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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Metalfrio e o mercado de refrigeração

 

Metalfrio, a Família Caio e a Evolução das Cervejeiras no Mercado de Bebidas

Qual cervejeiro que, ao abrir uma geladeira em um bar, delicatessen ou supermercado, não se viu de frente a um modelo de encantar os olhos e que, ao apreciar o equipamento, observou no canto inferior a marca Metalfrio? Foi com essa vontade de ter uma cervejeira em casa, que decidi fazer este breve artigo sobre essa empresa de geladeiras e refrigeradores que está sempre perto da gente, levando cervejas e bebidas na temperatura certa, para o consumidor final.

A Metalfrio foi criada em 1960 por Joaquim Caio, figura central no início da empresa e frequentemente listado ao lado de Alfredo Brasil e Oswaldo Margarido como cofundadores. Desde o princípio, o negócio mirou a refrigeração comercial, partindo de componentes e evoluindo para equipamentos completos, impulsionada pela expansão no Brasil dos grandes fabricantes de bebidas e sorvetes. Ambev, Heineken, Coca-Cola, Kibon e tantas outras são seus clientes estratégicos.

A base operacional da companhia sempre esteve associada à cidade de São Paulo, onde a Metalfrio divulgou, em 1972, suas novas instalações. No ano seguinte, 1973, inaugurou sua primeira grande fábrica na capital paulista, marco de industrialização que acelerou sua curva de inovação.

A presença da família Caio permaneceu ao longo das décadas. Luiz Eduardo Moreira Caio, filho de Joaquim Caio, manteve papel executivo de destaque, respaldando a memória técnica e a cultura industrial da empresa — um elo que ajudou a atravessar mudanças societárias e ciclos de investimento.


Em 1976, a Metalfrio foi pioneira na América Latina ao introduzir, expositores verticais com portas de vidro antiembaçantes, além de aplicar o sistema Frost Free à refrigeração comercial — avanços que reduziram manutenção, melhoraram a performance de frio e abriram caminho para as cervejeiras. Foi um sucesso, expositores verticais com portas de vidro e controle de temperatura digital foram essenciais para manter cerveja sempre no “ponto de consumo”. Adicionalmente, a transparência recriou o marketing, pois essas viraram ferramentas de trade para grandes fabricantes (com branding, campanhas, setpoints específicos), consolidando a categoria de cervejeiras no varejo, de forma personalizada, o Ice Cold Merchandisers (ICM), com versões para bares e restaurante e até residenciais.

O ciclo de capital e governança impulsionou processos e investimentos. Em 1989, a Continental 2001 (a famosa empresa de fogões) adquire participação majoritária na Metalfrio. Em1992, a operação passa ao grupo alemão BSH, que viabiliza a primeira fábrica de refrigeração comercial totalmente ecológica da América Latina (projeto de 1998), modernizando a base industrial e o padrão de qualidade.

Em 2004, inicia-se um novo capítulo com a Metalfrio Solutions, focada 100% em refrigeração comercial, ampliando presença internacional (e.g.: Brasil, Turquia, Rússia e México) e oferecendo mais de 350 modelos plugin para alimentos e bebidas, com forte especialização em Ice Cold Merchandisers (ICM) a categoriamãe das cervejeiras no ponto de venda. em 2013 a Metalfrio foi vendida para Artésia Gestão, do empresário Marcelo Faria de Lima.

Além do portfólio, a empresa atualmente oferece gestão de parque e pósvenda por meio do Life Cycle, com milhões de equipamentos atendidos um diferencial para marcas de bebidas que dependem de disponibilidade e performance no PDV. Trata-se de um modelo de negócios ("Cooling As A Service.")

Veja a entrevista com o Caio da Metalfrio, que internacionalizou a empresa e que está firme frente a Metalfrio até os dias de hoje. Assista, pois essa é uma verdadeira masterclass, de uma família empresária que não pode ser perdida.







sexta-feira, 31 de maio de 2024

Cervejeiras e geladeiras para cervejas

 Cervejeiras incríveis: a arte de atrair o consumidor pelos olhos

Toda vez que vou a um bar ou restaurante, fico fascinado com as geladeiras especiais, conhecidas por cervejeiras, que os principais fabricantes do setor disponibilizam. Diversas cervejeiras são estilizadas criando um ar de tecnologia e design, o que atrai o consumidor a chegar mais próximo do seu produto favorito, impulsionando vendas. A seguir, apresento algumas cervejeiras que tirei foto em alguns bares e supermercados na região metropolitana de Belo Horizonte.

Aqui cabe um adendo: as empresas como um todo estou caprichando cada vez mais no marketing visual de seus produtos nas gôndolas do país. Sejam destilados, fermentados ou ainda não-alcóolicos, os pontos de venda estão cada vez mais bonitos. Em breve, citarei, por meio de fotos, alguns PDV’s que atrai o olhar do consumidor. Certamente entre eles estarão whiskys e energéticos.

Aproveite e aprecie as cervejeiras!











#pelosatelite #avecesarco #djjonesco #geladeiraexpositora #cervejeiras













domingo, 22 de junho de 2014

Super Cooler

Super Cooler (abaixo) é um plágio de Spin Chill (acima)? (Foto: Divulgação)

Criadores de cooler que gela cerveja em 2 minutos são acusados de plágio

Os brasileiros que lançaram o projeto Super Cooler no site de crowdfunding Catarse estão sendo acusados de plágio por uma dupla de norte-americanos. “O design do Super Cooler é uma cópia do Spin Chill. Nós não abrimos um processo contra eles ainda, mas pedimos gentilmente para o Catarse tirar a campanha deles do ar”, informou Trevor Abbott, um dos criadores do Spin Chill, em entrevista ao TechTudo. Será que os brasileiros copiaram a ideia dos norte-americanos? O TechTudo ouviu os dois lados da história. Confira.

Os dois produtos têm design parecido

Os norte-americanos Trevor Abbott e Ty Parker criaram o projeto do Spin Chill em setembro de 2013 e, assim como a dupla Gustavo Moraes e Rafael Schiavoni, tentatam arrecadar fundos através de um site de colaboração coletiva, o Kickstarter. Ambos os aparelhos têm formatos semelhantes a pistolas de plástico que '"agarram" a latinha e a gira no gelo para resfriá-la rapidamente. 

Mas as semelhanças não terminam nas aparências: os vídeos de divulgação dos produtos também são bem parecidos e têm estruturas semelhantes. Há uma dupla de apresentadores carismáticos, o trabalho para transformar um protótipo em um produto, a proposta de financiamento coletivo e o produto em ação. Agora compare com o do Super Cooler:

Os brasileiros compraram o Spin Chill antes de lançar o Super Cooler?
De acordo com Trevor Abbott, um dos criadores do Spin Chill, ao descobrirem o produto brasileiro, eles acharam parecidos demais com o seu, acreditando se tratar de uma cópia. Eles procuram uma solução amigável para o caso, pedindo para que o aparelho seja retirado do site Catarse. Abbott, em entrevista ao TechTudo, fez uma acusação a Gustavo Moraes e Rafael Schiavoni: “Nós descobrimos que os dois cavalheiros do Brasil que começaram o Super Cooler compraram um modelo nosso em dezembro de 2013 e tentaram entrar em contato com nossos fornecedores”.

E o que diz a dupla de brasileiros?
“Nós não nos inspiramos no Spin Chill e foi realmente infeliz quando descobrimos a existência do produto, por volta de dezembro", disse Rafael Schiavoni, um dos criadores do Super Cooler, em entrevista ao TechTudo. "Foi bastante impactante, pois vimos que era como se tivéssemos copiado, mesmo tendo trabalhado a ideia inspirados no Enviro-cool, que gelava cerveja em 45 segundos”, explicou.

O engenheiro disse que desde o dia em que descobriram o produto americano buscaram todo tipo de informação para saber se era possível continuar o projeto ou se estavam realmente infringindo alguma lei e cometendo plágio. "Uma das coisas que descobrimos é que o termo plágio não se aplica a produto”, informou.

De acordo com Schiavoni, foi feita uma pesquisa enorme sobre patentes de cada um dos elementos que compõem o Super Cooler. “Descobrimos as primeiras patentes que utilizam o mesmo método desde o ano de 1966", explicou. De acordo com ele, algumas delas já estão em domínio público. 

"Um dos trabalhos fundamentais para se fazer antes de lançar qualquer coisa no mercado é identificar concorrentes. Encontramos quase todos no mercado internacional, com exceção de um concorrente local que já tirou seu produto de linha”, concluiu. De acordo com os criadores do Super Cooler, há 11 produtos similares no mercado, além do americano Spin Chill. A lista segue abaixo:

v  Chill and Chug: que conta apenas com encaixe para garrafa se rotaciona manualmente;
v  Chill Wizard – Can Chiller: uma caixa que gira lata;
v  Cooper Cooler:  caixa que gira lata ou garrafa e utiliza roletes no lugar de encaixe específico;
v  Enviro-cool: tem um processo de rotação um pouco diferente, girando em dois eixos a lata ou garrafa;
v  Frost Boss: gira a lata e vem com caixa específica, mas também poderia ser utilizado fora dela;
v  Gela Latinha: caixa que gira a lata (único brasileiro, que está fora do mercado);
v  Spin & Cool: rotaciona a lata e vem com caixa específica, mas também poderia ser utilizado fora dela;
v  Tinchilla: caixa que gira lata;
v  Turbo Cool: também foi lançado no Kickstarter e funciona apertando um botão-alavanca que gira o recipiente;
v  Instancool: caixa que gira lata;
v  Beer 90 Chiller: foi uma das primeiras ideias da área, sendo um produto à manivela.

Além da lista, Rafael Schiavoni afirma que eles já estão tomando providências para evitar uma disputa na justiça ou mesmo para tirar seu produto de circulação. “Estamos trabalhando para mostrar que não foi plágio. Nós trabalhamos em tudo antes de chegar no Super Cooler. Tomamos uma rasteira com essa acusação", disse. Schiavoni informou ainda que acha bem triste que exista um prejulgamento de que americano é isento de qualquer acusação por parte dos brasileiros. Segundo ele, o site Catarse já está a par da situação. "Temos continuamente conversado com eles mostrando transparência e o nosso trabalho sério desde o princípio do projeto”, finalizou.

Particularmente, prefiro uma boa chopeira!

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