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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Cervejarias do Amazonas na Oktoberfest

 

A História da Cerveja no Amazonas: Da Belle Époque à Oktoberfest e ao Movimento Artesanal

por Henrique Oliveira*

A relação do Amazonas com a produção de cerveja começou há mais de um século, durante o auge do ciclo da borracha. A primeira indústria cervejeira da Região Norte surgiu em 10 de outubro de 1912, com a fundação da histórica Cervejaria Amazonense, criada pelos irmãos Miranda Corrêa, no bairro de Aparecida. O imponente prédio histórico à beira do Rio Negro operava com maquinário trazido diretamente da Alemanha. A fábrica ficou famosa nacionalmente por abrigar o primeiro elevador elétrico instalado no Brasil.

Muitas décadas após o encerramento da icônica marca pioneira, o conceito de produção mudou. Publiquei no livro Brasil Beer: O Guia das Cervejas Brasileiras, a primeira microcervejaria artesanal legítima do Amazonas, que nasceu em 10 de junho de 2002. Me refiro à Cervejaria Fellice. Instalada no complexo do Studio 5 Shopping, a Fellice funcionou até 2015 e abriu as portas para o mercado de cervejas especiais na capital manauara. Um capítulo de grande relevância nessa evolução foi a chegada da Haus Bier, marca que faz parte da rede idealizada pelo empresário Hermes Balcon, e que se instalou em Manaus através de um sistema de franquias. Junto com essas duas fábricas, há ainda Cervejaria Battuta que ficou conhecida pelo chopp de grande circulação em eventos populares e festas regionais, sediada na Cachoeirinha.

O cenário contemporâneo de Manaus conta com marcas locais consolidadas e taprooms que adaptam receitas clássicas europeias aos sabores e frutos da floresta, como a Porto de Lenha - Tasca Amazônica, que tem como destaque a produção de cervejas artesanais autorais feitas na própria casa,

com coquetelaria integrada. Há ainda a Manaus Brew Shop: um ponto de encontro tradicional da cultura local que reúne dezenas de torneiras de chopes artesanais regionais e promove festivais como o IPA Day. Uma terceira empresa é a Cervejaria Louvada de Manaus. Originalmente de Cuiabá, amplamente premiada no cenário nacional que mantém forte distribuição e preferência na capital através de seu taproom. Por fim, a Cervejaria Rio Negro: uma das marcas pioneiras no fornecimento e distribuição de chopp em larga escala para bares e eventos no Amazonas, desde 2014.

Oktoberfest na Amazônia? Sim Existe!

A cultura cervejeira alemã ganha sotaque amazônico na cobertura especial da temporada de festivais que agita Manaus. Entre os dias 18 e 19 de setembro de 2026, o bairro da Cachoeirinha recebe a 7ª Edição da Oktoberfest Chopp Battuta. O festival de rua oferece entrada gratuita, shows de rock e o tradicional chopp artesanal produzido localmente.

O grande ápice da temporada germânica no estado acontece no dia 30 de outubro de 2026, com a inédita 1ª edição oficial da Manaus Oktoberfest. O evento ocupa o Nova Era Hall (Studio 5) trazendo a autêntica gastronomia bávara, trajes tradicionais, danças folclóricas e a vinda especial da tradicional Dauerlauf Band.

Saiba mais em: https://www.sympla.com.br/evento/manaus-oktoberfest/3506931?share_id=copiarlink

Fonte: MENDONÇA, Rosanna Lime de et al. Patrimônio Industrial e Memória: A Cervejaria Miranda Corrêa, 2020.

Foto: Amazonense (IA) Demais fotos: Divulgação/Instagram das Cervejarias.

(*) Henrique Oliveira é executivo de Governança, Riscos e Compliance

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Bistrozin Manaus

Bistrôzin lançou cerveja artesanal nesta terça-feira (7), em Manaus

O novo espaço gastronômico da cidade, o Bistrôzin, que mescla a culinária regional com técnicas clássicas da cozinha internacional, lançou nesta terça-feira, 7 ,às 20h, sua cerveja artesanal, a homônima Bistrozin, que tem dois rótulos, Brown Porter e a Ale, especialmente desenvolvidos para harmonizar com os pratos do cardápio da Casa.
De acordo com Rodrigo Araújo, especialista em cerveja e editor do blog Nação Cerveja (www.nacaocerveja.com.br), um dos estilos da “Bistrozin” é a Brown Porter, uma cerveja tradicionalíssima da Inglaterra, que no século 19 era consumida pelos marinheiros. “A receita foi perdida no século 20 e agora as cervejarias artesanais recuperaram e estão produzindo novamente. É uma cerveja encorpada e escura, que funciona bem como acompanhamento de carnes vermelhas e pratos condimentados”, explicou.
Já o rótulo Ale, segundo o especialista, é uma cerveja de alta fermentação, que foi adaptada para harmonizar com os pratos regionais do Bistrôzin. “É leve e refrescante com uma cloração acobreada”, disse.
Bruna Iannuzzi, proprietária do Bistrozin, adianta que o espaço gastronômico tem outras cervejas gourmetizadas, porém artesanal e criada especialmente para o espaço gastronômico, apenas a Bistrozin.
Rodrigo enfatiza que a cerveja é a bebida preferida do brasileiro, mas que agora o Brasil está descobrindo as cervejas especiais, ou seja, fabricadas por cervejarias menores que primam pela qualidade, sabores e aromas de cervejas que não são produzidas pelas grandes indústrias e lembra que em Manaus o mercado está crescendo.
O espaço
O Bistrozin, que mescla em sua arquitetura toques regionais com o moderno, foi inaugurado, no começo de março. Localizado no Iça Bussines (rua rio Iça, Vieira lves), o local é ao mesmo tempo, aconchegante e elegante, com uma culinária que também mescla o regional com um toque sofisticado.
Um espaço do local foi destinado a receber exposições de obras de arte. Nesse primeiro momento o artista Jandir Reis expõe as telas “Orquidário” e “Picassianas” e Turenko Beça também expõe suas peças.
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