segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Trem Backer BH

TREM DA CERVEJA

Trem Bão da Backer no Belvedere em BH 

por DÉBORA COSTA

Imagine passear pelo bairro Belvedere e seu entorno, na região Centro-Sul da capital, em um trem que te levaria a conhecer uma das mais tradicionais fábricas de cerveja artesanal de Minas Gerais. Certamente, este seria considerado um passeio dos sonhos para muitos mineiros, que poderão apreciar a bebida viajando até a “fonte”.

A ideia, no entanto, pode deixar o imaginário e se tornar realidade, a partir de 2016. O projeto “Trem da Cerveja do Belvedere” pretende viabilizar um roteiro turístico diferente com destino à cervejaria Backer, mas tem como objetivo maior a revitalização e preservação dos 2,5 km de malha ferroviária sem utilização que corta a região.
Implantada na década de 1970 para o transporte de minério de ferro da Mina de Águas Claras, o trecho foi desativado em 2003, com o fim da exploração mineral na região. Desde então, os 12 km de linha férrea começaram a se degradar e até a serem destruídos, sobrando apenas 2,5 km utilizáveis, após intervenção do Ministério dos Transportes, em 2010.

A intenção inicial era transformar a linha em uma opção de transporte de passageiros na região metropolitana de Belo Horizonte, ligando o Belvedere ao Barreiro. Mas, como a proposta demanda tempo e recursos, o “Trem da Cerveja do Belvedere” surgiu como uma primeira ação para preservação. “O objetivo principal é esse: preservar o caráter ferroviário desta área, através de um projeto inicialmente turístico”, explica o presidente do Instituto Cidades, André Tenuta, uma das oito entidades idealizadoras do projeto.

Saiba mais. A proposta é recente, idealizada em setembro deste ano, e está sendo coordenada pela Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (AMRBH). Assim que for finalizado, o projeto será apresentado à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que dará ou não autorização para o funcionamento do trem turístico.

A operação das locomotivas será realizada pela ONG Trem, outra parceira.

Para ser viabilizado, o “Trem da Cerveja do Belvedere” espera contar com apoio da iniciativa privada, principalmente de hotéis, bares e restaurantes da região. A cervejaria Backer seria uma das financiadoras, mas a mesma ainda estuda a proposta. “Não está 100% certa a nossa participação, estamos analisando. Há o interesse, porque (o projeto) é inovador, vai fomentar o turismo em Belo Horizonte”, afirma a diretora de marketing da cervejaria, Paula Lebbos.

Por estar em fase inicial, o projeto ainda não iniciou a captação de recursos, mas prevê um investimento total de R$ 1 milhão. Parte da verba também será solicitada ao poder público. 

Mais informações e fonte: http://www.otempo.com.br/cidades/belvedere-pode-ganhar-trem-para-percorrer-o-roteiro-da-cerveja-1.1200685

Bebida a menores

Bebida a Menores é Crime

Não me cabe mais na minha cabeça a atitude de pessoas que instigam ou influenciam crianças a ingerir bebidas alcoólicas. A filmagem a seguir é chocante e revoltante. Dois adultos imbecis, sendo um com uma criança de colo, dando cigarros e cerveja e pior, (pasme) achando graça do que fazem.

Não é de hoje que mencionamos que o consumo de bebidas alcoólicas é destinado a MAIORES DE 18 ANOS no Brasil. É inconcebível agir de outra maneira, quando se trata de crianças. A ação não se deve pautar apenas por que uma Lei existe. Temos que ser espiritualistas nessas horas Temos que pensar no próximos, na família.Nossas vidas são marcadas pelas pequenas atitudes que tomamos a cada minuto que se passa. Somos formados por pequenos gestos. São anos para conquistarmos admiração e respeito; e segundos para perdermos tudo que conquistamos. Como que alguém, de idade adulta ainda não compreendeu isso?

São crianças. Quais as consequências que uma criança poderá ter no futuro quando é tratada dessa forma medonha por seus (ir) responsáveis? Que pais são esses que não pensam no bem estar de seus filhos?  

Imagine nas retaliações que a criança irá sofrer por causa das atitudes imbecis provocadas por seus pais. Particularmente, eu não permitiria filhos meus frequentarem uma casa cuja os pais executam esse tipo de atitude. Me dá medo.

Cerveja é para adultos e ponto final. Repudiamos, detestamos, não fazem parte de nosso grupo de amigos e  de apreciadores de cervejas ao qual convido, pessoas com esse tipo de atitude. 

A imagem não parece ser filmada no Brasil, todavia sabemos que há pessoas no país que ainda executam tal prática. Fica o alerta. É lastimável.


video





domingo, 27 de dezembro de 2015

Cervejaria Itaipava


Líder do PMDB é sócio de dono de cervejaria que financiou campanha de Dilma


Afamília Picciani e Walter Faria, da Itaipava, têm juntos pedreira comprada de um morto e avaliada em R$ 70 milhões

RAPHAEL GOMIDE E HUDSON CORRÊA

Nas eleições de 2014, o Grupo Petrópolis, fabricante da cerveja Itaipava, se firmou como um grande doador de campanhas, destinando R$ 57,2 milhões a partidos e candidatos. Metade foi para a campanha da presidente Dilma Rousseff e para o PMDB do Rio de Janeiro. O partido fluminense ganhou R$ 11 milhões, e Dilma, R$ 17,5 milhões, a quarta maior contribuição recebida pela candidata petista.
Desde 2011, o PMDB fluminense está sob o comando do presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani. É pai de Leonardo Picciani, que se tornou líder do PMDB na Câmara e, em dezembro, já foi destituído e reconduzido ao cargo. Nos últimos meses, os deputados Picciani lançaram uma boia de salvação para Dilma no processo de impeachment, articulando uma base de apoio à presidente no PMDB. Foram recompensados com dois ministérios e prestígio junto a presidente.
Além de políticos influentes, os Picciani são empresários em ascensão. Em abril, ÉPOCA revelou que a família possui uma pedreira no Rio de Janeiro – a Tamoio Mineração S.A. – avaliada em R$ 70 milhões. A reportagem mostrou que, em setembro de 2012, os Picciani compraram parte das ações de um empresário que morrera mais de um ano antes, em abril de 2011. Novo documento obtido por ÉPOCA mostra que um mês depois de adquirir a pedreira, a família se associou ao empresário Walter Faria, o dono da Cervejaria Petrópolis, responsável pelas generosas contribuições na campanha de 2014.
Na lista da revista Forbes, Walter Faria aparece como 11º homem mais rico do Brasil, dono de uma fortuna estimada em US$ 3,4 bilhões e poderoso investidor do ramo de bebidas. Em contraposição ao sucesso, o empresário tem um histórico de problemas com a Receita Federal e chegou a ser preso em 2005, acusado de sonegação fiscal. O dono da Itaipava entrou na sociedade da mineradora por meio de sua empresa, a GP Participações e Empreendimentos S.A., que comprou 20% da pedreira dos Picciani e de Carlos da Costa Pereira, o Carlinhos da Artsul, outro acionista. A família Picciani mantém suas ações em nome da Agrobilara Comércio e Participações.
O patriarca Jorge Picciani não vê problemas em manter sociedade com um grande doador do PMDB. “Não há conflito com a esfera do interesse público. Eles [da cervejaria] jamais contribuíram para as minhas campanhas ou de meus filhos, nem direta nem indiretamente”, disse o deputado, referindo-se ao fato de o dinheiro ter sido repassado ao partido. “Meus mandatos na presidência da Assembleia são exercidos com absoluta transparência, e o diálogo com as empresas não ocorre de maneira individual”, afirmou, em nota.
Por meio da assessoria de imprensa, os deputados Leonardo e Jorge Picciani disseram que não são sócios do empresário Walter Faria. "A empresa dele é, da mesma forma que a Agrobilara, acionista da Tamoio Mineradora, que é uma S.A. Pela lei das S.A.s, o fato de serem acionistas em uma mesma empresa não faz das pessoas sócias. Além disso, nenhum representante de Walter Faria ou da Agrobilara participa da diretoria executiva ou do conselho de administração. Logo, não interferem no dia a dia da empresa", diz a nota da assessoria. Sobre a compra das ações de "um morto", a assessoria acrescenta que "já foi esclarecido que se tratava de um equívoco cometido pelos vendedores da empresa quando transferiram ações correspondentes a 0,0000001% do negócio – um erro que, ao contrário do que a matéria sugeria, não nos beneficiava, mas, ao contrário, nos prejudicava – e que já foi sanado".
Walter Faria entrou na sociedade depois que Picciani fez o negócio com o homem morto. A assessoria do Grupo Petrópolis afirma que “a GP Investimentos tomou conhecimento da situação a partir da reportagem”. “A empresa avaliará e verificará as informações e agirá de acordo com as orientações legais cabíveis.” O Grupo Petrópolis afirmou, também em nota, que “doou, de maneira legal e registrada na Justiça eleitoral, para diversos partidos políticos, candidatos e comitês regionais, em todo o Brasil”.
No começo deste ano, ÉPOCA revelou que o Grupo Petrópolis, comandado por Faria, obteve um empréstimo de quase R$ 830 milhões em condições generosas do Banco do Nordeste. Duas semanas depois de selar a transação com o banco público, o grupo de Faria aportou os R$ 17,5 milhões na campanha de Dilma Rousseff. Dono da segunda maior cervejaria do país, o Grupo Petrópolis possui seis fábricas: duas na Região Serrana do Rio de Janeiro e as demais em São Paulo, Mato Grosso, Bahia e Pernambuco. As duas últimas foram construídas com o financiamento do Banco do Nordeste que é alvo de investigação do Ministério Público Federal.
Walter Faria e a família Picciani mantém relações próximas. Picciani participou da festa de inauguração da fábrica na Bahia, e a Itaipava foi patrocinador de destaque do 13º Leilão Cidade Maravilhosa, de gado nelore, promovido pelo deputado. O evento, realizado em março em um hotel de luxo em Mangaratiba, Litoral Sul fluminense, teve transmissão ao vivo pelo Canal Rural. A marca da cervejaria estampava o microfone do leiloeiro no evento, que arrecadou R$ 3,6 milhões, com a venda de 63 lotes de animais de raça. Picciani também pega caronas no helicóptero do amigo no Rio. Mas suas relações societárias com Faria sempre foram desconhecidas, até de políticos mais próximos.  O grupo Petrópolis informou que as decisões sobre patrocínios a eventos “são sempre tomadas em caráter técnico, visando ao fortalecimento das marcas”.
A mineradora de Picciani e Walter Faria informa em seu site que fornece brita para obras das Olimpíadas. A mineradora não mantém contratos diretamente com a Prefeitura do Rio nem com o governo do Estado, ambos governados pelo PMDB, mas entrega o material a empreiteiras contratadas para obras públicas pelos dois entes. Faria entrou na sociedade em um momento de prosperidade, no fim de 2012. Com o país em crescimento e às vésperas da Copa do Mundo e das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro, a cidade era um canteiro de obras públicas de infraestrutura, e a construção civil prosperava.
Desde a aquisição da Tamoio por Picciani, Carlinhos da Artsul e Walter Faria, a empresa recebeu enormes investimentos e multiplicou por cinco a produção. Em 2013, após a entrada de Walter Faria, teve início o ambicioso plano de investimentos, que envolveu a importação da Alemanha, por 10 milhões de euros, de uma sofisticada planta móvel  de britagem e peneiramento, com capacidade de 900 toneladas por hora. A mineradora se louva, em seu site, da “maior planta móvel do planeta”.
*A reportagem foi atualizada com resposta enviada pela assessoria de Picciani às 21h04.
http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2015/12/lider-do-pmdb-e-socio-de-dono-de-cervejaria-que-financiou-campanha-de-dilma.html

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

HB em BH - Parte 2

HB fecha espaço temporariamente


Muitos amigos apreciadores de cervejas me questionam quanto à abertura frustrada da Hofbrauhaus em Belo Horizonte. Pessoalmente no primeiro dia de abertura ao público fiquei na fila por alguns minutos desistindo logo de cara em ficar por mais tempo, pois diversos amigos se encontravam a pelo menos 1,5 hora em fila de espera. Um dos proprietários estava do lado de fora pedindo desculpas pelo não atendimento, sugerindo que voltasse outro dia para ser atendido.

Até ai tudo bem, é algo natural quando se trata de uma novidade na praça de BH. Logo após o primeiro dia, a casa fechou por motivos administrativos (não cabe aqui mencionar o que aconteceu). Após mais alguns dias em aberto a casa novamente fechou suas portas alegando falta de capacidade de produção para atender a demanda de clientes. O chope acabou!

Já venho escrevendo alguns artigos cervejeiros ao longo dos anos ao qual menciona sempre as questões dos riscos operacionais e estratégicos no segmento de cervejas. A situação agrava e muito quando incluímos nesse setor um pub, bar ou restaurante, pois lidamos diretamente com público e funcionários - ou seja pessoas. O prazo de venda é bem apertado. Um bar possui atividade comercial normalmente medido em horas e não em dias. Um pub, bar, etc, é comum trabalhar de quarta a domingo em horários reduzidos, devido a natureza de suas operações, ao contrário de uma empresa normal que trabalha 8 horas por dia, 5 vezes por semana, no horário comercial de 8:00hs às 18:00hs. A ausência de produtos, funcionários, itens essênciais como luz, gás, água, etc. são outros elementos que perfazem um plano de gerenciamento de riscos e de contingências. Como atuar em uma situação dessas? Pedir desculpas? "Pede para sair"? "Volta depois"?

Dessa forma, atendimento é ponto crucial. Em suma: planejamento é tudo. Como prever um consumo, capacidade de atendimento, (em número de lugares e espaço em metros quadrados e vagas de estacionamento internamente e em ruas ao redor)? Planejar, consultar colegas e especialistas de mercado é algo que não pode deixar de ser avaliado e colocado no papel, pois caso contrário, perde-se dinheiro, tempo, prazer e frusta os clientes, inclusive aqueles prestigiam a marca.

Aumentar a capacidade da Hofbräuhaus - uma cervejaria européia, secular e de renome significa não só pensar em atender o restaurante e sim, quem sabe, produzir inclusive o engarrafamento de  produtos, substituindo a complicada importação de suas garrafas - por que não? Oportunamente, a empresa vem contratando empregados para a trabalhar na produção. (Veja nota a seguir).

De qualquer forma, estamos ansiosos para prestigiar a casa. Duas chances foram dadas. Será que uma terceira terá que ser concedida? Veremos. Enquanto isso, vou beber em outro lugar.

Academia Sommelier de Cerveja


Retransmitimos com louvor as palavras de Jaque Oliveira.

"Pessoal, aproveito para informar que as inscrições para a 9a. Turma da Academia Sommelier de Cerveja estão abertas. 

Um dos cursos mais completos do mercado, com cinco meses de duração, aulas semanais com ênfase em harmonizações e degustações de cerveja. 

Na Academia Sommelier de Cerveja você realmente se torna um profissional apto a exercer a profissão".

Informações: academiasommeliercerveja@gmail.com ou (31) 98402-6452.

Jaqueline de Oliveira Silva
Coordenadora Administrativa da Academia Sommelier de Cerveja
jaquelineoliveira@gmail.com






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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

BMW 2016



Estava eu tomando uma breve cerveja com meu amigo Andrei Monteiro, quando ele recebeu um vídeo muito bacana da BMW que promovia um de seus carros.

Sem muitas delongas, a apresentação é vibrante e foi exibida em uma estrutura simples, porém estratégica e genial. Essa apresentação foi exibida em 2013 e 2014.



  Foto: Screenshot from youtube.http://www.autoevolution.com/news/some-guy-sold-beer-out-of-the-back-of-a-bmw-502-at-this-years-villa-deste-video-81978.html#agal_0

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

OPETH 25 anos



OPETH lança cerveja de edição limitada para comemoração de seu 25º aniversário
por Fernando Portelada


Os heróis do prog metal sueco fizeram parceria com a Northern Monk Brew Co. para a cerveja chamada XXV Anniversary Imperial Stout.

beer bottle top sealed with golden waxSomente 1700 garrafas de 600ml da bebida - que tem 9,2% de álcool - estarão disponíveis. Ela está sendo descrita como uma "descendente da mais forte Stout Porter feita na Bretanha no século 18 e mais de 10 tipos diferentes de malte foram utilizados em sua fabricação para o mais extremo e complexo sabor - forte, escura e cheia de sensações bocais, espere um sabor torrado e ricas notas de chocolate, café e caramelo torrado."

O guitarrista Fredrik Akesson e o baterista Martin Axenrot visitaram a cervejaria e fizeram um tour com o fundador Russel BIsset, que disse: "Somosgrandes fã de metal na Northern Monk e o OPETH é geralmente a trilha sonora de nossas cervejas".

O frontman do grupo, Mikael Akerfeldt adicionou: "Mesmo sendo primeiramente músicos, somos amantes de cerveja em segundo lugar. Quase isso, deixe-me reformular - Nós amamos cerveja. Amamos boa cerveja. Nós nos tornamos connoisseurs tardios."

A XXV Anniversary Imperial Sout está disponível somente na Internet por £12 a garrafa.



Mantenha a fonte ao citar o texto: Opeth: conheça a cerveja XXV Anniversary Imperial Stout limitada http://whiplash.net/materias/news_796/234848-opeth.html#ixzz3tkcAPzko
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Cerveja contaminada

Carlton Dry

Fabricante de cerveja faz recall de 1 milhão de garrafas

Carlton & United Breweries afirmou que cerca de uma dúzia de queixas foram recebidas sobre as garrafas de 335 mililitros, feitas em outubro, e vendidas em toda a Austrália. Um porta-voz da empresa, Jennifer Howard disse que o defeito pode ter ocorrido durante o processo de engarrafamento.
"Esse tipo de coisa é rara, mas levamos a qualidade das nossas cervejas a sério", afirmou a empresa com sede em Melbourne. O recall afeta menos de 1 por cento da produção anual de cerca de 240 milhões de garrafas da cervejaria.
A marca é do grupo SABMiller, que está planejando uma fusão US$ 100 bilhões com a Anheuser-Busch InBev para formar a maior cervejaria do mundo, dono de nove das 20 principais marcas de cerveja do mundo.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Fraude em cerveja


Fraude milionária na venda de cerveja é investigada pelo MP-ES


O Ministério Público apura ainda a estipulação de preços diferenciados pela AMBEV em mercados vizinhos, como Bahia e Rio de Janeiro, e em outros estados, como Sergipe, onde os valores destoam significativamente dos praticados no Espírito Santo, fomentando as atividades ilícitas.
"Nós estamos apurando, em relação à AMBEV, a política de precificação, que é a estipulação de preços diferenciados em regiões próximas. A apuração diz respeito aos crimes econômicos que podem estar por trás disso", explicou o promotor de Justiça Lidson Fausto.
As investigações mostram que os proprietários compravam cerveja nos estados do nordeste, que tem Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) mais barato.
"Os tributos são inferiores nos estados do nordeste, pela prática da pauta fiscal e tudo o mais. Então, eles remetem para o estado do nordeste e depois vêm para cá, como se o consumo fosse lá. Com isso, o imposto acaba sendo recolhido, parcialmente, para o estado da Bahia e não para o Espírito Santo, por exemplo", falou o subsecretário estadual da Fazenda, Bruno Negris.
O primeiro mandado de busca e apreensão aconteceu em uma distribuidora de bebidas, no bairro Vale Encantado, em Vila Velha, na Grande Vitória. A suspeita é que o proprietário não pagava imposto sobre a venda de cerveja.
Em outra distribuidora, no bairro Santa Mônica, mais de mil caixas de cerveja foram apreendidas por falta de notas fiscais. O proprietário não estava no local quando a polícia chegou para fazer a apreensão. O que chamou atenção dos policiais foi que a garrafa de um litro de cerveja era vendida por um preço mais baixo que na fábrica.
Distribuidoras de cerveja de todo o estado do Espírito Santo foram alvo de uma operação realizada pelo Ministério Público, Secretaria da Fazenda e Polícia Civil, que teve início na manhã desta quarta-feira (2).
Ao todo, 50 mil garrafas e latas foram apreendidas, num total de R$ 160 mil, mas a suspeita é que, desde o início de 2015, R$ 150 milhões foram sonegados.  
Os donos de distribuidores foram autuados por sonegação fiscal, crimes contra a ordem fazendária e associação criminosa. Alguns também estão sendo investigados por lavagem de dinheiro.
Por meio de nota, a Ambev disse que sua política de precificação leva em consideração uma série de variantes, tais como a carga tributária das praças onde opera, as marcas e as embalagens dos produtos.
"Estados que possuem carga tributária elevada podem sofrer com a invasão de produtos oriundos de Estados que possuam menor carga tributária, o que prejudica não só os cofres públicos, mas também a indústria. A empresa opera em total conformidade com as leis vigentes nos locais onde atua e repudia quaisquer práticas que fomentem atividades ilícitas", diz a nota. 
A companhia acrescentou ainda que está à disposição do Poder Público para auxiliar no combate a práticas irregulares.

Editora Cosac Naify

Editora Cosac Naify encerra suas atividades


Não poderia deixar de publicar essa mensagem.
A mensagem de Charles Cosac é o retrato de quem lutou por amor à pátria e foi até o fundo de sua alma para manter um negócio em atividade. Sua entrevista no Jornal das 10 da Globo News foi emocionante e decepcionante, pelo ponto de vista de que, muitas vezes lutar contra essa maré de corrupção e injustiças fiscais, "burrocracia" e de desincentivo cultural, faz que joguemos a toalha, e muitas vezes, mudemos de país.
A editora foi uma das maiores investidoras em livros de arte do Brasil. Seus livros lembram muito a Editora Taschen, da Alemanha. É uma perda irreparável. 
Não obstante, desejamos longa vida ao Charles, que de cabeça erguida, fechou a sua empresa, de forma digna, antes de decretar algo pior.
A cultura nacional perde e muito com o fim do trabalho de Charles.
Abaixo, sua mensagem que está no blog da editora:

"Meus Queridos Amigos,
Eu gostaria muitíssimo de agradecer a todos as tantas manifestações de solidariedade acerca do fim das atividades da Cosac Naify, quase dezenove anos depois. Eu fico, em verdade, comovido quando constato que nossas iniciativas não foram em vão e essa certeza somente os senhores, leitores e amigos dessa editora, podem me dar. Muito obrigado.
Ao meu ver, uma editora deve existir exclusivamente para alimentar um projeto cultural e quando eu senti o projeto Cosac Naify ameaçado, eu julguei que seria o momento correto para cessarmos nossas atividades. Como o fiz. Dessa maneira, eu perpetuo um sonho belíssimo do qual tantos participaram e ajudaram a construir.
Eu sinto que tenho uma dívida enorme para com todos os senhores que lerem essa carta e, inclusive, para com minha própria editora através da qual eu os conheci e os senhores me conheceram também. Foi ótimo trabalhar na Cosac Naify todos esses anos e eu não poderia pensar em momentos mais felizes. Eu amo e agradeço igualmente à cidade de São Paulo, que me recebeu de braços abertos desde que a adotei como lar, há quase vinte anos.
Por fim, eu peço que saibam, que além de gratidão eu senti muito orgulho, prazer e alegria de trabalhar para os senhores todos esses anos.
Com sinceridade, o afeto e a paz que sempre luto para ter em mim.
Charles”.

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