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sexta-feira, 17 de abril de 2026

Monster WD 40

 

Monster Energy: Do Morango ao Mito do WD-40

O universo dos energéticos foi agitado recentemente pelo lançamento do Monster Ultra Strawberry Dreams. Integrante da linha “Ultra” — conhecida por ser zero açúcar e de baixa caloria — este novo sabor aposta em um perfil de morango leve, equilibrando a doçura da fruta com um toque refrescante de acidez. Ele chega para consolidar a preferência do público por bebidas mais leves, mas que mantêm o "punch" de cafeína característico da marca. (A Red Bull, lançou a sua versão sabor maçã, zero açúcar.)

Paralelamente ao sucesso do Strawberry Dreams, um boato inusitado tomou conta das redes sociais: o Monster sabor WD-40 (uma associação com máquinas e carros de alta velocidade). Embora as imagens de latas azuis e amarelas pareçam reais, trata-se apenas de uma brincadeira da internet e artes criadas por fãs. Não existe uma colaboração oficial entre a Monster e a fabricante de lubrificantes; a "bebida" é um meme visual que viralizou em plataformas como Instagram e TikTok.

O Monster Energy original foi lançado em abril de 2002, pela Hansen Natural Company (hoje Monster Beverage Corporation). A empresa revolucionou o mercado com sua embalagem icônica e marketing voltado a esportes radicais. Atualmente, a marca conta com um reforço de peso em sua distribuição e estratégia global: o Grupo Coca-Cola, que possui uma participação societária relevante na Monster (cerca de 16,7%), fruto de uma parceria estratégica firmada em 2015, que transferiu a linha de energéticos da Coca-Cola para a Monster e vice-versa.

O Mercado de Energéticos em 2026

O mercado de bebidas energéticas vive um momento de franca expansão no Brasil, com projeções de crescimento global contínuo até 2033. Em 2026, o setor é moldado por um consumidor mais informado, seletivo e atento à saudabilidade. A Geração Z (18 a 24 anos) é o principal motor desse crescimento, representando até 60% do público ativo. Esse grupo busca produtos que combinem funcionalidade, sabor autêntico e identidade visual forte.

Com tendência de saudabilidade, há uma migração clara para opções zero açúcar e com benefícios funcionais. O consumidor moderno busca "energia estável" e ingredientes que ofereçam foco e bem-estar, em vez de apenas um pico de cafeína.

Adicionalmente, novos hábitos tomam vigor no mercado, uma tendência já mencionada no final do exercício de 2025. Dados recentes indicam que as bebidas não alcoólicas, como energéticos sem açúcar, ganham espaço frente às alcoólicas, especialmente em eventos sociais e de grande visibilidade, como a Copa do Mundo de 2026.

Fonte: por meio de IA em fontes públicas e artigo vindo do autor.


domingo, 12 de abril de 2026

Baly Brasil e o mercado de energéticos

 

Baly Brasil Inova o Mercado de Bebidas Energéticas, Incomodando Grandes do Setor

A Baly Brasil foi fundada em 1997, na cidade de Tubarão, estado de Santa Catarina. A empresa é fruto da visão da família empresária Cardoso. Mário Cardoso e seu sobrinho Jânio Nandi Cardoso, iniciaram o negócio focados na comercialização de cachaças e vinhos.

A companhia consolidou-se como um fenômeno de mercado no Brasil, encerrando o ano de 2025 como a líder nacional em volume de vendas deenergéticos, alcançando cerca de 34,9% de market share. A marca catarinense superou gigantes globais como Monster (30,4%) e Red Bull (13%), impulsionada por uma estratégia de democratização que incluiu a inovação de embalagens PET de 2 litros e uma vasta gama de sabores adaptados ao paladar brasileiro, incluindo versões zero, além de preços competitivos.

Atualmente, a segunda geração já lidera as operações, com Dayane Titon Cardoso na diretoria comercial e de marketing, e Mário Júnior Cardoso na diretoria financeira e operacional.

Embora o energético seja o carro-chefe desde a virada estratégica em 2009, a Baly buscou diversificar

seu portfólio para o setor cervejeiro. Em 2017, a empresa lançou a linha Baly Bier, que inclui uma cerveja IPA, Session IPA e uma Pilsen Puro Malte. A investida não foi apenas experimental, mas também premiada, com a marca chegando a receber reconhecimento no World Beer Awards em Londres.

Para sustentar o crescimento, que registrou um avanço de 42% entre 2022 e 2025, a empresa anunciou a aquisição de sua quarta unidade fabril em Araranguá (SC). A meta é dobrar a capacidade produtiva para atingir 1 bilhão de litros anuais até 2027.

A Baly é um caso de que produtos, considerados por um mercado inicialmente formador de opinião de “especiais e exclusivos”, como foi o caso da Red Bull, pode ser popularizados com o passar do tempo. A Baly testou no mercado embalagens diferentes, e fez da exclusividade (lata pequena e individual) em um produto compartilhado (pet 2 litros) que é servido como composto para drinks para mais pessoas, simultaneamente, ou seja, uma garrafa de vodka e 6 Red Buls, para um grupo de amigos, sendo substituídos por uma garrafa 2 litros, deixando a celebração mais em conta no bolso dos consumidores. Em suma: enquanto as marcas globais focavam em nichos específicos — como o público premium (Red Bull) ou o universo gamer (Monster) — a Baly decidiu democratizar o acesso à bebida, que está disponível em mercados comuns, como mercadinhos, padarias e mercearias.

No site, a família empresária menciona orgulhosamente "Somos a marca que democratizou o energético no Brasil". Que venha outros exemplos de outros mercados, pois, em tempos de alta inflação e taxas de juros, democratização em busca do melhor preço é essencial para a empresa e para o consumidor.


A produção nacional, apesar de ser extremamente tributada, teve uma vantagem competitiva contra o produto importado: a variação cambial e o processo de importação em si. Nesse sentido a empresa ganhou tempo, proporcionou maior capilaridade e ofereceu preços mais baratos. 

As margens mais baixas não foi problema para a empresa, pois se trata de uma família empresária que não vive custos adicionais de uma grande corporação, como é o caso da Monster que se encontra no Mercado de Capitais da Nasdaq, tendo a Coca-Cola a sua maior acionista individual (em torno de 20% da empresa) e a Red Bull que divide o chapéu com a familia tailandesa Yoovidhya, quem foi que criou a marca e detém 51% das ações.

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