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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Boston Sem Lagers na Copa

 

Copa 2026: Torcida escocesa esgota estoques de cerveja em Boston e expõe inflação nos estádios

O comportamento de consumo dos torcedores da Escócia surpreendeu o comércio de Boston e acendeu o debate sobre os preços abusivos dentro das arenas da Copa do Mundo 2026.

Por Redação Ave Cesar Co.

BOSTON — Simplesmente, acabou a cerveja! A passagem da seleção da Escócia por Boston deixou um rastro de prateleiras vazias e faturamento recorde para o comércio local. Em um fenômeno que uniu tradição cultural e estratégia financeira, os torcedores escoceses esgotaram os estoques de cerveja de supermercados, lojas de conveniência e pubs nos arredores do Gillette Stadium horas antes da partida na Copa do Mundo 2026.

A estratégia do "Pré-Aquecimento"

O principal motor do desabastecimento foi a adesão em massa ao que chamamos no Brasil de "pré-aquecimento" ou “resenha” (pregaming). O hábito consiste em consumir bebidas alcoólicas nos arredores da arena antes do início do evento.

Além de serem tradicionais consumidores da bebidas alcoólicas (o escocês é membro da Meca do Whisky mundial), a prática foi intensificada pela rejeição coletiva aos preços praticados pela organização do torneio. Dentro do estádio, o valor de um copo de cerveja ultrapassa os US$ 18 (R$90), uma cifra considerada exorbitante pelos visitantes estrangeiros. Para evitar o gasto inflacionado, a torcida optou por concentrar o consumo no comércio varejista tradicional, onde os preços são consideravelmente mais acessíveis.

Impacto econômico e logístico

O fluxo extraordinário de clientes gerou um impacto imediato na cadeia de suprimentos da região metropolitana de Boston. Desabastecimento rápido, pois Pubs locais, como o Beantown Pub, relataram o fim dos barris de chope ainda no período da manhã, o que desencadeou em uma corrida logística. Um bar havia consumido mais de 100 barris de Guinness e 80 barris de Tennents, o que correspondeu há um consumo três vezes maior. Distribuidores locais operam em regime de plantão para reabastecer os estabelecimentos antes dos próximos jogos e bares procuram por mais bartenders para atender tamanha demanda.

Esse efeito, demonstra claramente que o turismo injeta milhões. Apesar do susto com a falta de produtos, a Câmara de Comércio local celebrou o impacto financeiro positivo gerado pela circulação dos torcedores. O episódio em Boston destaca como as barreiras econômicas impostas pelas arenas modernas moldam o comportamento dos consumidores e transferem o fluxo financeiro diretamente para as ruas. E cá prá nós: essa ocorrência, demonstra que o americano ainda conhece pouco sobre o futebol. Eles são focados no basquete, no baseball e no futebol americano (e ainda chamam o nosso de "soccer", um termo antigo utilizado pelos ingleses da Associação de Futebol!) 


Um evento dessa magnitude, efetivamente, precisa ser melhor dimensionado para que haja atendimento equilibrado para a demanda esperada. E com um detalhe: nada de cervejas lights, lagers ou tradicionais nas tap handles dos bares. O público quer boas Ales, energéticas, o que incluem Dry Stouts e IPAs. 

E é melhor estarem preparados, pois os ingleses chegarão em Boston, na terça-feira, para assistir a partida de futebol Inglaterra versus Gana. Espero que não falte cerveja dessa vez. 

Cheers Mate!

Foto: IA e  IMAGN IMAGES via REUTERS/Bob Dechiara

terça-feira, 31 de julho de 2012

Biergarten Londres


Cervejaria descolada abre as portas e vira um mercado de rua
 
Há algo para além de Camden Town. Logo que as lojas e a ferveção acabam, as ruas ficam tranquilas e parece que é hora de voltar. Mas um pouco mais em direção ao norte, perto da Estação Kentish Town West do Metrô, uma cervejaria incrustada embaixo dos arcos da linha ferroviária reúne centenas de pessoas todas as sextas-feiras para degustar sua produção local.

A Camden Brewery é novidade. Fundada em 2010, ela é caçula perto das centenárias cervejarias de Londres, mas ganhou respeito do público e da crítica especializada pela qualidade das cervejas e pela ótima ideia de abrir a fábrica para e convidar ótimas barraquinhas de comida de rua para arrematar.

Gaurav Gautam serve sorridente na barraca Horn OK Please, especializada em comida indiana. O prato que mais sai, a 2,50 libras (R$ 7,70), é o pani puri. Na receita tem farinha de rosca, purê de batatas, grãos de bico, masala e chutney. "O ambiente aqui é ótimo", avisa.

A festa de sexta-feira da Camden Brewery é para famílias inteiras. Crianças, cachorros e amigos se encontram para comer e beber bem. A estrutura é simples: um bar, dois banheiros e um estacionamento convertido em espaço para as barracas. Mas deu trabalho para montar.

"Convertemos os arcos da ferrovia em uma cervejaria. Foi duro fazer o novo piso e derrubar paredes, mas principalmente colocar os tanques em um lugar tão estreito", conta Mark Dredge, um dos chefes do projeto.

Experimente uma Camden Hells não filtrada com um cachorro-quente com salsicha alemã, ou ainda busque uma "pale ale" mais encorpada para comer com o hambúrguer alto e apimentado. Cada prato ou sanduíche custa em torno de 5 libras (R$ 15). As cervejas saem a 4 libras (R$ 12) a pint ou 568 mililitros.

"Nós vendemos nossas cervejas para 300 bares em Londres e alguns fora da capital. Existe um renascimento da cerveja por aqui e as pessoas estão aprendendo mais sobre elas e querendo experimentar coisas novas. É um momento especial para quem gosta de cerveja e vive em Londres", indica Dredge.

Como chegar: Estação Kentish Town West do Metrô

Mais informações: www.camdentownbrewery.com

Fonte: Dialoog Comunicação Especial para o Terra http://esportes.terra.com.br/london2012/alem-dos-jogos/noticias/0,,OI6010321-EI20579,00-Cervejaria+descolada+abre+as+portas+e+vira+um+mercado+de+rua.html#tphotos 
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