Cervejas de luxo ganham espaço no país e custam até R$ 600
por UOL Notícias / WQ
Apostando no consumidor que prefere degustar cervejas mais
caras, tanto nacionais como importadas, lojas especializadas em bebidas
"premium" têm ganhado cada vez mais espaço no Brasil nos últimos
anos. Garrafas de 200 ml chegam a ser vendidas por R$ 600, como a escocesa
BrewDog Sink The Bismark.
O Brasil é o quarto maior consumidor mundial de cerveja,
atrás apenas de China, Estados Unidos e Alemanha, segundo o Sindicato Nacional
da Indústria da Cerveja (Sindcerv). As cervejas premium representam 5% do total
das vendas no país em volume, de acordo com as empresas do setor.
Outro exemplo de que as cervejas mais caras estão ganhando
espaço é o Empório Alto de Pinheiros, em São Paulo. Criado há quatro anos, é
uma espécie de “supermercado da cerveja” com mais de 400 marcas diferentes da
bebida. “A cerveja não era o carro-chefe, mas a procura foi tão grande que
tivemos que ampliar a nossa carta. Nem a gente esperava que fosse crescer tanto
e tão rapidamente”, diz o proprietário, Paulo Almeida.
Um dos fatores que mais contribuíram para o crescimento
desse mercado, foi a tendência de harmonizar a comida com vários tipos de
bebidas, apontam especialistas. “As pessoas estão mais acostumadas a combinar
uma refeição com uma bebida. Apesar desse hábito ter surgido com o vinho, a
cerveja também vem ganhando espaço no gosto do brasileiro”, declarou Almeida,
do Empório Alto de Pinheiros.
Pilsen ainda domina, mas outras variedades ganham espaço
Para Ribeiro, do Mr. Beer, o brasileiro está experimentando
diferentes tipos de cervejas, com destaque para as produzidas na Bélgica. “As cervejas europeias têm uma presença muito forte. As marcas do tipo pilsen (as
mais populares do país) ainda dominam. Mas os clientes já procuram por cervejas
diferentes, como as belgas, por exemplo”, disse Ribeiro.
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