quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Lei Anticorrupção


Compliance em foco: A Lei Anticorrupção e o setor privado brasileiro

Por Luiza Amorim Correa Chaves*

“Dizem que a profissão mais antiga do mundo é a da prostituta. Há controvérsias. Mas o crime, certamente, é o de corrupção. Desde que o homem se entende por gente o espécime se apropria do dinheiro alheio para interesses particulares. Ou, quando não havia moeda, da galinha mesmo. E a vida da população e do próximo escorre pelo ralo.” (Raphael Vidigal [1]).

Utilizando o pensamento do jornalista Raphael Vidigal, observa-se que a corrupção não é novidade e é vista como um mal endêmico na maioria dos países. Antigamente, a prática corruptiva estava enraizada em todos os segmentos da sociedade, de forma velada. Contudo, com o advento das tecnologias da informação e da atuação das mídias, principalmente das redes sociais, todo e qualquer escândalo que envolva corrupção passou a ganhar maior notoriedade, em tempo recorde e com o clamor da sociedade. Desde as manifestações e revoluções iniciadas em 2010 na Tunísia e deflagradas no norte da África e parte do Oriente Médio, (que ficaram conhecidas como “Primavera Árabe”), percebe-se o avanço de movimentos populares que clamam por combater à corrupção e exercer mais justiça.

No mundo dos negócios não é diferente. As empresas, cada vez mais, são levadas a aprimorarem suas práticas e desenvolverem programas em busca do título de “empresa limpa”. A demanda da sociedade por integridade e ética, entre os setores público e privado está cada vez maior. Essa mudança de comportamento representa um novo desafio para as organizações, em termos de instituir uma estrutura de governança corporativa, com gestão de riscos e controles internos capazes de manter a sua imagem e reputação intactas. São mudanças importantes e profundas, que envolvem diretamente a cultura e os valores da organização e de seus funcionários.

A Lei nº 12.846, também conhecida como “Lei Anticorrupção”, foi sancionada em 2013, pela então presidenta Dilma Rousseff, e tem como intuito transparecer as relações comerciais e de negócios entre o setor público e privado no Brasil e no exterior. A lei surgiu a partir de um movimento não só brasileiro, mas mundial de combate à corrupção, consistente na concentração de esforços de organismos internacionais em busca de soluções transnacionais. Atendendo a compromissos internacionais assumidos em convenções da ONU, OEA e, principalmente, da OCDE, a lei está baseada em normas internacionais como “FCPA” (Lei de Práticas Corruptas Estrangeiras) e “Bribery Act” (Lei anti-suborno), dos Estados Unidos e Reino Unido, respectivamente.

Trata-se de uma evolução significativa nas relações empresariais, já que a lei brasileira impõe regras mais claras e rígidas para as transações de negócios. A criação ou ainda o aprimoramento de programas de Compliance direcionados ao combate da corrupção e à mitigação de riscos, visando a manutenção da imagem empresarial e social, virou uma atividade compulsória. Para isso, os processos de auditoria de diligências, ou “due diligences”, terão que incorporar análises anticorrupção. Todas as pessoas jurídicas e físicas potencialmente atingidas pela lei devem se preocupar em ampliar e tornar mais efetivos seus sistemas de auditoria, canais de denúncias, ouvidoria, bem como códigos de ética e conduta. Devem, ainda, oferecer treinamentos e orientações para conscientização de seus funcionários e terceiros para protegerem-se contra atos ilícitos ou escusos. Em razão da existência de um programa efetivamente atuante, em caso de autuação por parte das autoridades, a pena poderá ser reduzida em até dois terços da sentença.

Finalmente, é certo que, apesar do pouco tempo de vigência, a lei deu início a uma percepção diferente sobre o tema “corrupção”, criando argumentos que incentivam o debate e propiciando a aplicação de medidas preventivas, alterando a forma com que as empresas tratam a coibição e apuração de atos de corrupção em suas atividades e influenciando, ainda, a formação de uma nova cultura empresarial.

Nesse aspecto, é inegável que o Brasil passa por uma evolução significativa com a adoção de regras que cobram uma postura ilibada de atuação das empresas e das pessoas.



(*) Luiza Chaves é Analista Anticorrupção e Compliance da Belgo Bekaert Arames.






[1] Raphael Vidigal é repórter, produtor, redator e letrista. Formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais foi jornalista e já escreveu para diversos sites sobre arte e cultura.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Cervejaria Küd

Cervejaria Küd lança a primeira série sazonal de cervejas para 2017

Chamada de "Estilos das Estações" a cervejaria mineira promete fornecer a cada virada de estação uma cerveja nova para compor o clima da estação.

Para o verão foi lançada a "Cretin Hop Session IPA". 

Para representar o verão brasileiro, nossa estação mais popular, ela oferece uma experiência refrescante, lupulada e com teor alcoólico característico deste sub-estilo, mas mantendo as características aromáticas das IPA's.

Seu aroma vem de uma combinação de lúpulos, potencializados pela dose dupla de dry hop em seu processo de produção. Uma cerveja leve, ela é companhia perfeita para curtir com os melhores amigos os dias quentes de verão.

Um brinde à Cervejaria Küd!


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Riscos 2017

A previsão de riscos para 2017


Consultando os principais formadores de opinião do mercado e, segundo estudo desenvolvido pela North Carolina State University em parceria com a Protivit, os riscos que mais chamaram a atenção dos CEOs, para o ano de 2017 foram os seguintes:

Condições econômicas no mercado doméstico – É o risco de maior magnitude, se comparado em anos anteriores. O desaceleramento de economias, tanto no Brasil quanto no exterior, vem reduzindo drasticamente volumes de vendas causando ociosidade fabril, aumento dos custos fixos e perdas de margens. É o fator mais devastador, em termos de impacto, nas operações das empresas.

Mudança drástica e minuciosa da legislação – As mudanças da legislação em geral eram encaradas como risco de "impacto moderado". Tendo em vista o perfil cada vez mais mutante das leis, os dirigentes passaram esse risco para a linha de “alto impacto”. Governos mal administrados apresentam, para 2017, déficits orçamentários negativos, o que irá impactar em mudanças drásticas na legislação, principalmente em alíquotas de tributos. As leis do fisco parecem ser regidas por Luiz XV. Por consequência, as organizações correm o risco de não cumprir a totalidade das regras ( mais conhecido por "non-complaince"), seja por não ter acesso às mudanças do ambiente, seja por falharem na interpretação dos requisitos e critérios, sobretudo das obrigações acessórias. A burocracia, mesmo com a presença da tecnologia, parece ser cada vez mais crescente. 

Empresas de grande porte terão que contar com um batalhão de pessoas nos departamentos jurídico e fiscal para dedicar afinco às inúmeras exigências. A fiscalização tributária, trabalhista, cível, etc., tanto no Brasil quanto no exterior está automatizando e muito as autuações, o que vem encarecendo os custos de manutenção das contingências e aumentando os depósitos judiciais. Naturalmente, enfraquecem-se os fluxos de caixa, limita-se o crédito a clientes; reduzem-se os investimentos. 

Uma nota importante: licenças para operar ou atualizações de licenças para continuar operando pode se tornar uma incógnita para alguns setores, tendo em vista há trágicas ocorrências refletidas em determinados segmentos.
As exigências de licenciamento serão cada vez mais rígidas e a fiscalização “in loco” será limitada. No Brasil, por exemplo, uma inspeção dos bombeiros em um simples estabelecimento comercial na grande São Paulo pode levar meses, dado o aumento das demandas de auditorias de inspeção, (principalmente após o trágico incêndio ocorrido na Boate Kiss, no Estado do Rio Grande do Sul).

Instabilidade política mundial – A política em geral não vem acompanhando o desenvolvimento do mercado, dos novos modelos de negócios e o anseio da sociedade, tanto local quanto globalmente. A política industrial e de crédito não são transparentes e comumente são voláteis. No Brasil, a classe política está descrente dado os escândalos de corrupção. A certificação se deu nas urnas quanto se apurou um maior número de votos brancos e nulos superando, em boa parte dos Estados, o número de votos que elegeram os candidatos vencedores. O atual presidente busca soluções de curto e médio prazos para reincentivar a economia. A tarefa presidencial será árdua, impopular e custosa para o cidadão comum.

No exterior, o poder do voto mostra a sua divisão. "Hilary versus Trump", "o Brexit versus a União Européia", foram alguns exemplos de risco que apresentarão impactos significativos para as economias associadas no próximo ano.

Ameaças cibernéticas – Operacionalmente, as ameças da web eram tratadas como um risco moderado, sobretudo para o setor industrial. Entretanto, para 2017, esse risco passou para o patamar mais alto. As transações financeiras e bancárias via internet, as operações de cartões de crédito virtuais vêm causando sérios estragos. O hackeamento de dados, antes uma provocação juvenil, passou para o lado profissional. É um tópico a ser trabalhado com mais zelo. As equipes de TI, forênsica, o monitoramento e o cruzamento de dados, além da segurança fisica nas organizações devem estar mais atentos às essas novas ameaças.

Mudanças rápidas em inovação e novas tecnologias – A inovação, principalmente voltada para consumo de massas vem surtindo efeitos negativos para as empresas que demoram muito a tomar alguma atitude. Por consequência, acabam ficando para trás. Novos modelos de negócios surgem da noite para o dia. O Iphone criou um novo mercado de telefones, o "whatsapp" vem reduzindo as ligações da telefonia fixa, os aplicativos do tipo “Uber” e “Cabify” vêm barateando os serviços de transporte de passageiros. Por falta de regulação, o serviço de táxi se sentiu vulnerável. A “compra de bens” está sendo substituída pelo “acesso à bens”. A mudança de hábito de consumo é um item a ser colocar em pauta de reunião de diretoria. Para 2017, esse risco está apontado como "moderado", mas poderá apresentar tendência de alta num futuro não muito distante.

Cobertura de seguros podem apresentar limitações para determinados riscos – Após o caso da mineradora Samarco, as seguradoras tendem a ser mais restritas a cobrir riscos de alto impacto, que podem, sobretudo, gerar catástrofes ou cenários de crises. Riscos que envolvam impactos ambientais, corrupção/lavagem de dinheiro, crédito e imagem sofrerão os impactos dessas restrições, algo que não ocorria com frequência no passado. Cabe as empresas introduzirem em suas operações programas como Gestão de Crises, Anticorrupção e FMEA (Failure Mode and Effect Analysis) para mitigar impactos e auxiliar na aquisição adequada da cobertura de seguros.

Outros riscos apontados para ano que vem foram "perdas de talentos", "privacidade e segurança da informação", "queda das commodities", "falta de caixa e liquidez" (principalmente para executar novos projetos e investimentos) e o enfraquecimento de moedas frente ao Dólar e ao Euro, ou seja "desvalorização de moedas".

2017 é um ano novamente desafiador. Cabe a nós o otimismo, mesmo que esse seja conduzido de forma conservadora. Identificar, analisar os riscos e alinhar a estratégia organizacional será fundamental para se obter o desempenho desejado na organização.

No mais, Feliz Natal e um Ano Novo cheio de boas perspectivas. Precisamos acreditar nisso com fé, pelo menos.

Levantemos o copo! Saúde!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Cervejaria Corona

  • Não foi para os moradores: dono de cervejaria morre e deixa fortuna para familiares


Você doaria R$ 700 milhões para desconhecidos? A informação de que o criador da cerveja Corona, Antonino Fernández, enriqueceu todas as pessoas de sua cidade natal teve repercussão em todo o mundo. A história viralizou e foi compartilhada por milhões de internautas pelo mundo afora. Mas ela não era totalmente verdadeira.
De acordo com o jornal britânico The Guardian, o falecido foi muito generoso com a aldeia ao longo da vida, mas a herança, avaliada em 200 milhões de euros, foi deixada para os sobrinhos. Não teve doação de R$ 8,4 milhões para 80 moradores.
Não há informações de como o boato se espalhou, mas a Fundação Cerezales Antonino e Cinia, ligada ao ex-bilionário, acredita que foi após uma reportagem no jornal local Diario de Leon. 
Antonino Fernández morreu em agosto, aos 99 anos. Ele era pobre e foi forçado a deixar a escola aos 14 anos. Aos 32 anos, emigrou para o México e virou presidente de uma das maiores cervejarias locais.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Instrução Normativa IN 1673/16 - Parte II

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Receita publica IN sobre controle e registro de bebidas dispensadas do Sicobe


BRASÍLIA - A Secretaria da Receita Federal editou a Instrução Normativa (IN) 1.673/2016, que dispensa, sob algumas condições, a exigência do selo de controle nas bebidas que deixarem de ser submetidas ao sistema de controle de produção Sicobe a partir de 13 de dezembro de 2016 - em outubro, a Receita desobrigou fabricantes de bebidas de usar o Sicobe a partir dessa data.
De acordo com a IN publicada nesta sexta-feira, 25, essas empresas poderão deixar de adotar o selo de controle desde que o estabelecimento industrial faça opção definitiva por prestar as informações diárias de sua produção à Receita Federal e a pessoa jurídica à qual o estabelecimento estiver vinculado cumpra os requisitos necessários para o registro especial da produção.
O texto determina que as informações de quantidade de produtos retirados do estabelecimento apresentadas pelo contribuinte nas notas fiscais eletrônicas de saída deverão ser discriminadas por unidades de produtos. A empresa estará sujeita, segundo a IN, a multa de 100% do valor comercial do produto, não inferior a R$ 10 mil, em caso de omissão de dados ou informação incorreta.

Instrução Normativa IN 1673/16

SETOR DE BEBIDAS - CONTROLE DA PRODUÇÃO E DO ESTOQUE - IN 1673/16 - DE VOLTA AO PASSADO


·         Publicado por Jorge Campos no site Sped Brasil, com seus comentários abaixo sobre BLOCO K - Produção e estoque

Pessoal,
Estamos retornando à idade da Pedra, ops, da planilha, vejam a solução que a RFB, colocou para substituir o SICOBE e o Bloco K para o setor de bebidas:

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 1.673, DE 23 DE NOVEMBRO DE 2016

Altera a Instrução Normativa RFB nº 1.432, de 26 de dezembro de 2013, que dispõe sobre o registro especial a que estão sujeitos os produtores, engarrafadores, cooperativas de produtores, estabelecimentos comerciais atacadistas e importadores de bebidas alcoólicas, e sobre o selo de controle a que estão sujeitos esses produtos.

O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL, no uso da atribuição que lhe confere o inciso III do art. 280 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF nº 203, de 14 de maio de 2012, e tendo em vista o disposto no art. 46 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, no art. 16 da Lei nº 9.779, de 19 de janeiro de 1999, e no art. 13 da Lei nº 12.995, de 18 de junho de 2014, resolve: Art. 1º O art. 16 da Instrução Normativa RFB nº 1.432, de 26 de dezembro de 2013, passa a vigorar com a seguinte redação:

"Art. 16. ...................................................................................
 VI - que deixarem de ser controladas pelo Sicobe a partir de 13 de dezembro de 2016, desde que:
 a) o estabelecimento industrial faça opção definitiva por prestar as informações diárias de sua produção à RFB; e
 b) a pessoa jurídica à qual o estabelecimento estiver vinculado cumpra os requisitos estabelecidos pelo § 1º do art. 3º.
 § 1º As informações diárias da produção deverão ser apresentadas em planilha, no modelo constante do Anexo V desta Instrução Normativa, contendo a indicação individualizada da quantidade unitária produzida por tipo e marca de produto, tipo e volume de embalagem e estoque inicial e final de cada produto individualizado.
 § 2º As informações deverão ser encaminhadas pelo estabelecimento matriz do fabricante, de forma consolidada e individualizada por estabelecimento, até o 5º (quinto) dia útil posterior ao da produção, por meio de dossiê digital de atendimento, na forma prevista no art. 4º da Instrução Normativa RFB nº 1.412, de 2013.
 § 3º As informações de quantidades de produtos saídos do estabelecimento apresentadas pelo contribuinte nasnotas fiscais eletrônicas de saída deverão ser discriminadas por unidades de produtos.
 § 4º Aplica-se a multa de 100% (cem por cento) do valor comercial do produto a que se refere a informação, não inferior a R$ 10.000,00 (dez mil reais), sem prejuízo da aplicação das demais sanções fiscais e penais cabíveis, por:

I - omissão de informação;

II - informação incorreta ou incompleta quanto à quantidade, o tipo e à marca do produto ou tipo e volume de sua embalagem; ou

III - apresentação da informação em atraso ou em desacordo com o disposto nos §§ 1º ao 3º." (NR)

Art. 2º A Instrução Normativa RFB nº 1.432, de 2013, passa a vigorar acrescida do Anexo V, nos termos do Anexo Único desta Instrução Normativa.

Art. 3º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União e produzirá efeitos a partir de 13 de dezembro de 2016.

Instrução Normativa RFB nº 1.432....................
Das Exceções à Exigência de Selagem
Art. 16. O selo de controle não será aplicado nas bebidas relacionadas no Anexo I:
I - destinadas à exportação para países que não sejam limítrofes com o Brasil;
II - objeto de amostras comerciais gratuitas destinadas à exportação; e
III - procedentes do exterior, observadas as restrições da legislação aduaneira específica, quando:
a) importadas pelas missões diplomáticas e repartições consulares de carreira e de caráter permanente ou pelos respectivos integrantes;
b) importadas pelas representações de organismos internacionais de caráter permanente, inclusive os de âmbito regional, dos quais o Brasil seja membro, ou por seus integrantes;
c) introduzidas no País como amostras ou remessas postais internacionais, sem valor comercial;
d) introduzidas no País como remessas postais e encomendas internacionais destinadas à pessoa física;
e) constantes de bagagem de viajantes procedentes do exterior;
f) despachadas em regimes aduaneiros especiais, ou a eles equiparados;
g) integrantes de bens de residente no exterior por mais de 3 (três) anos ininterruptos, que se tenha transferido para o País a fim de fixar residência permanente;
h) adquiridas, no País, em loja franca;
i) arrematadas por pessoas físicas em leilão promovido pela RFB;
j) retiradas para análise pelos órgãos competentes;
IV - acondicionadas em recipientes de capacidade até 180ml (cento e oitenta mililitros);

V - controladas pelo Sicobe operando em normal funcionamento.


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Mercado cervejeiro em queda

“A Conta Por Favor!”


No intervalo da reunião do "Conselhão" do Governo Federal, de ontem, Jorge Paulo Lemann soltou a seguinte frase: “A vida está dura e difícil até para vender cerveja.” A situação econômica do país gera reflexos em todos os setores. A recuperação do rítimo está distante.

Segundo reportagem do jornal O Estado de São Paulo a Ambev apresentou retração esse ano. Até o terceiro trimestre, as vendas caíram 5,1% , se comparado no mesmo período em 2015. A receita líquida apresentou queda de 6,6%.

Isso é fato. O consumidor tem pedido ao garçom para por menos cerveja no copo.


LER Salão Carioca do Livro

Píer Mauá recebe primeira edição da LER, evento que passa a integrar a agenda cultural do Rio

Salão do Livro festeja a literatura com programação para todos os públicos entre os dias 24 e 27 de novembro
O Boulevard Olímpico, novo pedaço preferido do carioca, foi escolhido para receber a primeira edição da LER. Entre os dias 24 e 27 de novembro, das 10h às 21h, o espaço se transformará em Boulevard Literário com a presença de escritores, editoras, livrarias e leitores. Com acesso gratuito ao público, o evento será realizado no Píer Mauá e a programação vai celebrar a literatura em toda a sua diversidade. A LER vai proporcionar debates de diferentes assuntos com as mais variadas vozes. De acordo com Jerônimo Vargas, diretor da Base Eventos, a LER tem como foco a troca de conhecimento, a interação e a discussão. “A LER será um evento que entrará para o calendário da cidade do Rio”, acredita Vargas, que espera um público de 80 mil pessoas.
A LER se diferencia pelo fácil acesso ao local do evento e por oferecer ao público a oportunidade de participar de mesas redondas, lançamentos, bate-papos e oficinas com autores como Ruy Castro, Luis Fernando Verissimo, Marcelo Rubens Paiva, Alberto Mussa, Paulo Lins, Eucanaã Ferraz, Mary Del Priore, Gregório Duvivier e Heloísa Seixas, entre outros. Com curadoria do editor Julio Silveira – fundador da Casa da Palavra, gerente editorial da Agir e Nova Fronteira e diretor da Ímã Editorial -, o evento terá uma programação extensa e variada. No Café do Livro, são mais de 40 autores convidados. As atrações para o público infanto-juvenil estão sendo organizadas pela jornalista Marina Vieira, idealizadora e realizadora de diversos festivais de cultura.
“É muito oportuno fazer essa celebração do livro no Porto, onde as ideias desembarcavam e se misturavam, gerando os fundamentos da cultura carioca, como o samba. Agora que o Porto volta a ser dos cariocas, queremos que a LER seja de novo o ponto de encontro e fusão entre a tradição e a inovação”, destaca Julio Silveira. “Essa é a festa do livro e estão todos convidados: queremos dar voz e promover a conversa entre autores tradicionais e blogueiros, geeks e historiadores”.
O evento conta com exposições interativas e oficinas de escrita. A programação do Café do Livro inclui, entre outros assuntos, ficção policial, memória, poesia, sexualidade, comportamento e tecnologia, reforçando a diversidade. Juntam-se ao Café do Livro espaços infantis para promover o hábito da leitura de forma lúdica, área dedicada à leitura para jovens adultos, apresentações teatrais de clássicos da literatura nacional, além do Jardim Literário, que contará com convidados declamando poesias, esquinas com espaços para lançamento de livros e encontro com blogueiros, área dedicada a saraus abertos à participação ativa do público e o salão do livro com estandes de livrarias e editoras independentes e artesanais. Os sebos e os livros digitais também terão áreas destinadas a eles.
Serviço
LER – Salão Carioca do Livro
Data: De 24 a 27 de novembro

Local: Armazéns 2 e 3 do Pier Mauá – Avenida Rodrigues Alves 10, Centro.
Horário: 10h às 21h.
http://www.lersalaocarioca.com.br/

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Microcervejarias no Pão de Açúcar

Pão de Açúcar promove festival de microcervejarias em 186 lojas do país

por Eduardo Zobaran, do O Globo

As pequenas e médias cervejarias vão ganhar as prateleiras de 186 lojas do Pão de Açúcar pelo país. A partir desta sexta-feira, 18 de novembro, a rede promove seu primeiro Festival de Microcervejarias, que vai até a quinta-feira, 24. Serão 50 rótulos de 10 marcas nacionais, entre cervejarias de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Pará. Os três rótulos mais vendidos durante o festival entrarão em definitivo nas prateleiras do supermercado. 
Rótulos da Madalena estarão disponíveis

A iniciativa é uma parceria com o Instituto da Cerveja. Na segunda-feira, às 19h, a sommelière de cerveja Kathia Zanatta, uma das maiores especialistas brasileiras no assunto, falará sobre o tema no Pão da Açúcar do Leblon (na Rua José Linhares, 245), no Rio. A apresentação é gratuita.

Confira as cervejarias e rótulos: Amazon Beer (Witbier Taperebá, Forest Bacuri e Red Ale Priprioca), Cervejaria Nacional (Sa'si Stout, X-Iara Pilsen, Kurupira Brown Ale, Mula IPA e Domina Weiss), Dama (IPA, Weiss, QI APA, Tupi IPA e American Lager), Barco (San Diego APA, Sexy Session IPA, Thai Weiss Gengibre e Gans West Double Pilsner), Dortmund (Schloss, Nostradamus, Red Rode Red Ale, Hopfen Imperial IPA e The White IPA), Prost Bier (Trigo, Red Ale, Strong Ale, IPA e Pilsen), Bierland (Strong Golden Ale, Vienna, American IPA, Pale Ale e Weizen), Madalena (Lager, Weiss, Bohemian Pilsner, IPA e Amber Ale), Quinta do Malte (Krait Hop Lager, Mamba IPA, APA, Rubra Orange Wheat Ale e Barão Red Ale), Votus (Red IPA, Weissbier, Doppelbock, American IPA, Belgian Tripel e German Pilsen).

Mais informações e fonte: O Globo http://blogs.oglobo.globo.com/saideira/post/pao-de-acucar-promove-festival-de-microcervejarias-em-186-lojas-do-pais.html

Buffalo Beer

Buffalo Beer lança kits de presentes corporativos para esse natal

Gustavo Ely, responsável pelo Marketing da empresa, disponibilizou uma página específica para os produtos corporativos, que são passíves de personalização.

Acesse: http://www.buffalobeer.com.br/produtos-corporativos.html 

A cerveja já boa, imagine personalizada! Para quem estiver em Santa Catarina visite as instalações. A fábrica é muito bonita, por sinal.

Cervejaria Buffalo Beer
Rua hercílio luz - 525 - Bairro progresso - Maravilha SC - CEP 89874-000 - www.buffalobeer.com.br

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Curso de Cerveja Artesanal Paulo Schiaveto

Paulo Schiaveto é considerado um dos melhores mestres cervejeiros do Brasil e do mundo. Pegar dicas com esse mestre é mais que uma consultoria, é um ensinamento de vida. Não perca! Vagas limitadas!


Vendas pelo PagSeguro, em 3 parcelas 
sem juros, ou em até 12 vezes (com acréscimo pelo pagSeguro)
No link é oferecida também a opção de desconto para pagamento a vista ou boleto.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Füzessy Beer

Como fazer uma cerveja IPA!

Meu amigo Julio Füzessy fez o passo-a-passo de como produzir uma cerveja IPA em escala industrial, passando pelos processos básicos de uma cervejaria.

A filmagem ficou bacana e mostra que fazer cerveja em equipamento industrial não é um bicho de 7 cabeças. Pelo contrário, lembra bem o processo rudimentar de fazer cervejas em casa, porém, em quantidades maiores. A fábrica que cedeu esse momento é a Verace, localizada no Jardim Canadá, em Nova Lima, MG.

Assista o vídeo! Está bem legal!


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Encontro dos Veteranos Taberna do Vale

Sábado promete. Se você é apaixonado por carros antigos, especialmente aqueles de corrida, você vai se surpreender. O piloto de arrancadas Rogério Amaral vai expor suas máquinas na Cervejaria Taberna do Vale, na Avenida Canadá, 968, no Bairro Jardim Canadá em Nova Lima.

Será um encontro de máquinas, rock n' roll e boas cervejas, que serão extraídas da Bier Caravan.

Não perca!


sábado, 5 de novembro de 2016

Eisenbahn Oktberfest Belo Horizonte


Data: 5 e 6 de novembro, sábado e domingo
- Horário: de 12h às 21h
- Local: Praça da Assembleia. (Praça Carlos Chagas) Av. Olegário Maciel, próximo nº 2025, Gutierrez, Belo Horizonte/MG
- Atrações artísticas:

.Sábado, 05/11:
1) Banda típica alemã Bauernband
2) Grupo de dança tradicional Mosel Volkstanzebanda
3) Grupo de dança folclórica germânica Schmetterling Germanische Volkstanzgruppe
4) Banda BeerJuice
5) Dj Kriok 

. Domingo, 06/11:
1) Grupo Berliner (música alemã contemporânea)
2) Banda típica alemã Bauernband
3) Grupo de dança tradicional Mosel Volkstanzebanda
4) Banda BeerJuice

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Heineken Amsterdãm



Heineken promove a "Open the Experience". Na compra de 12 garrafas de Heineken, o participante terá que cadastrar o respectivo cupom de vendas. 

São 26 frigabares, sendo 10 acrescidos de passagens para Amsterdãm, cidade sede da Cervejaria.


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Uaiktoberfest 2016

Liberado! Uaiktoberfest 2016 liberado!


Depois da polêmico embargo da realização do maior evento cervejeiro de Nova Lima, a Uaiktoberfest foi liberada pelo corpo de bombeiros.

Esse fim de semana promete. Diversas microcervejarias, comidas típicas, encontro de cervejeiros fundamentarão mais uma vez a importância desse festa que deveria ter começado a séculos atrás.

Para quem não sabe, Nova Lima possuía um pequeno polo cervejeiro formado por imigrantes de diversas nacionalidades. Ingleses, alemães, portugueses, franceses produziam boas cervejas para atender os cidadãos e operários das minas de ouro e minério.

Em breve você conhecerá essa história no novo livro que estou escrevendo, sobre a história da cerveja em Minas Gerais.

O Uaiktoberfest será no Clube do Sindicato dos Mineiros.

Imperdível!

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Barbearia Saideira

Humor sobre a cerveja artesanal

Quem conhece esses artistas sabem que eles são feras na comédia. Otávio Muller (Rede Globo - Entre Tapas e Beijos) e Welder Rodrigues (Os melhores do mundo) fizeram um quadro divertido no Zorra Total nesse fim de semana. 

Veja na integra o vídeo que rolou na internet "Barbearia Saideira"


video
Divertidíssimo! Um brinde à dupla!

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Imposto Simples para Microcervejarias

Simples Nacional: é isso mesmo?

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Estamos torcendo que o imposto simples entre para os pequenos empreendedores de cervejas, vinhos e cachaça, que está prestes a passar por uma sanção do Governo Federal.

Pois bem. É salutar, mas é para prestar a atenção. O Imposto Simples é uma sistemática de formalização tributária, menos complexa e menos detalhada, ou seja, é mais simplificada. Não se trata, em termos práticos, de uma redução tributária, onde os principais impostos incidentes na cerveja, como o IPI e o ICMS, sofrerão renúncia fiscal. O contribuinte que pensa dessa forma pode estar enganado.

Mais que reduzir a burocracia do contador e do microempresário, torna-se importante a redução de impostos. Uma vez que a empresa se enquadre no Simples Nacional os riscos desta em não absorver créditos tributários de compras de insumos ou de itens do ativo permanente são considerados altos. Todas as compras provavelmente virão com substituição tributária. Entendo que as reduções fiscais estarão na esfera dos impostos sociais (PIS, CONFINS, CSSL, etc.). O governo não quer (e não está com sobras de caixa para) abrir mão daquilo que lhe convém.

Novos negócios, quando criados e bem desenvolvidos, deveriam ser melhor atendidos quanto aos encargos que o Fisco impõem, para que haja um crescimento saudável. Governos deveriam ganhar seus tributos pela quantidade produzida e não pela alíquota que entendem ser lucrativa para o erário público. Quem produz mais paga mais; quem produz menos paga menos. Se o empreendedor perder fôlego, nem Governo e nem a sociedade ganham com isso. Ambos também ficarão com sede.

Caso o microcervejeiro entre para o Simples Nacional, compete ao seu contator pegar a calculadora e o lápis para anotar os novos impactos no papel. Esses cálculos serão fundamentais. Isso deve ser feito o quanto antes, tanto para fins de orçamento de 2017, quanto para atender a legislação daquele ano.

Sucesso a todos!

Foto: http://amuletsandale.blogspot.com.br/2014/08/apex-predator-off-color-brewing.html

domingo, 23 de outubro de 2016

Uaiktoberfest 2016

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COMUNICADO OFICIAL - EVENTO ADIADO
Informamos que devido a notificação de interdição recebida ontem, 21 de outubro de 2016 pelo Corpo de Bombeiros, o evento Uaiktoberfest 2016 marcado para este final de semana está adiado.
Apesar do cancelamento na data de ontem, a produção não mediu esforços para que o evento ocorresse normalmente neste sábado e domingo. As medidas cabíveis foram tomadas, porém devido ao processo nos tramites legais que necessita de um tempo maior para deferimento ou indeferimento, a produção optou pelo adiamento, haja vista que se perdeu um grande tempo de festa, no qual poderia acarretar maiores prejuízos a todos os participantes e profissionais, músicos, expositores e suas equipes, além de comprometer a logística montada pela produção.
A produção do evento informa que uma NOVA DATA será marcada e divulgada no qual os ingressos ou passaportes já adquiridos terão validade.
- Da devolução do dinheiro dos ingressos
Trabalhamos com total transparência e respeito ao público. Nesta segunda-feira 24 de outubro, informaremos os procedimentos para devolução dos ingressos comprados caso não haja interesse em mantê-los para a nova data que será divulgada.
Nosso maior objetivo neste evento, além da valorização dos cervejeiros e dos músicos da cidade é trazer entretenimento e diversão para as pessoas, e por isso lamentamos profundamente o ocorrido.
Salientamos que todo esforço foi feito para que não ocorresse este tipo de imprevisto e consequentemente o adiamento da festa, uma vez que toda estrutura já estava montada, as equipes e músicos à postos e todas as medidas de segurança preventiva tomadas. Salientamos também que todo empenho será mantido para que a tradicional UAIKTOBERFEST ocorra como já mencionado em nova data a ser marcada e devidamente divulgada.
Dúvidas ou questionamentos, podem ser enviados para o e-mail : ascuarnl@gmail.com onde cada caso será analisado e devidamente respondido.
Atenciosamente,
Produção Uaiktoberfest 2016

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Ambev e as cervejas não maltadas

  • Ambev apoia milho e arroz na cerveja: "muito chato se todas fossem iguais"

  • Getty imagens
Por Afonso Ferreira
Alvo de críticas por incluir cereais não maltados --como milho e arroz-- nas cervejas, a Ambev defendeu a prática e disse que ela é positiva para o mercado cervejeiro. A fabricante é dona de marcas como Skol, Brahma e Antarctica.
"O mundo seria muito chato se todas as cervejas fossem iguais", disse o diretor-geral da empresa, Bernardo Pinto Paiva, referindo-se às cervejas que levam apenas água, lúpulo e malte em sua composição. "Quem é contra arroz, milho e outras misturas na cerveja é contra a diversidade", declarou.

Puro malte?

Para ser considerada puro malte, a cerveja não pode ter adição de cereais não maltados. No Brasil, a legislação permite que as cervejas tenham até 45% desses cereais na composição total dos ingredientes.
A crítica às cervejas com cereais não maltados tem como base a chamada Lei da Pureza, ou Reinheitsgebot no original, instituída na Alemanha em abril de 1516. Segundo ela, os únicos ingredientes permitidos na fabricação deveriam ser água, cevada e lúpulo. Na época, a levedura ainda não entrava na lista porque era considerada uma dádiva dos céus, de acordo com a enciclopédia "Larousse da Cerveja". 
Até hoje, algumas empresas no mundo e no Brasil ainda seguem essa regra quando fabricam seus próprios rótulos. Para Paiva, da Ambev, no entanto, essa receita está atrasada e inibe a criatividade na produção de cervejas. "Não existe certo ou errado em cerveja. Se quiser colocar gengibre, rapadura ou outro ingrediente, qual o problema?", pergunta.

Cerveja mais leve

O uso de arroz e milho tem a função de suavizar a cerveja, ou seja, deixá-la menos amarga e mais clara, afirma o mestre-cervejeiro da Ambev Luciano Horn.
Segundo ele, a cerveja em outros lugares do mundo também tem ingredientes diferentes. "Cada região usa aquilo que tem para fazer cerveja. A Alemanha tem cevada. A China e o Brasil têm arroz. Mas isso não significa que uma é melhor do que a outra, é questão de gosto", diz.
De acordo com especialistas, todos os cereais são fontes de açúcares fermentáveis e capazes de transformar-se em álcool, mas os maltes de cevada e trigo conferem à bebida um sabor mais marcante do que o milho e o arroz.

Encontro com agricultores

Paiva e Horn participaram, nesta quinta-feira (20), de um encontro com produtores rurais em um campo de pesquisa em cevada que a Ambev mantém em Passo Fundo (RS).
Cerca de 250 agricultores estiveram no encontro para aprenderem sobre novas variedades da cevada e técnicas de cultivo, segundo a empresa.
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