Proibida em 15 estados: Sam Adams atinge 30% de teor
alcoólico com a Utopias 2025
Após 30 anos desafiando limites, a Utopias finalmente atinge
seu marco no teor alcoólico — e 15 estados ainda não a permitem.
A Samuel Adams acaba de lançar a 14ª safra de sua cerveja
Utopias, que desafia gêneros — e esta é histórica.
A Utopias 2025 atinge 30% de teor alcoólico, tornando-se uma
das cervejas mais fortes já produzidas e alcançando um marco que Jim Koch e a
equipe da Boston Beer perseguiram por mais de três décadas. É um número tão
alto que a Utopias permanece ilegal em 15 estados americanos. Para todos os
outros, a cerveja de edição limitada, envelhecida em barril, já está disponível
em uma garrafa de cerâmica de 720 ml por US$ 240 (preço sugerido).
"Atingir 30% de teor alcoólico é um marco notável para
a Utopias — não pelo número em si, mas pelo que ele representa: a busca
incansável pela excelência artesanal sem concessões", disse Koch.
"Cada safra, barril e garrafa reflete décadas de experimentação."
O que a torna especial?
A Samuel Adams Utopias 2025 combina cervejas envelhecidas em barris de
até 30 anos e finaliza o processo em uma mistura eclética de barris: uísque
irlandês, Amarone, vinho do Porto Branco, conhaque, Carcavelos, vinho do Porto
Ruby e uísque escocês. O resultado é um líquido escuro, encorpado e com notas
de destilado — caramelo, frutas secas, carvalho, defumado e um toque cítrico
sutil — ideal para ser apreciado em doses de 30 ml à temperatura ambiente.
A embalagem é incrível (foi produzida no Brasil pela Ceramarte).
Cada garrafa é sem gás e pode ser
fechada novamente, projetada para ser saboreada ao longo do tempo como um
destilado fino. É produzida em Cincinnati, envelhecida na Pensilvânia,
misturada em Boston e engarrafada na Dogfish Head em Delaware. E cada garrafa é
numerada individualmente, com o número 1 reservado para o próprio Koch.
Resumo das principais características:
Teor alcoólico: 30% (o mais alto da história da Utopia)
Volume: Garrafa de 730 ml (24,5 oz); Preço: US$ 240 (preço sugerido)
Estados onde é legal: 35 Ilegal em: 15 estados
Sugestão de consumo: Doses de 30 a 60 ml (1 a 2 oz) à
temperatura ambiente. Notas de degustação: Caramelo, carvalho, frutas secas,
defumado, cítrico.
Embalagem: Garrafa de cerâmica colecionável numerada
individualmente.
#tbt: Neymar posa de garoto propaganda para a Cerveja "Proibida"
Para quem não se lembra, o "Menino Ney" também foi garoto propaganda de uma cerveja no Brasil. A marca era a Cerveja Proibida. O comercial foi lançado em 2015, quando a Proibida buscava ascenção no mercado nacional. Para tanto, o slogan da campanha foi "Cerveja No.10", número de referência às camisas 10 da Seleção Brasileira e do Paris Saint-German, onde o profissional do futebol passou. Assista o vídeo do comercial abaixo.
A Proibida pertence à Companhia Brasileira de Bebidas Premium. A empresa possui instalações industriais
situadas nas cidades de Pindoretama (CE), Frutal (MG), onde se fabricava a cerveja Fass e em Dias
d'Ávila (BA), onde se fabricava a cerveja D'Avila Beer. Também possui uma filial administrativa na cidade de São
Paulo.
Quando escrevi o meu primeiro livro, Brasil Beer - O Guia das Cervejas Brasileiras, procurei identificar cervejarias regionais (não necessariamente microcervejarias) que pudessem existir em qualquer estado do Brasil.
Lembro-me que quando havia escrito o estado da Bahia, haviam duas cervejarias. A primeira conhecida como Oca Beer ficava na capital, Salvador. Um amigo baiano, me contou que se tratava de uma grande estrutura de fábrica e restaurante. Todavia, aqueles momento não ajudou essa cervejaria (talvez por falta de conhecimento sobre a cultura cervejeira por parte do público) o que veio a fechar as suas portas.
A outra cervejaria, está em Dias D'ávila, município localizado próximo a Camaçari. A cervejaria D'ávila possuía uma abrangência regional tímida e produz uma cerveja do estilo pilsen, leve, foi a única que identificamos na época para nossos registros, ainda se mantêm.
Nessa semana, em trabalho na cidade de Feira de Santana, fui a um restaurante com mais dois colegas de trabalho e lá exibia-se o programa de TV "A Praça é Nossa" e surpreendentemente está atrás de Carlos Alberto de Nóbrega uma geladeira da cerveja D'ávila!
Atualmente a cerveja D'ávila está sobre a administração da cerveja Proibida, e acredito que sua fórmula deve ter sido modificada para melhor. Será que teremos essa cerveja em mais cidades da Bahia e quiçá outros estados?
Desejamos a boa sorte a esse empreendimento e que mais cervejarias sejam criadas pelos baianos, num mercado dominado fortemente pelas cervejarias nacionais. A última que entrou no mercado nordestino dessa turma de grande porte é a Itaipava.
Um brinde aos amigos baianos, sobretudo à ACervA Baiana.
O lançamento da cerveja Proibida
mostrou como uma boa estratégia de marketing pode impulsionar uma empresa — só
faltou fazer todo o resto
João Werner Grando, de Exame.
São Paulo - A loira e a morena da
foto acima foram protagonistas de uma das mais bem-sucedidas campanhas de
marketing do país. Um ano e meio atrás, as moças — conhecidas então como as
“tchecas” — impulsionaram o lançamento da cerveja Proibida. Foi um fenômeno,
daqueles típicos de um momento em que informações se espalham, para usar o
jargão dos marqueteiros, de maneira “viral”. Depois de aparecer num vídeo
dizendo que queriam conhecer o Carnaval e tomar caipirinha, viraram atração do
programa Pânico na TV. Ficaram mais de 80 minutos no ar — de shortinho e
decotão. As duas acabaram como estrelas da revista Playboy. Após essa exposição
toda, soube-se que elas estavam lá para vender a nova cerveja da Companhia
Brasileira de Bebidas Premium (CBBP).
A Proibida caiu na boca do povo.
Não atrapalhou nada o fato de as “tchecas” serem, na verdade, inglesa (Alicia,
a morena) e eslovaca (Michaela, a loira). Só se falava na tal Proibida. Mas
marketing, pelo visto, tem limite. Passados 18 meses, a cervejaria tem algo
como 0,05% do mercado.
A situação da CBBP é delicada: a
empresa tem dificuldades para fabricar, distribuir e vender sua cerveja. Feito
todo o estardalhaço em torno das “tchecas”, não havia cerveja para vender. Com
sua fábrica do Ceará em obras, a CBBP levou três meses até lançar a Proibida.
Ou seja, enquanto a marca estava
na boca do povo, a empresa foi incapaz de engrenar. Hoje, a CBBP apenas envasa
a cerveja: compra um concentrado de pequenas cervejarias, como a D’Ávila, do
interior da Bahia, e depois adiciona água e gás carbônico. Se o resultado é bom
ou ruim, fica a gosto do freguês. Mas o processo é duas vezes mais caro do que
simplesmente fazer a cerveja do zero.
Não bastasse a dificuldade de
produzir, há problemas para distribuir o pouco que sai da fábrica. Aqui, mais
uma vez, não há marketing que resolva. Sem estrutura própria de distribuição ou
uma gama de produtos ampla o bastante para fechar acordos de exclusividade com
grandes distribuidores, a Proibida só chega a 20 cidades de cinco estados do
Nordeste. Em 12 meses, faturou estimados 30 milhões de reais.
Enxugando
Com investimentos de 100 milhões
de reais, parte deles financiada pelo BNDES e pelo Banco do Nordeste, a CBBP
recrutou executivos da Ambev, da Schincariol e da Coca-Cola e contratou 140
vendedores para atender aos mercados de Recife e Fortaleza. Mas os cortes de
custos já começaram.