforma

Outro desafio significativo enfrentado pela indústria é a alta carga tributária. Atualmente, 56% do preço de uma cerveja no Brasil é composto por impostos. “Defendemos uma reforma tributária que mantenha a carga atual sem aumentá-la, seguindo exemplos internacionais. A tributação deve ser progressiva, baseada no teor alcoólico das bebidas, para incentivar a inovação e o consumo responsável”, explicou Marcel.

 Futuro promissor

Com o mercado cervejeiro brasileiro em expansão e iniciativas para reduzir a dependência de lúpulo importado, o futuro da indústria parece promissor. “Estamos no caminho certo, investindo em tecnologia e diversificação para fortalecer ainda mais o setor,” concluiu Márcio.

 

Fonte: https://www.canalrural.com.br/nacional/brasil-e-o-3-maior-produtor-mundial-de-cerveja-e-enfrenta-desafio-de-importacao-de-lupulo/

#avecesarco #lupulo #insumosparacerveja

quinta-feira, 20 de junho de 2024

Lúpulo Americano


 

Cultivo de lúpulo para cerveja cai no maior produtor mundial, os EUA

Confira o cenário da safra 2024 desse insumo, 18% menor; país é o maior fornecedor global, com 96% do mercado

Por Forbes Agro (Don Tse)

A área cultivada com lúpulo nos Estados Unidos destinada à colheita em 2024 caiu 18% em relação a 2023, de acordo com um relatório emitido pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Nas últimas décadas, o país tornou-se o maior produtor mundial de lúpulo. Em 2021, alcançou o recorde de 52,8 mil toneladas, em 24 mil hectares.

Embora a indústria cervejeira tenha definhado nos últimos dois anos, o declínio dramático da área cultivada com lúpulo no país pode marcar agora, de fato, um ponto de virada na indústria fornecedora de lúpulo e um reconhecimento de que os dias inebriantes da cerveja correm um sério risco de chegar ao fim. Isso porque o lúpulo tem poucos usos comerciais fora da produção de cerveja.

De acordo com Shanleigh Thomson, um veterano de 12 anos na indústria de bebidas alcoólicas e atualmente chefe de vendas na costa oeste dos EUA para a da Roy Farms, um produtor centenário de lúpulo, “houve um aumento no estoque de lúpulo desde 2016”. Antes disso, havia escassez de lúpulo, pois a cerveja artesanal desfrutava de um crescimento explosivo.

“Por causa da essa escassez antes de 2016, houve um grande esforço para que as cervejarias celebrassem contratos de compra de lúpulo”, disse Thomson, “particularmente para variedades populares de lúpulo patenteadas, como Citra e Mosaic”. Os fornecedores de lúpulo começaram a incentivar as cervejarias a celebrar contratos de lúpulo de três anos e, como todas as cervejarias na época esperavam crescer, muitas contrataram excessivamente, levando a um excesso de oferta de lúpulo.

Leia mais em: https://forbes.com.br/forbesagro/2024/06/cultivo-de-lupulo-para-cerveja-cai-no-maior-produtor-mundial-os-eua/?utm_source=pushnews&utm_medium=pushnotification

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quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Lúpulo no Brasil 2024

 

Lúpulo no Brasil: Perspectivas e Realidades

Foi lançado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) o livro “Lúpulo no Brasil: Perspectivas e Realidades”, sob a Organização do engenheiro agrônomo mestre em agrossistemas Stephanie Gomes Kretzer e o especialista Alexander Creuz.

O livro dividido em 5 capítulos, apresenta um diagnóstico da situação atual do cultivo de lúpulo no Brasil; um plano de viabilidade técnica e econômica para plantio comercial do lúpulo; um estudo sobre a estruturação da cadeia produtiva de lúpulo nos principais países produtores; um plano de ação para o futuro da produção de lúpulo no Brasil e; um manual de boas práticas agrícolas para a produção de lúpulo.

História

Curiosamente, segundo dados do próprio livro, o lúpulo já esteve no Brasil no século XIX, por volta de 1860, na região que hoje é o Rio Grande do Sul, trazidas pelo Barão Von Steinberg. Posteriormente no ano de 1868, na região de Petrópolis, as plantações de lúpulo cativaram o ministro da agricultura Joaquim Antão Fernandes leão e o Comendador Antônio José Gomes Pereira Bastos, proprietário de uma importante cervejaria na região.

A área de cultivo do lúpulo nesta época contava com aproximadamente 150 plantas que tiveram resultados satisfatórios justamente esses resultados que despertaram o interesse do Comendador Antônio José Gomes Pereira Bastos em uma de suas viagens à França onde seria membro adjunto da exposição Internacional de Paris ele teve contato com importantes cultivadores de lúpulo da Alemanha, Inglaterra e Bélgica, dos quais entre uma conversa e outra conseguiu absorver muito conhecimento para trazer ao Brasil junto com algumas mudas de lucro essas mudas foram destinadas ao ministro da agricultura para que distribuíssem pelas colônias nem porém todos esforços não parecia estar sendo correspondido. Com a seca e calor de verão de 1871, parte grande das plantações morreram. As poucas plantas que restaram foram distribuídas nas regiões de Nova Friburgo e em Minas Gerais, mais precisamente na região de Lavras. (Cito essa passagem no Livro Cervejarias Mineiras: da Imigração ao Copo), de minha autoria e ainda em produção.

O lúpulo tem sido utilizado na indústria alimentícia e cosmética além da utilização na medicina na culinária e na alimentação animal na indústria alimentícia. 97% do lúpulo produzido no mundo é destinado sobretudo a fabricação de cerveja, pois as resinas (alfa e beta-ácidos) e os óleos essenciais proporcionam cor, amargor, aroma e sabor, além de atuar como conservante natural e estabilizador de espuma.

O cultivo de lúpulo no país tem sido um passo muito importante para o início de uma nova cadeia produtiva do setor agrícola, a qual está iniciando e possui um papel estratégico dentro do mercado cervejeiro brasileiro, que é o terceiro maior produtor do mundo, com produção de 14 bilhões de litros por ano. Essa produção representa cerca de 2% do PIB com um faturamento de R$100 bilhões por ano e geração de 2.7 de empregos. A indústria cervejeira nacional importa 99% de todo lúpulo consumido. No ano de 2020, o Brasil importou mais de 3.200 toneladas de lúpulo, representando um montante de US$57 milhões no período.

Dentre as variedades mais cultivadas de lúpulo entre os produtores no país, atualmente, são as variedades Cascade, Chinook e Columbus. Curiosamente, há a existência do lúpulo Mantiqueira, uma variedade transformada ao acaso no Brasil, em um viveiro localizado em São Bento do Sapucaí, no estado de São Paulo.

O livro, de leitura rápida, é bastante instrutivo para aqueles que deseja conhecer a sua cadeia de valor. Naturalmente, para aqueles de desejam investir, alguns cuidados devem ser tomados, pois a planta necessita de solo e luminosidade adequados para gerar maior capacidade de produção, desenvolvimento e, por consequência, retorno sustentável ao investimento que, por hectare, é considerado alto.

Saiba mais sobre o livro “Lúpulo no Brasil: Perspectivas e Realidades: no link abaixo:

livro_lupulo-no-brasil-perspectivas-e-realidade_baixa_semmarcacao.pdf (www.gov.br)

#pelosatelite  #MAPA  #avecesarco  #lupulo #avecesarbooks

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Lúpulo e a Saúde


Substância amarga da cerveja pode levar a medicamentos contra diabetes e cancro


Investigadores da Universidade de Washington, nos EUA, conseguiram determinar a configuração precisa de humulones, substâncias derivadas do lúpulo que dão à cerveja o seu sabor característico. A pesquisa derruba resultados reportados na literatura científica nos últimos 40 anos e pode levar a novos medicamentos para tratar diabetes, alguns tipos de cancro e outras doenças, avança o portal Isaúde.

"Agora que temos os resultados pretendidos, o que acontece ao lúpulo amargo no processo de produção de cerveja faz muito mais sentido", afirma o investigador Werner Kaminsky.

O estudo foi publicado na revista Angewandte Chemie International Edition.

Estudos anteriores mostraram que a cerveja e os seus ácidos, em moderação, têm efeitos benéficos sobre o diabetes, alguns tipos de cancro, inflamação e, talvez, até mesmo na perda de peso. 


No Brasil, o plantio de lúpulo vem ganhando cada vez mais espaço, tendo em vista a melhoria genética da planta, e as regiões geográficas em que essa tem sido cultivadas. De forma interessante, esse não está totalmente destinado à indústria de cervejas. Há aplicações nas industrias de cosméticos e farmacêutica. Saiba mais sobre como anda o mercado de lúpulo no Brasil:  https://cervejaavecesar.blogspot.com/2024/02/lupulo-no-brasil-2024.html 

#pelosatelite #lupulo #avecesarco #insumoparacerveja
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