domingo, 23 de abril de 2017

Era um vez uma história

Quer conhecer um pouco sobre a história do Brasil? Está aqui uma boa oportunidade!


Trata-se de uma superprodução que conta como foram os anos que culminaram com o Brasil independente; da chegada da família real ao Rio de Janeiro até a Proclamação da República. Exibida em quatro episódios semanais (quintas-feiras às 22h50), a série combina dramaturgia, documentário e entretenimento numa maneira nova de olhar para o passado e redescobrir o país. O programa leva os espectadores para campos de batalha onde aconteceram confrontos épicos pela liberdade até salões de democracia onde pioneiros escreveram constituições.

É uma oportunidade também de conhecer como realmente foram os personagens que moldaram a história do Brasil, e não como os livros os descrevem. "Era Uma Vez Uma História tem um maneira divertida de contar um assunto muito interessante e importante: a história do Brasil. Usamos os melhores recursos da dramaturgia e dos documentários, uma pós-produção intensa e ilustrativa e uma edição impecável, além da condução sólida de Dan Stulbach e Lilia Schwarcz, que nos levam nessa viagem maravilhosa", diz Diego Guebel, diretor-geral de conteúdo da Band.




Fonte e mais informações:http://entretenimento.band.uol.com.br/tv/noticia/?id=100000854799&t=band-estreia-shark-tank-brasil-e-era-uma-vez-uma-historia

quinta-feira, 13 de abril de 2017

SPACE


SPACE

A última casa noturna da Savassi, da década de 90
por Henrique Oliveira

Por volta dos meus 16 anos frequentava a boate SPACE, que ficava na rua Pernambuco (acho que era número 1317), na praça da Savassi. O seu proprietário era Gustavo Martini, com quem tive o prazer de dividir por um tempo a mesma sala do curso de Ciências Contábeis na PUC/MG. Seu pai, o velho Martini, era o proprietário da Casa do Whisky, famosa loja de bebidas que ficava na Avenida do Contorno esquina com Nossa Senhora do Carmo. Anos mais tarde, aquele ponto se transformou parte do que é o Shopping Pátio Savassi.

Gustavo, salvo engano, já havia empreendido em outras casas noturnas (acredito que foi a Tom Marron e a New Balance). A Space foi uma casa diferente, pois ele a projetou de forma especial para atender as demandas do Dj Alberto Jacomini, que era, além do DJ da casa, um amigo pessoal de Gustavo que de vez em quando jogavam um futebol juntos (diga-se de passagem diziam que Alberto era muito bom de bola).

A casa tinha entrada simples, com uma porta dupla de metal rolante, imagino na cor branco gelo. Logo na parte interna havia uma bilheteria. Quem fosse com a camisa da Space na Matinê (era uma camisa branca de manga curta e de gola alta, escrito “SPACE” em rosa fluorescente e contorno em azul com um cometa, logo abaixo do escrito) pagava meia entrada ou ganhava entrada “free” até as 16:00 horas.

Ao entrar na boate havia um sobre salto antes da pista de dança com banquinhos e mesas baixas.  A pista era quadriculada como um tabuleiro de xadrez em preto e branco. Os sofás da pista eram confortáveis mas ocos por dentro, pois ali ficavam os sub woofers de 16 polegadas que explodiam os graves sem danificar a qualidade do som. (A casa tinha boa acústica).

A cabine, na cor verde, foi desenhada exclusivamente para o DJ Alberto. Ali tocava as melhores músicas dos anos 90, no mais puro vinil (nada de “Final Scratch” ou “CDJ’s”)! A primeira vinheta de abertura da casa foi bem triunfal https://www.youtube.com/watch?v=8Myi7t7wXLE, e a segunda vinheta foi elaborada com um megamix dos dj’s espanhóis "MAX MIX". Ambas foram produzidas pelo Emílio Surita (apresentador do Pânico) que na época possuía uma empresa de jingles. Ambas aberturas eram simplesmente fantásticas e contagiantes.

A estrutura da cabine era baixa e quem quisesse apreciar as Technics MK2 e o mix Numark com leds em arco era só ficar ao lado dessa, pois havia apenas uma pequena faixa em vidro blindex que separava os equipamentos do público dançante.

Havia no centro uma meia bola fixa com vários furos que se movia num movimento "sobe-desce" por um elevador pantográfico, cuja luz branca interna era refletida por espelhos. Havia também quatro caixas quadradas com pin bins rosas com pontas em formato de pirâmide viradas de cabeça para baixo. Havia inúmeros estrobinhos que davam a sensação de estrelas piscando de forma aleatória, num céu bem escuro.  Havia também diversos quadrados no teto, desenhados por tubos de luz neon, que piscavam de forma alternada conforme a cor e o batido da música. Duas bolas malucas, em par 36 ficavam em posições opostas. Outras iluminações como castanholas e bailarinas também compunham aquele cenário.

Um telão em cima da cabine passava vídeo clips. Por meio de um computador, DJ Alberto executava sorteios através de um sistema aleatório de premiação. Eram sorteados cortesias e, sobretudo, camisetas da casa. Havia um mezanino com camarote, mas esse era pequeno.

DJ Alberto se tornou famoso em BH. Ele era um profissional muito sério e compenetrado em seu trabalho. Normalmente ele mixava segurando um dos lados do fone de ouvido e virava as músicas de forma muito criativa. O seu repertório era contagiante. Essas qualidades fazia com que multidões o seguissem por onde tocava. Teve um tempo que a rádio Extra FM 103,9 da Rede Itatiaia produzia o programa dele chamado “Meio Dia & Dance”, de 12:00hs às 13:00hs, que batia a concorrência. (Os mais velhos de pista como eu, acompanham hoje o “Planeta DJ” da Jovem Pan, somente depois que o “Meio Dia & Dance” saiu do ar). As vinhetas desse programa também foram produzidas pelo Emílio Surita e elas eram top de linha.

A boate Space foi charmosa e de certa forma intimista, pois se tratava de um espaço pequeno. Essa casa, assim como a Hippodromo, também deixou saudades. Gustavo fechou a Space de coração partido. Ele adorava o ambiente, clientes e funcionários; e nós também. Apesar do lado bom da coisa, o som da Space que tanto nos alegrava, incomodava os vizinhos. A Savassi, apesar do seu charme gastronômico e comercial, possui também a sua parte residencial, que precisa ter o seu silêncio e descanso preservados.

Mas antes de encerrar suas atividades, Gustavo Martini, em 1993 deixou o seu legado, por meio da impressão de um disco de vinil com o nome “Space: Explicit Rave”. Esse vinil eu tenho um exemplar comigo até os dias de hoje e o guardo com muito carinho. Atualmente, Gustavo e sua família estão à frente da “Casa do Vinho”, uma loja especializada em vinhos, espumantes e outras bebidas espirituosas, na avenida Cristóvão Colombo, bem no coração da Savassi.  

Ao Gustavo Martini e ao DJ Alberto Jacomini, segue o meu fraterno abraço.

Quem quiser conhecer um pouco mais sobre a Space veja o vídeo.
Meio-Dia & Dance (com direito a vinheta e tudo mais).

Repertório do primeiro disco da Space – Explicit Rave.
A1 - Culture Beat - Mr. Vain
A2 – East Side Poetics – Bang 'Em (Miday Mix)
A3 - J.K. - You Make Me Feel Good (Disco Mix)
A4 - Cartouche – Shame (Extended Mix)
B1 - Space Mix – Dj Alberto
B2 - DJ BoBo – Somebody Dance With Me.
B3 - Magic Marmelade – America
B4 - Expose – Tell Me Why (Esse Remix é Maravilhoso.Ficou marcado na casa.)

Primeira Abertura:
10,9,8,7,6,5,4,3,2,1 / Space/the fire/ignition/Mister Dj/Space, Space!
We sure that are hot/number of more music/computer lights/Space!
Last some show/music non-stop (3x)/Space!/ Focus/Music/Power/New York/Communication
10, 9/inginition start at/6,5,4,3,2,1,0
A partir de agora o melhor som do planeta! Space!


Henrique Oliveira é escritor especializado em cervejarias.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Stela Artois e a água

Stela Artois e Matt Damon unidos em um vídeo muito interessante!




Na compra de 1 cálice você estará ajudando a empresa a coleta água, em uma campanha chamada "Buy A Lady A Drink". A entrega dos cálices será feita pela Amazon.

Mais informações veja em http://www.stellaartois.com/en_us/buy-a-lady-a-drink.html
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